Foi em uma escola de dança de salão de Belo Horizonte (MG), durante uma viagem feita sob recomendações médicas – justamente para amenizar o estresse –, que Luiz Sander descobriu a paixão pela arte. Ele tinha 25 anos e, até então, dedicava-se exclusivamente ao trabalho como administrador de empresa, mas sentia que algo lhe faltava. Realizado na arte, se especializou e retornou a Maceió com diversos cursos na bagagem. O sóbrio senhor Sander deu lugar ao descontraído e alegre Mineirinho. Como dançarino, participou do 40º Festival da Música Popular Brasileira em Zurich (Suíça), Cidade do Porto (Portugal), Madri (Espanha) e em várias cidades brasileiras. Já a carreira de ator começou em 2001, na Escola Teatral Martins Pena, Rio de Janeiro. De lá para cá, participou das novelas Luz do Sol e Apocalipse (TV Record), do seriado DPA Detetives do Prédio Azul (canal Gloob), e de produções teatrais profissionais como Ricardo Terceiro, dirigida por Antonio Pedro; A Capital Federal, sob direção de Elza de Andrade; A Vida Como Ela É, dirigida por Anselmo Vasconcelos e vários outros projetos como o Showriso e Banda
Atualmente, com sua própria Cia Teatral e atuando por todo o país, Mineirinho não só dissemina a cultura popular nordestina e brasileira, mas, também, a importância de integrá-la e preservá-la em sua originalidade. “A cultura popular não precisa ser regional, mas, sim, uma linguagem que fala sobre luta, natureza, paixão e amor, ou seja, que fala sobre o Brasil”, sentencia.
Qual o melhor caminho para aprender a dançar? A gente não aprende a dançar, com o tempo e dedicação, todos descobrem que sabem. As pressões da sociedade, a timidez é que vão nos afastando dessa espontaneidade de dançar. A dança está no nosso DNA, inclusive o ser humano aprende a dançar antes mesmo de começar a falar, por meio das expressões corporais. A gente consegue dançar quando a gente se permite, pois ela já está dentro da gente. Existe uma passagem de Santo Agostinho que diz: "Homem aprenda a dançar, senão os anjos não saberão o que fazer com você".
Hoje, Mineirinho ministra suas aulas na sua escola e estúdio de dança Mineirinho de Maceió, já famosa no Rio de Janeiro e em São Paulo, e agora, instalada ao lado do Centro Comunitário da Igreja São Pedro, na Ponta Verde. “Reabrimos a escola de dança com aulas ministradas por mim e por parceiros, e por isso temos aulas de: Dança de Salão, Dança Solta, Teatro, Jazz/Sapateado, Tango, Alongamento, Desenho e pintura, Capoeira kids, Yoga, Ritmos e Ballet kids”, explicou o criador da dança solta. “A ideia de retornar a Maceió sempre me acompanhou. Saí pela necessidade de mostrar a Dança Solta em um centro maior e, agora, com núcleos no Rio, em São Paulo e em diversos lugares do Brasil, decidi retornar para abrir um aqui, na cidade onde tudo começou. Volto também em busca de mais qualidade de vida e para matar a saudade de alunos e amigos”, diz o artista.
Mineirinho criou a Dança Solta em 1995, num clube social da capital alagoana, em meio a uma situação que tinha tudo para causar embaraço. Contratado para uma apresentação de tango, ele se viu diante do público e sem a dançarina, que simplesmente não apareceu. O jeito foi improvisar. Mineirinho subiu ao palco e chamou a plateia para o embalo. Assim, com todo mundo junto e livre, nasceu a filosofia baseada no improviso e na ideia de que ninguém aprende a dançar, mas cada um sabe ao seu modo.
“A Dança Solta é uma aula diferente, lúdica, onde o objetivo é todo mundo se divertir, se soltar mesmo. Não existem regras, coreografias marcadas, não tem foco terapêutico ou de emagrecimento, mas tem muito a ver com qualidade de vida. É possível perder entre 500 e 600 calorias por aula e, do ponto de vista emocional, ‘desestressa’. De crianças a idosos, dos 9 aos 80 anos, todo mundo dança e brinca junto”, explica Mineirinho.
O sucesso da dança solta em Maceió alimentou em Mineirinho o sonho de ver a sua ideia ganhar o Brasil, daí a mudança para o Sudeste no ano 2000. No Rio de Janeiro, foi descoberto por uma produção de TV e ganhou espaço em programas de grande audiência nacional, como Ana Maria Braga, Bem-Estar, Programa do Jô, Estrela – apresentado por Angélica – e em diversos regionais, das mais variadas emissoras de televisão e rádio. Assim, ganhou o país. A dança solta já é uma atividade consolidada no Brasil inteiro, e ela só não é mais popular porque não temos mão-de-obra suficiente, qualificada. Mas ela já está consolidada como uma atividade lúdica, através da espontaneidade e onde você se diverte e solta as amarras, e em contrapartida ela também ajuda a queimar calorias, se diverte... é terapêutica, uma atividade complexa, mas também muito simples.
Pod Cast
Inquieto, Mineirinho de Maceió, aceitou mais um desafio, há mais de 2 anos: apresentar um Pod cast, chamado Arte Cultura, com o parceiro Jaelson Gomes."O Pod Cast surgiu muito naturalmente, quando fui dar uma entrevista e o diretor percebeu que eu sou uma pessoa apaixonada por gente e fui convidado a fazer esse pod cast, onde eu converso muito informalmente com as pessoas, num bate-papo onde mato minhas curiosidades e onde posso me informar e conversar, e a gente que trabalha com Cultura fica muito solto e no pod cast eu encontro com muita gente amiga num papo interessante onde conversamos com todos, do mais humilde ao gestor, por exemplo... todo mundo tem uma boa história pra contar. Pro futuro, já estou trabalhando com palestras, que estou curtindo muito, e que me dá prazer, e trabalhar com gente me dá muito prazer". https://www.youtube.com/@arteculturapodcast
Mais informações: (82) 99676-6820.
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Parabéns Mineirinho,pelo grande professor de dança e como Ser Humano.Obrigada pelo que vc fez por mim,no meu acidente,e pelas idas ao Hospital.Vc vale Ouro ,mas não sei se vou poder voltar às aulas ,o médico é que vai dizer.!!
ResponderExcluirSocorro Leão
Há muitos anos conheci Mineirinho e desde então, acompanho a trajetória dele, onde no livro dele,"DANÇANDO PELA VIDA" conta toda sua luta para ter alcançado o sucesso. Foi duro, emocionante, nunca desistiu. Hoje ele é respeitado, nos quatro cantos do Brasil . Casado com uma alagoana maravilhosa, Thaisa, hoje é o seu Porto Seguro. Os dois dançando tango ou mesmo um valsa do imperador é algo que acalenta a alma.
ResponderExcluirMineirinho de Maceió, como podemos chamá-lo? Eu vou resolver chamá-lo de " O Cara", um grande ser humano, amigo querido, professor excepcional, tenho orgulho e a honra de ser aluna de dança dele, não podendo aqui deixar de falar da sua amada esposa a nossa querida Thaisa e nossa competente professora . Parabéns Mineirinho pela pessoa, pelo profissional e pelo empresário que você é. Que o nosso bom Deus continue te abençoando ricamente. Um grande abraço.
ResponderExcluirMestre da dança. Respeitado, admirado, competente, um grande amigo. Em todos esses anos, construiu um trabalho a qual eu dou o nome de terapia ocupacional. Quem o conhece sabe do que estou falando. Nossa amizade já vai passando dos 30 anos. E com essa idade toda, a sua, a nossa, querida “ turma das 9”, vai ficando mais sólida com o passar do tempo. Parabéns! Mestre. Você com toda essa alegria, construiu coisas boas na nossa Alagoas, na nossa Maceió, e sendo o “mineiro” criativo que é, fundou a sua empresa, na Ponta Verde, com muito sucesso. Maceió agradece esse ponto aqui instalado, colaborando com a nossa cultura. A boa cultura.
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