O Brasil está repleto de mistérios e mortes de pessoas... políticos ou não, em momentos importantes de suas vidas.
Desde os tempos da ditadura militar, convivemos com misteriosas situações, a começar com a morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, que em 1976, após rumores que se candidataria à Presidência, já que articulava ativamente sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições indiretas de 1978 contra o candidato do regime militar quando morreu.
Ele morreu em 22 de agosto de 1976, aos 74 anos, em um acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra), próximo a Resende (RJ). O veículo em que viajava colidiu contra um caminhão.A causa de sua morte permaneceu sob forte debate durante décadas:
Versão original: Relatórios oficiais da época apontaram o caso como uma fatalidade de trânsito. Segundo a narrativa, o Opala em que JK estava foi atingido na traseira por um ônibus, perdeu o controle, atravessou a pista e bateu de frente com outro caminhão.
Novas investigações e conclusões: Comissões e relatórios recentes contestaram a perícia original, apontando dezenas de irregularidades e fraudes nos laudos da época. Investigações oficiais concluíram que a morte do ex-presidente foi, na verdade, um assassinato orquestrado pela ditadura militar em razão de perseguição política.
Nove anos depois, em 1985, foi a vez do Presidente eleito Tancredo Neves.
Tancredo Neves chegou à Presidência da República ao vencer as eleições indiretas pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, derrotando o candidato Paulo Maluf. Sua eleição encerrou 21 anos de Ditadura Militar.
A gravidade da condição do presidente eleito foi ocultada da população por receio de um contra-golpe militar. Isso abriu espaço para duas vertentes principais:
O Erro Médico: A versão oficial sofreu mudanças ao longo dos anos. Em 2005, médicos admitiram que o laudo original estava incorreto, apontando que o político sofreu de síndrome da resposta inflamatória sistêmica agravada por infecções e tratamentos inadequados.O Atentado Político: A suposição de que Tancredo teria sido assassinado por militares contrários à redemocratização. Rumores ganharam força em 1996 após declarações do general Newton Cruz de que políticos como Paulo Maluf teriam proposto um golpe caso ele assumisse o poder.
Tancredo faleceu em 21 de abril de 1985.
Seis anos depois, outra morte muito suspeita entrou para a história do país.
Ulysses Guimarães, um dos maiores líderes políticos do país, faleceu na queda de um helicóptero no mar de Angra dos Reis (RJ) em 1992.
Ulisses era mais um declarado opositor ao Presidente da época, Fernando Collor.
Morreu em acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto. Dos 5 mortos neste acidente o corpo de Ulysses Guimarães foi o único que nunca foi encontrado.
Outros seis anos depois, outra morte, desta vez, aparentemente, clínica, abalou o Brasil. Luís Eduardo Magalhães faleceu em 21 de abril de 1998, aos 43 anos, vítima de um infarto agudo do miocárdio fulminante. Ele foi internado de emergência em Brasília e chegou a passar por uma angioplastia, mas não resistiu.
A morte precoce do então deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados abalou a política nacional e baiana, visto que ele era cotado para concorrer ao governo da Bahia e à Presidência da República.
Era filho do ex-governador da Bahia e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (ACM).
Já nos anos 2000, mais mortes em acidente aéreo foi alvo de mistérios e indignação.
Eduardo Campos foi um economista e político brasileiro, ex-governador de Pernambuco, que faleceu em um trágico acidente aéreo em 13 de agosto de 2014. Ele estava em plena campanha como candidato à Presidência da República quando o jato em que viajava caiu em Santos (SP), resultando na morte de todos os sete ocupantes a bordo.
Segundo as investigações do Cenipa (órgão da Aeronáutica) e da Polícia Federal, a queda foi causada por uma combinação de fatores, incluindo desorientação espacial dos pilotos sob condições meteorológicas adversas (chuva e falta de visibilidade) e falhas em procedimentos operacionais durante uma tentativa de arremetida.
Teori Zavascki, morreu em 19 de janeiro de 2017, em um acidente de avião na região do litoral de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, a causa da morte foi politraumatismo craniano devido ao impacto da queda.
O ministro Teori Zavascki faleceu no auge de sua carreira e sob intensa pressão profissional, atuando como relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele morreu em um acidente aéreo em janeiro de 2017, justamente no momento em que estava prestes a homologar os primeiros grandes acordos de delação premiada da Odebrecht.
Independente dos reais motivos, o Brasil vive e convive com estes mistérios, sejam provocados ou não, despertam o interesse e a curiosidade de todos, justamente porque o Brasil, nunca deslancha, parecendo estar sendo puxado pelas tais forças ocultas como falava o ex-presidente Jânio Quadros.


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