sexta-feira, 20 de maio de 2022

Cultura vai além de festa - gera riqueza, renda e emprego

Nesta sexta (20/05) o Governador de Alagoas, Paulo Dantas, foi entrevistado ao vivo pela TV Pajuçara e falou sobre investimentos e potencialidades de Alagoas. Falou dos empresários, falou do Turismo mas, equivocadamente não citou a Cultura. Ora, é de conhecimento público que sol e mar tem em vários lugares, o que nos torna um diferencial mesmo, é a nossa cultura, com a culinária, nosso artesanato, nos artistas de cultura popular, nos escritores, atores etc...

A convergência das potencialidades do patrimônio brasileiro e do turismo como indutores do desenvolvimento no Brasil se dá por meio do fomento ao turismo cultural.



A capacidade de atração de um destino turístico está baseada na diversidade da experiência proporcionada ao visitante. Experiências que remetem ao estilo de vida local têm sido cada vez mais valorizadas, associadas ao consumo de objetos que façam referência à experiência vivida e ao seu compartilhamento por meio de imagens e impressões nas redes sociais.  

Infelizmente,  nem todos gestores públicos tem essa visão, por total desconhecimento. O turismo e a preservação do patrimônio cultural de um povo, se planejados e implementados de forma complementar, podem constituir um ciclo bem sucedido de desenvolvimento. O turismo cultural bem estruturado tende a conferir sustentabilidade econômica às ações de preservação do patrimônio, além de exigir qualificação dos envolvidos para lidar com temas relacionados à história local e contribuir para a preservação das tradições.



Mas o Governador tem que saber disso? Tem sim, ou pelo menos ser devidamente orientado e informado pelo gestor da pasta em questão (Cultura) para evitar, justamente esse mico na TV.

Se a Cultura continuar sendo relegada à festa pela festa, não conseguiremos nos desenvolver e evoluir para uma visão mais estratégica da produção cultural. Não dá  mais para admitir a política do pão e circo, (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio.

Não podemos nos alienar e esquecermos o nosso real papel (da Produção Cultural) no desenvolvimento do Estado de Alagoas e do Brasil, através, também, da Economia Criativa que tanto gera emprego e renda. 

Cultura tem um enorme papel na nossa economia, e não só para aliviar a alma, mas também o bolso.

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