domingo, 31 de maio de 2026

TV Cultura retorna com o programa Bem Brasil

A TV Cultura recontratou o apresentador Wandi Doratiotto e vai voltar a produzir o programa musical Bem Brasil, clássico que ficou no ar entre 1991 e 2008.

A atração será exibida nas tardes de domingo, a partir do dia 7 de junho.

Carlinhos Brown será a principal atração da reestreia do programa.

Na nova etapa, o Bem Brasil também contará com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que vai interagir com o apresentador e com o público.

A produção será realizada em uma parceria entre a Fundação Padre Anchieta e o Sesc São Paulo.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

17º Festival de Música Rádio Nacional 2026 abre inscrições


Começaram hoje (29) as inscrições para o 17º Festival de Música Rádio Nacional 2026. A iniciativa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) abre espaço na programação da Rádio Nacional FM para divulgar gravações de obras musicais inéditas e valorizar a produção de cantores, compositores, instrumentistas e arranjadores de todo o país. As inscrições poderão ser realizadas até o dia 24 de julho, na internet. Neste ano, o evento integra as comemorações em torno dos 90 anos da Rádio Nacional.

Todo compositor residente no Brasil poderá inscrever até duas músicas com letra em português e as obras deverão ter identificação com o perfil da emissora. As gravações devem ser enviadas em formato MP3. Cada música deve ter duração máxima de seis minutos. Não serão aceitas as inscrições de músicas produzidas por softwares que utilizam tecnologia de inteligência artificial.

Para a escolha dos vencedores do Festival nas diversas categorias, a Rádio Nacional promoverá, no dia 31 de outubro, o Show da Final, que contará com a apresentação ao vivo das 12 músicas finalistas para os jurados e público presente.

É fato!!! Ex-presidente do Brasil foi mais um assassinado pela ditadura militar


Atentado político - A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) aprovou nesta sexta-feira (29) um relatório que conclui que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976. O documento contesta a versão oficial de que JK morreu em um acidente automobilístico na Via Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro.

A conclusão foi aprovada por seis votos favoráveis e uma abstenção. O relatório foi apresentado durante coletiva realizada na sede da Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em São Paulo.

Relatora do caso, a professora Maria Cecília Adão afirmou que há elementos que sustentam a hipótese de atentado político. Segundo ela, um encontro com emissários do então presidente Ernesto Geisel teria sido o motivo para que JK decidisse fazer a viagem de carro, e não de avião. De acordo com a relatora, a reunião teria sido usada para atrair o ex-presidente ao local onde ocorreu o acidente.

Maria Cecília também afirmou que o motorista de JK havia percebido algo estranho no veículo antes da viagem.

O relatório reúne informações obtidas em investigações e perícias realizadas ao longo dos anos. Segundo a relatora, os peritos do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro que atuaram no caso estiveram envolvidos em fraudes em outras investigações de mortes durante o período da ditadura.

De acordo com a comissão, foram identificadas 37 fraudes na apuração da morte do ex-presidente. Entre elas, está a chegada de militares ao local do acidente cerca de 20 minutos após a ocorrência. Segundo o relatório, os militares assumiram imediatamente o controle da área, o que teria permitido a adulteração de provas.

G1

Avenida Fernandes Lima - OAB junta-se à causa de reparação histórica

A Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL) convocou a categoria e a sociedade em geral a participarem da sessão do Conselho Pleno, que decidir que a entidade deve atuar nos processos que pedem à Justiça a mudança do nome da Avenida Fernandes Lima para Avenida Tia Marcelina. A sessão está marcada para aconteceu hoje (29) na sede da OAB/AL, no bairro de Jacarecica, em Maceió.

“A advocacia alagoana e a sociedade civil estão convidadas para um momento histórico na seccional. A pauta da próxima sessão do Conselho Pleno da OAB/AL submeterá a voto a atuação da instituição, na condição de ‘amicus curiae’, nos processos que buscam a alteração do nome e a devida reparação histórica em relação à Avenida Fernandes Lima, figura central como algoz no episódio Quebra de Xangô em 1912”, diz um trecho da convocação oficial, feita pela Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB/AL.

“A presença e a mobilização de toda sociedade são fundamentais para fortalecer a construção de uma memória pautada na justiça social e no respeito às religiões de matriz africana”, acrescentou.



O relator do processo na OAB/AL, advogado Alberto Jorge Ferreira dos Santos - o Betinho, também fez a convocação da categoria para participar da sessão.

“Estou fazendo esse chamamento, não só como relator do processo e como conselheiro estadual da Ordem, mas sobretudo em nome do povo da religiosidade afrobrasileira”, afirmou Betinho.

Questionado sobre qual seria sua expectativa quanto à pauta da sessão e se a OAB Alagoas irá se posicionar a favor da causa de Tia Marcelina, Betinho respondeu: “Vamos aguardar o posicionamento do Conselho. Acredito que a OAB vai caminhar conosco”.

Para o defensor público estadual Othoniel Pinheiro, o posicionamento da OAB/AL é de suma importância na defesa da proposta de mudança da nomenclatura da principal avenida da cidade, encaminhada à Justiça.

“Vou participar e se tiver direito a fala, vou mostrar que a Defensoria Pública de Alagoas abraçou essa causa, mas quem está solicitando a mudança do nome da avenida Fernandes Lima para Tia Marcelina é a sociedade civil organizada, por meio do movimento negro e entidades de religiões de matriz africana. Por isso, realizamos uma audiência pública, ouvimos especialistas e recebemos vários documentos sobre o assunto, antes de acionar a Justiça”, explicou o defensor Othoniel Pinheiro.

Discussão sobre alteração de nome de escola é indissociável à questão

A sessão do Conselho Pleno também deve contar com a participação dos advogados integrantes do Movimento Negro Unificados da Ordem (MNU/OAB). No começou do mês, uma das lideranças do MNU/OAB criticou a postura do representante da Ordem no Vale do Paraíba, Márcio Roberto Tenório de Araújo Júnior, que teria se posicionado contra a mudança do nome da Escola Municipal Domingos Jorge Velho, na audiência pública realizada pela Defensoria Pública do Estado, em Atalaia.

Na ocasião, a Comissão de Promoção da Igualdade Racial da OAB Alagoas divulgou nota se posicionando a favor da proposta da mudança do nome da escola que presta homenagem ao bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, considerado o destruidor do Quilombo dos Palmares e responsável pela morte de Zumbi dos Palmares, na época do Brasil Colônia.
“A discussão sobre a alteração do nome da Escola Municipal Domingos Jorge Velho é indissociável do direito à memória e à verdade. Domingos Jorge Velho representa um período de profunda violência colonial, tendo sido o responsável direto pela destruição do Quilombo dos Palmares e pela perseguição a Zumbi. A manutenção de símbolos que exaltam tais trajetórias no espaço público conflita com os valores democráticos e com o dever de promoção da igualdade racial”, afirmou a Comissão, por meio de nota, com data de 15 de maio de 2026.

“A OAB Alagoas mantém uma postura firme e coerente em favor de medidas que combatam o racismo estrutural. Reiteramos que as manifestações institucionais da Ordem devem refletir o compromisso antirracista assumido por esta gestão, assegurando que o patrimônio público e os nomes de logradouros sejam compatíveis com a proteção dos direitos humanos”, completou.

PAUTA

Nessa mesma nota, a Comissão informava que havia formalizado seu entendimento a respeito da causa, ao protocolar o Requerimento nº 01/2026 (Protocolo nº 2026.0000.01234-5 perante o Conselho Pleno, solicitando o ingresso da OAB Alagoas nas ações judiciais em curso sobre a renomeação da Avenida Fernandes Lima para Avenida Tia Marcelina, em Maceió.

A iniciativa que se baseia especialmente na Convenção Interamericana contra o Racismo (Decreto nº 10.932/2022), que possui status de emenda constitucional, e na Declaração de Durban, que impõem ao Estado o dever de reparação por injustiças históricas.

“A OAB Alagoas reconhece e valoriza o protagonismo da Defensoria Pública do Estado de Alagoas, instituição autora tanto das ações judiciais em curso na capital quanto das iniciativas que culminaram na audiência pública realizada em Atalaia, reafirmando na prática seu compromisso com a reparação histórica e o acesso à justiça da população negra”, destacou.

A Comissão encerra a nota citando a escritora e filósofa Sueli Carneiro, para quem “o racismo se manifesta também através da manutenção de símbolos de opressão que reiteram a violência simbólica contra corpos negros”. Por isso, “a OAB Alagoas segue acompanhando com atenção os desdobramentos em Atalaia, reafirmando que sua posição oficial é pela construção de uma memória coletiva que honre a resistência e a dignidade humana, em total observância à Constituição Federal e aos tratados internacionais de direitos humanos e antirracistas”.

Ricardo Rodrigues - Tribuna independente


Nota emitida pelo grupo POSUBETÁ, ligado à Mãe Miriam, a mais antiga Yalorixá, de Maceió 

A OAB Alagias acaba de fazer história 

Aprovado por unanimidade o ingresso da OAB na ação civil pública sobre instrumentos reparatórios do Quebra de Xangô de 1912. O plenário aplaudiu de pé o voto do Conselheiro Alberto Jorge (Betinho) homem preto.

Isso não é símbolo. É reparação. É o Estado reconhecendo o crime contra o povo preto e do santo.

O Quebra foi terrorismo de Estado. Em 1912, com apoio da polícia, invadiram terreiros, destruíram assentamentos, torturaram e mataram. Tentaram apagar Xangô em Alagoas. Tentaram apagar a gente.

Falharam.

Tia Marcelina sobreviveu. Reconstruiu. Sustentou o axé quando custava a vida. Tia Marcelina vive na avenida que vai levar seu nome. Vive no tambor que nunca calou, em cada um de nós.

“Xangô não dorme no ponto. A justiça pode tardar, mas não falha.”

Essa reparação é dívida histórica. É enfrentamento ao racismo religioso hoje. O Quebra não acabou: veste terno, assina portaria, incendeia terreiro.

Até a mudança do nome da Avenida Fernandes Lima para Tia Marcelina, a luta será grande. Mas, como nossos ancestrais, não iremos desistir.

Adupé @mayaracriminal, mulher de axé, preta, da religião, Presidente do CONEPIR. Respeito ao Defensor @othonielpinheiro pela coragem que o Estado não teve por 112 anos.

Reverência ao Desembargador Tutmés Airan, o primeiro Obá de Xangô de Alagoas. Um homem da Justiça pelo povo da religião de matriz africana. No trono e na toga, sustenta a tradição com a altivez que Xangô exige.

Betinho deu aula de Direito e humanidade.

Voto técnico, político, ancestral.

Hoje o Brasil começa a pagar o que deve.

Por Tia Marcelina. Pelos que tombaram. Pelos terreiros que resistem.

POSUBETÁ

quinta-feira, 28 de maio de 2026

MinC e UFAL divulgam resultado preliminar da habilitação das inscrições do Proler Bibliotecas


O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura (Sefli), e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), através do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), divulgam, na quarta-feira (27),  o resultado preliminar da etapa de habilitação das inscrições do Proler Bibliotecas.


Clique aqui e confira.

A iniciativa é realizada pelo MinC e pela UFAL, em parceria com o Ministério da Justiça (MJ) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e integra as ações de fortalecimento das políticas públicas de livro, leitura, literatura e bibliotecas em todo o país.

A Etapa de Habilitação corresponde à análise documental das inscrições submetidas ao Edital, verificando o atendimento aos critérios e exigências previstos no regulamento. O processo contemplou inscrições de Bibliotecas Públicas, Bibliotecas Comunitárias, Unidades Prisionais com espaços de leitura, Serviços Especializados, Escritórios Sociais e demais serviços de atenção à pessoa egressa do sistema prisional.

O Proler Bibliotecas busca fortalecer ações de leitura, escrita e mediação cultural em diferentes territórios do Brasil, promovendo formação, mobilização em rede e democratização do acesso ao livro e à leitura.

As instituições selecionadas nas próximas etapas passarão a integrar a Trilha de Formação e Mobilização do programa, composta por cursos assíncronos, encontros síncronos, orientações metodológicas, apoio pedagógico e acompanhamento técnico para desenvolvimento de ações nos territórios.

Além disso, as instituições participantes receberão o Selo Proler Bibliotecas, integrarão uma rede nacional colaborativa e poderão compartilhar suas experiências no Repositório Proler Bibliotecas, plataforma pública destinada à difusão de boas práticas de leitura e mediação cultural desenvolvidas em todo o país.

Período de recursos

As instituições participantes devem acompanhar atentamente o cronograma oficial do Edital. O período de Interposição de Recursos da Etapa de Habilitação acontece entre os dias 28/05 até às 23:59h no dia 01/06/2026.

Plantões de Dúvidas

O MinC e a UFAL estão realizando Plantões de Dúvidas da Etapa de Habilitação em salas virtuais para apoiar todos os proponentes inabilitados que necessitem de auxílio  que necessitem de auxílio na interposição de recursos desta etapa de habilitação. As informações detalhadas sobre os dias, horários dos encontros e o link para participação também podem ser consultadas diretamente na área do Edital na Plataforma Mapa da Cultura.

O resultado preliminar da Habilitação e demais informações e demais informações podem ser acessados aqui

Em caso de dúvidas, os atendimentos também seguem disponível pelos canais oficiais do programa:

WhatsApp: (61) 92003-6176
E-mail: proler@cultura.gov.br

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Vida de produtor cultural

Ao contrário do que alguns podem pensar, a vida de produtor cultural nem sempre é só de shows e eventos.

Com os meus 34 anos de Produção Cultural, já fiz de tudo: show grande, show pequeno, evento com repercussão e os nem tanto.. já fiz Produção de palco, já fiz as vezes de roadie (apoio e coordenação de palco), elaboração de projetos, execução de projetos, coordenação de camarins, coordenação de segurança, produção geral, coordenação de camarotes... e tudo mais que envolve a boa realização de eventos, que não são necessariamente shows, mas exposições, espetáculos de teatro, dança, de circo, cultura popular, exibição de filmes, shows fechados.. shows abertos, trios elétricos, eventos na rua, festivais de Bumba-Meu-Boi, shoppings, teatro, auditórios, galerias, em escolas, igrejas, bares e bordéis, desfile de escola de samba, parada militar, desfile cívico, estação de trem, nos trens.. 

Cada evento... cada trabalho é único...nenhum é igual ao outro, por isso toda a dedicação e profissionalismo são fundamentais, pois temos que tratar cada um como o mais importante da sua vida. Por isso que recomendo que se envolva... se dedique dando a atenção que você gostaria de receber, talvez por isso o nosso horário seja praticamente 24h, mas não baixe a cabeça e sempre valorize a sua equipe, sem que você vá contra ao que você acredita e valoriza.

No início de carreira nenhum trabalho é pequeno demais. Nunca diga não a uma nova experiência, pois o aprendizado vai fazer valer a pena.

Osvaldo Montenegro, Paralamas, Frejat, Verdelinho e Mestra Hilda, Jair Rodrigues,  Titãs, Junior Almeida, Ôxe, Dr Charada, Osman, Geraldo Cardoso, Banda de Pifanos Esquenta Muié, Nelson da Rabeca, Tororó do Rojão, Chau do Pife, Máclein, Baygon, Xameguinho, Leila Pinheiro, Escola de Samba da Mangueira, Fagner, Toni Garrido, Carlos Moura, Avoid, Lula Sabiá, Living in The Shit, Zeza do Coco, Guerreiro São Pedro Alagoano, Biquini Cavadão, Fernanda Abreu, Fandango do Pontal da Barra, Wilma Araújo, Irineu Nicácio, Elaine Kundera, Ballet Emília Cavalcanti, Ballet Maria Emília Clark, Wilma Miranda, Leureny Barbosa, Djavan, Hermeto Pascoal, Capoeira Yá Capoeira, Banda sinfônica, Filarmônica Nonato Lopes, dentre tantas outras dezenas de artistas e grupos locais, nacionais e internacionais, como algumas  apresentaçôes de tango, já produzi.

Sempre há uma nova produção por vir, e desafios culturais a cumprir com dedicação e carinho, pois não há nada na cultura que eu não faça com amor e prazer, e o melhor: ainda me pagaram e me pagam para isso.

O produtor cultural é único.  Temos um papel social e cultural que poucos conseguem ver, mas fazer o que se gosta não tem preço.

Integrantes de Skank e Penélope lançam nova banda: a Cápsula

Cápsula, banda que une nomes do mainstream e da cena indie, nasce de algo raro nos dias de hoje: tempo, convivência, afinidade criativa e o desejo de fazer música sem pressa.

A história começou como uma coincidência típica de Belo Horizonte (MG). Um almoço de família, conexões improváveis entre vizinhos, parentes e músicos que frequentavam os mesmos círculos havia décadas, mas raramente haviam dividido o mesmo espaço criativo. Em algum momento desse emaranhado mineiro de relações, surgiu o convite simples: “vamos fazer um som”.

Durante um ano inteiro, Érika Martins (Penélope), Fernando Americano (thesurfmotherfuckers, Penélope), Haroldo Ferretti (Skank) e Lelo Zaneti (Skank) trabalharam silenciosamente nesse repertório. Um tempo quase impensável em uma indústria pautada pela urgência de lançamentos instantâneos.

O quarteto se encontrava no Estúdio Bamboo — estúdio montado na casa de Haroldo, cercado pelas montanhas de Nova Lima — experimentando ideias, trocando arquivos madrugada adentro, testando timbres, desmontando e reconstruindo canções. Em vez da lógica acelerada da “música de algoritmo”, feita para durar segundos em uma rolagem infinita, o Capsula surgiu da insistência no oposto: canções lapidadas lentamente, gravadas por mãos humanas e carregadas das imperfeições que tornam a música viva.

Musicalmente, o grupo transita entre o pop, pós-punk, dub, indie rock e o chamado “rock adulto”. As letras abordam ansiedade digital, relações líquidas, exaustão emocional e a sensação permanente de hiperconexão. São crônicas urbanas sobre uma geração sobrecarregada por notificações e validações instantâneas.

Com lançamento marcado para 29 de maio, via OneRPM, o single Dopamina é uma primeira amostra do equilíbrio entre os grooves de Haroldo e Lelo, as texturas sensoriais das guitarras de Fernando Americano e a interpretação densa e magnética de Érika Martins. A faixa que transita pelo pop, o rock e o reggae, é uma crônica moderna sobre a exaustão digital e a ansiedade das notificações.

Por Musicalidade

terça-feira, 26 de maio de 2026

Noviças brasileiras deixam o convento após se apaixonarem uma pela outra


A história real mais recente sobre noviças que deixaram a vida religiosa para viver um romance envolve o casal brasileiro Francília Costa (Fran) e Luiza Silvério. Elas se conheceram durante a formação em um convento e, após saírem, descobriram o amor enquanto dividiam um apartamento. 

A trajetória do casal teve início após entrarem no convento por volta dos \(20\) anos movidas pela fé, mas a primeira impressão entre elas foi de pura antipatia. Luiza achava Fran "metida" e o sentimento era recíproco.

Com a convivência diária, a antipatia deu lugar a uma forte amizade.

Primeiro Luiza e depois Fran deixaram a vida religiosa para focar na saúde mental. Sem muitos recursos, decidiram dividir um apartamento para custear o aluguel no recomeço.

O Romance
Vivendo juntas na mesma vulnerabilidade, a amizade evoluiu para um relacionamento amoroso, e elas se casaram e compartilham sua história de vida e fé nas redes sociais, mantendo o propósito de inspirar e ajudar outras pessoas.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Negligência marca derrubada do Mercado de Jaraguá

E a demolição do Mercado Público de Jaraguá continua. Sem placas informando quanto custa a obra;  quem está realizando o serviço; o nome do Engenheiro Responsável e nenhuma informação do CREA. O que seria uma obra de melhoria de um espaço público, transformou-se numa demolição de um prédio histórico da capital alagoana. E nenhuma entidade se pronunciou: Iphan, Pró-Memória, Conselho de Cultura, do município e nem do Estado. E assim passa a boiada, com negligência e silêncio.



domingo, 24 de maio de 2026

Mercado de Jaraguá está sumindo aos poucos com os mesmos erros de antes

O Mercado Público de Jaraguá, originalmente inaugurado em 1916 como Mercado de São José, completa mais de um século de história como um dos corações econômicos e culturais de Maceió. Situado no bairro histórico de Jaraguá—que outrora foi o principal porto e motor comercial da capital alagoana—o espaço passou por diversas transformações e hoje passa por mais uma vergonhosa fase.



Após o desabamento do telhado, ocorrido em 06 de março de 2026, causado pela incompetência do poder público estadual que autorizou uma demolição interna sem a figura de um Engenheiro Responsável, o Mercado de Jaraguá ficou dois meses com sua obra paralisada. 

Lembrando: Em outubro de 2025 a gestão do Mercado voltou às mãos do Governo de Alagoas, através do Iteral, após décadas sob gestão porca e deficiente do município de Maceió.

Agora, nesta última semana, estão demolindo as paredes e o telhado que restou. Mas adivinhem: ainda sem uma placa apontando quem está demolindo e sem identificar um Engenheiro Responsável... e o Mercado vai sumindo sem sequer sabermos quem é o responsável pela obra, quanto a obra custará e quanto tempo durará esta obra.




 Keyler Simões 

sábado, 23 de maio de 2026

Culturas tradicionais e populares ganham política nacional inédita no Brasil


Dos festejos de São João aos reisdos, das manifestações do Boi às tradições transmitidas pela oralidade, as culturas populares brasileiras passaram a contar, oficialmente, com uma política nacional inédita de valorização e proteção. Durante a abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, na última quinta-feira (21), em Aracruz (ES), o Governo do Brasil assinou três medidas voltadas ao fortalecimento das culturas tradicionais e populares no país.

Foram assinados o decreto que institui a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, a portaria que cria a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e a portaria que cria o Programa Festejos Populares do Brasil, voltado ao incentivo de celebrações tradicionais em todas as regiões do país.

Os anúncios foram realizados em cerimônia com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. As medidas ampliam a atuação do Ministério da Cultura nas políticas voltadas às manifestações populares e tradicionais, fortalecendo ações de reconhecimento, preservação, difusão, formação, memória e geração de renda ligadas às culturas de base comunitária.


Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares

A nova Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares é a primeira iniciativa nacional dedicada exclusivamente à valorização, proteção e promoção dessas expressões culturais no Brasil. O decreto estabelece diretrizes para atuação integrada entre poder público e sociedade civil e reconhece mestras, mestres, grupos, coletivos, comunidades e povos tradicionais como beneficiários da política.

O texto define culturas tradicionais e populares como o conjunto de criações culturais transmitidas predominantemente pela oralidade e baseadas na tradição, que expressam as identidades socioculturais de comunidades por meio de valores, práticas, conhecimentos e tecnologias.

Entre os princípios da política estão o reconhecimento sociocultural de mestras e mestres das culturas populares, a garantia dos direitos culturais, a valorização das dimensões simbólica, cidadã, política, sociocultural e econômica dessas manifestações e a promoção do direito à memória, à salvaguarda e à preservação dos patrimônios culturais tradicionais. O decreto também prevê a proteção dos conhecimentos tradicionais e da territorialidade, além do combate às desigualdades e discriminações que afetam essas comunidades.



Durante a cerimônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o caráter histórico da medida.

“Pela primeira vez, o Brasil terá uma política nacional dedicada exclusivamente à valorização e proteção das nossas culturas tradicionais e populares”, afirmou.

A política estabelece diretrizes para ampliar o acesso de comunidades tradicionais às políticas públicas de cultura e aos mecanismos de financiamento cultural, estimular a participação social nas instâncias de gestão e fortalecer a articulação entre União, estados e municípios. O texto também prevê incentivo à economia criativa das culturas populares e à internacionalização dessas manifestações culturais.

Entre os objetivos previstos estão ações de salvaguarda da memória cultural, difusão de saberes e práticas tradicionais, promoção da transmissão intergeracional de conhecimentos, ampliação do acesso da sociedade às expressões culturais populares e fortalecimento de iniciativas de desenvolvimento sustentável e geração de renda ligadas às comunidades tradicionais.

A governança da política ocorrerá em regime de cooperação entre entes federativos, agentes culturais e sociedade civil. O Ministério da Cultura será responsável pela coordenação da iniciativa e deverá instituir um comitê gestor para acompanhar a implementação das ações.

Segundo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, as medidas representam um avanço no reconhecimento institucional das manifestações culturais historicamente construídas pelo povo brasileiro.

 “Estamos falando de uma política construída a partir da escuta dos territórios, dos mestres e mestras, dos grupos e comunidades que mantêm vivas as tradições culturais do Brasil. É um passo importante para garantir reconhecimento, proteção e continuidade dessas expressões culturais.”

Para a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, as medidas fortalecem uma agenda de cidadania cultural baseada na valorização dos territórios e das tradições populares brasileiras.

“A criação dessa política nacional e dos programas voltados aos mestres e festejos populares fortalece uma agenda de cidadania cultural baseada na escuta dos territórios, na valorização da diversidade e no reconhecimento das culturas populares como patrimônio vivo do Brasil.”

Programa Festejos Populares do Brasil

Também foi instituído o Programa Festejos Populares do Brasil, voltado ao reconhecimento, valorização, preservação e incentivo às festas tradicionais e populares calendarizadas em municípios, estados e no Distrito Federal. A iniciativa busca fortalecer a cultura de base comunitária e impulsionar a economia da cultura em diferentes territórios do país.

A portaria define os festejos populares como espaços coletivos, comunitários e de lazer em que se manifestam as características socioculturais de determinado território e de seu povo, por meio de expressões como música, dança, canto, gastronomia, vestimentas, performances artísticas e outras manifestações culturais. O texto exclui eventos de caráter estritamente comercial ou desvinculados das tradições populares comunitárias.

Entre os princípios do programa estão a valorização da diversidade cultural brasileira, a preservação das tradições populares, a participação ativa das comunidades e o estímulo à sustentabilidade das manifestações culturais e da economia da cultura nos territórios. A portaria também prevê ações voltadas à superação de desigualdades sociais e ao fortalecimento da inclusão nas políticas culturais relacionadas aos festejos populares.

O programa terá como objetivos mapear os festejos tradicionais em todas as regiões do país, elaborar um calendário nacional de festas populares, incentivar redes produtivas ligadas a vestuário, gastronomia, artesanato, literatura, cordel e outras expressões culturais, além de promover ações de formação sobre patrimônio cultural material e imaterial relacionado às festividades populares brasileiras.

A iniciativa também prevê cooperação federativa para apoiar tecnicamente estados e municípios na organização e fortalecimento dessas celebrações, além de ações de capacitação para mestres e mestras da cultura, gestores públicos e agentes culturais sobre impactos sociais, educativos e econômicos dos festejos populares.

Entre as manifestações citadas durante a cerimônia estão festas como São João, Carnaval, manifestações do Boi e Reisados, expressões culturais presentes em diferentes territórios brasileiros e reconhecidas pela forte dimensão comunitária, identitária e econômica.

Na ocasião, também foi assinado o decreto que reformula o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

Teia Nacional

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

MinC

Fotos: Secult e Keyler Simões 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Governo cria política e programas para promover culturas tradicionais

As manifestações culturais transmitidas pela tradição e oralidade terão a partir desta sexta-feira (22) rede de proteção em todo o país. A Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares passa a vigorar hoje com a finalidade de valorizar e preservar essas expressões. 


A norma é voltada a mestres e mestras das culturas tradicionais, além de grupos, comunidades e povos que mantêm tais práticas culturais. 

O decreto, publicado hoje no Diário Oficial da União, define essas manifestações como expressões das identidades socioculturais, que envolvem conhecimentos, práticas e tecnologias herdadas ao longo das gerações.

Entre os princípios estabelecidos estão:

  • reconhecimento do valor sociocultural desses agentes; 
  • garantia dos direitos culturais; 
  • incentivo à participação social;
  • respeito à diversidade cultural;
  • fortalecimento da memória;
  • proteção dos conhecimentos tradicionais;
  • promoção de políticas públicas integradas e intersetoriais.

As diretrizes incluem a ampliação do acesso a bens e equipamentos culturais, o estímulo à participação das comunidades na gestão das políticas públicas e a promoção da equidade étnico-racial, de gênero e socioeconômica. 

O decreto também prevê ações para fomentar a economia criativa, ampliar o acesso a mecanismos de financiamento cultural e incentivar a difusão das manifestações tradicionais no Brasil e no exterior.

A regulamentação detalhada da política deverá ser apresentada pelo Ministério da Cultura em até 30 dias.

Mestres e mestras

Para mapear e valorizar os saberes da cultura tradicional, o Ministério da Cultura criou o Programa Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares

A norma é voltada a mestras e mestres reconhecidos por suas comunidades como detentores de conhecimentos tradicionais, transmitidos principalmente pela oralidade, pela vivência e pelas práticas culturais. 

A proposta busca fortalecer a identidade cultural e a diversidade em diferentes regiões e territórios do Brasil.

Festejos Populares

A Portaria nº 281, também publicada no Diário Oficial da União de hoje, reconhece festas tradicionais em municípios, estados e no Distrito Federal, na promoção da cultura de base comunitária e da economia cultural em todo o país.

Entre os princípios do programa estão a valorização da diversidade cultural, o respeito às tradições regionais, a participação ativa das comunidades na organização das festas e a promoção da sustentabilidade, com incentivo à economia local e à produção cultural comunitária.

A iniciativa também prevê o enfrentamento de desigualdades sociais e o estímulo à inovação, sem descaracterizar as tradições.

Agência Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Projeto 'Alagoas Negra Restaurada' é desenvolvido pelo Tribunal de Justiça

Historiadoras Mariana Marques e Hilda Monte analisam documentos que remetem ao período da escravidão em Alagoas

TJAL restaura processos sobre luta de escravizados por liberdade em Alagoas



De páginas desgastadas pelo tempo emergem histórias de pessoas que lutaram pela própria liberdade no período da escravidão, em Alagoas. Anna é uma dessas personagens. Em 1884, ela reuniu o valor necessário para pagar a sua alforria e solicitou curador para as tratativas judiciais. Em depoimento a um escrivão, evocou a Lei do Ventre Livre para fundamentar o seu pedido.

Ao final do processo, Anna conquistou a tão sonhada liberdade. A história dela é uma das inúmeras narrativas preservadas em processos históricos que estão sendo restaurados pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

O projeto 'Alagoas Negra Restaurada' vem sendo desenvolvido há um ano pelo Laboratório de Conservação e Restauro (Lacor) do TJAL. Nos registros, é possível perceber não apenas a brutalidade da escravidão, mas também humanidade, resistência e conhecimento jurídico por parte da população escravizada.

"Existe todo um movimento negro na Alagoas Colonial que está fora daquela lógica que a gente sempre entende de resistência negra, do escravo fugindo pro quilombo ou fazendo algum tipo de manifestação. Essa luta é uma luta judicial. A população negra acessava a justiça para poder solicitar o seu direito", afirmou a coordenadora do Lacor, Mariana Marques.


A coordenadora cita o caso do escravizado João, que entrou com ação na Justiça em 1885. Ele requereu a própria liberdade com fundamento na Lei Feijó, de 7 de novembro de 1831. "Essa foi a primeira lei que tentou acabar com o tráfico transatlântico de negros africanos da costa da África para o Brasil", explicou Mariana.

João, segundo o processo, foi traficado após a promulgação da lei, em um navio à vela, indo parar na Bahia.

O Lacor trabalha atualmente na restauração de mais de 100 documentos envolvendo a escravidão. "As fontes primárias existentes apresentam uma realidade valiosa e pouco conhecida da participação efetiva de negros e negras enquanto detentores de poder e conhecimento acerca de seus parcos direitos na busca de suas alforrias", disse Mariana.

Para Hilda Monte, pesquisadora, historiadora e paleógrafa do TJAL, o que mais chama atenção nos documentos é o sofrimento dos escravizados. "Eles têm muitas dificuldades de defesa nos processos, mas não desistem. Falam, clamam, resistem com o que têm em mãos".

O sistema judicial, lembrou Hilda, era favorável aos senhores e proprietários. "Esses quase nunca eram punidos por violarem as leis".

A juíza Bruna Fanny, que também atua na coordenação do Lacor, afirmou que o Judiciário teve papel na manutenção da escravidão no Brasil. "Em um primeiro momento, é preciso reconhecer, sim, o Judiciário como agente legitimador do sistema escravocrata, o que era formalmente previsto, pautado nesse sistema positivista, de legalidade estrita".

Houve, posteriormente, uma mudança social e jurídica. "A visão histórica dos processos revela uma evolução pela qual passou o sistema jurídico como um todo, em que se ultrapassou a mera observância da lei para ir além e verificar a compatibilidade com os valores orientadores da sociedade e do ordenamento jurídico, tais como o vetor central do respeito à dignidade humana, da igualdade, da proporcionalidade, razoabilidade e humanidade das penas".

A juíza destacou a importância do projeto do Lacor. "Esses documentos registram nomes, rotas, resistências, famílias separadas, alforrias concedidas ou negadas. Para pesquisadores, movimentos sociais e comunidades descendentes de escravizados, esse acervo é insubstituível. É o retrato de vidas, de pessoas que viveram e construíram a história do nosso estado".

O desembargador Tutmés Airan, que preside as comissões de Gestão Documental e de Memória do TJAL, também avalia como positiva a preservação do material. "A escravidão precisa ser lembrada para que nunca mais se repita".

Após o trabalho de preservação e restauro, o Lacor deve repassar todo o acervo para o Setor de Digitalização do Arquivo Judiciário, para que seja disponibilizado a pesquisadores e interessados. O laboratório também planeja expor o material no Centro de Cultura e Memória (CCM) do TJAL.

No museu, localizado no Centro de Maceió, já são exibidos documentos relacionados à escravidão em Alagoas, como cartas de alforria e contratos mercantis de compra e venda de escravizados.

DICOM - TJ/AL

terça-feira, 19 de maio de 2026

Nesta quinta (21), ASFOPAL leva o Pastoril Estrela de Belém ao Mercado das Artes 31


Nesta quinta, 21 de maio, tem mais uma edição do projeto ASFOPAL: 40 ANOS BRINCANDO SÉRIO, realizado pela Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL) dando continuidade a mais um projeto de valorização e divulgação dos grupos e artistas populares de Alagoas.

Selecionado pelo Edital Cultura em Movimento, da Braskem, que levará todas as quintas-feiras, grupos e artistas da cultura popular ao Mercado das Artes 31, localizado em Jaraguá, ao lado do Porto, traz nesta quinta (21) o grupo de Pastoril Estrela de Belém,  coordenado pela Mestra Josete.

A apresentação tem início às 18h. "Este é um projeto, em parceria com o Mercado 31, que visa receber e divulgar nossa cultura popular num ambiente acolhedor e propício como o Mercado 31, no fim de tarde", explicou Ivan Barsand, Presidente da Asfopal.

Esse projeto é fruto do apoio do edital Cultura em Movimento, da Braskem, do Plano de Ações Sociourbanísticas (PAS), com gestão da Sitawi e recursos resultantes de um Acordo Socioambiental.

Imperdível. 

Nesta quinta, 21 de maio, no Mercado 31, ao lado do Porto de Maceió, a partir das 18h.

Informações: (82) 98837-5011.


segunda-feira, 18 de maio de 2026

Edital Itaú Viver Mais 2026 está com inscrições abertas


O Edital Itaú Viver Mais 2026 apoia projetos sociais voltados à população \(60+\) através do Fundo dos Direitos da Pessoa Idosa. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas exclusivamente pela internet.

Datas Importantes: 

Avaliação das propostas: 13 de junho a 6 de outubro.

Divulgação dos resultados: 16 de outubro.

Repasse de recursos: Previsto para até 31 de dezembro.

Como participar:As organizações da sociedade civil devem ter projetos já aprovados nos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa para realizar a captação. Os detalhes completos e o envio da inscrição são feitos no site do Itaú Viver Mais.

Descoberta em Chã Preta (AL) pode reescrever a história dos quilombos no Brasil

O pequeno município alagoano de Chã Preta acaba de se tornar o centro de uma das pesquisas históricas e arqueológicas mais importantes dos últimos tempos. Na última quinta, 14, uma comitiva de peso — composta por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e representantes da Fundação Cultural Palmares — desembarcou na cidade para dar início a escavações e estudos de campo que prometem mudar o que sabemos sobre a resistência negra no Brasil.

Coordenada pelos professores Onésimo e Levy, a equipe busca mapear o que pode ser um dos primeiros redutos africanos do período colonial: o Mocambo de Osenga.

A grande reviravolta histórica trazida por esta pesquisa é a linha do tempo. Segundo os documentos oficiais, o Mocambo de Osenga teria existido por volta de 1645. Isso significa que o reduto em terras chã-pretenses é anterior à própria Cerca Real do Macaco, o coração do Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga (União dos Palmares).

Se as evidências de campo confirmarem os documentos, Chã Preta assumirá um papel de protagonismo inédito no cenário nacional, redesenhando a rota da resistência e da diáspora africana no século XVII.

A faísca que acendeu a pesquisa científica cruzou o oceano. A base documental da expedição partiu dos relatórios do expedicionário holandês John Blaer. Recentemente, um mapa neerlandês raríssimo detalhando a localização exata desse mocambo foi encontrado no acervo da prestigiada Biblioteca da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

O mocambo era liderado por um chefe negro homônimo, Osenga, que comandou a região por décadas e se consolidou como uma liderança crucial na luta contra a escravidão no Nordeste colonial.

Mais do que um achado acadêmico, o início das escavações em Chã Preta é fruto do engajamento e do sentimento de pertencimento da própria comunidade local. A provocação para que as universidades e a Fundação Palmares olhassem para o território partiu de uma união de forças de entidades chã-pretenses, demonstrando o poder da valorização da memória regional.

Entidades parceiras e incentivadoras do projeto:

Instituto Princesa dos Montes

Associação de Cavalhada de Chã Preta

Rádio Novo Horizonte FM

Instância Governabilidade Turística Serras e Quilombos

Grupo Cultural Flor da Serra

Escola Estadual Izidro Teixeira

O que se espera agora, é que os desdobramentos da pesquisa de campo prometem movimentar o turismo cultural, a arqueologia e a educação na região nos próximos meses, colocando Chã Preta definitivamente no mapa da história e do patrimônio cultural do Brasil.

Tribuna Hoje

sábado, 16 de maio de 2026

Mercado de Jaraguá - Após mais de dois meses de desabamento, obra será retomada




Nesta quarta, 13 de maio, o Governo do Estado retomou as obras no Mercado Público de Jaraguá, após mais de dois meses do desabamento de seu telhado, mas a obra continua sem placas de informações sobre os responsáveis pelo prédio e pela reforma.

Desde então os comerciantes do Mercado, principalmente, os restaurantes estão funcionando no prédio em frente ao antigo Mercado e todos na expectativa de voltarem ao antigo local.







sexta-feira, 15 de maio de 2026

Ministério da Cultura participa do lançamento da primeira agência intermunicipal de audiovisual do Brasil

O Ministério da Cultura (MinC) participou, na última quarta (13), do lançamento da primeira comissão de filmagens estruturada por um consórcio de cidades no Brasil. A cerimônia que marcou o processo de implantação da Film Commissions ocorreu no Elume Centro Regional de Inovação, em Itajaí (SC), e reuniu equipes das prefeituras da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI), além de parlamentares, gestores culturais, produtores, artistas e conselheiros de cultura.

Film Commissions são estruturas dedicadas a atrair e facilitar produções audiovisuais, como filmes, novelas e séries, para uma região específica. Com a criação dessa nova comissão regional, o MinC e os municípios de Santa Catarina esperam atrair grandes produções de cinema e televisão, gerar mais trabalho e renda para os profissionais da cultura, fortalecer as empresas e os fornecedores locais, além de projetar as cidades da região no cenário nacional e internacional.

O MinC atua de perto em todas as regiões do Brasil por meio de seus Escritórios Estaduais. Em Santa Catarina, o Escritório do MinC acompanhou o evento e reafirmou o compromisso de dar apoio técnico ao projeto. A equipe estadual vai trabalhar ao lado das prefeituras para transformar a região em uma referência no país.

Durante o evento, a representante do MinC, Priscila Appella, falou em nome do coordenador do Escritório de Santa Catarina, Alexandre Gouveia Martins. Ela destacou a importância da parceria entre as cidades. "Esta é uma comissão que nasce da cultura, construída com visão regional. Ela só terá sucesso total se a cultura continuar no centro das decisões", afirmou.

Histórico e gestão

O Colegiado de Cultura do consórcio AMFRI idealizou e liderou todo o processo. O grupo contou com a consultoria do professor e especialista em política audiovisual Alfredo Manevy, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A produtora cultural Elaine Calove será a responsável por coordenar a nova estrutura.


Projetos como a comissão da AMFRI dialogam diretamente com as políticas culturais do Governo do Brasil e ajudam a fortalecer a economia criativa em todo país.

Como a criatividade e a cultura podem impulsionar a geração de trabalho e renda

Entenda como a criatividade e a cultura podem impulsionar a geração de trabalho e renda Economia Criativa também impulsiona a preservação do...