O Ministério Público da Bahia (MP-BA) propôs recentemente uma minuta para que as prefeituras reservem 40% das verbas de contratações dos festejos juninos para o forró tradicional, exigindo atrações típicas. A medida visa coibir o aumento excessivo de cachês, tendo o órgão recomendado a adequação de contratos à inflação (IPCA).
sábado, 27 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
Há 30 anos PC Farias e Suzana Marcolino foram assassinados em Guaxuma
Em 23 de junho de 2026, completam-se 30 anos das mortes de Paulo César Farias e Suzana Marcolino, encontradas a tiros em uma casa de praia no bairro de Guaxuma, em Maceió.
O caso, que ganhou repercussão nacional e internacional, permanece cercado de controvérsias. Ao longo dos anos, diferentes laudos e análises periciais alimentaram o debate entre as hipóteses de suicídio seguido de morte e duplo homicídio, transformando o episódio em um dos maiores enigmas da história recente do país.
Trinta anos depois, as mortes de PC Farias e Suzana Marcolino continuam despertando interesse, questionamentos e discussões sobre um caso que jamais deixou de intrigar a sociedade brasileira.
23 de junho de 1996 — 23 de junho de 2026
30 anos de um mistério que permanece sem respostas definitivas.
sexta-feira, 19 de junho de 2026
Esquema? Lista de vencedores dos próximos mundiais é vazada
Uma publicação que já ultrapassou 700 mil visualizações nas redes sociais voltou a chamar a atenção dos fãs de futebol ao afirmar que um suposto ex-funcionário da FIFA teria descoberto um “roteiro secreto” com os campeões das próximas edições da Copa do Mundo.
A imagem compartilhada apresenta uma lista de vencedores entre 2002 e 2046. Após acertar os campeões até 2022, a suposta previsão aponta Portugal como campeão em 2026, Inglaterra em 2030, Bélgica em 2034, França em 2038, Espanha em 2042 e Alemanha em 2046.
No entanto, não existe qualquer prova de que a FIFA tenha criado, escondido ou vazado um documento desse tipo. Além disso, a circulação de diversas versões diferentes da mesma lista enfraquece ainda mais a teoria.
A história não é nova. Desde pelo menos 2021, imagens semelhantes circulam em fóruns e redes sociais, atribuídas a supostos funcionários ou ex-funcionários da FIFA. Porém, jamais foi apresentado qualquer documento oficial, prova concreta ou testemunho verificável que comprove a autenticidade dessas informações.
Outro fator que coloca a teoria em dúvida é a existência de várias listas contraditórias, com previsões diferentes para os futuros campeões mundiais. Isso indica que o conteúdo foi criado apenas para gerar engajamento e alimentar especulações entre os torcedores.
Vale lembrar que o início de uma Copa nem sempre define o campeão. Nesta edição, Portugal não começou da melhor forma, mas a história mostra que isso não é determinante. Em 2022, por exemplo, a Argentina estreou com derrota e acabou conquistando o título mundial.
Xangô Rezado Alto: Memória, Resistência e Patrimônio Cultural de Maceió
A celebração do Xangô Rezado Alto foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Maceió por meio de uma proposta de lei apresentada pela vereadora Teca Nelma, representando um importante avanço na valorização da história, da cultura e da identidade do povo alagoano. Mais do que uma manifestação religiosa, o Xangô Rezado Alto é um símbolo de resistência, ancestralidade e preservação da memória coletiva de comunidades que contribuíram decisivamente para a formação cultural de Alagoas.
O reconhecimento está diretamente ligado à preservação da memória do trágico episódio conhecido como Quebra de Xangô, ocorrido em 1912, quando terreiros foram invadidos, objetos sagrados destruídos e praticantes das religiões de matriz africana sofreram perseguições, violência e discriminação. Considerado um dos mais graves episódios de intolerância religiosa da história brasileira, o Quebra de Xangô deixou marcas profundas na sociedade alagoana e reforçou a necessidade de manter viva a memória dessa resistência.
Nesse contexto, o Xangô Rezado Alto representa um importante ato de lembrança, reafirmação cultural e valorização da ancestralidade afro-brasileira. A celebração mantém vivas tradições, cantos, rezas, rituais e saberes transmitidos de geração em geração, homenageando aqueles que resistiram à perseguição e preservaram sua fé e sua cultura mesmo diante da violência e do preconceito.
A iniciativa da vereadora Teca Nelma também fortalece o reconhecimento das religiões de matriz africana como parte fundamental do patrimônio cultural de Maceió. Ao garantir proteção institucional a essa manifestação, o município reafirma seu compromisso com a diversidade cultural, a liberdade religiosa e o respeito às diferentes formas de expressão da fé.
Além disso, a legislação contribui diretamente para o combate à intolerância religiosa, estimulando o conhecimento, o diálogo e o respeito entre as diversas tradições religiosas presentes na sociedade. A valorização do Xangô Rezado Alto ajuda a desconstruir preconceitos históricos e promove uma cultura de convivência baseada no reconhecimento da pluralidade cultural e espiritual do povo brasileiro.
O reconhecimento também fortalece as políticas públicas municipais de igualdade racial, uma vez que valoriza as contribuições dos povos africanos e afrodescendentes para a construção da identidade cultural de Maceió. Trata-se de um importante instrumento de reparação histórica, reconhecimento e promoção da cidadania para comunidades que durante muito tempo tiveram suas tradições invisibilizadas ou marginalizadas.
Dessa forma, o reconhecimento do Xangô Rezado Alto como Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Maceió representa um marco na preservação da memória, na valorização da cultura afro-brasileira e na promoção dos direitos humanos. A proposta da vereadora Teca Nelma reafirma a importância de proteger e celebrar manifestações que carregam a história, a resistência e a riqueza cultural do povo alagoano, garantindo que esse legado permaneça vivo para as futuras gerações.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
A importância do Produtor Cultural para os Projetos Culturais no Brasil
O produtor cultural é uma peça fundamental para a existência, o desenvolvimento e a sustentabilidade dos projetos culturais no Brasil. Muito além da imagem equivocada de que atua apenas na burocracia, esse profissional é responsável por transformar ideias, sonhos e expressões artísticas em ações concretas, organizadas e capazes de alcançar o público.
É o produtor cultural quem estuda editais, leis de incentivo e programas de financiamento, adequando cada proposta às exigências técnicas e legais. Ele estrutura objetivos, justificativas, cronogramas, orçamentos e estratégias de execução, tornando um projeto apto a ser analisado e aprovado por instituições públicas e privadas.
Além da elaboração, o produtor atua na captação de recursos, articulando parcerias, patrocinadores e mecanismos de incentivo fiscal. Sem esse trabalho, muitas iniciativas artísticas permaneceriam apenas no campo das ideias, sem condições de serem realizadas.
Durante a execução, o produtor coordena equipes, contrata serviços, acompanha prazos, organiza a logística e garante que todas as etapas aconteçam de forma integrada. Sua atuação assegura que artistas e grupos culturais possam se dedicar com mais intensidade à criação e à apresentação de suas obras.
Outro aspecto essencial é a visão de interesse público. O produtor cultural ajuda a transformar uma proposta individual em uma ação que gere benefícios para a sociedade, promovendo acesso à cultura, formação de público, valorização da memória, fortalecimento das identidades locais e democratização das oportunidades culturais.
Também cabe ao produtor garantir a correta aplicação dos recursos recebidos, realizando a prestação de contas, o acompanhamento financeiro e o cumprimento das contrapartidas previstas. Dessa forma, assegura transparência, credibilidade e responsabilidade na utilização dos investimentos públicos e privados.
Num país de dimensões continentais e enorme diversidade cultural como o Brasil, o produtor cultural exerce ainda o papel de articulador entre artistas, comunidades, governos, empresas e sociedade civil. Ele constrói pontes, cria oportunidades e fortalece cadeias produtivas que geram emprego, renda e desenvolvimento social.
Valorizar o produtor cultural é reconhecer que a cultura não acontece apenas no palco, na tela, no livro ou na exposição. Ela também se concretiza por meio do planejamento, da gestão e da dedicação de profissionais que trabalham nos bastidores para que a arte chegue ao público e cumpra sua função transformadora na sociedade.
A Produção Cultural
Muitos acham que a produtora cultural só "cuida da parte burocrática" enquanto o artista faz a parte criativa.
Mas a produção é o que transforma uma ideia artística em um projeto viável, financiável e acessível ao público.
Cada edital e cada lei de incentivo tem suas exigências.
Adequa-se a proposta a essas normas, montando orçamento e cronograma, e organizando a documentação.
É o que faz o projeto ser elegível.
Dar forma técnica a uma ideia: conceito, justificativa, objetivos e plano de trabalho.
É aqui que um desejo artístico vira um projeto com começo, meio e fim. E pronto para ser lido e avaliado por uma comissão.
Com o recurso captado, entra a produção: contratações, logística, prazos, acompanhamento financeiro.
E, em muitos projetos, também a coordenação visual e conceitual da proposta, garantindo coesão entre todas as partes.
Talvez a função menos visível, e uma das mais importantes.
Um projeto cultural não é financiado porque o artista quer realizá-lo, mas porque gera valor para a coletividade: acesso, formação de público, circulação, memória, território.
Faz essa ponte: transforma uma ideia individual em uma proposta de interesse público.
Recurso público pede transparência.
Cuidar da prestação de contas junto aos órgãos competentes e garantir que o projeto cumpra suas contrapartidas, incluindo acessibilidade e democratização de acesso.
A produtora sustenta o projeto do início ao fim.
Edital aberto - Ufal credencia MEIs, ME e empresas de pequeno porte
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal), por meio da Pró-reitoria de Gestão Institucional (Proginst), lançou um novo edital para credenciamento de microempreendedores individuais (MEIs), microempreendedores (ME) e empresas de pequeno porte (EPP). Além de agilizar a realização de serviços em unidades da instituição, essa nova forma de contratação adotada pela universidade privilegia pequenos negócios que empregam mão de obra local, fazendo o dinheiro circular em Maceió, nas cidades do interior onde a Ufal tem sede e também em municípios vizinhos.
Os credenciados deverão prestar serviços de pequenos reparos em bens móveis e imóveis no Campus A.C. Simões, em Maceió, e em unidades dispersas também localizadas na capital, a exemplo da Escola Técnica de Artes (ETA), Museu Théo Brandão (MTB), Pinacoteca, Restaurante Universitário, Usina Ciência, Museu de História Natural, Espaço Cultural, Instituto de Educação Física e Esportes (Iefe) e Campus Arapiraca.
Como participar
Podem participar interessados que estiverem previamente cadastrados no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e no Sistema de Compras do Governo Federal. Além do cadastro, é preciso encaminhar, por meio de formulário disponível no site da Ufal, o requerimento de participação com a indicação da intenção de se credenciar para o fornecimento dos bens ou para a prestação dos serviços, com as informações especificadas no edital.
Cada participante poderá manifestar intenção de se credenciar em quantas atividades forem possíveis a partir de seu Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI), ou, para microempreendedores (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), conforme a inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis, a cargo da Junta Comercial da sua respectiva sede, limitado o recebimento de notas de empenho em até cinco atividades diferentes com execução concomitante.
O edital tem prazo de vigência indeterminado, o que permite um fluxo contínuo de inscrição. Para consultar o documento e demais informações, acesse o site.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Contrata+Brasil incluiu mais 141 ocupações
O programa Contrata+Brasil expandiu sua listagem para 141 ocupações voltadas a impulsionar contratações públicas e fortalecer pequenos negócios. A plataforma simplifica a busca por fornecedores para órgãos governamentais. Para visualizar e concorrer a essas oportunidades, acesse diretamente o Portal Contrata+Brasil.
As novas ocupações incorporadas incluem:
Alimentação e Eventos: Confeiteiros, churrasqueiros, pizzaiolos, doceiros, marmiteiros e salgadeiros.Cultura e Mídia: Fotógrafos, editores de vídeo, cantores, músicos, DJs, técnicos de sonorização e iluminação, animadores, mágicos, humoristas, instrutores de cultura e contadores de histórias.
Serviços Gerais e Apoio: Promotores de feiras, cartazistas, serigrafistas, ornamentadores, maquiadores, carpinteiros instaladores, calheiros, carroceiros e ciclistas mensageiros.
O Paradoxo da Cultura Local: quando o artista da terra vale menos que o visitante
Existe um paradoxo que há décadas acompanha a cultura em muitas cidades brasileiras: o artista local, aquele que vive, produz e mantém viva a identidade cultural da comunidade, muitas vezes recebe menos reconhecimento do que o artista que vem de fora. É como se o simples fato de atravessar fronteiras geográficas fosse suficiente para atribuir mais valor a uma obra, um espetáculo ou uma trajetória.
O mais curioso é que esse artista de fora também é um artista local em sua cidade de origem. Lá, provavelmente enfrenta desafios semelhantes, disputando espaço, visibilidade e reconhecimento. Em muitos casos, ele só alcançou projeção porque encontrou oportunidades para desenvolver seu trabalho, contar com o apoio de instituições, da imprensa, do público e de políticas de incentivo cultural. Ou seja, ele se tornou referência porque alguém acreditou em seu potencial quando ainda era apenas mais um artista local.
Enquanto isso, em muitas localidades, os talentos da própria terra permanecem à margem. Grupos folclóricos, músicos, artesãos, escritores, atores e produtores culturais enfrentam dificuldades para conseguir apresentações, recursos, divulgação e público. São frequentemente lembrados apenas em datas comemorativas ou eventos específicos, enquanto as grandes atrações recebem a maior parte dos investimentos e da atenção.
Essa lógica gera uma pergunta inevitável: como desenvolver artistas e grupos locais sem reconhecimento e valorização? Como exigir qualidade, profissionalização e inovação de quem não encontra oportunidades para crescer? Nenhum artista amadurece apenas pelo talento. O desenvolvimento artístico exige prática, circulação, intercâmbio, formação e, sobretudo, espaço para mostrar seu trabalho. Sem isso, muitos acabam desistindo ou permanecendo limitados a um círculo reduzido de atuação.
O problema não está na contratação de artistas de outras regiões. A circulação cultural é fundamental para a troca de experiências, para o enriquecimento artístico e para a ampliação dos horizontes do público. O erro acontece quando essa valorização externa ocorre em detrimento dos talentos locais, criando a falsa impressão de que o que vem de fora é sempre melhor do que aquilo que é produzido dentro de casa.
Quando uma sociedade deixa de reconhecer seus próprios criadores, enfraquece sua identidade cultural. Afinal, são os artistas locais que contam as histórias da comunidade, preservam suas tradições, registram sua memória e traduzem seus modos de viver. São eles que mantêm vivas as manifestações populares, os saberes tradicionais e as expressões culturais que tornam cada lugar único.
Toda essa questão leva o artista local a procurar outros centros para se apresentar, mas nem todos tem essa condição e a abam ficando neste limbo.
Valorizar os artistas locais não significa fechar portas para quem vem de fora. Significa construir um ambiente de equilíbrio, onde os talentos da terra tenham as mesmas oportunidades de crescimento, visibilidade e reconhecimento. Significa compreender que os grandes nomes de amanhã são os artistas locais de hoje.
Uma cultura forte não é aquela que apenas importa atrações. É aquela que também cultiva, protege e promove seus próprios talentos. Afinal, ninguém se torna referência sem antes ter sido valorizado em algum lugar. E se queremos que nossos artistas sejam reconhecidos pelo mundo, o primeiro passo é reconhecê-los dentro de casa.
terça-feira, 16 de junho de 2026
Inscrições abertas: seminário nacional vai avaliar resultados da Política Aldir Blanc e discutir próximos caminhos
O Ministério da Cultura (MinC) está com inscrições abertas para o I Seminário de Avaliação de Resultados da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, que será realizado nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2026, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ).
O encontro reunirá gestores públicos, pesquisadores, agentes culturais e representantes da sociedade civil de todas as regiões do país para dialogar sobre os resultados do primeiro ciclo da Aldir Blanc, compartilhar experiências e refletir sobre os próximos passos da maior política de fomento cultural da história do Brasil.
A iniciativa do Ministério da Cultura, por meio do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), integra os esforços de monitoramento e avaliação da política, fortalecendo a cultura da gestão baseada em evidências e contribuindo para a institucionalização da avaliação como etapa estruturante das políticas culturais.
Para a subsecretária de Gestão Estratégica do Ministério da Cultura, Letícia Schwarz, o seminário representa um momento fundamental de consolidação do conhecimento produzido a partir da implementação da Política Nacional Aldir Blanc no seu primeiro ciclo. “As pesquisas apresentadas permitem compreender, com base em evidências, como o fomento público à cultura vem alcançando diferentes territórios e agentes culturais em todo o país. Além de avaliar resultados, esse esforço contribui para qualificar a política, orientar sua continuidade e aprimorar seus instrumentos, reforçando o compromisso do Ministério da Cultura com a transparência, o monitoramento e o fortalecimento das políticas culturais no Brasil.”
Ao longo dos dois dias de programação, serão debatidos temas centrais da execução da política, como democratização do acesso ao fomento, territorialização dos recursos, articulação federativa, Cultura Viva, ações afirmativas e os impactos da política na vida de trabalhadores e trabalhadoras da cultura.
Serviço
I Seminário de Avaliação de Resultados da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura
Data: 30 de junho e 1º de julho de 2026
Local: Auditório Gilberto Freyre – Palácio Gustavo Capanema
Endereço: Rua da Imprensa, nº 16, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Inscrições gratuitas: https://www.even3.com.br/i-seminario-de-avaliacao-de-resultados-da-politica-nacional-aldir-blanc-de-fomento-a-cultura-753527/
Programação
30 de junho (terça-feira)
9h30 – Apresentação artística
10h – Painel 1: Democratização do acesso ao fomento na Política Nacional Aldir Blanc
14h – Painel 2: Territorialização do fomento na Política Nacional Aldir Blanc
16h – Painel 3: Articulação federativa na Política Nacional Aldir Blanc
18h – Apresentação artística
18h30 – Cerimônia oficial de abertura
19h – Conferência inaugural: Perspectivas de futuro da Política Nacional Aldir Blanc para a democracia cultural
1º de julho (quarta-feira)
9h30 – Exibição de minidocumentário
10h – Painel 4: Cultura Viva na Política Nacional Aldir Blanc
14h – Painel 5: Ações afirmativas na Política Nacional Aldir Blanc
16h – Painel 6: Histórias de vida da Política Nacional Aldir Blanc
18h – Apresentação artística
Nesta quinta (18) tem trio de forró e Zeza do Coco, no projeto Asfopal 40 anos, no Mercado 31
Nesta quinta, 18 de junho, tem mais uma edição do projeto ASFOPAL: 40 ANOS BRINCANDO SÉRIO, realizado pela Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL) dando continuidade a mais um projeto de valorização e divulgação dos grupos e artistas populares de Alagoas, com uma programação dupla.
Esse projeto é fruto do apoio do edital Cultura em Movimento, da Braskem, do Plano de Ações Sociourbanísticas (PAS), com gestão da Sitawi e recursos resultantes de um Acordo Socioambiental.
Imperdível.
Nesta quinta, 19 de junho, no Mercado das Artes 31, ao lado do Porto de Maceió, a partir das 17h.
Informações: (82) 98837-5011.
A importância do Mestre da Cultura Popular
O título de Mestre da Cultura Popular é uma das mais importantes formas de reconhecimento concedidas a pessoas que dedicam suas vidas à preservação, transmissão e fortalecimento das manifestações culturais tradicionais de Alagoas. Mais do que um prêmio ou homenagem, trata-se do reconhecimento de uma trajetória construída com trabalho, dedicação, conhecimento e compromisso com a identidade cultural do povo alagoano.
Um Mestre da Cultura Popular é aquele que detém conhecimentos tradicionais adquiridos ao longo de décadas de vivência, prática e convivência com sua comunidade. Esses saberes são transmitidos de geração em geração e estão presentes em manifestações como o Guerreiro, Pastoril, Reisado, Coco de Roda, Fandango, Chegança, Taieira, Banda de Pífanos, artesanato, literatura popular, culinária tradicional, entre tantas outras expressões culturais.
Entre as principais qualidades de um Mestre da Cultura Popular estão a sabedoria acumulada pela experiência, a capacidade de ensinar e compartilhar conhecimentos, o respeito às tradições, a liderança comunitária e o compromisso com a preservação da memória coletiva. O mestre não guarda seus conhecimentos apenas para si; ele forma discípulos, orienta novos brincantes, artesãos, músicos e pesquisadores, garantindo a continuidade das tradições.
Outra característica fundamental é a resistência cultural. Muitos mestres mantiveram vivas suas manifestações mesmo diante de dificuldades financeiras, falta de apoio institucional e transformações sociais. Graças à persistência dessas personalidades, importantes expressões da cultura alagoana chegaram aos dias atuais e continuam encantando novas gerações.
O Mestre da Cultura Popular também é um agente de transformação social. Seu trabalho fortalece a identidade das comunidades, promove o sentimento de pertencimento e contribui para a valorização do patrimônio cultural imaterial. Ao ensinar seus conhecimentos, ele ajuda a construir cidadania e a preservar a história dos povos e comunidades onde atua.
Em Alagoas, diversos mestres e mestras tornaram-se referências por suas contribuições à cultura popular, sendo reconhecidos pelo poder público e pela sociedade como verdadeiros patrimônios vivos. Eles representam a memória, a criatividade, a resistência e a riqueza cultural do estado.
Assim, ser Mestre da Cultura Popular não significa apenas dominar uma arte ou manifestação cultural. Significa ser guardião de saberes ancestrais, educador popular, líder comunitário e exemplo de dedicação à cultura. É uma missão de vida que contribui para manter viva a alma cultural de Alagoas e garantir que suas tradições continuem inspirando as futuras gerações.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Estratégias para Produção Cultural
Transformar uma ideia cultural em um projeto viável exige planejamento, organização e o uso correto das ferramentas disponíveis no mercado cultural. Mais do que criar uma boa proposta artística, é fundamental estruturar ações que garantam recursos financeiros, visibilidade e uma execução eficiente.
A primeira estratégia é investir na elaboração de projetos culturais de qualidade. Um projeto bem escrito, com objetivos claros, justificativa consistente, metas definidas, cronograma detalhado e orçamento compatível, aumenta significativamente as chances de aprovação em editais públicos e privados. Além disso, demonstra profissionalismo e credibilidade perante patrocinadores e instituições financiadoras.
Outro ponto fundamental é a atuação da Produção Cultural. O produtor cultural é responsável por planejar, coordenar e acompanhar todas as etapas do projeto, desde a concepção até a prestação de contas. Uma boa produção reduz riscos, organiza equipes, controla prazos e garante que as ações sejam realizadas de forma eficiente e dentro das exigências legais e administrativas.
A Lei Rouanet é uma das principais ferramentas para viabilização financeira de projetos culturais no Brasil. Por meio dela, projetos aprovados pelo Ministério da Cultura podem captar recursos junto a empresas e pessoas físicas que desejam investir em cultura utilizando incentivos fiscais. Dessa forma, o projeto ganha acesso a uma ampla rede de potenciais patrocinadores e passa a disputar oportunidades em diversos programas de investimento cultural.
A aprovação na Lei Rouanet também abre portas para editais e seleções promovidos por grandes empresas e instituições financeiras. Muitas organizações exigem que o projeto esteja previamente aprovado em mecanismos de incentivo fiscal para que possa concorrer aos seus programas de patrocínio cultural. Por isso, a inscrição antecipada na Lei Rouanet representa uma estratégia importante para ampliar as possibilidades de captação de recursos.
Outra ferramenta indispensável é a Assessoria de Comunicação. Um projeto cultural precisa ser conhecido pelo público, pela imprensa e pelos patrocinadores. A comunicação estratégica fortalece a imagem do projeto, amplia seu alcance e valoriza os resultados alcançados. Entre as ações estão a produção de releases, relacionamento com a imprensa, gestão de redes sociais, cobertura fotográfica e audiovisual, além da divulgação permanente das atividades desenvolvidas.
A construção de uma identidade visual forte e de um plano de comunicação eficiente também contribui para atrair apoiadores e patrocinadores. Empresas buscam projetos capazes de gerar visibilidade positiva para suas marcas, e uma comunicação profissional aumenta o interesse em investir na iniciativa.
Além dos mecanismos de incentivo fiscal, é recomendável diversificar as fontes de financiamento por meio de editais públicos, patrocínios diretos, apoios institucionais, campanhas de financiamento coletivo e parcerias com empresas e organizações da sociedade civil. Quanto maior a diversidade de fontes de recursos, maior será a sustentabilidade do projeto.
Por fim, a combinação entre elaboração técnica de projetos, produção cultural qualificada, aprovação na Lei Rouanet e assessoria de comunicação profissional forma um conjunto estratégico capaz de aumentar significativamente as chances de sucesso de qualquer iniciativa cultural. A cultura precisa de talento e criatividade, mas também de planejamento, gestão e visibilidade para alcançar resultados duradouros e gerar impacto social, econômico e cultural na comunidade.
A importância da captação de recursos por meio da Lei Rouanet
A captação de recursos é uma das etapas mais importantes para a concretização de projetos culturais no Brasil. Nesse contexto, a Lei Rouanet se consolidou como o principal mecanismo de incentivo à cultura do país, permitindo que artistas, produtores, grupos culturais, instituições e entidades do terceiro setor transformem boas ideias em ações concretas, com impacto social, econômico e cultural.
Ao inscrever e aprovar um projeto na Lei Rouanet, o proponente passa a ter a possibilidade de buscar apoio financeiro junto a empresas e pessoas físicas que desejam investir em cultura utilizando parte dos impostos que seriam pagos ao governo. Dessa forma, cria-se uma ponte entre o setor cultural e a iniciativa privada, ampliando as oportunidades de financiamento e fortalecendo a produção artística nacional.
A aprovação de um projeto na Lei Rouanet também representa um importante selo de credibilidade. Antes de receber autorização para captar recursos, o projeto passa por análises técnicas que avaliam sua viabilidade, relevância cultural, orçamento e capacidade de execução. Isso transmite maior segurança aos patrocinadores, que passam a enxergar o projeto como uma iniciativa estruturada e confiável.
Outro aspecto relevante é a ampliação das possibilidades de participação em editais de grandes empresas. Muitas organizações, como bancos, indústrias e instituições privadas, exigem que os projetos estejam previamente aprovados na Lei Rouanet para concorrerem aos seus programas de patrocínio cultural. Assim, possuir um projeto aprovado significa estar apto a disputar algumas das maiores oportunidades de financiamento cultural disponíveis no país.
A captação de recursos viabilizada pela Lei Rouanet também contribui para a geração de emprego e renda. A execução de projetos culturais movimenta profissionais de diversas áreas, como artistas, técnicos, produtores, comunicadores, designers, educadores, fotógrafos, cinegrafistas, montadores e prestadores de serviços em geral. Com isso, a cultura se fortalece como um importante segmento da economia criativa brasileira.
Além do impacto econômico, os recursos captados permitem a democratização do acesso à cultura. Espetáculos, exposições, oficinas, festivais, livros, pesquisas, ações de patrimônio cultural e atividades de formação artística podem chegar a comunidades que muitas vezes possuem pouco acesso a bens e serviços culturais, promovendo inclusão social e valorização da identidade cultural local.
Por tudo isso, é fundamental que agentes culturais, grupos artísticos, associações e produtores compreendam a importância de elaborar e inscrever projetos na Lei Rouanet. Ter um projeto aprovado não significa apenas obter autorização para captar recursos, mas abrir portas para novas parcerias, fortalecer a sustentabilidade das iniciativas culturais e ampliar significativamente as chances de transformar sonhos e propostas em realizações concretas para a sociedade.
Em resumo, quem deseja acessar os maiores editais e oportunidades de patrocínio cultural do Brasil precisa entender que a aprovação na Lei Rouanet é um passo estratégico e, muitas vezes, indispensável para uma captação de recursos bem-sucedida.
As misteriosas mortes da política brasileira
O Brasil está repleto de mistérios e mortes de pessoas... políticos ou não, em momentos importantes de suas vidas.
Desde os tempos da ditadura militar, convivemos com misteriosas situações, a começar com a morte do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek, que em 1976, após rumores que se candidataria à Presidência, já que articulava ativamente sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições indiretas de 1978 contra o candidato do regime militar quando morreu.
Ele morreu em 22 de agosto de 1976, aos 74 anos, em um acidente automobilístico na Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra), próximo a Resende (RJ). O veículo em que viajava colidiu contra um caminhão.A causa de sua morte permaneceu sob forte debate durante décadas:
Versão original: Relatórios oficiais da época apontaram o caso como uma fatalidade de trânsito. Segundo a narrativa, o Opala em que JK estava foi atingido na traseira por um ônibus, perdeu o controle, atravessou a pista e bateu de frente com outro caminhão.
Novas investigações e conclusões: Comissões e relatórios recentes contestaram a perícia original, apontando dezenas de irregularidades e fraudes nos laudos da época. Investigações oficiais concluíram que a morte do ex-presidente foi, na verdade, um assassinato orquestrado pela ditadura militar em razão de perseguição política.
Nove anos depois, em 1985, foi a vez do Presidente eleito Tancredo Neves.
Tancredo Neves chegou à Presidência da República ao vencer as eleições indiretas pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, derrotando o candidato Paulo Maluf. Sua eleição encerrou 21 anos de Ditadura Militar.
A gravidade da condição do presidente eleito foi ocultada da população por receio de um contra-golpe militar. Isso abriu espaço para duas vertentes principais:
O Erro Médico: A versão oficial sofreu mudanças ao longo dos anos. Em 2005, médicos admitiram que o laudo original estava incorreto, apontando que o político sofreu de síndrome da resposta inflamatória sistêmica agravada por infecções e tratamentos inadequados.O Atentado Político: A suposição de que Tancredo teria sido assassinado por militares contrários à redemocratização. Rumores ganharam força em 1996 após declarações do general Newton Cruz de que políticos como Paulo Maluf teriam proposto um golpe caso ele assumisse o poder.
Tancredo faleceu em 21 de abril de 1985.
Seis anos depois, outra morte muito suspeita entrou para a história do país.
Ulysses Guimarães, um dos maiores líderes políticos do país, faleceu na queda de um helicóptero no mar de Angra dos Reis (RJ) em 1992.
Ulisses era mais um declarado opositor ao Presidente da época, Fernando Collor.
Morreu em acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto. Dos 5 mortos neste acidente o corpo de Ulysses Guimarães foi o único que nunca foi encontrado.
Outros seis anos depois, outra morte, desta vez, aparentemente, clínica, abalou o Brasil. Luís Eduardo Magalhães faleceu em 21 de abril de 1998, aos 43 anos, vítima de um infarto agudo do miocárdio fulminante. Ele foi internado de emergência em Brasília e chegou a passar por uma angioplastia, mas não resistiu.
A morte precoce do então deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados abalou a política nacional e baiana, visto que ele era cotado para concorrer ao governo da Bahia e à Presidência da República.
Era filho do ex-governador da Bahia e ex-senador Antônio Carlos Magalhães (ACM).
Já nos anos 2000, mais mortes em acidente aéreo foi alvo de mistérios e indignação.
Eduardo Campos foi um economista e político brasileiro, ex-governador de Pernambuco, que faleceu em um trágico acidente aéreo em 13 de agosto de 2014. Ele estava em plena campanha como candidato à Presidência da República quando o jato em que viajava caiu em Santos (SP), resultando na morte de todos os sete ocupantes a bordo.
Segundo as investigações do Cenipa (órgão da Aeronáutica) e da Polícia Federal, a queda foi causada por uma combinação de fatores, incluindo desorientação espacial dos pilotos sob condições meteorológicas adversas (chuva e falta de visibilidade) e falhas em procedimentos operacionais durante uma tentativa de arremetida.
Teori Zavascki, morreu em 19 de janeiro de 2017, em um acidente de avião na região do litoral de Paraty, no estado do Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, a causa da morte foi politraumatismo craniano devido ao impacto da queda.
O ministro Teori Zavascki faleceu no auge de sua carreira e sob intensa pressão profissional, atuando como relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele morreu em um acidente aéreo em janeiro de 2017, justamente no momento em que estava prestes a homologar os primeiros grandes acordos de delação premiada da Odebrecht.
Independente dos reais motivos, o Brasil vive e convive com estes mistérios, sejam provocados ou não, despertam o interesse e a curiosidade de todos, justamente porque o Brasil, nunca deslancha, parecendo estar sendo puxado pelas tais forças ocultas como falava o ex-presidente Jânio Quadros.
sábado, 13 de junho de 2026
SUS da Cultura - União, estados e municípios passam a decidir juntos os rumos da cultura no país
O Ministério da Cultura (MinC) deu um passo definitivo para transformar a forma como as políticas culturais são debatidas no Brasil. Foi realizada nesta quarta-feira (10) a cerimônia de posse dos integrantes da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do Sistema Nacional de Cultura (SNC). A partir de agora, representantes da União, dos estados e dos municípios sentam à mesma mesa para decidir, juntos, as regras e os investimentos para o setor cultural.
A instalação da CIT é mais uma grande conquista da atual gestão. Ela representa a consolidação da pactuação federativa, que é um acordo prático no qual as três esferas de governo planejam juntas antes de agir. Isso evita desperdício de dinheiro público com projetos repetidos em uma mesma região, por exemplo, e garante que os recursos cheguem a quem realmente precisa, respeitando a realidade de cada lugar.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou da cerimônia e deu posse aos 30 integrantes da CIT - sendo 15 titulares e 15 suplentes. Para ela, a comissão materializa o compromisso do governo do presidente Lula com uma gestão democrática e participativa.
"Estamos dando mais um passo na estruturação e solidificação de um espaço institucional de governança democrática, articulada colaborativamente e organizada federativamente. A CIT é o espaço institucional de diálogo comprometido com a cultura brasileira e pactuado entre os entes federativos, com o objetivo de produzir os melhores desenhos e modos de implementação de políticas culturais em todos os estados e municípios do nosso país”, declarou a ministra.
Uma nova história
A posse dos membros da Comissão marca também a superação de um período difícil para o setor cultural. O secretário-executivo adjunto do MinC, Cassius Rosa, relembrou os desafios enfrentados no início da gestão para reconstruir o Ministério, que havia sido rebaixado à secretaria e sofreu severos cortes de orçamento. Segundo ele, colocar a CIT em funcionamento é um marco institucional para o país.
“Nós, os 30 integrantes da CIT que tomamos posse hoje, sabemos as enormes responsabilidades que recaem sobre os nossos ombros. Gostaria de expressar a cada um e cada uma o agradecimento por ter aceitado esse nobre desafio. Não foi nada fácil chegarmos até esta conquista histórica. Tivemos que amassar muito barro, carregar muito piano, trabalhar firme para reconstrução do MinC”, afirmou Cassius.
O secretário também destacou os resultados práticos desse esforço conjunto. Com o diálogo aberto com estados e municípios, o MinC conseguiu fazer com que recursos históricos chegassem a 100% dos estados e a quase todos os municípios brasileiros, por meio da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
A voz dos estados e municípios
A instalação da comissão foi celebrada pelos gestores de todo o país como o fim de uma longa espera. Membro titular da CIT representando os municípios, o presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais e Municípios Associados, Antônio Marcus Alves, destacou que a CIT cria, finalmente, um espaço formal e permanente. Para ele, esse ambiente é indispensável para compartilhar responsabilidades entre os governos e inaugura um novo momento para os gestores de cultura.
Representando os governos estaduais, Daniele Barros, suplente na CIT e presidenta do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, pontuou o alívio do setor. Ela classificou o dia como um marco, elogiando a atual gestão do MinC por não se acomodar em apenas reconstruir o ministério, e sim dar passos largos pela garantia de direitos culturais para a população.
Como funciona
De acordo com o Decreto nº 12.719/2025, que institui a Comissão, a CIT é dividida em três partes principais: o Plenário, a Secretaria-Executiva e as Câmaras Técnicas, cada uma com atribuições específicas:
Plenário (tomada de decisão): É o grupo principal, formado por todos os representantes do Governo Federal, estados e municípios. O Plenário vai se reunir a cada três meses para debater e tomar as decisões. As aprovações das regras e dos repasses de dinheiro devem ser feitas por consenso, ou seja, todos precisam estar de acordo.
Secretaria-Executiva (organização): É o setor responsável por organizar o trabalho, convocar as reuniões e fazer a comissão funcionar no dia a dia. Esse papel será exercido pela Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura (SAFCC) do Ministério da Cultura. O representante da secretaria-executiva também fica responsável por coordenar o Plenário.
Câmaras Técnicas (apoio especializado): São grupos de trabalho temporários criados para estudar assuntos específicos e ajudar o Plenário com informações técnicas. A CIT pode ter até três Câmaras Técnicas funcionando ao mesmo tempo. Cada grupo terá entre três e dez especialistas e uma duração máxima de dois anos para concluir seus estudos.
Como responsável por organizar e executar o trabalho da CIT, a SAFCC do MinC ganha mais uma atribuição. A secretária Roberta Martins, que também é titular da CIT, destaca a importância desse trabalho.
"O papel da Secretaria-Executiva da CIT é manter o diálogo sempre vivo e organizar o debate. A Comissão não se configura apenas nas reuniões a cada três meses, é um espaço permanente de escuta e construção conjunta com os estados e os municípios - um trabalho de articulação federativa que já faz parte da nossa rotina na SAFCC e agora se torna um compromisso do Governo do Brasil também na gestão da cultura”, explicou Roberta.
Os integrantes da CIT foram indicados por seus pares. São cinco indicados do Governo Federal, representado pelo Ministério da Cultura, cinco dos estados e cinco dos municípios, além dos suplentes.
Os nomes dos membros da CIT foram publicados no Diário Oficial da União por meio da Portaria MinC nº 210 de 17 de abril de 2026. Clique aqui para acessar a lista.
MinC
Como Empreender na Cultura
Empreender na cultura é transformar talento, conhecimento, tradição e criatividade em oportunidades de trabalho, renda e desenvolvimento social. Muito além de produzir eventos ou apresentações artísticas, o empreendedor cultural atua identificando oportunidades, criando projetos, mobilizando recursos e gerando impacto positivo em sua comunidade.
O primeiro passo para empreender na cultura é compreender que a arte também faz parte da economia. Músicos, artesãos, grupos folclóricos, produtores culturais, escritores, fotógrafos, atores, dançarinos e mestres da cultura popular podem desenvolver produtos, serviços e experiências capazes de gerar valor para a sociedade e movimentar recursos financeiros.
Outro aspecto importante é o planejamento. Todo empreendimento cultural precisa definir objetivos, público-alvo, estratégias de divulgação e formas de sustentabilidade. Um bom projeto cultural pode abrir portas para editais públicos, leis de incentivo, patrocínios privados e diversas outras oportunidades de financiamento.
A qualificação profissional também é fundamental. Buscar capacitação em áreas como gestão cultural, elaboração de projetos, marketing digital, prestação de contas e captação de recursos aumenta significativamente as chances de sucesso. O conhecimento técnico ajuda o empreendedor a transformar boas ideias em ações concretas e viáveis.
As parcerias representam outro fator decisivo. Instituições públicas, empresas privadas, organizações sociais, escolas e universidades podem se tornar importantes aliadas na realização de projetos culturais. Construir uma rede de contatos sólida amplia oportunidades e fortalece iniciativas de longo prazo.
A divulgação do trabalho merece atenção especial. Atualmente, as redes sociais, os sites, os blogs e as plataformas digitais permitem que artistas e produtores culturais alcancem públicos cada vez maiores. Investir na comunicação é essencial para fortalecer a marca, atrair apoiadores e conquistar novos mercados.
Empreender na cultura também significa valorizar a identidade local. As manifestações culturais, os saberes tradicionais, os folguedos populares, o artesanato e as expressões artísticas de cada região possuem enorme potencial de geração de renda e fortalecimento da memória coletiva. Quando bem estruturadas, essas iniciativas contribuem para o turismo, a educação e o desenvolvimento econômico.
Por fim, empreender na cultura exige persistência, criatividade e capacidade de adaptação. Os desafios existem, mas as oportunidades também são muitas. Com planejamento, capacitação e dedicação, é possível construir uma trajetória profissional sólida, gerar empregos, preservar patrimônios culturais e transformar a cultura em um poderoso instrumento de desenvolvimento humano e econômico.
A cultura não é apenas uma expressão artística; ela também é um campo de oportunidades para quem deseja inovar, empreender e transformar realidades.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Inscrições abertas - Ciclo de convocatórias e prêmios do Programa Ibermúsicas
O ciclo de convocatórias e prêmios do Programa Ibermúsicas celebra seus 15 anos oferecendo 15 chamadas públicas. As inscrições ocorrem de 15 de junho a 1 de outubro de 2026, e os projetos selecionados serão anunciados em 27 de novembro de 2026.
Chamadas e Prêmios Principais
Os editais são direcionados a agentes do setor musical (músicos, compositores, técnicos e pesquisadores) e dividem-se em várias categorias de apoio financeiro:
Prêmio Brasil Ibermúsicas: Reconhece iniciativas, organizações ou espaços que contribuem para a projeção internacional da música brasileira.
Prêmio Ibermúsicas de Criação de Canções: Focado na cocriação de composições inéditas entre artistas de dois países membros do programa.Apoio à Programação Musical: Fomenta a presença de artistas ibero-americanos em festivais e salas de espetáculo.
Circulação e Residências: Auxilia nos custos de viagem, mobilidade e estada para profissionais da música realizarem intercâmbios ou pesquisas em outros países.
Projetos Virtuais: Apoia o uso de ferramentas digitais para criação, formação e difusão musical.
Como Participar
Cadastro: É obrigatório que os candidatos estejam inscritos no Catálogo do Ibermúsicas, que é um registro gratuito para profissionais da música.
Inscrições: As submissões de projetos devem ser feitas diretamente na plataforma oficial.Editais Completos: Verifique os regulamentos específicos, valores e critérios de elegibilidade para o 12 Prêmio Brasil Ibermúsicas 2026 e os demais editais de Programação Musical.
Acesse aqui: https://www.ibermusicas.org/wp-content/uploads/2026/06/13-Premio-Ibermusicas-de-criacao-de-cancoes-2026-ok.pdf
Esporte e Cultura se mobilizam pela manutenção dos incentivos fiscais
Agentes do setor cultural e esportivo estão fortemente mobilizados contra a possível extinção ou perda de incentivos fiscais estaduais e municipais, ameaçados pelos impactos da reforma tributária e da criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
Motivos da Mobilização
Incentivos em Risco: A mudança na tributação ameaça inviabilizar o repasse de recursos via leis de incentivo locais, afetando toda a cadeia produtiva da economia criativa, incluindo técnicos, artistas e espaços culturais.
Impacto Econômico: O setor alerta para um impacto na casa dos bilhões, que comprometerá a realização de projetos e festivais em estados e municípios.
Ações e Debates Atuais
Defesa da PEC: O movimento está engajado na luta pela aprovação da PEC da Cultura e do Esporte, um mecanismo criado para assegurar a manutenção dos incentivos fiscais para a área.
Encontros Institucionais: Entidades de classe e agentes culturais têm se reunido com representantes do Ministério da Cultura (MinC), além de parlamentares e fóruns focados nos Direitos Culturais, para pressionar pela aprovação de salvaguardas legais.
Para entender a relevância desse tema histórico, o setor também atua para evitar retrocessos na área após as sucessivas extinções e recriações que o Ministério da Cultura sofreu nas últimas décadas (como os episódios de 2016 e 2019).
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Debate aponta dados e avaliação como ferramentas centrais para ampliar direitos culturais
Mais do que números, os dados ajudam a revelar desigualdades e orientar a ação do poder público. Esse foi o ponto de partida da mesa 40 anos do MinC: um olhar para o futuro a partir da produção de informação e indicadores, realizada na sexta-feira (29), durante o XV Seminário Internacional de Políticas Culturais (SIPC), promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), no Rio de Janeiro.
A atividade reuniu representantes do Ministério da Cultura (MinC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult-PA) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). A mesa foi mediada por Lia Calabre, chefe do Setor de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa e coordenadora da Cátedra Unesco de Políticas Culturais e Gestão.
Consolidado como um dos mais importantes espaços de reflexão, intercâmbio e formulação sobre políticas culturais no Brasil e na América Latina, o seminário reuniu ao longo da semana pesquisadores, gestores públicos, trabalhadores da cultura, estudantes, agentes culturais e formuladores de políticas públicas de diferentes regiões do país e do exterior.
A mesa também se conectou à proposta do Diálogos SNIIC, série de encontros promovida pela SGE para apresentar pesquisas e estudos voltados à gestão cultural. Nesta edição, em vez de ocorrer na sede do Ministério da Cultura, em Brasília, a iniciativa integrou a programação do SIPC, ampliando o alcance do debate e aproximando pesquisadores, gestores e formuladores de políticas públicas.
Para a coordenadora-geral de Informações e Indicadores Culturais da SGE do MinC, Sofia Mettenheim, o desafio não está apenas em produzir mais informações, mas em utilizá-las para compreender como as desigualdades históricas do país se manifestam nos territórios e afetam o acesso às políticas culturais.
“A gente precisa de informações e indicadores culturais que nos ajudem a responder como as desigualdades estruturais do país se manifestam no território”, afirmou.
Segundo Sofia, a produção de dados não pode ser tratada como um fim em si mesma. Em um cenário de ampliação dos investimentos públicos na cultura e de fortalecimento das políticas federativas, compreender quem acessa os recursos, onde eles chegam e quais transformações promovem tornou-se uma tarefa central para a gestão pública.
“Se a gente fizer política pública sem conseguir estar profundamente preocupado em como opera uma inversão disso, a gente vai reproduzir desigualdades”, alertou.
Da informação à tomada de decisão
Para enfrentar esse desafio, o Ministério da Cultura vem reconstruindo e ampliando sua estrutura de produção de informações e avaliação de políticas públicas. Entre as iniciativas em andamento estão a retomada do suplemento de cultura da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), realizada pelo IBGE, a construção de um padrão nacional de dados para a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, a atualização do marco referencial das estatísticas culturais para o contexto brasileiro e a definição de indicadores para o novo Plano Nacional de Cultura.
“A gente fez um esforço muito grandioso para reconstruir algumas bases mínimas do que a gente acha que é importante para um sistema de informações e indicadores culturais sobreviver”, destacou Sofia.
De acordo com a coordenadora-geral de Avaliação de Políticas Culturais da SGE, Giuliana Kauark, a produção de informações e indicadores se consolidou como uma dimensão estruturante das políticas culturais brasileiras a partir dos anos 2000, acompanhando a construção do Sistema Nacional de Cultura e a ampliação dos instrumentos de monitoramento do setor.
“A gente precisava desses dados para poder, inclusive, aprimorar a política”, observou.
Giuliana lembrou que a consolidação de sistemas de informação e as parcerias com instituições como o IBGE permitiram ao setor cultural compreender melhor desafios históricos, como a concentração regional de recursos e as desigualdades de acesso às políticas públicas.
“A gente precisa desses dados para que as políticas públicas atendam a esse propósito de garantir direitos culturais a toda a população”, ressaltou.
Na avaliação da coordenadora, a consolidação do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) depende da articulação entre União, estados e municípios.
“Não pode pensar um Sistema Nacional de Informações e Indicadores sem um sistema estadual e sem sistemas municipais”, afirmou.
Dados para reduzir desigualdades
Um dos exemplos apresentados durante a mesa veio do Pará. A coordenadora do Observatório da Cultura do Pará, Tamyris Monteiro, mostrou como o acompanhamento da execução da Política Nacional Aldir Blanc tem permitido identificar desigualdades territoriais e orientar estratégias para ampliar o alcance das ações culturais em regiões historicamente menos atendidas.
O monitoramento dos editais e dos recursos executados possibilitou mapear diferenças entre os territórios paraenses e apoiar a formulação de iniciativas voltadas à ampliação do acesso às políticas públicas de cultura.
A experiência dialoga com a preocupação apresentada por Sofia Mettenheim ao longo do debate: utilizar os dados não apenas para registrar resultados, mas para compreender quem ainda está fora do alcance das políticas culturais e orientar novas intervenções.
Produção de conhecimento para o setor cultural
O pesquisador do IBGE Leonardo Athias chamou atenção para a importância das estatísticas públicas na compreensão da realidade cultural brasileira e no acompanhamento da evolução das políticas ao longo do tempo. Entre os instrumentos apresentados estão a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) e o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC), que subsidiam estudos e decisões governamentais em todo o país.
Athias também destacou a retomada do suplemento de cultura da Munic após mais de uma década sem atualização, reforçando a necessidade de manter séries históricas capazes de apoiar o planejamento e a avaliação das políticas públicas.
Outro destaque foi a apresentação do professor Jimmy Medeiros, da Fundação Getulio Vargas (FGV), sobre a pesquisa Survey Políticas Culturais no Brasil, desenvolvida no âmbito do projeto Memória MinC, Cultura e Democracia. O estudo busca ouvir gestores culturais de todas as regiões do país para produzir novos indicadores sobre a percepção das políticas públicas de cultura.
Segundo Medeiros, a iniciativa pretende ampliar a produção de evidências para o setor e contribuir para a reflexão coletiva sobre os rumos das políticas culturais brasileiras.
Olhar para o futuro
Ao longo do debate, os participantes convergiram em uma avaliação: produzir dados é importante, mas transformá-los em conhecimento capaz de orientar decisões públicas é um dos grandes desafios dos próximos anos.
Para Sofia Mettenheim, o objetivo é utilizar a crescente capacidade de produção e análise de informações para compreender melhor os territórios e direcionar as políticas culturais para onde elas são mais necessárias.
“Como é que a gente coloca os dados a favor desse processo, subsidiando essa tomada de decisão?”, questionou.
A reflexão dialogou com uma citação do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, lembrada por Giuliana Kauark durante o debate.
“Os números revelam problemas que os olhos não veem. Desvelam realidades que as mãos não tocam. Tornam concretos os desafios abstratos que toda nação deve enfrentar”, concluiu.
SNIIC
A atividade dialogou diretamente com os objetivos do Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), coordenado pela Subsecretaria de Gestão Estratégica (SGE) do Ministério da Cultura. A produção de informações qualificadas, indicadores e evidências para subsidiar a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas esteve no centro das discussões apresentadas pelos participantes.
MinC
Como a criatividade e a cultura podem impulsionar a geração de trabalho e renda
Entenda como a criatividade e a cultura podem impulsionar a geração de trabalho e renda Economia Criativa também impulsiona a preservação do...
-
O Centro de Belas Artes de Alagoas (Cenarte) abre, entre os dias 3 e 20 de fevereiro, o período de matrículas para os cursos gratuitos anua...
-
Everaldo Borges da Silva é alagoano de Maceió, mais precisamente de um lar onde a música s empre teve lugar de honra. Seu pai, Pedro Borges,...
-
Com serenidade e amor, comunicamos que Hermeto Pascoal fez sua passagem para o plano espiritual, cercado pela família e por companheiros de ...




















