O levantamento também dimensiona o impacto social da política pública: a execução dos projetos com gastos em 2024 foi responsável pela criação ou manutenção de mais de 228 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, espalhados por diferentes segmentos da economia criativa.
Os resultados ajudam a explicar por que a Lei Rouanet é considerada um instrumento central da política cultural brasileira. Mais do que viabilizar espetáculos, exposições ou produções audiovisuais, o mecanismo atua como indutor de desenvolvimento, ativa cadeias produtivas inteiras, gera emprego, arrecada impostos e amplia o acesso à cultura.
Na prática, a Lei Rouanet funciona como um mecanismo de incentivo fiscal que permite a empresas e pessoas físicas destinarem parte do Imposto de Renda devido ao financiamento de projetos culturais previamente aprovados pelo Ministério da Cultura. Em vez de recolher integralmente esse valor aos cofres públicos, o contribuinte investe diretamente em iniciativas nas áreas de música, teatro, cinema, artes visuais, patrimônio cultural e outras manifestações artísticas. O modelo não implica gasto extra do governo, mas uma renúncia fiscal condicionada, com regras, limites e prestação de contas, garantindo que os recursos sejam aplicados em projetos com interesse público, impacto cultural e retorno econômico comprovado.



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