sexta-feira, 30 de junho de 2023

Porquê a inelegibilidade de Bolsonaro é tão importante?


A decisão do Tribunal Superior Eleitoral em tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível foi comemorado em grande parte do Brasil por vários motivos. Um deles é que, infelizmente, a manipulação alcançada pelos seus comparsas pode ainda causar um estrago, pois parte dos brasileiros ainda se deixam manipular em prol de Jair, e estando inelegível, por oito anos, caso ele não seja também encarcerado por seus outros crimes, ao menos teremos oito anos de desenvolvimento e tempo de criarmos leis que dificultem que criminosos como ele sejam eleitos no futuro.

Outra questão é que para a imprensa e para o meio cultural, Jair apresentou-se um inimigo, perseguidor e destruidor, por meio de mentiras plantadas em veículos de comunicação e por medidas contra a Cultura, como a destruí do Ministério da Cultura e de toda política cultural do país. 




Foram quatro anos que o meio cultural foi perseguido, inibido e desmobilizado, então, por isso, não se está comemorando a desgraça de ninguém, como a inelegibilidade de Jair, mesmo por que ele tem muito mais o que pagar à Justiça,  por tantos crimes, inclusive de morte, como as que ocorreram durante a Pandemia de Covid-19.

Estamos comemorando mais um passo do fim de um inimigo visível da Cultura, que agiu de modo constante contra nossa Produção Cultural.

Que Jair colha tudo o que plantou,  em como todos os seus asseclas e seguidores.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Terceira edição do Concurso Prêmio Palmares de Arte está com inscrições abertas - Serão premiadas 40 iniciativas




Já está disponível no site da Fundação Cultural Palmares as inscrições para a terceira edição do Concurso Prêmio Palmares de Arte, que neste ano premiará os vencedores em suas respectivas categorias com o valor bruto de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).


Informamos também que foi necessária a alteração no regulamento em atendimento à legislação vigente, no art. 5º da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, ou seja, esta entidade orienta aos interessados que leiam o novo edital de regulamento em sua íntegra e aqueles candidatos já inscritos no Prêmio Palmares de Arte, entre as datas de 29 de maio a 15 de junho de 2023, realizem nova inscrição, a fim de atender ao disposto no novo regulamento do concurso.

O concurso visa premiar 40 iniciativas culturais de artistas autodeclarados negros (pretos ou pardos), praticantes das diversas expressões culturais afro-brasileiras, preferencialmente de áreas de vulnerabilidade social, bem como de artistas residentes em Comunidades Quilombolas devidamente certificadas pela instituição.

Neste ano, a FCP premiará por meio desta ação, o montante de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), onde cada iniciativa premiada receberá de forma bruta o valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais).

O III Prêmio Palmares de Arte terá como objetivo principal fortalecer as expressões culturais quilombolas e afro-brasileiras; identificar, valorizar e dar visibilidade às atividades culturais protagonizadas por negros e às estratégias de preservação de suas identidades culturais, além de incentivar a participação plena efetiva da população negra e quilombola na elaboração, execução e avaliação de projetos, atividades, ações e iniciativas que envolvam a cultura afro-brasileira por eles cultivada.

As iniciativas apresentadas deverão estar vinculadas à uma das seguintes categorias: Artesanato, Música, Dança e Leitura, Escrita e Oralidade: mitos, narrativas folclóricas e culinária tradicional.

O objetivo do prêmio, que já está em sua terceira edição, é continuar proporcionando o fortalecimento do imaginário positivo relacionado às questões afro-brasileiras perante à sociedade; o fomento às manifestações culturais afro-brasileiras principalmente em tempos de crise e o auxílio à manutenção das expressões culturais nos quilombos.

Cada candidato poderá apresentar apenas uma única iniciativa cultural e em somente uma das categorias citadas. A inscrição deverá ser feita exclusivamente pelo Formulário do Google Forms por meio dos links relacionados abaixo. Não serão aceitas inscrições após os horários e períodos definidos no cronograma divulgado no Anexo I do edital.

Lembre-se:

A Instituição não se responsabilizará por inscrições não recebidas em decorrência de eventuais congestionamentos de rede e problemas técnicos, por isso, recomenda-se o envio da inscrição com antecedência. O prazo para recebimento das inscrições e documentações será de 35 (trinta e cinco) dias úteis a contar da data de publicação do Edital no Diário Oficial da União.

Conforme item 18.29 do regulamento, dúvidas e informações referentes ao Edital poderão ser esclarecidas e/ou obtidas, exclusivamente, por meio do e-mail: premiopalmaresdearte3@gmail.com, no assunto com o título: DÚVIDAS – NOME DO CANDIDATO.

- EDITAL Nº 02/2023 - III EDIÇÃO DO CONCURSO PRÊMIO PALMARES DE ARTE (D.O.U versão certificada e D.O.U versão impressa);

- ANEXO I - CRONOGRAMA - ( Versão PDF );

- ANEXO II - DECLARAÇÃO DE PERTENCIMENTO ÉTNICO  - ( Versão PDF e na Versão DOC );

- ANEXO III – CONTRATO DE CESSÃO E LICENÇA DE DIREITOS AUTORAIS E PATRIMONIAIS - ( Versão PDF e na Versão DOC);

- ANEXO IV - PROJETO BÁSICO - ( Versão PDF );

- Espelho para consulta prévia do Formulário de Inscrição em Artesanato - ( Versão PDF );

- Espelho para consulta prévia do Formulário de Inscrição nas Demais Categorias - ( Versão PDF ).


As inscrições serão realizadas pelos links abaixo:

a) para inscrição na categoria Artesanato:  https://forms.gle/pdnGrmcRsYQgNLkSA

b) para inscrição na categoria Música: https://forms.gle/r7X717WHkuwboYa9A

c) para inscrição na categoria Dança: https://forms.gle/r7X717WHkuwboYa9A

d) para inscrição na categoria Leitura, Escrita e Oralidades: Mitos, Narrativas Folclóricas e Culinária Tradicional: https://forms.gle/r7X717WHkuwboYa9A


Fundação Cultural Palmares

Fundação Palmares lança "Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-brasileiras



A Fundação Cultural Palmares lança no último dia 22 de junho, o "PRÊMIO LUIZ MELODIA DE CANÇÕES AFRO-BRASILEIRAS". Organizado pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC), o concurso tem por objetivo valorizar aspectos da cultura Afro-Brasileira, em qualquer estilo musical, protagonizando assim a cultura negra que é tão diversa no Brasil.

O edital visa incentivar a participação plena e efetiva da população negra, homenageando assim, Luiz Melodia, ator, cantor e compositor brasileiro de MPB, rock, blues, soul e samba. Melodia compõe a galeria de personalidades homenageadas pela Fundação Cultural Palmares, devido à sua grande relevância no cenário artístico do país.

Os participantes serão exclusivamente pessoas físicas e deverão produzir CANÇÕES inéditas, encaminhar sua letra e toda a documentação exigida, conforme mostra o item 11 do edital no formulário abaixo:


https://forms.gle/aox3btxSqKdRDxJw5


Cada uma das cinco músicas mais bem avaliadas farão jus à premiação de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) brutos. Vale lembrar que, caso o autor faça a interpretação de sua própria CANÇÃO, fará jus à totalidade do prêmio, mas se optar pela participação de um intérprete, o prêmio ficará dividido da seguinte forma:


a) R$ 30.000,00 (trinta mil reais) brutos para o AUTOR premiado;


b) R$ 20.000,00 (vinte mil reais) brutos para o INTÉRPRETE/LÍDER DA BANDA premiado.


NOVIDADE


Além de trazer uma Premiação para CANÇÕES INÉDITAS, o Prêmio Luiz Melodia de Canções Afro-Brasileiras conta com uma vaga reservada exclusivamente para AUTORES que se autodeclararem negros de acordo com o quesito cor utilizado pelo IBGE. 


Os AUTORES autodeclarados negros que não forem contemplados nessa vaga exclusiva integrarão automaticamente a lista de inscrição universal, passando a concorrer às outras 4 vagas.


IMPORTANTE


O ilustre Luiz Melodia é o patrono-homenageado no Prêmio. No entanto, as canções não precisam abordar a vida e obra de Luiz Melodia, não havendo pontuação diferenciada para músicas que citem, mencionem ou embasem-se na vida ou na obra do cantor, devendo o artista compor livremente sobre aspectos de valorização da cultura afro-brasileira.


MENORES DE 18 ANOS


Na possibilidade do AUTOR e/ou INTÉRPRETE inscritos ser menor de 18 anos até a data de encerramento das inscrições, os candidatos deverão anexar à sua inscrição online uma autorização de participação assinada por seu responsável legal, com firma reconhecida em cartório, em formato PDF, conforme item 11.1.2 - "h". 


Outra observação importante é que é possível inscrever música de AUTOR falecido, desde que o detentor dos direitos sobre a obra faça a INSCRIÇÃO, anexando ao formulário eletrônico os documentos comprobatórios de tal direito, tais como: certidão de nascimento ou casamento ou união estável; ou cópia de espólio; ou autorização de detentor desse direito, em formato PDF, conforme item 11.1.2 -"k".


Lembre-se:


A Fundação Cultural Palmares (FCP) não se responsabiliza por CANÇÕES encaminhadas de forma diversa deste item 11 deste Edital, entregues fora do prazo determinado no Edital, bem como não receberá inscrições de CANÇÕES em mídias físicas ou outros meios que não o formulário específico.


- EDITAL Nº 03/2023 - "PRÊMIO LUIZ MELODIA DE CANÇÕES AFRO-BRASILEIRAS"


- CRONOGRAMA


- ANEXO I - DECLARAÇÃO DE QUE NÃO POSSUI QUALQUER TIPO DE VÍNCULO COM O MINISTÉRIO DA CULTURA OU A FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES (Versão PDF / Versão DOC);


- ANEXO II - DECLARAÇÃO ANTIPLÁGIO (Versão PDF / Versão DOC);


INSCRIÇÕES


As inscrições são gratuitas e deverão ser efetuadas exclusivamente por meio digital pelo formulário a seguir:


https://forms.gle/aox3btxSqKdRDxJw5


As inscrições encerram-se no dia 23 de agosto de 2023.


Por Fundação Cultural Palmares

quarta-feira, 28 de junho de 2023

São João de Maceió é Massacrar a cultura


Não sou artista. Não canto, não danço... mas como profissional da Comunicação e da Produção cultural sempre tive como meta, valorizar e respeitar a todos, da cadeia produtiva ou não, pois sempre admirei a quem tem coragem de subir num palco, por exemplo, para se expor e expor a sua arte. 

Nestes meus 30 anos de carreira como Produtor, errei em muitas ocasiões,  mas nunca desrespeitei qualquer profissional. Briguei, me desdobrei sempre procurando a oferecer o melhor, ainda mais em grandes eventos como o São João. Se por acaso não era possível eu mesmo ir ao artista, sempre havia uma pessoa da minha equipe a acompanhá-los, oferecendo atenção, de todo tipo, mesmo porquê se não cabia a mim a realização do evento, eu estava ali representando meus contratantes, e muitas vezes a minha cidade, Maceió e meu estado, Alagoas.

Nunca vi tantos casos de falta de respeito, como artista e com o público,  como neste evento de São João, realizado pela Prefeitura de Maceió. Talvez por isso, a própria Prefeitura investiu tanto nos meios de comunicação, talvez para minimizar ou até anular as reportagens acerca de tantos desmandos, criminosos ou por incompetência. Percebam que nas nossas emissoras de tv, tudo está acontecendo com o maior sucesso e normalidade.


O que ocorreu com o palco do coco, cancelado porque a empresa prestadora de serviço de locação não recebeu seus pagamentos, deixando artistas e população sem respostas e sem programação e agora com a banda Fulô de Mandacaru, que teve seu show cancelado, sem sequer um explicação da Produção ou da organização do evento, reflete o descaso com que a Cultura vem sendo tratada por esta administração do prefeito de Maceió. É lamentável e vergonhoso. Vamos em buscas de respostas e de mudanças.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Quase metade de Alagoas pode ficar fora da Lei Paulo Gustavo


Alagoas possui ainda cerca de 40 municípios que ainda não enviaram seus planejamentos para aplicação dos recursos advindos da Lei Paulo Gustavo, e tal situação é reflexo da ignorância sobre Cultura e seu potencial sócio-econômico ou realmente pelo descaso com o setor. 

Seja qual for o motivo, é triste sabermos que muitos artistas, produtores e demais fazedores de cultura, possam ficar de fora deste que é o maior investimento na área,  justamente por causa dos prejuízos do setor durante a pandemia de Covid-19, doença esta que levou o artista e humorista Paulo Gustavo.

O momento é de extrema seriedade, pois todos, por lei tem direito a acesso a estes recursos, e, com certeza, faremos de tudo para divulgar os nomes dos prefeitos e seus municípios que por ventura deixarem seus artistas de fora da Lei Paulo Gustavo, pois orientação e esclarecimentos foram oferecidos pelo Ministério da Cultura, e nada mais justifica essa exclusão.

Energia nos postes ou uma cidade arborizada?

Assistindo à uma entrevista na TV, de um representante da empresa de fornecimento de energia elétrica, falando sobre as quedas de energia causadas pelas árvores na cidade. Ele explicou que o indicado seria que a população priorizasse as plantas de pequeno e médio porte, pois não estariam à altura da rede elétrica ou as árvores de grande porte, mas que estas ficassem em áreas rurais, por exemplo

O meu questionamento é que estamos cada vez prejudicando o meio ambiente de nossa cidade, justamente pelo risco oferecido pela rede elétrica em postes, cortando galhos e até árvores inteiras, deixando nossa cidade mais quente, sem sombras naturais e sem oxigenação.

Neste caso, do ponto de vista da empresa de fornecimento de energia, as plantas e árvores é que são nossas ininigas, e NÃO SÃO!!! Caberia estas empresas investirem no cabeamento subterrâneo numa profundidade operacional, mas o suficiente para não atingirem as raízes desta árvores.

Seria o caso, inclusive, que os vereadores de nossa cidade provocarem a implantação de um regramento que priorize a vida e ao meio ambiente. 

domingo, 25 de junho de 2023

Alienação artística e a perpetuação da velha politicagem

O artista vive de sua arte e para sua arte. Seu ego precisa de reconhecimento, e não há nada de errado nisso, pois belos trabalhos, músicas, ... vem desta necessidade de expor seus talentos, mas nada pode ofuscar o seu entorno na sociedade.

Quando falamos que muitos artistas não se colocam ou se pronunciam sobre questões políticas,  muitos deles acham que estão se manifestando apoliticamente, e deixando "esses assuntos" com os políticos, mesmo que isso os atinja indiretamente,  como a falta de políticas culturais e de desenvolvimento de suas próprias carreiras.


E tudo porquê muitos destes artistas não atuam 24h por dia como tal, possuem carreiras, que muitas vezes são as que as define como cidadãos. São advogados,  funcionários públicos, comerciários, motoristas por aplicativos, etc... se colocando numa bolha imaginária, ao ponto de muitos destes mesmos artistas agirem, inclusive, contra o próprio desenvolvimento artístico-cultural do país,  como vimos quando o ex-presidente Bolsonaro extinguiu o Ministério da Cultura, subvertendo toda a lógica de desenvolvimento econômico da área, pondo um artista mau-caráter para dirigir a pasta da Secretaria Especial da Cultura, destruindo políticas culturais e perseguindo artistas Brasil afora.

Quando o artista age assim, ele está se desmoralizando e à própria categoria, deixando claro que para ele, sua veia artística não passa de um hobby, e não de uma carreira ou profissão.

Se posicionar politicamente é uma obrigação de todo cidadão, pagador de impostos e usuário de sistemas públicos, como transporte, previdência... Você não precisa declarar voto, mas precisa defender seus direitos,  pois, no Brasil, por exemplo, muitos sofreram, foram perseguidos, foram mortos, para que hoje tivéssemos essa possibilidade. 

Não dá pra ser artista 24h por dia, em cima de um palco, inatingível, pois é assim que os ratos tomam conta da nossa casa. Além do que, todo mundo dorme, acorda com bafo, vai ao banheiro, vai às compras, etc... então também temos que fiscalizar e exigir nossos direitos, pois o Brasil viveu, e Maceió passa por isso agora um momento de subversão, onde o gestor principal está agindo, passando a imagem de bom gestor, mas agindo exclusivamente para conseguir uma escalada política custe o que custar, em detrimento do bem-estar da população.

sábado, 24 de junho de 2023

Capital Inicial no Caldeirão valoriza nossas escolhas




Neste sábado, dia de São João (24/06), no programa Caldeirão, com apresentação de Marcos Mion, trouxe ao palco uma das mais importantes e significativas bandas do Rock Nacional: Capital Inicial, cantando uma música de 1985, composição de Kiko Zambianchi, mas que ganhou uma versão do Capital Inicial, em 2000, em seu CD Acústico MTV, que estourou.

É uma satisfação imensa constatar que bandas como Capital Inicial resistem e comprovam que estávamos certos desde sempre em tê-los como referências ou ídolos musicais, pois são artistas e bandas com substância,  com conteúdo, assim como Paralamas do Sucesso, Titãs, Lulu Santos, Kid Abelha, Paula Toller, RPM, Legião Urbana, Cazuza, Barão Vermelho, dentre tantos outros. Ou seja, já tínhamos bom gosto musical desde crianças, pelo menos nós nascidos em meados dos anos 70.

E eu, ainda tive a oportunidade de entrevistar a muitos deste artistas e bandas, além de produzir shows de alguns, e quando Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital, estava em carreira solo, nos encontramos duas vezes no mesmo dia, em São Paulo: uma na MTV, e logo depois na padaria/lanchonete que ficava ao lado da emissora, e ele sempre atencioso, marca inclusive, da maioria dos artistas desta geração.

Música boa não tem idade, e para isso ela tem que ser sentida e conquistar novos públicos constantemente e insistentemente. Viva o Rock Nacional!!!

Cancelamento do Palco do Coco não é um acaso: é caso pensado!


Maceió foi vítima,  mais uma vez, dos ataques premeditados à nossa cultura, por parte de uma pseudo-elite que visa há anos nos enterrar, como povo, e nos entregar de bandeja a todo tipo de porcaria criada e imposta pela famigerada globalização, destruindo nossa arte, autoestima e nossos laços mais fortes à nossas origens. Não, isso não é papo de matérias de  universidades, e sim uma constatação da dura realidade.

O Palco do Coco, do São João de Maceió, foi cancelado nesta véspera de São João, porque a empresa de estrutura não foi paga.

E tudo isso pode ser comprovado, mais recentemente, com o governo federal passado, que teve um imbecil, um idiota eleito, justamente para ficar mais fácil de manipular o país,  roubar nossas riquezas, entregando à estrangeiros o comando de empresas como a Petrobras, como ocorreu com o Pré-sal, entregue à iniciativa privada estrangeira.

O atual Prefeito de Maceió, parceiro e defensor de Jair Bolsonaro, publicamente,  pois até mesmo mudou para o partido de Bolsonaro um pouco antes do 2⁰ turno para eleições de Presidente, em 2022, compartilha e é seguidor da mesma cartilha, tanto é que, em seus festejos, os artistas estranhos à nossa cultura são os mais valorizados e favorecidos, tendo as nossas festas populares desprestigiadas e até mesmo descaracterizados, em detrimento a artistas como Gustavo Lima, que por pouco não foi "cancelado", após a derrota Bolsonarista para Presidência da República, pois ele foi um dos seus maiores apoiadores e defensores, contando ser beneficiado com a extinção de dívidas federais que sua empresa tinha, e tanto ele e artistas como Leonardo, Chitãozinho e Xororó, dentre outros, que foram até Brasília,  durante o 2⁰ turno demonstrar apoio à causa e ao candidato Bolsonaro. Ah, Gustavo Lima e Leonardo estão na programação do São João de Maceió,  deste ano.

Não nos enganemos. Esse pessoal, mesmo com tanta incompetência e mau-caratismo, é capaz de ainda fazer muito mal ao nosso país,  e começar pela nossa cultura é estratégico, pois assim nos desarticulam, e atacam à nossa autoestima.

Ah, lembremos os ataques constantes de Bolsonaro e seu Governo à Cultura, extinguindo o Ministério da Cultura e retirando investimentos na área.  A Cultura foi e sempre será inimiga deste tipo de lambe-botas do estrangeirismo a que estamos expostos.

A Cultura sempre foi e sempre será oposição a governos deste tipo: autoritários e reacionários, pois desde o mais simples e humilde mestre de cultura popular ao mais renomado artista ou músico erudito, a sensibilidade para o que é insensato e esdrúxulo é aflorada e os motiva a reagir.

Ora, entre tantos palcos, do São João de Maceió, porquê o Palco do Coco, uma de nossas maiores riquezas, foi o único atingido pela falta de pagamento aos prestadores de serviços?

O alerta está dado e difundido, precisamos tomar providências contra esses ataques às nossas riquezas culturais.

Palco do tradicional coco alagoano é vítima da Prefeitura de Maceió e tem programação suspensa na véspera de São João

 



Na noite desta sexta-feira (23), véspera de São João, artistas e população de Maceió foram surpreendidos com a informação dada pela equipe de palco localizado na Praça Marcílio Dias, em Jaraguá, de que não haveria evento naquela noite porque a empresa de estrutura não recebeu seu pagamento. Ora, a empresa não é licitada e no contrato não prevê o devido pagamento após a realização do evento? O que houve?

Segundo uma fonte, que pediu para não ser divulgada, disse que a empresa licitada, de responsabilidade de um senhor conhecido por Thiaguinho, que acompanha o Prefeito JHC desde campanha anteriores, terceirizou a estrutura do paldo do Coco,  na Praça Marcilio Dias, em Jaraguá, já que não detém equipamentos suficientes para os eventos de São João, em Maceió. 

O problema é que o referido representante já teria atrasado pagamentos à terceiros em outras oportunidades e desta vez a empresa terceirizada não aceitou receber seu pagamento posteriormente e acertou para ser paga, desta vez, com antecipação, o que não foi cumprido pela empresa licitada. Daí,  de não ter aceitado receber depois e não quis deixar que o evento acontecesse  naquele palco.

Claro que a Prefeitura, através da Fundação Municipal de Ação Cultural deve se pronunciar, o que não aconteceu até o início da tarde deste dia 24, dia de São João.  Mas aguardaremos.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Penedo (AL) e Rio de Janeiro concorrem à Rede de Cidades Criativas da Unesco


Penedo (AL) e Rio de Janeiro (RJ) foram as cidades escolhidas para representar o Brasil nas categorias  “Cinema” e "Literatura" (respectivamente) e vão participar da seleção para compor a Rede de Cidades Criativas da Unesco. A escolha dos dois municípios aconteceu nesta quinta-feira (22), após reunião de comitê formado por técnicos do Ministério do Turismo, da Cultura, e da Comissão Nacional para a Unesco no Brasil.

Agora, as duas cidades passarão pela apreciação da Unesco para concorrer aos títulos de Cidade Criativa da Literatura (Rio de Janeiro) e Cidade Criativa do Cinema (Penedo) nesse seleto grupo mundial que evidencia os destinos como especialistas em suas categorias, ampliando a visibilidade do Turismo brasileiro na comunidade internacional.

A Rede de Cidades Criativas da Unesco tem por objetivo favorecer a cooperação entre cidades que consideram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento sustentável, em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais. As cidades que aderem à Rede comprometem-se a compartilhar boas práticas e a desenvolver parcerias para promover as indústrias da cultura e da criatividade no âmbito de seus planos de desenvolvimento urbano.

“O Brasil é o terceiro país com mais cidades criativas na rede, tendo 12 municípios já agraciados com o título e ficando atrás apenas da China e da Itália. Estamos orgulhosos de tantas candidaturas que chegaram aos nossos técnicos e parabenizamos a todos, em especial às duas cidades selecionadas, pelo empenho em mostrar o potencial criativo do nosso país”

Daniela Carneiro, ministra do Turismo

Critérios de Avaliação

A missão do comitê de seleção era indicar duas cidades brasileiras de duas categorias diferentes das sete que já existem na Rede (são elas: Artesanato e Artes Populares; Cinema; Design; Gastronomia; Literatura; Artes Midiáticas - Comunicação e Mídia; e Música). A partir daí, os municípios deveriam ser escolhidos a partir da avaliação de critérios estabelecidos pela Unesco, como alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável; história e o patrimônio da cidade; sinergia com outras áreas criativas; viabilidade financeira; capacidade do município em contribuir e engajar-se com a Rede; e engajamento de autoridades municipais na candidatura.

Também foram observadas a qualidade da apresentação em língua inglesa e o material de divulgação, como fotos e websites. Além disso, os técnicos levaram em conta a avaliação da Unesco, que aplica critérios de equilíbrio regional e temáticos na seleção das cidades, de modo a privilegiar áreas geográficas e especialidades criativas com menor representação na rede.

É importante ressaltar que os representantes dos ministérios envolvidos salientaram a complexidade na escolha das selecionadas, dada a qualidade das candidaturas apresentadas, e louvaram a quantidade de dossiês enviados por cidades de diferentes categorias do Mapa do Turismo (grande, médio e pequeno porte). Os inscritos trouxeram riqueza de detalhes e interesse em participar, o que mostra que o Brasil estará empenhado para indicar cidades de grande potencial nas próximas seleções.

Rede da Unesco

A última seleção realizada pelo Brasil para participar das Cidades Criativas da Unesco aconteceu em 2021, quando foram escolhidas as cidades de Campina Grande (PB) e Recife (PE) para participar do concurso. Os dois municípios foram reconhecidos como Cidades Criativas de Artes Midiáticas e da Música, respectivamente.

Além delas, outras dez compõem o seleto grupo no Brasil: Belém (PA), Florianópolis (SC), Paraty (RJ) e Belo Horizonte (MG), na categoria de Gastronomia; Brasília (DF), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE), na categoria de Design; Salvador (BA), em Música; Santos (SP), no Cinema; e João Pessoa (PB), como Cidade Criativa do Artesanato e Artes Populares.

Acesse

Você pode conhecer os detalhes de todas as cidades brasileiras que fazem da Rede de Cidades Criativas da Unesco no canal do Youtube do Ministério do Turismo por meio da websérie "Cidades Criativas do Brasil".

A Rede de Cidades Criativas da Unesco tem por objetivo favorecer a cooperação entre cidades que consideram a criatividade como um fator estratégico para o desenvolvimento sustentável, em seus aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais. As cidades que aderem à Rede comprometem-se a compartilhar boas práticas e a desenvolver parcerias para promover as indústrias da cultura e da criatividade no âmbito de seus planos de desenvolvimento urbano.

domingo, 18 de junho de 2023

Para Santana, o cantador, São João está ameaçado


A perda de espaços do forró e outros ritmos genuinamente nordestinos nos festejos juninos continuam repercutindo no mundo artístico.  Nesta quinta-feira (16), o cantor Santana fez um desabafo e previu que se forem mantidas a modificações que estão sendo feitas podem levar ao fim da festa.


“Já houve festas de São João grandes que acabaram por causa da plastificação. Um exemplo é o de Areia Branca, em Sergipe. Um dos maiores do mundo e não existe mais”, alertou Santana em entrevista ao programa Hora H, apresentado pelos jornalistas Heron Cid e Wallison Bezerra, na Rede Mais Rádio.


Santana chegou a se emocionar ao falar do tema. Recentemente ele foi flagrado chorando em um show de Flávio José ao ver o artista paraibano sendo aplaudido de pé em Caruaru. No inicio do mês Flávio José, que é um dos principais representantes do forró no Brasil, chegou a reclamar ao ter parte do seu tempo de apresentação diminuído no Maior São João do Mundo, em Campina Grande. O tempo teria sido acrescentado para o show do sertanejo Gustavo Lima.

Para Santana, é preciso que os gestores comecem a tomar consciência dos riscos dessas mudanças para não acabarem com a principal festa brasileira.

“É preciso ter a noção que é uma festa que foi construída com muito esforço. É uma festa diferente do resto do mundo. Ela é única. Então a gente não pode pegar e fazer uma festa igual a dos outros. A gente só é notado porque é diferente. Daqui  a pouco não vai mais ser a festa do milho, da canjica, da pamonha. Vai ser hamburger”,  argumentou.


Roberto Targino – MaisPB

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Em evento disputado, Asfopal lançou nesta quinta (15) seu Guia de Manifestações Culturais

A Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL), entidade dedicada à Cultura Popular mais antiga, em atividade, criada em 1985 pelo professor e folclorista Ranilson França, lançou na manhã desta quinta (15) o primeiro volume on-line, do seu Guia Asfopal de Manifestações Culturais Ranílson França, em evento realizado no Complexo Cultural Teatro Deodoro,  anexo ao teatro, e que reuniu cerca de 120 pessoas dentre mestres, brincantes, produtores e amigos da cultura popular de Alagoas.




Além de apresentar ao público,  ávido pelo Guia, o evento contou com apresentações da Banda de pífanos Sagrado Coração de Jesus, Trio de Forró Nortense, Mestre Geraldo José, o Coco de Mestra Zeza do Coco e o Guerreiro São Pedro Alagoano, que animaram o evento regado a muito mugunzá, além de doces, salgados e bolos de milho, o evento prestigiado por mais de 120 pessoas, dentre mestres, brincantes, amigos e admiradores da cultura, foi apresentado pelo presidente da entidade Ivan Barsand que narrou o processo de criação, pesquisa e formatação da publicação, realizado pelo jornalista e produtor cultural Keyler Simões.


Ary Vasconcelos, produtor cultural e representante de um dos grupos, participante do Guia, da cidade de Chã Preta, ressaltou: "Nós todos da Asfopal e de Chã Preta só temos que enaltecer esse belíssimo trabalho da Asfopal em prol da divulgação e valorização da Cultura Popular e do nosso folclore", finalizou.

Mestra Maura Góes estava feliz com a iniciativa: "Estamos todos de parabéns  com um negócio desse (O Guia)... quem ganha é o nosso folclore e só temos que agradecer", finalizou a mestra, seguida por outra Mestra, a Marlene,  do Guerreiro São Pedro Alagoano: "Que felicidade ver nossa Asfopal unida, valorizada e com um Guia desses. Nossa brincadeira só tem a crescer com isso", celebrou Marlene.





O Presidente da Asfopal, Ivan Barsand, estava animado e feliz já com as primeiras repercussões do Guia: "Este guia surge para ser um trabalho constante de pesquisa e atualização constante, valorizando os associados da Asfopal, e futuramente ampliaremos para outros grupos e artistas. Estamos felizes por vermos nossos mestres e brincantes, também felizes com esta nossa produção, esclareceu Barsand.











O Guia Asfopal pode ser baixado, gratuitamente, no blog da entidade: asfopal.blogspot.com e será devidamente atualizado para uma segunda edição on-line ainda este ano,  em como uma versão impressa.

Baixe aqui: https://www.sendspace.com/file/rojv3h

Outra forma de ver o Guia:

https://issuu.com/keylersimoes4963/docs/guia_asfopal_2023_-_n_01

Mais informações podem ser obtidas pelo:  (82) 98837-5011 e no blog: asfopal.blogspot.com.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Alagoas envia Plano de Ação para a Lei Paulo Gustavo



O Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult), deu mais um importante passo para fortalecer a cultura e impulsionar a economia criativa no estado ao enviar o plano de ação para a Lei Paulo Gustavo ao Ministério da Cultura (Minc). Essa iniciativa visa contemplar Alagoas e seus 102 municípios, promovendo o desenvolvimento artístico e cultural em diversas áreas.

A Lei Paulo Gustavo destina um montante de R$ 75,6 milhões ao estado, com o intuito de promover o audiovisual, música, dança, artes cênicas, artes visuais, artesanato, literatura, gastronomia e outras expressões artísticas. Esse valor representa um marco histórico, sendo o maior investimento direcionado ao setor cultural na história do país.

A secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, expressou sua gratidão a todos os envolvidos no processo de construção do plano. “Gostaria de agradecer a todos que participaram desse processo, em especial à equipe da Secult, que trabalhou incansavelmente para a construção desse plano. Além disso, um agradecimento especial a todos da sociedade civil que participaram das escutas e contribuíram com suas ideias e propostas valiosas”, falou.

“A expectativa é que o plano de ação seja analisado e aprovado pelo Ministério da Cultura em breve. Dessa forma, será possível implementar os editais esperados e impulsionar ainda mais a cultura em Alagoas. Vamos continuar trabalhando juntos para fortalecer e celebrar nossa rica diversidade cultural”, enfatizou a secretária.

O secretário executivo de Políticas Culturais e Economia Criativa, Milton Muniz, ressaltou a importância desse investimento para o estado. “Estamos muito felizes em enviar o plano de ação para a Lei Paulo Gustavo ao Ministério da Cultura. Essa lei é de extrema importância para Alagoas, pois visa fortalecer e impulsionar o setor cultural em nosso estado. Com um investimento total de R$ 75,6 milhões, teremos a oportunidade de apoiar diversas áreas artísticas, como música, dança,  cinema, fotografia, artes digitais e muitas outras”, falou.

A Lei Paulo Gustavo destinará um valor total de R$ 3,8 bilhões para o setor cultural em todo o país, sendo R$ 2 bilhões voltados para os estados e R$ 1,8 bilhão para os 5.570 municípios brasileiros. Em Alagoas, R$ 43,9 milhões serão destinados ao governo estadual, enquanto R$ 37,7 milhões serão direcionados às prefeituras.

A superintendente de Economia Criativa, Fomento e Incentivo à Cultura, Natalia Teles, comentou sobre o impacto dessa lei no estado. “Com o envio do plano de ação para a Lei Paulo Gustavo, estamos dando um passo significativo para impulsionar a cultura em Alagoas. Essa lei representa um marco para o setor cultural, proporcionando recursos financeiros e oportunidades para artistas, produtores e gestores culturais. Estamos animados com as possibilidades que essa lei trará para a nossa região”, destacou.

 “Com esses investimentos, poderemos ampliar o acesso à cultura, promover a formação de novos talentos e fortalecer a economia criativa em Alagoas. Acreditamos no poder transformador da arte e da cultura, e essa lei vem para fortalecer ainda mais o nosso compromisso com o desenvolvimento cultural e social do nosso estado”, acrescentou.

Em vídeo compartilhado no seu perfil oficial do Instagram, a secretária Mellina Freitas ainda anunciou novas datas para reuniões com os segmentos culturais, com o objetivo de discutir os editais que serão lançados. Os encontros acontecerão na sede da Secult nos dias 14 e 15, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube da Secretaria (https://www.youtube.com/c/secultalagoas), conforme horários abaixo:


14 DE JUNHO


10h às 12h – Audiovisual

13h às 15h – Artes cênicas, Música e Literatura

15H às 17h – Patrimônio, Cultura Popular, Artesanato e Gastronomia


 

15 DE JUNHO


10h às 12h – Povos Tradicionais, Cultura Afro-Brasileira e LGBTQIAP+

13h às 15h – Artes Visuais, Design, Moda, Nerd, Espaços Culturais e Produção Cultural


Plano de ação


Com o envio do plano de ação para a Lei Paulo Gustavo, o Governo de Alagoas reafirma seu compromisso em apoiar e fortalecer a cultura, reconhecendo seu potencial transformador e seu papel fundamental na construção de uma sociedade mais criativa, inclusiva e vibrante. O próximo passo é aguardar a aprovação desse plano e pela concretização dos editais que impulsionarão o cenário cultural alagoano nos próximos anos.


Segundo o texto do plano, “Alagoas, por meio da Lei Paulo Gustavo, irá fortalecer e ampliar suas ações culturais. Através do repasse de recursos previstos será possível apoiar artistas, produtores culturais, espaços e projetos culturais que foram severamente afetados pela pandemia. Esses investimentos emergenciais são cruciais para garantir a sobrevivência e a retomada do setor cultural, além de preservar a diversidade cultural e promover o acesso à cultura como um direito fundamental de todos os cidadãos”.


“Ao aderir a Lei Paulo Gustavo, Alagoas estará contribuindo para a construção de um país mais justo e inclusivo, que reconhece o valor da cultura e seu impacto positivo na sociedade. Através desse mecanismo de financiamento, o Estado poderá fomentar a produção artística local, promover a formação de público, preservar o patrimônio cultural e estimular a economia criativa.”, diz outra parte do texto.


Com base nesse contexto, o plano de ação para a Lei Paulo Gustavo em Alagoas estabelece objetivos claros e estratégias para impulsionar o setor cultural no estado. Dentre os principais objetivos estão:


1.      Apoio à produção audiovisual: serão realizados editais, chamamentos públicos, prêmios e outras formas de seleção simplificadas para fomentar a produção audiovisual local e proporcionar oportunidades para os profissionais do setor.

2.      Recuperação e manutenção de salas de cinema: serão direcionados recursos para a recuperação, reforma, restauro, manutenção e funcionamento de salas de cinema, públicas e privadas, incluindo adaptações para garantir a segurança sanitária durante a pandemia.

3.      Capacitação e formação no audiovisual: serão promovidas ações de capacitação, formação e qualificação no campo do audiovisual, incluindo apoio a cineclubes, realização de festivais e mostras, preservação e digitalização de obras ou acervos audiovisuais, e incentivo a pesquisas sobre o audiovisual.

4.      Apoio às microempresas e pequenas empresas do setor audiovisual: serão implementadas medidas de apoio financeiro, incentivo ao licenciamento e distribuição de produções audiovisuais nacionais em redes de televisão públicas, e estímulo à distribuição de produções audiovisuais.

5.      Fomento às diversas linguagens artísticas e segmentos culturais: serão desenvolvidas políticas e ações de fomento para as diversas linguagens artísticas e segmentos culturais, com exceção do audiovisual. O objetivo é ampliar e democratizar a produção e o acesso à arte e cultura, fortalecendo a diversidade cultural e a cidadania cultural em todas as regiões do estado.

6.      Consolidação do Sistema Estadual de Cultura: a execução da Lei Paulo Gustavo também visa consolidar o Sistema Estadual de Cultura em Alagoas, valorizando sua contribuição para a efetivação de uma política pública cultural abrangente e integrada.


Daniel Borges / Ascom Secult

ASFOPAL lança o GUIA ASFOPAL DE MANIFESTAÇÕES CULTURAIS RANÍLSON FRANÇA



Um trabalho de pesquisa, registro e divulgação de grupos e mestres da cultura popular de Alagoas. Assim podemos definir o Guia Asfopal de Manifestações Culturais Ranílson França, que é uma produção da Associação de Cultura Popular mais antiga e respeitada de Alagoas: a ASFOPAL, e homenageia seu fundador e mais querido Presidente, o folclorista Ranilson França, falecido em 2006 e que neste dia 10 de junho completaria 70 anos.

Este guia vem com a proposta de valorizar os mestres, brincantes e grupos associados à ASFOPAL, que este ano completa 38 anos de fundada, e vem promovendo a aproximação da sociedade civil, classe artística e política aos grupos de cultura popular de Alagoas que, por iniciativa de Ranílson França, decidiram se unir para garantir não só a preservação, mas também a valorização do nosso folclore.




A iniciativa desta publicação é do Jornalista e Produtor Cultural, integrante da associação, Keyler Simões, um admirador da cultura popular e de Ranílson França: ‘A ideia do Guia surgiu justamente para dar continuidade ao trabalho de Ranilson que foi o primeiro a dar nome aos mestres, exaltando-os e aos seus talentos’, concluiu Simões.

Esta edição reúne quase 20 grupos, dentre Guerreiros, bandas de pífanos,  Baianas,  Coco, Fandango... dentre outros.

A proposta é de lançar ao menos duas edições deste guia por ano, para manter as informações atualizadas, mesmo porque numa só edição ficaria difícil reunir tamanha informação e imagens, mas esta gestão da ASFOPAL procurará sempre criar produtos como estes, que a princípio será virtual/digital, mas em breve será lançada em impresso.

Segundo o atual Presidente da ASFOPAL, Ivan Barsand: ‘Esse Guia nasce com o objetivo de ser um documento dinâmico, atualizado, que possa atender a estudantes, pesquisadores, simpatizantes e pessoas interessadas em adquirir maior conhecimento sobre quem são e o que produzem nossos grupos e Mestres. Não estamos entregando um produto acabado e sim um documento que mostre um retrato atualizado de cada Folguedo e de cada Mestre. E o momento não poderia ser mais oportuno. Esse lançamento está sendo realizado justamente no mês em que o brincante maior, nosso querido e saudoso Ranilson França estaria completando 70 anos de nascimento.  Ranilson, um homem do povo, simples, estudioso, fez de sua vida uma luta pela preservação e valorização da Cultura Popular e dos seus principais artistas: os Mestres. Viajou todo o Estado de Alagoas buscando novos grupos, mapeando e documentando todos os grupos existentes, dando vez e voz aos nossos verdadeiros artistas populares’, finalizou. 

A ASFOPAL reúne grupos das mais diversas manifestações populares como: Baianas, Bandas de Pífanos, Pastoril, Fandango, Guerreiros, Mané do Rosário, Coco/pagode, dentre outras.


ASFOPAL 

A Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL) foi fundada em 1985, e regularizada em 1987, pelo folclorista Ranílson França, falecido em 2006, após uma reunião de mestres e folcloristas  com 17 grupos, entre Guerreiros, Pastoris, Cheganças, Baianas, Coco de Roda, Fandango,Taiera, Cambindas e bandas de pífanos. Tendo como objetivo único a preservação, manutenção, valorização e divulgação da cultura popular alagoana.




A Asfopal é uma instituição fundada em 27 de dezembro de 1985 e foi criada com o objetivo de reunir os mestres da cultura popular visando divulgar e valorizar os folguedos alagoanos, bem como as atividades desenvolvidas nos bairros da cidade. A missão é proteger e amparar os grupos na luta contra o total esquecimento imposto pelos governantes e pela sociedade alagoana as verdadeiras manifestações da cultura popular.


Desde então, a Associação teve como presidentes: Josefina Novaes, Suely Cavalcante, Keyler Simões, Geraldo José, Marcos Lima, Cícero Farias, Ana Clara Vasconcelos e, atualmentej Ivan Barsand, mas sempre com a Presidência de Honra de Mestre Joaquim Juvêncio, Mestre de Chegança, falecido aos 102 anos, no início de 2023.


Serviço: Lançamento e apresentação do Guia Asfopal de Manifestações Culturais Ranilson França 

Dia: Quinta, 15 de junho de 2023

Local: Sala de Música do Complexo Cultural Teatro Deodoro, no Centro de Maceió 

Horário: 10h

Informações: (82) 99971-4281

terça-feira, 6 de junho de 2023

Alagoas perde um de seus filhos mais queridos e talentosos. Faleceu o cantor e compositor Carlos Moura


Faleceu na tarde de hoje (06/06), na cidade de Salvador (BA) o cantor e compositor Carlos Moura, um dos mais queridos e talentosos artistas alagoanos

Carlos Moura, segundo informações da família, teve um ataque cardíaco, e foi atentido numa UPA, na capital baiana, onde não resistiu a um segundo ataque. Todos estão ainda sobre o choque da notícia.




Sempre gentil e atencioso Carlos foi um amigo querido por todos. Sua cidade natal, Palmeira dos Índios o homenageou recentemente.

Carlos Moura deixará uma lacuna enorme nos palcos e nos corações de seus amigos e familiares.

Geraldo Cardoso, também cantor e compositor alagoano, amigo pessoal de Carlos lamentou o falecimento do amigo:" Perdemos uma de nossas maiores referências musicais, um homem que divulgou as belezas naturais de Alagoas, tão bem. Carlos era um amigo querido, a quem nos resta desejar um bom descanso", concluiu.

Nascido, em Palmeira dos Índios (AL) em 15 de abril de 1950, iniciou a carreira na década de 1970, em Maceió, quando integrou o conjunto "Os Bárbaros", cantando em matinês. Fez parte ainda do grupo "Vento", compondo e interpretando suas músicas.

Em 1980, muda-se para o Rio de Janeiro. e lá iniciou a carreira solo, com forte influência regional, gravando o LP "Reviravolta", no qual se destacou a canção "Minha Sereia".

O segundo LP do cantor, intitulado "Rosa de Sol" de 1982, lançado pelo selo Lança Discos e Edições Musicais, teve como destaque "Minha Sereia", que tornou-se o maior sucesso de sua carreira. Neste LP, ainda tivemos "Rosa de Sol", "Beijo de Planeta", "Um Alô Pro Moraes" e "Sete Léguas de Saudade" que também foram sucessos no verão de 1982.




O reconhecimento de seu talento e de seu sucesso do cantor e compositor alagoano concretizou-se com os discos: “Água de Cheiro” e “Estrela Cor de Areia”. O cantor se apresentou no programa Som Brasil (Globo); Empório Brasileiro (BAND); Jô Soares Onze e Meia (SBT) e Fantástico (Globo) que exibiu um clip da música “Cometa Mambembe”, grande sucesso nacional.


sábado, 3 de junho de 2023

Alagoas perdeu nesta sexta (02) mais um Patrimônio Vivo da Cultura - Perdemos a Mestra Anadeje Morais


Faleceu nesta sexta (02), após uma internação, a Mestra de Guerreiro Anadeje Morais, líder do grupo de Guerreiro Leão Devorador, que herdou de sua mãe Mestra Vitória.

Anadeje Morais recebeu o título de Patrimônio Vivo de Alagoas, em 2011. Nascida em 25 de setembro de 1955, em Matriz de Camaragibe, em Alagoas. Filha de José Antônio de Morais e de Maria Vitória da Silva.


O Guerreiro 


O Guerreiro tem como característica a representação das igrejas nos chapéus dos brincantes e como principais personagens, o Índio Peri, a Lira, as Estrelas de Ouro e do Norte, reis e rainhas. Estes são alguns dos personagens marcantes do guerreiro, que se apresenta sob o comando do mestre e sua espada, dando movimento aos chapéus em forma de igreja enfeitados com fitas de cores diversas.


A indumentária é carregada de espelhos, miçangas, brilho, lantejoulas e cores. Os homens usam calções e meias brancas longas, imitando as roupas dos nobres e reis da corte e as mulheres usam vestidos com acessórios referentes a seus personagens.


Logo depois da reza do divino, no meio do espetáculo, acontece a luta de espadas entre os guerreiros. Este embate envolve sempre mestre e os embaixadores contra outros personagens como o Índio Peri. Tem pirueta, cambalhota e toda ação de uma boa luta de espadas.


Por ser filha da mestra Vitória, desde muito cedo começou a dançar guerreiro. “Com quatro anos já dançava no guerreiro do mestre Jorge Ferreira, na Chã da Jaqueira, depois no guerreiro Vencedor Alagoano, do mestre Juvenal Leonardo, quando ainda era no bairro do Vergel do Lago e no guerreiro do mestre Adelmo, no Rio Largo e na Branca de Atalaia, sempre levada por minha mãe que também dançava”.


Quando a mestra Vitória formou seu afamado guerreiro “Leão Devorador”, no bairro da Chã da Jaqueira, junto com o mestre Jayme de Oliveira, passou a integrar o grupo definitivamente, como rainha e Lira.


Depois do falecimento da mestra Vitória, no ano de 2008, Anadeje tornou-se responsável pelos ensaios e apresentações do guerreiro Leão Devorador, com sede na Travessa Florestal, lutando com grande dificuldade para manter o grupo.


O velório de Anadeje está sendo realizado na Central de Velórios do Pré-Vida, no Prado, e o enterro acontecerá às 15h, deste sábado (03) no Cemitério de São José,  no bairro do Trapiche.


A Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL) emitiu nota em que destaca o sentimento de perda de mais essa mestra: "Sentimos profundamente a perda de mais uma mestra de Guerreiro, filha também de mestres e coordenadora do Guerreiro Leão Devorador. Anadeje nos deixa, ainda muito nova, aos 67 anos de idade. Ao tempo que nos solidarizamos aos amigos e familiares, esperamos que seus ensinamentos possam perpetuar a nossa Cultura Popular do Guerreiro".


Ivan Barsand

Presidente da Asfopal

Governo do Brasil investe R$ 28 milhões para fortalecer o artesanato

O governo federal anunciou, nessa terça-feira (31), um pacote de R$ 28 milhões em medidas para ampliar a formalização e fortalecer o artesan...