domingo, 3 de agosto de 2025

Uber deve deixar de operar no Brasil a partir de 2026


A Uber anunciou, na última semana, um investimento de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,67 bilhão) na compra de ações da fabricante de veículos elétricos Lucid Motors, como parte de uma estratégia ousada para criar sua própria frota global de robotáxis.

O acordo prevê a aquisição de pelo menos 20 mil SUVs elétricos Lucid Gravity, adaptados com tecnologia de condução autônoma de Nível 4, desenvolvida em parceria com a startup de inteligência artificial Nuro. A frota será exclusiva da plataforma Uber e deve começar a operar em cidades dos Estados Unidos no segundo semestre de 2026.

Embora o anúncio original mencionasse um lançamento global, o Brasil está fora dos primeiros testes, o que levanta dúvidas sobre o futuro da operação da Uber no país.


Por que o Brasil pode ficar para trás?

Com a chegada iminente dos robotáxis, especialistas afirmam que a Uber poderá reduzir gradualmente serviços com motoristas humanos em mercados onde a operação é mais cara e burocrática.

O Brasil — onde a empresa enfrenta altos custos trabalhistas, tributação complexa e discussões judiciais sobre vínculo empregatício com motoristas — pode estar entre os países onde a Uber repensa ou diminui gradualmente sua atuação, caso a frota autônoma se torne o foco central.

Fontes próximas ao mercado relatam que, nos bastidores, a Uber estuda revisar contratos e operações em países onde o retorno financeiro está abaixo da média global.

O que muda com os robotáxis?

Os SUVs elétricos Lucid Gravity, que já estão sendo testados em circuito fechado em Las Vegas, terão:

Autonomia de 450 milhas (cerca de 724 km) por carga, reduzindo paradas para recarga;

Sistema Nuro Driver™ de Nível 4, que dispensa motoristas humanos em áreas previamente mapeadas;

Cabines espaçosas e confortáveis, projetadas para longos deslocamentos e uso em caronas compartilhadas;

Integração direta com a plataforma Uber, que gerenciará a frota e as corridas.

A previsão é que esses veículos operem 24 horas por dia, com custos menores e menos interrupções, podendo reduzir tarifas em mercados onde forem implementados.

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