quinta-feira, 31 de julho de 2025

Zeza do Coco - uma mestra do coco e querida na vida


Há quase 30 anos convivo, vivo aprendo e registro em fotos, vídeos e textos muita coisa sobre pessoas especiais para mim e para meu Estado de Alagoas, por mais que ele não saiba. Estou falando de pessoas simples que tem o dom de cantar, compor, dançar e passar seus conhecimentos para os mais jovens, como os Mestres da cultura popular. Assim foi com Mestre Izaldino, do Fandango do Pontal, que conheci em 1997, graças a um projeto de extensão da Ufal, onde eu estudava e era Bolsista de Extensão, e Ranilson França,  na época era Secretário Estadual de Cultura,  e chamou a Ufal para uma missão: revitalizar e registrar o Fandango do Pontal. Me apaixonei pelo folguedo, amor que perdura até hoje.

Mestre Verdelinho foi o mestre que conheci em 2000, de quem me aproximei durante uma apresentação sua na ArtNor daquele ano. Foi com quem mais tive contato, mesmo depois de anos de seu falecimento,  ainda o considero como "meu mestre".

Mas tem uma menina que também conheci em 2000, que na época era conhecida como "Duarte", nora da saudosa Mestra Hilda do Coco, e também era seu braço-direito.

Duarte era seu nome artístico,  porque era assim que seu marido, na época,  a chamava, por considerá-la parecida com a atriz Regina Duarte. Sabia de nada o inocente, pois ela, Maria José, já era mais bonita e talentosa que a "global".

Nessa época ela era mais nova do eu, atualmente,  tinha 45 anos, mas era uma danada, mas talentosa na mesma medida. 

Estou falando da "minha mestra", hoje chamada por Zeza do Coco", um amor de pessoa, generosa, querida pela juventude, respeitada pelos mais antigos e uma referência da nossa cultura popular,  e não é à toa, já que Zeza, é mestra de coco, rezadeira, voltada também à religiosidade    afro-brasileira, compositora... uma estrela completa.

Essa imagem acima, uma amiga dela fez e a presenteou, deixando-a feliz pela homenagem.

Zeza do Coco, é reconhecida como Patrimônio Vivo de Alagoas, há 10 anos, desde 2015 e uma das mestras mais acessíveis e queridas pela juventude e os acadêmicos.

Uma paixão, não só minha, mas do povo alagoano.

Um comentário:

  1. Mestra Zeza, com sua voz calma, ama relatar suas aventuras na arte que domina.
    Eu a conheci em 2024, acompanhando sua estadia na escola nosso lar, onde desenvolveu um lindo trabalho e conquistou a criançada com seu coco de roda coreografado e embalado por canções de sua autoria.


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