sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Pautadas na religião ou na polícia


Desde criança sempre gostei de assistir aos telejornais, sejam locais ou nacionais, justamente para me atualizar quanto às notícias do dia.

Lembro de assistir ao jornal das 19h ao lado de minha vó paterna, que adorava fazer um pão torrado... e sempre assistíamos ao noticiário juntos, nos atualizando sobre os acontecimentos do dia.

E esse clima de atenção sempre existiu, até que de uns tempos para cá, os noticiários da TV alagoana tornaram-se praticamente um show de variedades, com pautas cada vez mais diversas, menos com notícias. 

Hoje temos uma emissora, ligada à líder de audiência, que mais parece um canal de igreja, com pautas sobre penitências, vigílias etc... assuntos assim até podem ser pertinentes, mas a enorme recorrência é que cansa.

E quando não são os padres e pastores que estão sendo entrevistados, são os delegados de polícia que gravam seus próprios vídeos maçantes e longos sobre investigações, numa verdadeira terceirização do papel da reportagem.

E de uns anos para cá outra recorrência é a de matérias longas demais, com 5 ou 6 minutos de duração, excesso de comentários dos apresentadores dos telejornais, enchendo linguiça e testando a paciência do telespectador.

Quando não é isso, é a insuportável repetição de pautas nos telejornais. Uma matéria que é exibida na hora do café da manhã, ganha um "vale a pena ver de novo" no jornal de meio-dia.

Está cada vez mais difícil e triste assistir aos nossos telejornais. Felizmente seu papel na comunicação de nossa sociedade já não é tão determinante como antes, graças a outras mídias, como a Internet propicia.

Mas esse desvio de função não parece ser um problema de seus profissionais, mas sim de orientação da direção destas emissoras, e um exemplo disso são matérias interessantes e bem construídas, como a que foi ao ar na noite desta sexta (13), na emissora local da chamada "platinada", sobre o naufrágio de um catamarã na praia de Maragogi, bem clara, abordando diversos aspectos da tragédia e ouvindo vítimas e  o representante da Marinha.

De qualquer forma, esse problema na informação, é triste de ver, quando justamente a população está ávida por informação, ágil, precisa e nova.

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