quarta-feira, 29 de julho de 2026

ABMIN nasce para fortalecer músicos independentes e ampliar acesso a oportunidades


A organização dos músicos independentes brasileiros ganhou um novo aliado com a criação da Associação Brasileira de Músicos Independentes (ABMIN). Presidida por Clemente Nascimento —  músico conhecido por integrar as bandas Inocentes e Plebe Rude —, a entidade foi criada para mapear, organizar e fortalecer o segmento, funcionando como uma ponte entre artistas e oportunidades oferecidas pelos setores público e privado.

Segundo Clemente, a iniciativa surgiu da percepção de que muitos músicos permaneciam à margem de políticas públicas e de projetos por falta de representação institucional. “A ideia surgiu em conversas com amigos que trabalhavam em órgãos estatais. Percebemos como circulavam verbas públicas e projetos aos quais não tínhamos acesso justamente porque não éramos organizados nesse sentido. Aí resolvemos nos organizar”, conta, em tom bem-humorado.

Mais do que representar a categoria, a ABMIN pretende facilitar o acesso dos artistas a editais, programas de formação e parcerias. “A função da associação é ser um intermediário, um facilitador entre o poder público, a iniciativa privada e os músicos independentes. Não promovemos artistas; mostramos onde existem oportunidades e ajudamos a aproximar essas pontas”, explica o presidente.

Para isso, a associação vem buscando compreender o funcionamento das políticas públicas e estabelecer parcerias capazes de oferecer ferramentas concretas aos músicos. Um dos primeiros resultados foi firmado poucas semanas após a fundação da entidade, por meio de um convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego.

“Conseguimos vagas gratuitas em cursos presenciais e a distância do Senac e do Senai. Um deles é de Gestão e Produção Cultural, pois muitos artistas têm dificuldades na elaboração de projetos, na gestão e na prestação de contas. Isso acaba emperrando o acesso aos recursos disponíveis”, afirma Clemente.

O curso de Gestão e Produção Cultural, presencial, começou na segunda (27), na unidade do Senac Lapa Scipião.

Embora ainda esteja em fase inicial, a associação também pretende ampliar sua participação na formulação de políticas culturais. O dirigente reconhece que a estrutura ainda é reduzida, mas considera animadora a receptividade da comunidade artística.

“A gente está chegando agora. Temos pouca gente trabalhando, não temos verba e estamos aprendendo na prática. Mas há muita gente querendo participar, e isso é muito importante. Nosso primeiro convênio foi assinado quando a associação ainda nem tinha um mês de existência. Estamos construindo esse caminho passo a passo.”

O presidente ressalta que o fortalecimento da ABMIN depende da participação dos próprios músicos. “Existe muita expectativa em torno da associação, mas este é um projeto coletivo. Não é apenas a diretoria que vai fazer acontecer. Todos precisam participar para que possamos construir algo realmente significativo para a música independente.”

Os interessados em integrar a entidade podem se associar diretamente pelo site oficial da ABMIN. Site: https://abmin.org/

“E estamos na luta pra derrubar o veto do prefeito de São Paulo ao PL 0622/2025, que institui uma lei de fomento ao rock na cidade de São Paulo. No dia 26 de agosto ocorre a audiência pública e estamos convocando todo mundo”, conclama Clemente.

InterD

terça-feira, 28 de julho de 2026

Prêmio Mário de Andrade de Fotografias Etnográficas está com inscrições abertas


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) abriu as inscrições para a edição de 2026 do Prêmio Mário de Andrade de Fotografias Etnográficas. Promovida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), a iniciativa busca incentivar a documentação, a valorização e a difusão das culturas populares brasileiras por meio da fotografia. As inscrições são gratuitas e seguem abertas até 4 de agosto.

​O edital contempla as categorias fotografia individual e série fotográfica, destinada a conjuntos de cinco a dez imagens com caráter etnográfico voltadas exclusivamente às culturas populares do Brasil. Os três primeiros colocados em cada categoria receberão prêmios de R$ 15 mil, R$ 12 mil e R$ 10 mil, além da possibilidade de concessão de até três menções honrosas por categoria.

​Podem participar brasileiros natos, naturalizados e estrangeiros residentes no país, sem exigência de formação acadêmica ou experiência prévia. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma de editais do IPHAN utilizando uma conta gov.br. O resultado preliminar será divulgado em 20 de novembro, enquanto o resultado final está previsto para 1º de dezembro de 2026. 

Prêmio Shell de Teatro e Patrocínio a Festivais e Projetos Culturais



O Prêmio Shell avalia de forma contínua os espetáculos em cartaz no Rio de Janeiro e em São Paulo. No entanto, para produções de outros estados (fora do eixo RJ-SP), existe a categoria Destaque Nacional, voltada a espetáculos voltados ao público adulto, com histórico de apresentações presenciais e que desejam concorrer. 

Período de Inscrição: Para esta edição de 2026, o envio de formulários e vídeos na íntegra para a categoria Destaque Nacional está previsto para acontecer de 12 de agosto a 16 de novembro de 2026. 

Onde se inscrever / Regulamento: As diretrizes e o formulário oficial são disponibilizados no portal da empresa em shell.com.br/pst. 

Patrocínio a Festivais e Projetos Culturais
Mecanismo: A Shell Brasil realiza seus patrocínios e apoios culturais de forma direcionada por meio das Leis Federais de Incentivo à Cultura (como a Lei Rouanet) e ao Esporte. A companhia prioriza portfólios institucionais de grande impacto, festivais de relevância na economia criativa, além de parcerias estratégicas (como o Festival do Rio e programas de formação). 

Como submeter propostas: A seleção de novos projetos apoiados via incentivo fiscal segue as diretrizes estratégicas globais da empresa (focadas em transição energética, diversidade, inclusão e impacto socioeducativo). Os canais de envio de propostas e alinhamento de portfólio de patrocínios incentivados podem ser consultados na página de Patrocínios e Parcerias da Shell Brasil.

​O resultado não revela uma fórmula de aprovação, mas oferece pistas importantes sobre o perfil das propostas apoiadas.

​AS CINEBIOGRAFIAS GANHARAM DESTAQUE

​Entre os longas-metragens analisados, a grande maioria segue o caminho das cinebiografias.

​São projetos que partem da trajetória de uma personalidade para abordar também períodos históricos e movimentos culturais.

​MULHERES, NARRATIVAS NEGRAS E INDÍGENAS TAMBÉM GANHAM ESPAÇO

​São propostas atravessadas por temas como identidade, ancestralidade, território, resistência, produção artística e preservação da memória, em diálogo com a diversidade prevista como dimensão transversal do Programa Petrobras Cultural.


​COMUNICAÇÃO NÃO APARECE COMO UMA ETAPA FINAL

​O programa exige estratégias robustas de comunicação e divulgação, voltadas tanto à visibilidade do projeto quanto à presença da marca patrocinadora.


​É PRECISO MOSTRAR CAPACIDADE DE EXECUÇÃO

​Entre os critérios de avaliação estão objetividade da proposta, mérito artístico e cultural, experiência da instituição e viabilidade da execução.

​Ou seja, a avaliação considera tanto a qualidade da ideia quanto a capacidade de entregá-la.

CultBR reúne serviços digitais para gestores públicos e agentes culturais


Da elaboração de editais à inscrição de projetos culturais, diferentes etapas da Política Nacional Aldir Blanc podem ser realizadas em um único ambiente digital. Para reunir esses serviços, o Ministério da Cultura (MinC) disponibiliza um sistema que integra ferramentas voltadas à gestão, ao acompanhamento e ao monitoramento das políticas culturais, atendendo tanto gestores públicos quanto agentes culturais: o CultBR.

A plataforma reúne diferentes módulos voltados à execução das políticas públicas de cultura. E agrupa mecanismo para simplificar processos administrativos, ampliar a integração entre os entes federativos, facilitar o acesso aos editais e promover maior transparência da execução dos recursos destinados ao setor cultural.

Gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal podem acessar a solução para elaborar e publicar editais, acompanhar inscrições, realizar etapas de seleção e registrar informações relacionadas à execução das políticas culturais.

Já artistas, produtores culturais, coletivos, grupos, Pontos de Cultura e demais agentes culturais para criar um perfil, consultar oportunidades abertas, realizar inscrições em editais e acompanhar o andamento de suas propostas.

Além desses públicos, qualquer cidadão pode acessar a plataforma para acompanhar a execução das políticas públicas de cultura. Por meio do Portal CultBR, é possível consultar informações sobre editais, iniciativas, recursos investidos, resultados alcançados e demais dados disponibilizados, promovendo maior transparência, controle social e acesso às informações sobre a aplicação dos recursos públicos na área cultural.

CultBR Editais

O CultBR reúne, em um único ambiente, editais e oportunidades de fomento à cultura publicados por diferentes entes federativos, facilitando o acesso às informações por gestores, agentes culturais e cidadãos. Para a publicação e a gestão desses editais, os entes também podem utilizar o CultBR Editais, ambiente que permite conduzir digitalmente as etapas dos processos seletivos, desde a publicação do edital e o recebimento das inscrições até a seleção e a divulgação dos resultados.

Com essa integração, o CultBR consolida as oportunidades de fomento em um único ponto de acesso, promovendo maior transparência, padronização das informações e facilidade de consulta.

Como acessar?

O acesso ao CultBR é realizado por meio da conta Gov.br. Após fazer o login, o usuário pode concluir seu cadastro e acessar os serviços disponíveis de acordo com seu perfil de utilização.

Serviço

CultBR

https://cultbr.cultura.gov.br/

Portal CultBR (Transparência)

https://portal.cultbr.cultura.gov.br/

domingo, 26 de julho de 2026

Jurema Sagrada tem projeto de proteção em tramitação na Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados recebeu um projeto de lei que propõe ampliar a proteção à Jurema Sagrada, tradição espiritual e cultural presente entre povos indígenas e comunidades de matriz afro-indígena, especialmente ligada ao Catimbó-Jurema. A prática reúne conhecimentos ancestrais, rituais e o uso tradicional da planta jurema, transmitidos de geração em geração. De autoria da deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG), a proposta busca fortalecer a preservação desse patrimônio cultural.

Entre as medidas previstas estão a proteção ao uso espiritual, ritualístico e terapêutico da Jurema, o incentivo a pesquisas científicas desenvolvidas com respeito aos conhecimentos tradicionais, ações voltadas ao cultivo sustentável e mecanismos para evitar a criminalização de práticas religiosas ligadas à tradição, sempre em conformidade com a legislação vigente.
Na justificativa do projeto, a autora destaca que a Jurema ocupa um lugar fundamental na identidade cultural de povos indígenas, quilombolas, comunidades juremeiras e mestres do Catimbó, especialmente no Nordeste. Apesar de sua relevância histórica, espiritual e cultural, esse conjunto de saberes ainda não conta com uma proteção nacional específica.
Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional, a medida poderá ampliar a proteção dos saberes, práticas e tradições ligadas à Jurema, fortalecendo a preservação desse patrimônio cultural.
Além desse projeto específico, a Jurema Sagrada tem sido pauta na Câmara e em outras esferas legislativas através de:
  • Defesa e Valorização: Deputados federais têm participado de audiências públicas (como as promovidas em conjunto com comissões de cultura e saúde) para debater os saberes ancestrais dos povos juremeiros e a importância da planta jurema na medicina tradicional e no bioma Caatinga. 
  • Reconhecimento Histórico: Há também proposições na Câmara para inscrever lideranças históricas ligadas à Jurema Sagrada, como o líder Malunguinho, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. 
  • Patrimônio Cultural: Embora muitas dessas leis sejam estaduais (como o reconhecimento da prática como patrimônio imaterial na Paraíba e em Pernambuco), essas conquistas locais impulsionam os debates em âmbito nacional na Câmara dos Deputados por maior salvaguarda, respeito e liberdade religiosa. 
Essas ações buscam garantir que o uso tradicional sagrado por indígenas, quilombolas e comunidades de terreiro seja preservado, assegurando também o respeito à biodiversidade e aos conhecimentos tradicionais associados. 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Veja aqui editais culturais com inscrições abertas

​EMPRESAS COM INSCRIÇÕES ABERTAS PARA PATROCÍNIO CULTURAL INCENTIVADO

​Tem projeto aprovado em lei de incentivo? Então esta é a hora de buscar patrocinadores.

​Fique de olho nos prazos!

​SHELL CULTURAL 2026

​OBJETIVO:

Selecionar projetos culturais incentivados que fortaleçam o legado cultural brasileiro, promovam a valorização do patrimônio cultural, a inclusão social e o desenvolvimento da economia criativa. O programa prioriza equipamentos culturais, festivais voltados ao fortalecimento da economia criativa e ações formativas que promovam desenvolvimento pessoal, profissional e inclusão produtiva.

​QUEM PODE PARTICIPAR:

Proponentes com projetos culturais aptos à captação por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), alinhados às diretrizes de patrocínio da Shell Brasil.

​INSCRIÇÃO:

Até 31 de outubro no site:

maisbaluarte.com.br/patrocinioshell/formulario


​EMBRATUR 2026

​OBJETIVO:

Selecionar e apoiar financeiramente projetos que fortaleçam a imagem internacional do Brasil como destino turístico sustentável, diverso e inovador. Na área da cultura, o edital prioriza iniciativas que promovam a cultura brasileira como atrativo turístico internacional, incluindo festivais de música, exposições de arte, eventos literários, oficinas criativas, feiras de economia criativa, festivais culturais, patrimônio histórico e cultural e ações audiovisuais.

​QUEM PODE PARTICIPAR:

Pessoas jurídicas que apresentem projetos alinhados aos objetivos do Plano Brasis e às áreas prioritárias do edital.

​INSCRIÇÃO:

Até 3 de outubro de 2026 pelo site:

patrocinio.embratur.com.br


​MAPFRE 2026

​OBJETIVO:

Selecionar projetos culturais aprovados na Lei Federal de Incentivo à Cultura, com foco em iniciativas que promovam o acesso à cultura e ao lazer. Os projetos devem incluir ações de inclusão social e um plano de mídia para divulgação.

Modalidades: artes cênicas, artes visuais e música.

​QUEM PODE PARTICIPAR:

Pessoas jurídicas com objetivos culturais, artísticos ou sociais, com ou sem fins lucrativos, como instituições, fundações, associações e sociedades.

​INSCRIÇÃO:

Até 30 de setembro de 2026, pelo site:

mapfre.hubdoincentivo.com.br


​AMBEV BRASILIDADES 2026

​OBJETIVO:

Reforçar os investimentos, democratizar o acesso a recursos incentivados e gerar oportunidades de realização de projetos de cultura e esporte por todo o Brasil. Serão selecionados projetos já aprovados (excepcionalmente, apenas inscritos) nas leis Estaduais de incentivo à cultura de todas as regiões do Brasil.

​QUEM PODE PARTICIPAR:

Pessoas jurídicas brasileiras de direito público ou privado, incluindo MEI, com ou sem fins lucrativos.

​INSCRIÇÃO:

30 de setembro de 2026 no site:

prosas.com.br


​NUBANK

​OBJETIVO:

Apoiar projetos de impacto social positivo por meio das leis federais de incentivo, com foco em iniciativas voltadas à educação e inclusão financeira, tecnologia e inovação, empreendedorismo, diversidade e inclusão, além de projetos na área da saúde.

​QUEM PODE PARTICIPAR:

Pessoas jurídicas com projetos aprovados nas leis federais de incentivo: Lei Rouanet, Lei do Audiovisual (Ancine), Lei de Incentivo ao Esporte, Fundo da Criança e do Adolescente, Fundo do Idoso, Pronas e Pronon.

​INSCRIÇÃO:

As inscrições são contínuas e devem ser realizadas pelo Portal de Projetos do Nubank.


​RENNER

​OBJETIVO:

Patrocinar projetos culturais incentivados que ampliem o acesso à cultura no Brasil. A iniciativa apoia festivais de música, espetáculos teatrais e de dança, manutenção de museus e exposições de artes visuais, por meio de leis de incentivo à cultura.

​QUEM PODE PARTICIPAR:

Proponentes com projetos culturais já inscritos e aprovados na Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) ou em leis estaduais de incentivo à cultura dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul.

​INSCRIÇÃO:

As inscrições são contínuas e devem ser realizadas pelo Portal de Patrocínios das Lojas Renner.

China funda Organização Mundial da IA com adesão do Brasil

A China fundou em Xangai a WAICO, a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. A carta de fundação foi assinada em 16 de julho por 29 países, incluindo o Brasil, durante a World AI Conference. A sede fica em Xangai e o financiamento virá de contribuições dos países-membros.

Entre os signatários estão Rússia, Indonésia, África do Sul, Malásia e Cazaquistão, com forte presença do Sul Global. Os objetivos declarados incluem uma IA benéfica, segura, aberta e centrada no humano, além da redução do gap de acesso à tecnologia entre países ricos e em desenvolvimento.

No discurso de abertura da conferência, Xi Jinping defendeu a governança global da IA e rejeitou o domínio de um só país sobre a tecnologia, um recado direto aos Estados Unidos, que lideram fóruns como o G7 e mantêm restrições de exportação sobre chips e modelos.

sábado, 11 de julho de 2026

Rotas coloniais - Alagoas ganha roteiro que costura história, lenda e belezas naturais

 


​O Diário Oficial da União carimbou o decreto: a Lei 15.444 põe oficialmente de pé a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas. O roteiro nasce com o selo dos programas oficiais de incentivo ao turismo para dar fôlego ao que o estado tem de mais bonito: sua identidade.

​Mais que um mapa de estradas, esse trajeto é uma verdadeira viagem no tempo, costurando o turismo de aventura, a calmaria da natureza e as marcas profundas da nossa história. A lei ainda deixa a porta aberta para que novos municípios — nascidos do desmembramento ou fusão desses palcos — também entrem na festa no futuro.

​Prepare o coração e o bornal, porque o roteiro passa por sete joias abençoadas pelo patrimônio histórico (Iphan):


​O Roteiro das Relíquias:

​Marechal Deodoro: A nossa primeira capital ainda respira os ares do Brasil Colônia. Caminhar por suas ruas é tropeçar em casarões imponentes, igrejas seculares e o eco da história que moldou o país.

​Penedo: Debruçada às margens do Velho Chico, a cidade é um museu a céu aberto. Guarda um dos conjuntos barrocos mais imponentes do Nordeste, com templos e sobrados dos séculos XVII e XVIII que parecem saídos de uma pintura.

​Piranhas: Com seu casario colorido que desce até as águas do São Francisco, a cidade foi porto estratégico no Império e na República — e ainda guarda as lendas e o misticismo do tempo do cangaço.

​Delmiro Gouveia: Onde o Sertão desafiou o tempo. A cidade carrega o DNA do pioneirismo de seu fundador e os caminhos da primeira usina hidrelétrica do Nordeste (1913), símbolo da força e da industrialização do interior.

​União dos Palmares: Solo sagrado da liberdade. É lá que fica a Serra da Barriga, terra de Zumbi e do Quilombo dos Palmares, o maior grito de resistência negra das Américas no período colonial.

​Porto Calvo: Uma das vilas mais antigas da capitania, foi trincheira e palco de disputas acirradas entre portugueses e holandeses, guardando na terra as memórias de um Brasil de fardas e engenhos.

​Água Branca: No topo da serra sertaneja, a cidade encanta com suas construções antigas que contam como o interior alagoano foi sendo desbravado e povoado, longe da brisa do mar.

​Uma rota para quem quer ver Alagoas muito além do azul do mar: para sentir o sabor da história e pisar onde o Brasil começou a ser desenhado.

domingo, 5 de julho de 2026

Brasil instituiu sua Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares

O Governo Federal publicou nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial da União o decreto nº 12.981 que institui a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares. A medida cria uma diretriz permanente para reconhecer, financiar e proteger manifestações culturais transmitidas principalmente pela oralidade, de congadas e folias a saberes indígenas, quilombolas, ribeirinhos e mestres populares.

O que muda na prática?

O decreto cria oficialmente uma política nacional voltada a:

reconhecer mestres e mestras da cultura popular;

ampliar acesso a editais e financiamento;

estimular transmissão de saberes entre gerações;

integrar cultura com educação, turismo, desenvolvimento sustentável e economia criativa;

produzir dados e estatísticas sobre culturas tradicionais.

Na prática, isso significa que grupos culturais historicamente invisibilizados passam a ter um guarda-chuva institucional próprio dentro do Ministério da Cultura.

O texto também prevê um comitê gestor nacional e adesão de estados e municípios, indicando uma tentativa de estruturar uma rede federativa semelhante ao SUS cultural desenhado pelo Sistema Nacional de Cultura.



Cultura como “tecnologia”

Um dos trechos mais reveladores do decreto define culturas tradicionais como um conjunto de práticas, conhecimentos e “tecnologias” transmitidos pela tradição. Ao usar o conceito de tecnologia tradicional, o governo aproxima manifestações populares de debates sobre:


propriedade intelectual;

bioeconomia;

proteção de conhecimentos ancestrais;

uso comercial de saberes comunitários


O decreto não cria mecanismos diretos de remuneração, mas abre espaço para futuras regulamentações sobre proteção econômica desses conhecimentos.


Outro ponto pouco comentado é a insistência do texto em associar cultura tradicional a:


geração de renda;

economia criativa;

desenvolvimento sustentável;

internacionalização.

No Brasil, isso pode atingir diretamente:

circuitos de festas populares;

artesanato regional;

gastronomia tradicional;

música regional;

turismo comunitário.

Mestres da cultura

Outra mudança simbólica foi no protagonismo dado aos chamados “mestres e mestras das culturas tradicionais e populares”. O decreto institucionaliza essa figura como patrimônio vivo do país. Apesar do alcance simbólico, o decreto ainda depende de regulamentação e financiamento efetivo.

sábado, 4 de julho de 2026

Chamada aberta para IV Edição Contando Alagoas em Prosa e Versos Uma Homenagem a Hermeto Pascoal

O escritor, poeta e produtor literário Matheus Cavalcanti, reconhecido por seus projetos de publicação literária voltados ao incentivo à valorização patrimonial, a educação cultural e a poesia alagoana reconhecido por seus projetos de publicação literária voltados ao incentivo à valorização patrimonial, a educação cultural e a poesia alagoana, convida escritores, poetas, poetisas Alagoanos e nacionais (outros estados) a participar da IV Edição Contando Alagoas em Prosa e Versos Uma Homenagem a Hermeto Pascoal. 

A edição propõe reunir o patrimônio cultural material e imaterial de Alagoas, fazendo um tributo ao ilustre alagoano e mestre dos sons Hermeto Pascoal, valorizando a importância do patrimônio cultural, de preservar a cultura e fazermos memória ao legado de Hermeto Pascoal para a história e a cultura brasileira e além fronteiras.

Os escritores, poetas e poetizas podem enviar suas produções textuais até 20 de julho, havendo possibilidade de prorrogação do prazo  

Como Participar?

Para participar, o (a)  autor (a) precisa entrar  contato pelo whatsapp (82) 999434253, por email: alagoasliteraria@hotmail.com ou pelo  Instagram @mcversosepalavras e solicitar o edital.

A realização da Edição é organizada pelo movimento literário Alagoas Literária, do escritor Matheus Cavalcanti  e tem apoio da União Brasileira de Escritores Arapiraca Alagoas. A publicação editorial será pela Editora Performance escritores alagoanos e de todos os lugares do nosso nordeste são convidados a participar e a homenagear o legado de Hermeto Pascoal para a história alagoana, a cultura brasileira e além fronteiras.

Assessoria

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Petrobras lança maior edital cultural da história com investimento de R$ 270 milhões


A Petrobras anunciará, nesta quarta-feira (1º), a maior seleção pública de projetos culturais já promovida pela companhia, com investimento total de R$ 270 milhões destinados a iniciativas de todas as regiões do Brasil. O lançamento ocorrerá em cerimônia no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, com a participação da presidente da estatal, Magda Chambriard, e de outras autoridades.

Os recursos serão destinados a projetos culturais selecionados por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e da Lei do Audiovisual, reforçando a política de incentivo da empresa ao setor cultural e à economia criativa.

Maior investimento cultural da Petrobras

Segundo a estatal, esta será a edição mais robusta já realizada da seleção pública Petrobras Cultural. O aporte de R$ 270 milhões representa um marco na trajetória da companhia como incentivadora da produção artística nacional, ampliando as oportunidades de financiamento para projetos de diferentes linguagens culturais em todo o país.

A iniciativa faz parte da estratégia da Petrobras de apoiar o desenvolvimento da cultura brasileira, utilizando mecanismos federais de incentivo fiscal para fomentar produções culturais e audiovisuais.

​O novo edital mantém a proposta de distribuição regional dos recursos, garantindo que cada uma das cinco regiões brasileiras receba, no mínimo, 15% do valor total disponível, o equivalente a cerca de R$ 40 milhões. O objetivo é ampliar o acesso aos investimentos culturais e fortalecer iniciativas em diferentes estados.

​A cerimônia de lançamento também marcará outra novidade: o centro cultural Futuros — Arte e Tecnologia, localizado no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, passará a se chamar Petrobras Futuros — Arte e Tecnologia, após acordo de naming rights firmado pela estatal.

​Segundo a gerente de Patrocínios da Petrobras, Alessandra Teixeira, a principal diretriz da seleção continua sendo valorizar a diversidade cultural do Brasil, contemplando iniciativas que representem as características e identidades de diferentes regiões.

​De acordo com a executiva, o processo de construção do programa envolve diálogo com diversas instituições e representantes do setor cultural, entre eles o Ministério da Cultura (MinC), a Funarte, a Ancine, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, além de produtores e organizações ligadas ao segmento.

​A proposta, segundo a Petrobras, é tornar a seleção cada vez mais democrática e plural, ampliando as oportunidades para projetos de diferentes portes e origens.

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Entenda como a criatividade e a cultura podem impulsionar a geração de trabalho e renda Economia Criativa também impulsiona a preservação do...