quinta-feira, 6 de outubro de 2022

CULTURA -  Carta ao futuro governador de Alagoas

Sinceramente espero que não seja Rodrigo Cunha, pois seria uma decepção imensa ver esse rapaz oportunista se eleger.

Senhor Governador, diante dos constantes ataques do atual governo federal e deste tempo de pandemia de COVID-19, esperamos que a pasta da Cultura, em Alagoas, receba de vossa excelência uma atenção especial e que não a transforme em mais um cabide de empregos, pois Alagoas não aguenta mais tanto despreparo.

A cultura é um segmento de nossa sociedade que deve ser visto como uma área de fomento do desenvolvimento social de nosso estado, onde temos profissionais ligados diretamente ao processo criativo-cultural, como os próprios artistas, músicos, artesãos, escritores,  poetas, dançarinos, brincantes etc... e profissionais que são verdadeiros suportes essenciais para estes,  como produtores, roadies, técnicos de som, de luz, diretores de palco, de cena, jornalistas, assessores de comunicação, relações públicas, que desenvolvem seus trabalhos em parceria da classe artística.

Passou-se o tempo em que a Cultura era vista como a secretaria das festas, onde artistas mais velhos, colunistas sociais, animadores de encontros sociais e parentes de políticos eram os gestores e diretores da pasta. 

Hoje a Cultura é uma força motriz para toda e qualquer sociedade, gerando riquezas, destacando seus talentos e toda uma cadeia produtiva que gera empregos, renda e sonhos, mudando vidas e reafirmando nossas raízes e história.

Hoje a formatação de uma política de cultura tem que ser implementada e levada a sério, sem o tal do "copia e cola", pois cada cidade e estado tem suas peculiaridades e assim deve ser visto, como algo independente e único. Cada caso é um caso, pois a cultura é assim, diversa, onde as influências históricas forjaram uma forma de cada povo se manifestar, seja com um ijexá, uma ciranda, um guerreiro, uma vaquejada, frevo, poesia, cantoria, pastoril, folia de reis, marujada, embolada e toda manifestação oriunda de nosso povo, do mais humilde ao mais letrado; do cantador de feira ao músico de orquestra; do popular ao erudito; da xilogravura às artes plásticas; do pífanos à flauta; dos causos aos roteiros de cinema. Temos boi e temos filé, mas não são de comer, mas para satisfazer o espírito e os olhos. Toda e qualquer forma de representar um povo reflete-se em sua cultura e daí de sua importância e seriedade, que deve ser levada a sério pelo chefe do executivo estadual.

Dito isto, manifesto minha preocupação,  que sei que é compartilhada por mais pessoas, e anseio de vivermos momentos mais produtivos em nossa cultura e que Alagoas reconquiste seu papel de celeiro de talentos e iniciativas exitosas e exemplos para o Brasil e todo o mundo. Viva a cultura alagoana!!


Keyler Simões

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