domingo, 8 de agosto de 2021

Informalidade x Poder Público - a cultura de quem espera


Política cultural e produção cultural andam lado a lado sofrendo pela falta de iniciativa do poder público e da própria iniciativa privada, e só piorou nos últimos tempos, quando o Governo Federal por ignorância e por medo sucateou a estrutura cultural, montada nas últimas duas décadas no Brasil. Ignorância por não saber e entender o quanto se gera na cultura, e por medo para minar qualquer atitude pensante de quem se opõe aos desmandos de uma estrutura governamental alienada ou até mesmo má intencionada.

A política cultural se implementa pelo poder público, seja municipal, estadual ou nacional, com a participação de todos os segmentos afins. Leva-se tempo para sua adoção. A produção cultural é muitas vezes a execução da tal política cultural ou simplesmente a realização de vários eventos ou promoção de produtos, projetos e articulação entre vários segmentos culturais, visando, muitas vezes sua própria subsistência.


Como em qualquer área a formalização visa o desenvolvimento profissional, fortalecendo a cadeia produtiva e, consequentemente, seu entorno como os municípios, estados e o país, gerando emprego, recolhendo impostos e investindo nos talentos locais. Só que na cultura isso acontece de forma lenta, e normalmente sem muita sustentabilidade. Quando Gilberto Gil foi Ministro da Cultura, no início dos anos 2000, implementou-se uma política cultural que organizava e desenvolvia os segmentos culturais e seus entes. Essa política foi sendo adotada também nos Estados e municípios, com alocação de recursos e adoção de editais, gerando renda e desenvolvimento. Infelizmente,  essa política não resistiu ao Governo de Michel Temer e do Governo atual.

Contudo, é fundamental que a classe artística, produtores, consultores, captadores, técnicos se capacitem, se atualizem e estejam regulamentados, com suas pessoas jurídicas, pois todo governo é passageiro, mas as exigências legais permanecem e ter uma empresa ainda é primordial, por mais trabalho que isso gere, mas é essencial se profissionalizar, porque o talento apenas não gera receita contínua.

Seja um (a) grande artista, mas procure se cercar de bons profissionais, e lembre-se que ganhar dinheiro com o seu talento não é motivo de vergonha, e sim um orgulho e demonstração de sua capacidade de inovar e vencer na vida com o que te faz feliz e realizado.

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