O governo federal anunciou, nessa terça-feira (31), um pacote de R$ 28 milhões em medidas para ampliar a formalização e fortalecer o artesanato em todo o país.
A iniciativa faz parte do programa Mãos que Fazem o Brasil, promovido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Memp).
Os investimentos serão feitos em estrutura, inovação e comercialização, com entrega de veículos e equipamentos, além do lançamento de um novo sistema nacional de cadastro.
Também está prevista a implantação de novos Laboratórios Criativos, ambientes de qualificação onde artesãos poderão aprimorar técnicas, desenvolver produtos e se conectar com novos mercados.
A iniciativa antecedeu o Salão do Artesanato de Brasília, que foi aberto no dia 1º de abril na capital federal.
ESTRUTURA — Um dos principais entraves do artesanato brasileiro está na ponta: transportar, divulgar e vender a produção. Para enfrentar esse desafio, o pacote inclui a entrega de 25 caminhões para apoio à comercialização, 26 veículos administrativos e 52 notebooks às coordenações estaduais, já entregues aos estados e simbolizados por um modelo de cada no evento.
Com investimento de aproximadamente R$ 22 milhões, a medida amplia a capacidade operacional nos estados e no Distrito Federal, permitindo desde o escoamento das peças até o atendimento direto aos artesãos, como emissão de carteiras, orientação e apoio à participação em feiras.
Na prática, a política pública passa a chegar onde o artesão está, reduzindo custos e ampliando o acesso a oportunidades.
SICAB — Outro eixo estruturante é o novo Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), relançado como base da política pública para o setor.
Mais do que um banco de dados, o sistema é a porta de entrada para a formalização: é por meio dele que o artesão obtém a Carteira Nacional do Artesão, documento válido em todo o país que permite acessar editais, capacitações, feiras e outras políticas públicas.
O SICAB organiza informações de artesãos, mestres artesãos, associações e cooperativas, permitindo uma visão nacional do setor e a formulação de políticas mais eficientes. Também possibilita o pré-cadastro digital e a atualização de dados, facilitando a entrada de novos profissionais na rede.
“A formalização é o que garante acesso real às oportunidades. Quando a gente fortalece o cadastro e melhora a logística, está, na prática, abrindo mercado e gerando renda”, afirmou o secretário Milton Coelho. “O artesanato vai além da economia: ele representa a nossa cultura, a nossa identidade e o sustento de milhares de famílias.”
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