Pela primeira vez em sua história, a Academia Alagoana de Cultura recebe uma Iyalorixá entre seus imortais. Mãe Mirian, Iyábinan, toma posse na Cadeira 34, inscrevendo a sabedoria ancestral do terreiro no panteão oficial da cultura alagoana.
Não se trata apenas de uma cadeira. Trata-se de um território. A Cadeira 34 agora é de Àsé, de ojá, de conta, de folha e de palavra que cura. É o reconhecimento de que as religiões de Matriz Africana são matriz civilizatória deste Estado.
Ocupar esses espaços é dever histórico do nosso povo. É transformar oralidade em literatura, tambor em patrimônio, fé em política pública. É garantir que as próximas gerações encontrem seus espelhos também nos livros, nas atas e nas galerias da cultura oficial.
A cerimônia será consagrada ao som dos atabaques, porque é com a voz dos ancestrais que adentram os salões que por tanto tempo lhes foi negado.
Terá como padrinho o Primeiro Obá de Xangô de Alagoas, o Desembargador Tutmés Airan, defensor inconteste do nosso povo. Com Xangô na frente, a justiça se faz verbo e caminho.
Quando uma mais velha sobe, todo terreiro se levanta junto.
26 de Maio de 2026, às 19h
Sala de Música - Complexo do Teatro Deodoro.
Convocamos o povo de santo, os movimentos negros e toda sociedade alagoana: vamos lotar o Complexo do Teatro Deodoro para celebrar que a cultura alagoana também é de matriz africana.
Traje branco. Coração cheio. E muito asé na boca.
Assessoria

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