Conceitualmente, ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: ter direitos civis. É também participar no destino da sociedade, votar, ser votado, ter direitos políticos.
Mas e o que é uma cidade cidadã?
Juridicamente, cidadão é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. Em um conceito mais amplo, cidadania quer dizer a qualidade de ser cidadão, e consequentemente sujeito de direitos e deveres.
Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo é dever de todo cidadão responsável. A cidadania deve ser entendida, nesse sentido, como processo contínuo, uma construção coletiva que almeja a realização gradativa dos Direitos Humanos e de uma sociedade mais justa e solidária.
Uma cidade cidadã é aquela em que todos se sentem seguros e satisfeitos com a relação entre direitos e deveres. Por exemplo, pagar imposto e ser ordeiro, são deveres, e sentir e usufruir o retorno dos impostos pagos, é um direito.
Mas será que essa relação está equilibrada na nossa cidade, Maceió?
Somos uma jovem cidade, pequena em suas dimensões geográficas, e por isso, em teoria, deveria ser mais fácil de resolver nossos problemas. Temos um povo de bem, uma natureza com praias belíssimas invejadas e reconhecidas mundialmente, um relevo simplificado sem grandes distorções e sem grandes distâncias a serem percorridas.
Uma cidade cidadã respeita seus cidadãos e aos visitantes. É uma cidade em que há um transporte coletivo eficiente e decente, uma cidade segura, com acessibilidade para todos, sejam crianças, idosos, adultos, pessoa com deficiência, onde todos tenham oportunidades de emprego e renda. Maceió precisa ter um olhar mais aprofundado para nossas necessidades, como a mobilidade urbana, que é precária. Temos uma linha de VLT, limitada. Precisamos ter mais linhas de Veículos sobre Trilhos, principalmente que liguem a parte baixa à parte alta. Um comércio mais diversificado, unidades de mercados públicos, diversos, amplos, limpos, com acessibilidade interna e uma rede de transportes públicos organizada, pois os mercados geram renda, empregos e são grandes centros de consumo e de movimentação humana.
A população precisa ter acesso mais fácil à saúde, com mais Unidades de Pronto-atendimento, com mais humanização, por exemplo, com mais banheiros públicos, pois muitos trabalhadores desenvolvem suas atividades a céu aberto durante todo o dia e precisam receber esse olhar mais humano.
O que esperamos é que os políticos e administradores públicos tenham um olhar mais humanizado e eficiente, pois o dinheiro público, ao contrário dos que alguns pensam, é escasso e a população está em contínua evolução e crescimento demográfico.
Torcemos para que Maceió possa ser exemplo de cidadania, revertendo adequadamente os recursos para o bem da população, através de escolas, postos de saúde, mobilidade, segurança, cultura, iluminação pública, esgotamento sanitários, bem como com a construção e ampliação de ruas, avenidas e toda forma de escoamento de trânsito, pois uma cidade em que o trânsito não flui é menos tempo produtivo para seus cidadãos trabalharem e curtirem sua cidade.
Autor: Keyler Simões
Maceioense de nascença e de coração
Jornalista e Produtor Cultural

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