A Liga Forte Futebol (LFF) anunciou a finalização de um acordo inovador com os investidores Life Capital Partners e Serengeti Asset Management. Os investidores aportarão R$ 2,3 bilhões nos clubes da LFF. Em contrapartida, receberão 20% das receitas comerciais geradas por este bloco de clubes no Campeonato Brasileiro pelos próximos 50 anos, a partir de 2025.
Aprovado em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta sexta-feira (30/06), na sede da XP, o acordo representa uma oportunidade sem precedentes para impulsionar o futebol brasileiro.
O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, se manifestou com entusiasmo sobre o acordo. "A formação do bloco da LFF é um passo fundamental para a redução dos desequilíbrios financeiros que afetam a competitividade do futebol brasileiro, com impactos diretos na qualidade do espetáculo e em sua atratividade comercial. A partir desse passo decisivo, continuaremos buscando a formação da Liga Unificada, seguindo as melhores práticas do mercado global. Nossa visão é transformar a Liga Brasileira em uma das três maiores ligas do mundo e devolver ao futebol de nosso país o brilho que o consagrou", disse Mário, que esteve presente na assinatura do acordo, na capital paulista, ao lado do vice-presidente Mattheus Montenegro.
Para facilitar investimentos imediatos dos clubes, a XP fará nos próximos dias um adiantamento de até R$ 500 milhões. Dos 26 clubes da LFF, apenas Internacional, Náutico e Atlético-MG ainda não assinaram por estarem obrigados a percorrer trâmites internos antes da adesão ao acordo.
O acordo também selou o compromisso dos clubes da LFF em realizar, em qualquer cenário, a comercialização coletiva de seus direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro a partir de 2025. Com o compromisso em vigor, a LFF e seus investidores iniciarão imediatamente o planejamento da comercialização dos direitos de transmissão desse Bloco Comercial para 2025 em diante.
Sobre a Liga Forte Futebol (LFF)
Formada por 26 clubes, a Liga Forte Futebol nasceu sob a crença de que um modelo de distribuição de receitas da liga brasileira deve ser aquele que torne o futebol brasileiro mais forte e competitivo como um todo. No modelo proposto pela LFF, distribuição de receitas para as Séries A, B e C, equilíbrio na divisão das receitas, mobilidade, fair play financeiro e governança andam em linha com as grandes ligas da Europa e são princípios fundamentais.
Os alagoanos CSA e CRB fazem parte da Liga e estão na expectativa desse acordo entrar em vigência e melhorar seus cofres.
Veja abaixo a lista completa com os valores que cada clube terá direito, com base dos critérios estabelecidos:
ABC - R$ 32,6 milhões*
Athletico Paranaense - R$ 199,2 milhões
América-MG - R$ 113,9 milhões
Atlético-GO - R$ 89,8 milhões
Avaí - R$ 92,1 milhões
Brusque´- R$ 5 milhões
Chapecoense - R$ 92 milhões
Coritiba - R$ 156,3 milhões
Ceará - R$ 118,5 milhões
Criciúma - R$ 61,1 milhões
CRB - R$ 42,3 milhões
CSA - R$ 5 milhões
Cuiabá - R$ 56,4 milhões
Figueirense´- R$ 8 milhões
Fluminense - R$ 208,3 milhões
Fortaleza - R$ 118,5 milhões
Goiás - R$ 149,7 milhões
Juventude - R$ 91,1 milhões
Londrina - R$ 32,6 milhões
Operário-PR - R$ 5 milhões
Sport - R$ 136,8 milhões
Vila Nova - R$ 37,6 milhões
Tombense. - R$ 25,9 milhões
Dos clubes que hoje fazem parte da Liga Forte, apenas Atlético-MG, Internacional e Náutico ainda não assinaram seus contratos "por estarem obrigados a percorrer trâmites internos antes da adesão ao acordo".


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