segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Desmoralizado, Bolsonaro vê transição ocorrer, de camarote




O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, conversou por telefone nesta segunda-feira (31) com o vice-presidente, Hamilton Mourão, numa sinalização de que a transição no Palácio do Jaburu começou antes do que a passagem de bastão no Palácio da Alvorada.

Mesmo sem se pronunciar, o futuro ex-presidente Jair Bolsonaro é obrigado a ver que a transição com o futuro governo de Lula ocorrerá apesar de sua má vontade. Por lei, o atual governo tem até 48 horas após o anúncio do novo governo, para iniciar as tratativas para a transição, e pelo visto, os vices já deram o primeiro passo.

Alckmin ligou para Mourão para agradecer uma mensagem de texto enviada pelo atual morador do Jaburu.

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) segue em silêncio após a derrota nas urnas no último domingo (30), seu vice se antecipou e enviou uma mensagem de texto para Alckmin.

Na mensagem, Mourão se colocou à disposição de Alckmin para realizar a transição de governo e chegou a convidá-lo a ir até a residência oficial dos vices, em Brasília.

Eleito, Lula tomará posse na Presidência no dia 1º de janeiro de 2023. Enquanto o novo governo não começa, é garantida ao novo presidente a criação de um grupo para acompanhar e compreender o funcionamento dos órgãos e entidades da administração pública federal.

Esse processo é conhecido como transição, que tem início após a proclamação do resultado e termina com a posse do eleito, e está previsto em lei.

O presidente eleito tem direito a compor uma equipe com até 50 pessoas, os quais podem ser indicados a partir desta terça-feira (1º), além de um coordenador.

Gleisi Hoffmann afirmou que ainda não estão definidos os nomes da equipe responsável pela transição governamental.

 “Como tem esse prazo [até terça], nós ainda estamos conversando aqui, internamente, sobre a designação da equipe de transição. Nós podemos indicar 50 pessoas, mais uma pessoa para coordenar essa equipe”, disse.

Após derrota de Bolsonaro, Jovem Pan muda o tom e demite Augusto Nunes


 

No dia seguinte à derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de 2022, a emissora de rádio e TV bolsonarista Jovem Pan começou uma série de demissões de funcionários apoiadores do atual chefe do Executivo.

Até o início da noite desta segunda-feira (30), já foram anunciadas as demissões de Caio Coppolla, Augusto Nunes e Guilherme Fiúza.

Coppolla foi o primeiro da lista. Segundo o colunista Ricardo Feltrin, do Splash Uol, o comentarista bolsonarista estaria envolvido em acusações graves envolvendo a filha de uma ex-namorada. Tais acusações não foram esclarecidas.

Nunes foi o segundo a cair. Ele já estava afastado desde a última semana por ter descumprido uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao divulgar mentiras sobre o presidente eleito Lula (PT). A emissora afirmou que o desligamento do jornalista ocorreu em comum acordo e não informou o motivo devido a uma "cláusula de sigilo e confidencialidade" em seu contrato.

O colunista Feltrin também informa que a Jovem Pan prepara uma "guinada editorial para ajustar o tom crítico ao governo" agora que Lula foi eleito. Tal decisão partiu de Tutinha, dono da emissora.


Brasil 247

Novo (a) ministro (a) da Cultura já foi escolhido (a) por Lula e pasta será estratégica no novo Governo Federal


A pasta da Cultura, que foi negligenciada e foi até extinta por Bolsonaro, parece que será uma das meninas dos olhos do futuro governo do Presidente Lula, que já afirmou que: "A cultura é uma dimensão estratégica do processo de reconstrução democrática do país e da retomada do desenvolvimento sustentável”.

E nada disso é surpresa, haja visto que foi no seu governo anterior que a pasta mais se desenvolveu, implementou políticas robustas e sacudiu o pais com a adoção de conselhos e de uma política descentralizadora de recursos, beneficiando os mais diversos segmentos, desde a cultura indígena, a popular, e até a erudita: “Defendemos amplo direito à cultura, com o fortalecimento das instituições culturais e a recomposição do financiamento e do investimento, criando condições para a qualificação, ampliação e criação de políticas culturais, das condições de vida e de trabalho no mundo da cultura, dinamizando a economia da cultura, potencializando processos criativos, fortalecendo a memória e a diversidade cultural, valorizando a arte, a cultura popular e periférica, garantindo a plena liberdade artística e, assim, qualificando as relações sociais por meio do fomento a valores civilizatórios e democráticos”, afirma o presidente eleito em seu plano de governo.

Acerca do nome que comandará a pasta, o que se sabe apenas que é alguém, estrategicamente pensada por Lula e que tem forte envolvimento com a produção cultural afrodescendente, e que deve ser anunciado, na primeira leva de futuros Ministros.

O plano de governo ainda defende “a implantação do Sistema Nacional de Cultura e a adoção da política de descentralização de recursos para Estados e o maior número possível de municípios, além de políticas para reestruturar a cadeia produtiva cultural, severamente prejudicada durante a pandemia e duramente perseguida pelo atual governo”. Lula deve recriar o Ministério da Cultura, que foi rebaixado a Secretaria no governo Bolsonaro, e hoje pertence à estrutura do Ministério do Turismo.

domingo, 30 de outubro de 2022

O orgulho do bom combate pela paz


Chegamos ao final de uma corrida, que para a maioria começou em 2016, quando um golpe tirou a primeira Presidente mulher do país,  do poder. Muita água correu, grandes decepções e outras grandes alegrias, como saber que o sangue de luta pela real democracia em defesa da vida, ainda corre nas veias de boa parte da população, pois é e sempre será inadmissível que um país como o Brasil, caia nas mãos de tanta gente mal intencionada e ignorante, e aqui não me refiro na falta de formação educacional, mas sim na falta de caráter e noção de realidade e de soberania de uma nação tão repleta de riquezas, históricas, culturais, naturais e de uma brava gente.

A usurpação de símbolos democráticos da nação brasileira, como ocorreu por um movimento semelhante ao ocorrido com o nazismo, e nem assim conseguem se impor por muito tempo. Se apropriaram e desmoralizaram nossa bandeira, mas não conseguiram calar nosso povo, e como na ditadura militar, foram os bens culturais que nos fizeram reagir. Nossa arte, nossos artistas, poetas, músicos, seja no erudito ou no popular, seja na dança ou na pintura ou escultura, na comunicação, todos regiram aos desmandos e tentativas de nos calar. 

Nos grupos de família nos pediram: "Gente, não vamos falar de política..." Mas como manter, quem vive de externar pensamentos e sentimentos, no silêncio absoluto? Sou Jornalista, por formação acadêmica, e Produtor Cultural por formação de vida e profissional. Como me calar vendo tanta tristeza e absurdos? Não me calei, como milhares de outros amigos e colegas, e não nos calarão. Respeitamos os espaços e a paz do próximo, mas sua paz não pode invadir nossa alma. O meu silêncio, muitas vezes, não foi por medo ou concordância, mas foi para preservar a minha paz de espírito pois não somos capazes de silenciarmos nossos sentimentos e pensamentos, e nesse momento particular do Brasil, pensar foi e será sempre fundamental para nossa própria sobrevivência.

Vamos reconstruir o Brasil e restabelecermos nossa essência. Somos um povo reconhecido por nossa alegria, e tolerância e respeito com os diferentes. Não somos e não podemos admitir a imposição maléfica de perseguição e intolerância. A nossa intolerância tem que ser contra tudo e todos que promovam a beligerância e animosidade, pois nosso futuro está logo ali, com alegria e de paz humana.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

A fantástica forma de ser brasileiro



Cultura como política de Estado, e não, de governo esse é o grande anseio de quem vive e trabalha com Cultura em Alagoas e no Brasil. Nos últimos anos vimos a ira e o temor do Presidente quanto a Cultura,  declarando guerra contra a pasta, chegando a extinguí-la, e a todos os seus aliados, pelo menos os que não venderam seus apoios ao louco de Brasília. 

A Cultura sempre foi um braço forte de desenvolvimento social da população, e quando trabalha em parceria com a Educação, seu poder de transformação potencializa-se exponencialmente, respeitando-se suas individualidades, pois são áreas irmãs, que se complementam, mantendo-se suas peculiaridades à parte.

Não adiantaria ter um espetáculo em cena, ou um filme em projeção, sem que soubéssemos interpretar o que é dito, escrito ou proposto. 

Durante o regime militar, no Brasil, na ditadura, o maior medo dos militares era com as peças de teatros, os livros, poesias e filmes produzidos, pois para eles o pensar era subversivo (acho que é a primeira vez que escrevo tal palavra em minha vida), que ia contra o regime, ou como eles diziam: são coisas que incitam a violência no povo (contra o regime, claro).

Pensar, refletir é inerente à condição humana. Subverter o proibido e ri do que é proibido, é uma característica do brasileiro que sempre, criativo que é, consegue ri da desgraça e a  transforma em algo positivo.

Essa criatividade vem da dificuldade, da opressão de quem é extremamente bem humorado, inteligente e esculhanbado, pois o brasileiro esculhanba qualquer tentativa opressora ou organizacional que se imponha pela força e sem muito sentido.

Dizem que essa característica vem de nossas influências indígenas, mas acho que vem mesmo da nossa alegre luta pela sobrevivência. Não conseguem nos calar ou entristecer por muito tempo. Somos um povo feliz por natureza, que ama suas manifestações culturais, do popular ao erudito, pois somos detentores e de imensas riquezas naturais, históricas e até mesmo acadêmicas, mas nossa maior riqueza é sermos quem somos: brasileiros, um povo lindo, rico de experiências fantásticas e amantes de uma boa história, seja ela criada ou vivida.

Somos um povo, uma nação que se supera constantemente e isso é o que nos torna fascinante.

Candidato ao emprego de Presidente


Deixando a paixão de lado, no assunto eleição, o que devemos observar, é que a disputa em vigor deve ser vista como ela é: uma concorrência a uma vaga de emprego. O candidato Luis Inácio Lula da Silva se candidatou outras 3 vezes, antes de vencer em 2002, e mostrou-se preparado para o cargo que ocupou entre 2003 e 2011, talvez pelas derrotas anteriores.

Nós, povo brasileiro, somos o patrão nesta história,  pelo menos no tocante à escolha de quem vai administrar o país. Analisamos seu currículo, do candidato, e devemos analisar o que ele pretende fazer no cargo. Pelo menos deveria ser assim. 

Lula foi julgado, em suas primeiras eleições pelo fato de não ter experiência no executivo e ser oriundo do movimento sindical, aliando a ele a imagem de radicalismo. Mas, como o tempo, ele mostrou sua competência para o cargo.

O atual ocupante do cargo, a presidência, Jair Messias venceu sua eleição, em 2018, com um discurso de ódio,  sem que houvesse uma análise de seu currículo,  pois como deputado federal, ele aprovou apenas dois projetos de lei, sem ter mais nenhuma contribuição efetiva para o bem público,  e assim continuou no cargo, sem uma política econômica efetiva. Elegeu a Cultura e seus agentes, como artistas, como seus inimigos e extinguiu o Ministério da Cultura. 

Na área da Saúde, foi a sua melhor demonstração de despreparo, criticando e contrariando a ciência e as décadas de experiência do Brasil na área de vacinação. Além disso,  nomeou um General, Pazzuello, para o Ministério da Saúde, uma pessoa sem o mínimo de conhecimento e disposição para a área. Sem falar nos casos de corrupção na encomenda e compra de vacinas. Uma verdadeira tragédia,  causando, diretamente,  a morte de centenas de milhares de brasileiros no processo.

Bolsonaro ganhou a vaga disputada sem que seu currículo fosse devidamente analisado e levado em consideração, por isso nada de bom poderia ser esperado. Dito e feito.

Então,  não vamos nos enganar. Não há paixão para escolher nosso funcionário. O que tem que existir é uma análise criteriosa de seu currículo,  sua vida pregressa, e suas propostas para o futuro. 

Presidente da República é um funcionário de alto escalão que escolhemos para administrar o país, para nos permitir nos desenvolver e crescer como nação e como povo. Aventureiros devem ser mantidos longe pois mais de 200 milhões de patrões estarão de olho.

domingo, 23 de outubro de 2022

 Não é a política que corrompe


Nestas últimas semanas pudemos ver algumas declarações de voto e de apoio, "irrestrito", ao maior esquema de corrupção, e seu representante, do país. Digo o maior, pois é o mais escancarado e tem o Presidente da República como seu maior beneficiário,  pois o orçamento secreto é a mais sórdida e nojenta articulação de corrupção da história do Brasil e Bolsonaro é o seu maior garoto-propaganda com a participação ativa do atual Presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, pois estes nefastos senhores implementaram uma política corruptiva, claramente com participação e beneficiamento de integrantes de todos os poderes e esferas públicas e até mesmo da iniciativa privada, tanto que artistas e esportistas vieram a público de forma veemente declarar e ressaltar seu apoio ao mais estúpido Presidente de toda história da democracia do chamado mundo livre.

A declaração de apoio à Bolsonaro, em pleno Palácio do Planalto, demonstra que ali houve um acerto pesado com os artistas Gustavo Lima, Leonardo, Zezé Di Camargo, dentre outros. Fechado o acordo sórdido entre as partes, acertando o referido apoio público ao corrupto Presidente da República, foram todos juntos falar à imprensa para oficilizar o acerto.

Mas será que foi ali que Gustavo Lima, Leonardo, Zezé Di Camargo, além de Neymar, se corromperam em troca de favores financeiros e favorecimentos fiscais?

De forma alguma. Essas pessoas sempre foram  corruptas e nunca se importaram com o bem do país ou do brasileiro. São pessoas acostumadas com o dinheiro fácil de festas de rodeios, como receber dinheiro para dançar ou se relacionar em troca de altos cachês. Neymar, nunca foi exemplo de coisa boa para ninguém. Corrupto, filho de corrupto que deu sorte de jogar numa época de pouco brilho do futebol mundial, e mesmo assim, sempre perdeu para Messi e Cristiano Ronaldo. 


Ou seja, não foi a política que os corrompeu. São corruptos que tem agora, na política,  mais uma forma de roubar dinheiro, em detrimento do que acontece com o país e com seu povo, se notabilizando, como se diz hoje em dia, para serem devidamente CANCELADOS, pois quem manipula a opinião pública a seu favor, não é o político,  é o mal-caráter, que torna o ato político em corrupto.

Esses artistas não tem histórico de defesa política do país, ao contrário da geração, por exemplo,  de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Fernanda Montenegro, que teve que se impor ante a ditadura militar, momento da fartura corrupta brasileira, e por isso sabem o valor da liberdade, pois esses artistas corruptos ficarão com o rabo preso para sempre e sempre serão lembrados por isso.

Então, não desanimem. Vamos em busca do que é melhor para o país e nosso povo, sem baixarmos a cabeça para essa baixaria de gente tão pequena quanto sua significância histórica e cultural para o Brasil. E o caminho não é ao lado de Bolsonaro,  que deve ser julgado e preso pelos seus diversos crimes e que seus apoiadores o sigam.

sábado, 22 de outubro de 2022

Rodrigo Cunha e o exemplo da degeneração na política



Assistindo ao debate para Governador de Alagoas, promovido e apresentado pela TV Pajuçara, dá para perceber o quanto o jovem candidato Rodrigo Cunha se degenerou. 

Aquele jovem, que se destacou publicamente como Superintendente do Procon/AL, elegeu-se Senador com o discurso e a promessa de ser diferente,  de praticar uma política séria, mas que infelizmente mostrou-se ineficiente na primeira metade de seu mandado, e neste ano de eleições se aliou ao que de pior existe na política que é representado pelo atual Presidente da Câmara Federal, o Deputado Arthur Lira e seu orçamento secreto, um subterfúgio para poder desviar dinheiro público em benefício próprio e de aliados, de forma sigilosa. Quem gasta dinheiro público de forma secreta só pode ser para roubar, nada mais que isso, e quem se alia ou pratica tal desvio, não pode ser um político sério.

Rodrigo Cunha degenerou-se, cabe a ele encerrar seu mandato e se aposentar da vida pública,  por falta de competência e por ter assumido que nada mais é que mais do mesmo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

TE INDICO - Serviços de Alagoas agora serão cadastrados e divulgados num guia


Alagoas terá, a partir de novembro, um grande catálogo de serviços variados, gratuitamente, na palma de sua mão. TE INDICO será lançado em breve e pretende facilitar o acesso aos melhores prestadores de serviços no estado.

O que é o TE INDICO - Guia de Bons Serviços de Alagoas? É um guia que cadastrará e divulgará o que há de melhor na prestação de serviços dos mais variados, gratuitamente, indo desde o encanador, porteiro, produtor de shows, até agências de viagens, bares e restaurantes. O diferencial será a forma de cadastro. Como o nome do guia já mostra, o cadastro será por indicação, sem pagar nada por isso. Ou seja, o prestador do serviço terá que ser indicado por alguém  para ser cadastrado. "É uma forma de mobilizar os clientes e estimular, de fato, a prestação do bom serviço, e tudo poderá ser feito pelo WhatsApp,  para facilitar o contato", explica o criador do TE INDICO, o jornalista e produtor cultural,  Keyler Simões,  e sua produtora a SACI Produções _ Serviço de Atenção Cultural Inteligente _ que também criou e mantém até hoje um outro guia, o Ensaio - Guia de Empreendedores e da Cultura de Alagoas, há 22 anos, dedicado à cultura de nosso estado.

O Te indico terá várias categorias,  subdivididas, como: RESIDENCIAL, COMERCIAL, FESTAS E EVENTOS, SAÚDE E BEM-ESTAR, TURISMO E DIVERSÃO, que reunirão os mais diversos serviços indo desde o encanador, eletricista, porteiro, a pessoa que faz manutenção do seu ar-condicionado, barbeiro, cabeleireiros, até planos de saúde, bares, restaurantes, empresas de aluguel de som, iluminação, vigias, seguranças, motoristas, aluguel de vans, ônibus.

Quer contribuir? Envie para o zap (82) 99971-4281, agora mesmo, os serviços que você acha que merecem está neste guia, pelo menos com o nome do prestador do serviço, que tipo de serviço ele presta e o número de contato.

A ideia é facilitar o acesso a estes e outros serviços de forma rápida, pois nem sempre sabemos a quem recorrer.

Afinal de contas, que serviços devem fazer parte do TE INDICO? Posso garantir que vamos te indicar os melhores dos bons serviços de Alagoas.

O TE INDICO será on-line, e será lançado já em novembro. Uma edição impressa não está descartada, mas as edições mensais serão digitais.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

O Nordestinês do Alagoano



Alagoano fala....

 

Recebi esse texto por e-mail e achei bem interessante:

 

O Nordestinês do Alagoano !!!

Alagoano não fica solteiro, ele fica "solto na bagaceira". (que linda palavra)rsrsrs..

 

 

Alagoano não vai embora, ele "pega o beco". (Quem nunca disse isso hein?)

 

 

Alagoano não diz 'concordo com você', ele diz:

 

 

issssso, homi!!!

 

 

Alagoano não conserta, ele "imenda".

 

 

Alagoano quando se empolga, fica com a "mulesta dos cachorro".(HAHAHAHA)

 

 

Alagoano não bate, ele 'senta-le' a mão. (entra aí)

 

 

Alagoano não bebe um drink, ele "toma uma". (Não só toma uma, como toma todas)

 

 

Alagoano não é sortudo, ele é "cagado". (kkkkkk)

 

 

Alagoano não corre, ele "dá uma carreira".

 

 

Alagoano não malha os outros, ele "manga".

 

 

Alagoano não conversa, ele "resenha".

 

 

Alagoano não toma água com açúcar, ele toma "garapa".

 

 

Alagoano não mente, ele engana"."

 

 

Alagoano não percebe, ele "dá fé".

 

 

Alagoano não sai apressado, ele sai "desembestado". (adoro essa palavra)

 

 

Alagoano não aperta, ele "arroxa".

 

 

Alagoano não dá volta, ele "arrudeia". (a melhor do dicionário)

 

 

Alagoano não espera um minuto, ele espera um "pedacinho".

 

 

Alagoano não se irrita, ele se "arreta".

 

 

Alagoano não ouve barulho, ele ouve "zuada".

 

 

Alagoano não acompanha casal de namorados, ele "segura vela".

 

 

Alagoano não quebra algo, ele "tora".

 

 

Alagoano não é esperto, ele é "desenrolado".

 

 

Alagoano não é rico, ele é um cabra "estribado".

 

 

Alagoano não é homem, ele é "macho".

 

 

Alagoano não é gay, ele é "bicha".

 

 

Alagoano não fica satisfeito quando come, ele "enche o bucho". (Quem nunca encheu o buchinho??? - kkkkkkkkkkkkk)

 

 

Alagoano não dá bronca, dá "carão".

 

 

Alagoano quando não casa, ele fica "amigado".

 

 

Alagoano não tem diarréia, tem "caganeira".(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)

 

 

Alagoano não tem perna fina, ele tem "cambitos".

 

 

Alagoano não é mulherengo, ele é "raparigueiro".

 

 

Alagoano não joga fora, ele "avoa no mato".

 

 

Alagoano não vigia as coisas, ele "fica tucaiando".

 

 

Alagoano não se dá mal, "se lasca todinho".

 

 

Alagoano quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: Viiixi Maria! Aff Maria!

 

 

Alagoano não é chato, é "cabuloso".

 

 

Alagoano não é cheio de frescura, é cheio de "pantim". (Pantim da gôta Homeee!!!!)

 

 

Alagoano não pula, "dá pinote".

 

 

Alagoano não briga, "arenga".

 

 

Alagoana não fica grávida, fica "buchuda".

 

 

Alagoano não fica bravo, fica com a "gota serena".

 

 

Alagoano não fica apaixonado, ele "arrêia os pneus".

 

 

Alagoano não briga, ele"mete a faca no bucho, vai encarar?'

 

 

Alagoano quando liga pra alguém não diz alô,atende e diz logo:- Tais ondi?

 

 

 

Agora... eu que mandei isso pra tu...

 

 

Vê se repassa pros Alagoanos todim...Visse!

 

 

E quem não teve a sorte de nascer numa terra linda como a nossa, possa aprender um pouco da nossa cultura.

O último trupé de Mestra Hilda (Recordando)


*Texto publicado originalmente em 31 de agosto de 2010, no blog Arte Com Comunicação


Coco alagoano perde uma de suas maiores representantes


 

A cultura popular de Alagoas sofreu mais um baque nesta manhã (31/08/ 2010), com a morte de Hilda Maria da Silva, a Mestra Hilda, a dama do Coco de Alagoas, uma das mais carismáticas e queridas mestras populares e uma das últimas detentoras do saber do coco de Alagoas, também chamado de Pagode.

Fibra é a palavra que define os fortes. Perseverança, define os destemidos. Coragem, é a palavra que define os heróis. Dona Hilda é sinônimo de todas elas. Com 89 anos de idade, completados em 1º de julho último, Mestra Hilda era uma das maiores figuras do nosso folclore e nossa cultura em geral.

 


 Faleceu na manhã desta terça, por ironia, 

ainda no mês do folclore... sua vida.

 

Nascida e criada em Rio Largo, bem próximo à Maceió, essa senhora trabalhou muito em diversas tecelagens de Maceió para sobreviver. Vinda de família muito humilde, recebeu dos pais a influência de dançar o Pagode. Sempre que havia uma reunião de amigos, lá estava Hilda dançando e cantando o nosso pagode, mais conhecido por Coco. O que começou como uma brincadeira de criança, transformou-se em uma das mais autênticas representações do povo alagoano.

Naquela época nem se falava em manter vivas as nossas tradições. Dançava-se por puro prazer. Como o prazer que Dona Hilda ainda tem ao subir num palco e apresentar-se para um público, como ela própria diz: “Gosto de me apresentar... de ver aquele povo todo me aplaudir... Eu fico, que é uma coisa.! Se eu tiver com alguma dor ruim... melhoro rapidinho. É como uma coisa que sai do coração, que me deixa tremendo toda de felicidade...”.

Hilda da Silva, completou neste ano 46 anos de cantoria à frente de grupos de pagode e de Baianas. “Fui criada assim. Sempre que tinha uma festa, eu ia com os meus pais ou com meus amigos”, lembra Dona Hilda. Foi assim, não ao acaso, que ela conheceu e se apaixonou pelo seu marido, aos 25 anos de idade. Foram mais de 50 anos de casamento, quando em 1999 ele faleceu. Tristeza só superada pela dedicação e o prazer com seus grupos.

 


“Tem paciência morena, que eu mesmo serei teu bem....”

Quando perguntada sobre o que gosta mais, entre o Pagode e as Baianas, Dona Hilda não demorava a responder: “Gosto mais do Pagode porque é mais quente, tem um fogo... que eu gosto muito, que faz um bem danado”. Seu grupo de Pagode é, sem dúvida, o mais conhecido e o que leva no nome a força dessa senhora: Pagode Comigo Ninguém Pode, a quem ela se dedicava de corpo e alma, pois a danada não só canta e compõe, como também compra e enfeita as roupas dos “dançadores”, são 13 pessoas no total e mais 3 para entrar. Ela dizia: “Eu compro as roupas dos homens e das mulheres, que elas mesmas é que costuram”. E não fica só por aí, não. Além disso, é ela quem lava as roupas, após cada apresentação, e guarda em casa. “Quando tem uma apresentação, o pessoal passa lá em casa pra pegar as roupas, e quando acaba tem que deixar lá. Eu lavo depois com muito cuidado pra não estragar, porque senão as roupas vão se acabando muito rápido e fica feio se apresentar tudo desbotado ou rasgado. Comigo não tem isso, não... tenho dois armários: um pro Pagode e outro pra Baianas”, explicou.

Esse cuidado não era à toa. Ela comprava as roupas dos grupos com o dinheiro que recebe da aposentadoria e da pensão deixada pelo marido. Além disso, fazia questão que todo mundo se apresentasse “cheirosinho” e bem arrumado, como ela própria faz questão de estar. Até meninas que viviam nas ruas Dona Hilda trouxe para dançar nos seus grupos e que se mantém lá. “Só não faço mais, porque parece que a nossa cultura tá se acabando, tá querendo cair, porque não dão valor. Tem muito ‘dançador’ que não quer mais se apresentar, porque o que pagam a gente, além de muito pouco, as pessoas demoram para pagar...”

Na época perguntamos à Mestra Hilda quem seriam seus aprendizes, e ela responde: “As minhas filhas, que dançam mais a Baiana, mas sabem tudo do Pagode, e a minha nora, Duarte, que canta comigo”.

 Como todos os grandes mestres dos folguedos alagoanos, Dona Hilda conviveu muito com o falecido professor Pedro Teixeira: “Pedro Teixeira foi quem me apoiou e quem me dizia: ‘Dona Hilda a senhora é maravilhosa porque a senhora sabe o que está fazendo’. Pois o meu Pagode é autêntico, sem misturar com outras coisas. Ele me apresentava nos locais... Pedro Teixeira foi a maior pessoa que me considerou”.

Dona Hilda era assim: simples, durona, exigente, responsável, e acima de tudo, uma figura simpática que representava uma grande parcela da nossa cultura... “Sei guerreiro... chegança... já dancei tudo isso., mas a memória não me ajuda mais”, e modesta, tanto é que quando perguntada sobre seu maior sonho ela respondeu: “Meu maior sonho é o meu Pagode. Essa é a minha ‘brincadeira’... é tudo para mim... é o que me deixa feliz”.

Dona Hilda Maria da Silva, tinha 89 anos de idade. Deixou 8 filhos (4 homens e 4 mulheres), mais de 30 netos, 16 bisnetos e 8 tataranetos. Seu filho mais velho é Natanael, de 72 anos. Da família, participavam do grupo Pagode Comigo Ninguém Pode: 03 filhas, 01 sobrinha e 05 netos.

"Segundo Josefina Novaes, Presidente da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL): "Dona Hilda era muito querida e é uma das maiores perdas da cultura popular de Alagoas, sem dúvida alguma".

Para Jurandir Bozo, músico, que hoje lidera o recém-fundado Clube do Coco, em Alagoas:"A energia que ela tinha era invejável... a cultura popular corria nas veias de Mestra Hilda... estamos tristes pois era uma grande referência".

Mestra Hilda estava com sérios problemas de saúde e fez sua última apresentação pública com seu grupo, num evento há um pouco mais de um mês no bairro de Jaraguá.

No início deste mês de agosto Dona Hilda recebeu a notícia que havia sido premiada numa nova lista de selecionados pelo Ministério da Cultura com o PRÊMIO CULTURAS POPULARES 2009 - EDIÇÃO MESTRA DONA IZABEL – ARTESÃ CERAMISTA DO VALE DO JEQUITINHONHA.

Bem como o Mestre Verdelinho (falecido em março deste ano) Dona Hilda era um dos maiores nomes do coco alagoano, também conhecido por Pagode.

O Coco está de luto, mas Alagoas deve muito a ela e só temos a agradecer por sua dedicação à cultura alagoana.


Keyler Simões


A democracia

 


Conceitualmente, democracia é um regime político em que todos os cidadãos elegíveis participam igualmente — diretamente ou através de representantes eleitos — na proposta, no desenvolvimento e na criação de leis, exercendo o poder da governação através do sufrágio universal.

Mas todos sabemos que democracia é mais do que isso. É o que nos permite emitir nossas opiniões, nossos pensamentos e a agirmos e vivermos com liberdade, não libertinagem, mas com a certeza que o regramento existe, de fato, para o bem comum, permitindo-nos exercer nossa cidadania, com nossa individualidade. 

Como dizem, ainda não inventaram nada melhor que a democracia. É perfeita? Não. Mas mesmo com seus defeitos, geralmente criados pelos excessos na interpretação do "ser" democrático, até mesmo porque temos convenções sociais que delimitam até onde vai a sua liberdade e onde começa a do outro, mas tudo depende da experiência que temos com esse regime político,  que no Brasil, ainda é muito recente, pois de fato o regime democrático no Brasil é exercido há um pouco mais de 30 anos. 

Nossa Constituição é de 1988 e ela é quem regulamenta a aplicação da democracia no Brasil, e por isso ainda há muito a ser feito e direitos a ser conquistados. O Presidente do Congresso Nacional, e consequentemente, da Constituinte, Ulisses Guimarães,  à época disse: "Todo poder emana do povo e por ele será exercido", ou seja, somos nós que temos que acertar as arestas. Onde nos dói, temos que criar formas de evitar a dor, através de nossa representação política no Congresso, criando e regulamentando leis.

A democracia nos traz alguns incômodos como excessos, mas é melhor lidarmos com eles do que não tê-la. Temos representações de classe como sindicatos, Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos Estaduais e Federal, vereadores, deputados, senadores que nos representam e temos a Imprensa, tudo para nos ajudar a nos proteger e a denunciar possíveis abusos e injustiças. 

Então, vivamos democraticamente, aprendendo e evoluindo, lutando por um país melhor, mais justo, mais criativo e feliz, pois todo direito é bem vindo e a liberdade que temos ela é constitucional,  mas somos nós mesmos os grandes responsáveis por estas conquistas e por sua manutenção.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Vamos focar na Educação


Conceitualmente educação é o ato de educar, de instruir, é polidez, disciplinamento. No seu sentido mais amplo, educação significa o meio em que os hábitos, costumes e valores de uma comunidade são transferidos de uma geração para a geração seguinte. Ou seja, a Educação vai muito mais além do que aprender a falar, escrever, fazer contas matemáticas. É um conjunto de ações que nos fazem mais humanos, respeitando o espaço do outro, as diferenças físicas, de pensamento, de opiniões estabelecendo laços que nos tornam mais afeitos à convivência.

Não há como tolerar preconceitos, como racismo, homofobia, xenofobia, sexismo, dentre outras formas de pouca humanidade, onde há Educação há respeito, tolerância, amor e há tambem, como diz meu amigo músico, compositor e cantor, Mácleim: "Mais música em sua vida!".



Em seu livro Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire coloca o papel da educação como um ato político, que liberta os indivíduos por meio da “consciência crítica, transformadora e diferencial, que emerge da educação como uma prática de liberdade”.

Sou de uma geração que aprendia logo cedo coisas como: respeito aos mais velhos; não pegue o que não é seu; e saiba entrar e sair dos lugares. Mas o conceito de Educação, de hoje em dia, vai muito mais além disso.

Não há como negar que um povo com mais educação, os sentimentos nobres como cidadania, amor próprio e amor ao próximo, prosperam. Violência, mentira, ofensas e todo tipo de baixaria só se criam onde não há educação. E não estou falando apenas em conquista de diploma, não. Estou falando de vivências. Estamos num momento político, de eleições, em que vemos muito isso. 

Quando não há o que falar bem de si, ou a propor de bom, as ofensas, mentiras e acusações se fartam. Um povo educado jamais permitiria tais fatos. Uma sociedade educada, escolhe melhor seus representantes, define melhor suas leis e seus  personagens...

Então, vamos sempre focar nisso: EDUCAÇÃO!! Sem ela não há cultura, não há sequer o mínimo de tolerância. Vamos lutar por um país mais educado, próspero, feliz e amado por todos.

Wado e Patrícia Marx gravam álbum para cantar Caetano Veloso, Monsueto e novos e talentosos compositores




Patricia Marx e Wado lançaram juntos um single, em setembro de 2021, em que reviviam com bossa a canção Aquele frevo axé (Cezar Mendes e Caetano Veloso, 1998), composição apresentada na voz de Gal Costa como faixa-título de álbum da cantora.

Incluído no mais recente álbum do cantor catarinense, radicado em Alagoas, Wado e o Bloco dos Bairros Distantes em: o disco mais feliz do mundo, Vol. 1 (2022), o single Aquele frevo axé foi tão bem que acabou motivando os cantores a gravarem um álbum conjunto, cuja primeira amostra é Vozes trans, single que revela música inédita composta por Wado em parceria com Vitor Peixoto.

Concebida para soar como canção de resistência em sociedade ainda heteronormativa, patriarcal e machista, a música Vozes trans chega ao mundo digital em single agendado para sexta-feira, 21 de outubro, com capa que expõe arte de Luan Lopez.

O repertório do vindouro álbum – que será lançado pelo selo carioca Lab 344 – foi selecionado a partir de lista enviada por Patricia Marx a Wado com músicas de que ela gostava e tinha vontade de regravar. A partir dessa lista, os artistas foram conversando e afunilando as escolhas das músicas incluídas no disco.



Ao Blog do Keyler, Wado comentou: "Meu encontro com Patrícia se deu através do selo carioca Lab 344, onde estou lançando meus trabalhos e ela também. Eu gravei uma música de Caetano chamada "Aquele frevo axé" e a convidei para participar... pois ela tem um posicionamento sobre muitas coisas que combinam muito com o meu momento, além do fato do trabalho nesta música ter sido muito prazeroso de fazer, muita conversa boa e pensamos em trabalhar juntos, e agora temos esse trabalho com clássicos da música brasileira e músicas inéditas minhas, com parceiros amigos como Glauber Xavier, Vitor Peixoto, Adriano Siri, Fernando Coelho e regravações. Ou seja, tem clássicos da MPB, coisas minhas e o disco vem com uma estética bem moderna, num flerte com essa abordagem nova do funk carioca com bossa nova, umas coisas de samba-rock com um caráter bem brasileiro e bem experimental. Estamos bem felizes com esse disco e acho que vai ser bem legal."



Capa do single 'Vozes trans', de Patricia Marx e Wado 

Foto: Arte de Luan Lopez

Entre as músicas selecionadas, há Minha voz, minha vida (1982) – outra composição de Caetano Veloso apresentada ao Brasil como faixa-título de disco de Gal Costa – com arranjo evocativo da batida do funk. Outra faixa do álbum é a abordagem do samba Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Airton Amorim, 1951) na cadência do samba-rock.

Parcerias de Wado com Adriano Siri (Melhor, de 2007), Glauber Xavier (Com a ponta dos dedos, de 2011) e Fernando Coelho (a inédita Bom parto) também integram a seleção do álbum de Patricia Marx com Wado.

Essa inquietude musical de Wado e sua disposição a novas parcerias somam muito à sua carreira com trabalhos surpreendentes como este deve ser também.

domingo, 16 de outubro de 2022

Festival do Rio premia atriz alagoana no filme Carvão



Na noite deste domingo encerrou-se a 24ª edição do Festival do Rio l, que foi realizado entre os dias 6 e 16 de outubro. "Em 2022, voltamos ao nosso mês tradicional de realização, em outubro. Neste ano viremos ainda mais fortes. Estamos felizes em preparar um festival robusto, de volta às nossas grandes edições. Nosso maior orgulho é ser o grande palco do cinema brasileiro com a Première Brasil”, destaca Ilda Santiago, diretora-executiva de programação do Festival do Rio. Para 2022, o Festival do Rio contou com o patrocínio máster da Shell Brasil, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e da Prefeitura do Rio, por meio da RioFilme, e apoio da FUNARJ

O Festival do Rio foi criado em 1999 e, desde então, se firmou como uma das principais mostras de cinema do calendário mundial e uma das maiores vitrines da produção brasileira. Em 2021, o evento voltou a acontecer de forma presencial. A Première Brasil contou com títulos, premiados, como Medusa, de Anita Rocha da Silveira (vencedor do Troféu Redentor de melhor longa-metragem de ficção), A Viagem de Pedro, de Laís Bodanzky, Medida Provisória, de Lázaro Ramos, entre outros.


"Carvão", da premiada curta-metragista Carolina Markowicz, foi oficialmente selecionado para o Festival Internacional de Cinema Toronto de 2022, que aconteceu entre 8 e 18 de setembro. No Brasil, o longa chega pela Pandora Filmes no primeiro trimestre de 2023.

No filme, a atriz Maeve Jinkings interpreta Irene que, com seu marido, Jairo (Romulo Braga), tem uma pequena carvoaria no quintal de casa. Eles têm um filho pequeno, Jean (Jean Costa), e o pai dela não sai mais da cama, não fala, não ouve.

Nessa situação, a família recebe uma proposta rentosa, mas perigosa: hospedar um desconhecido em sua casa, numa pequena cidade no interior. Antes mesmo da chegada dele, no entanto, arranjos precisarão ser feitos, e a vida em família começa a se transformar - nem sempre para melhor.

O filme foi rodado em Joanópolis, interior de São Paulo, uma cidade próxima à qual a diretora cresceu, e ela confessa conhecer bem esse ambiente. 

Nesta edição de 2022, uma alagoana está entre as premiadas, através do filme “Carvão”, de Carolina Markowicz, que se saiu bem na Première, com os prêmios de melhor roteiro (para Carolina), melhor direção de arte (Marines Mencio) e melhor atriz coadjuvante (Aline Marta). 


sábado, 15 de outubro de 2022

Rodrigo Cunha e a máscara que não se sustenta

 


Quando você reapareceu no cenário público como Diretor do Procon, nos passou uma imagem, realmente, de alguém sério, tanto que foi eleito Senador há 4 anos. Mas ao contrário do que o senhor pensa, o seu mandato não lhe foi concedido para o cometimento de práticas antigas, não. O senhor havia sido eleito para implementar um jeito sério de fazer política, pela sua idade, de uma pseudo nova geração, mas não foi o caso.

Seu comportamento durante o mandato de Senador foi decepcionante, insistindo em nomear seus amigos na Prefeitura de Maceió, na gestão Rui Palmeira e na atual gestão, a grande maioria de gente sem a menor condição de ocupar estes cargos.

Suas práticas mostram mais do senhor do que pensa. Seus problemas pessoais devem se restringir à sua vida pessoal, e não expor o povo de Maceió ao fato de ter que pagar um salário de mais de 11 mil reais à sua atual namorada. Prática nojenta.

Seu discurso de bom moço, sério, honesto etc... não cola, desde que você, deixou o partido que lhe elegeu, para ingressar no partido Orçamento Secreto, mais conhecido por União Brasil, jocosamente dominado pelo Presidente da Câmara Federal Arthur Lira, que  nunca foi exemplo de nada de bom para ninguém. 

Você tem a desfaçatez de aparecer no rádio,  tv e outras mídias pregando de bom moço,  e por trás está mamando em mais de 54 milhões de reais do orçamento secreto. Vá na feira de Arapiraca, sua cidade, e pergunte a qualquer um se isso é coisa de homem honesto. Não é, não!!!

O que é que você quer fazer no Governo de Alagoas? Beijar a mão de Lira e adotar suas práticas e receber suas ordens?

Cunha volte para Brasília, tente ainda honrar o mandato que o povo de Alagoas lhe concedeu, e depois vá trabalhar na iniciativa privada, pois no interesse público,  sua presença é dispensada, desprezada e desprezível.

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

O Centro Cultural São Paulo está com inscrições para editais abertas

 


O Centro Cultural São Paulo está com inscrições abertas em editais que contemplam as artes cênicas e o cinema. São eles:

9ª Mostra de dramaturgia em pequenos formatos cênicos (inscrições até 05 de outubro): serão selecionadas até três dramaturgias inéditas a serem montadas especificamente para estreia no Centro Cultural São Paulo. O prêmio é de R$ 80 mil.Concurso Semana Paulistana do Curta-Metragem (inscrições até 17 de outubro): serão premiados quatro curtas-metragens produzidos em território nacional há, no máximo, 2 anos contados da data estabelecida para o início da Semana Paulistana do Curta-Metragem. O valor do prêmio será de R$ 7,5 mil para o primeiro colocado; R$ 5 mil para o segundo; R$ 2,5 mil para o terceiro e R$ 4 mil para o Prêmio Semana Paulistana (destinado apenas às produções realizadas no Município de São Paulo).

Para acessar os editais, clique aqui.

DJ Peixe - A festa está pra peixe!!


Ele é um grande exemplo de empreendedor das festas e eventos em Maceió, depois de Alagoas, do Brasil e já ganhou o mundo. E pensar que tudo começou num Aquário. Henrique Faezy é o que ainda está escrito nos documentos, mas todos o conhecem pelo apelido que o consagraram: Peixe... DJ Peixe!!

Você é Dj, foi dono da boite Aquário, Aeroporco , sócio da Kaza, Life, Le Hotel, e é uma referência em Dj para grandes festas em Alagoas e Brasil afora , além de Produtor técnico , Sonoplasta, Light Design. Alguém ainda lhe chama de Henrique?

Primeiro, é um prazer em participar deste "Manual de eventos" que é o Guia Ensaio que vi nascer e crescer, uma ferramenta que sempre uso para consultas... ele te abre um leque de opções para eventos em um só lugar !!!!

Muitos amigos dos colégios (Montessori & Marista) e faculdade (UFAL) , pois tiveram acesso ao meu nome completo durante as chamadas de aula kkkkkkkkkkkkkkkkkk , ahhh e minha mãe também !!!!!!!!!!!

Você  é um dos mais respeitados profissionais na sua área, não só em Alagoas. Como você  chegou a esse ponto ?

Trabalho longo dia após dia, procurando sempre aprender e sempre tentando fazer o melhor para o cliente e o evento num todo !!!

Por exemplo: Ontem, no evento, limpei todo o palco , o cameraman falou "deixa isso para lá cliente muito chato" eu falei , estou fazendo isso para que o evento seja um sucesso, alguém não fez seu serviço, ou simplesmente esqueceram deste detalhe.

Quantas pessoas trabalham com você?

Depende do evento , mas uma produção de um evento ou casamento grande pode envolver diretamente até 20 pessoas.






Quais os principais eventos que você  já trabalhou?

Como DJ e Produtor Técnico, já rodei o Brasil e o mundo inteiro para empresas e Agências de eventos, (Santander/Toquio Marine/Remax/KPMG/Banco Real/Agastur/Motorola/Dupon/Ericson/Aymore, entre vários que não me lembro.

Trabalhar como Dj e com locação de som e iluminação deve ter seus prós e contras? Quais os principais? Além disso você  também trabalha projetando som. Correto?

É bem difícil conciliar as duas coisas, serviços e horários diferentes, mas na medida do possível há 35 anos levando as duas coisas juntas , muitos eventos pelo Brasil não posso atender por ter que ficar ausente daqui por uma semana ou mais, tenho que dar prioridade aos meus clientes que me mantêm no mercado todo este tempo.

Projetos não executo ainda, profissionalmente, sempre ajudo parceiros e cliente dando soluções e dicas para o mesmo, mas ainda não é o foco principal.

Como foi a experiência em ser dono de casas como Aquário,  Aeroporco etc?

Só quem viveu a época das casas noturnas e boites sabe o que estou falando, numca mais será igual " INESQUECIVEL & INCOMPARAVEL & INCRIVEL" , mas o mundo mudou e temos que nos adaptar a novas mudanças.




O que você  aponta como principais pontos para se desenvolver como profissional na sua área ?

Profissionalismo/Pontualidade/Ética e respeito/tecnologia e inovar sempre

Quais sonhos e objetivos você  ainda tem?

Comecei a tocar como DJ e gerir a empresa profissionalmente com 18 anos, este ano de 2022 DJ PEIXE completo 50 anos, foi ano que mais toquei até agora, momento é focar no trabalho, sonho de sempre ter a empresa atual em equipamentos e serviços e trabalhar mais 50 anos no mercado (QUERO PROFISSIONALMENTE CONHECER TODO RESTO DO BRASIL E MUNDO QUE AINDA FALTA) !!!kkkkkkkkkkkkkk.


Publicada originalmente no Guia Ensaio, em Julho de 2022

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Produção Cultural em discussão - Trilhas da Caravana: Caminhos para uma boa gestão inscreve até dia 28/10


Promovido pelo Instituto Neoenergia, em parceria com o Cultura e Mercado, o evento Trilhas da Caravana: Caminhos para uma boa gestão, reunirá especialistas em cultura para discutir o desenvolvimento de projetos socioculturais no dia 5 de novembro, das 9h às 17h, em Brasília.

O evento está com inscrições gratuitaa abertas até 28 de outubro e acontecerá no Auditório Neoenergia Brasília, no Park Shopping Brasília Corporate, tendo como objetivo orientar produtores e gestores culturais sobre a temática e oferecer um espaço de troca de conhecimento entre o público de produtores e gestores culturais.

No encontro, que marca uma nova etapa da Caravana Energia que Transforma, iniciativa também do Instituto Neoenergia, uma série de atividades de engajamento entre profissionais da cultura serão realizadas. A primeira será uma mesa redonda com Daniele Torres, museóloga e especialista em Leis de Incentivos Fiscais, Planejamento Estratégico e Captação de Recursos; Larissa Biasoli, especialista em Gestão Cultural e Captação de Recursos; e Leonardo Hernandez, especialista em Gestão de Políticas Públicas e Mestre em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional. Juntos, eles irão compartilhar suas experiências e discutir o cenário cultural de Brasília, além de apresentar oportunidades de projetos na região. 

Além da conversa com os especialistas, os participantes terão momentos de Network e uma rodada de tira dúvidas com Daniele Torres e Larissa Biasoli sobre Elaboração Estratégica de Projetos; Fontes de Financiamento; Prospecção e Captação 1de Recursos; Gestão de Projetos; Relatórios/Indicadores e Prestação de Contas. 

Para se inscrever, basta clicar aqui aqui e preencher o formulário até 28 de outubro. As vagas são limitadas à lotação do espaço e serão preenchidas por ordem de inscrição, sendo necessário confirmar a participação.

Para mais informações e histórico do projeto Caravana Energia que Transforma, acesse: https://www.institutoneoenergia.org.br/pt/como-atuamos/arte-e-cultura/caravana-energia-que-transforma/Paginas/default.aspx

Serviço:

Trilhas da Caravana: Caminhos para uma boa gestão Dia: 05/11/2022 

Horário: das 9h às 17h 

Local: Auditório do espaço Park Shopping Brasília Corporate – Neoenergia em Brasília 

Endereço: 6580 – Guará, Brasília – DF


Josefina Novaes e quase 40 anos dedicados à cultura popular


Nosso destaque nesta edição é uma mulher forte, a quem pessoalmente, tenho muito carinho e respeito. Uma pessoa comprometida com nossa cultura popular, e que herdou um fardo intenso do Professor, folclorista, fundador da Associação dos Folguedos de Alagoas - ASFOPAL, Ranílson França: Josefina Novaes.

Josefina Maria Medeiros Novaes, formada em Licenciatura em Geografia/ UFAL. Mãe de três rapazes: Luiz, Leonardo, Leopoldo e avó de quatro meninas: Catarina, Lorena, Morena, Helena. 

Há 37 anos começou sua história com a cultura popular de Alagoas, quando em 1986, no mês de julho, foi trabalhar (emprestada pelo SERVEAL, seu órgão de origem) na Secretaria Estadual de Cultura, sendo designada (para sorte dela, como ela gosta de frisar) para a Coordenadoria de Ação Cultural, tendo o Prof. Ranilson, na ocasião,  na Diretoria de Assuntos Culturais e posteriormente assumindo a Coordenadoria.





‘Lá (Secretaria de Cultura) tive o prazer de conhecer a recém criada Associação dos Folguedos Populares de Alagoas/ ASFOPAL (dezembro/1985) que se reunia semanalmente, às quartas- feiras, na sala da Coordenação. Pela ausência da secretária da associação fui convidada para redigir a ata e, de imediato fiquei encantada com a proposta da Associação, com o saber dos mestres (as) dos Folguedos e danças e com a forma respeitosa que o Prof. Ranilson tratava cada um deles, contagiando a todos que ali trabalhavam com a sua paixão pelo folclore, formando assim uma equipe coesa, trabalhando unida e cheia de entusiasmo, durante 18 anos. Faço parte da ASFOPAL há 37 anos, dos quais 26 anos de dedicação integral’.





Você sempre foi tida como braço direito de Ranilson França, tanto que foi a primeira Presidente da Asfopal depois da partida de Ranílson? Como foi esse momento?

Dar continuidade ao legado deixado pelo Ranilson, durante seus anos, foi quase uma obrigação, uma forma de homenagear o seu trabalho e a sua memória, um ato de respeito aos mestres (as), no momento se sentindo órfãos, e aos seus saberes. Seus amigos mais próximos uniram-se  nessa árdua missão tentando amenizar a falta de sua presença física, seguindo seus ensinamentos. Não podemos deixar de destacar os nomes de Gustavo Quintella, Mestre Juvêncio Joaquim, Ivan Barsand, Carmem Lucia Omena, Victória Barbosa, sem o apoio  deles não teria sido possível caminharmos. A todos os mestres ( as) e demais associados, toda a nossa gratidão pela confiança em nós depositadas e a compreensão pelas nossas falhas. A ASFOPAL foi, aos poucos, tornando-se referência no campo da Cultura Popular, em especial, firmando Convênios, realizando e dando continuidade a projetos exitosos, Congressos, Simpósios, debates, conquistando uma voz (cadeira) no Conselho Estadual de Cultura, firmando o propósito da sua criação.

‘Muitas mudanças inevitáveis  aconteceram nesses 37 anos de existência da ASFOPAL, novos presidentes tomaram posse, cada qual com a sua forma de trabalho,  o aparecimento de novas políticas públicas culturais com várias exigências, nem sempre viáveis aos detentores dos saberes populares, novas influências, modismo, aconteceram ao longo de sua trajetória, mas a ASFOPAL segue firme e confiante, forte na defesa dos seus associados. Aos mestres (as) da Cultura Popular de Alagoas, verdadeiros guardiões dessa rica Cultura, todo o nosso respeito, gratidão e admiração por conseguirem, a duras penas, manter vivo os nossos costumes e tradições, em especial os  mestres Juvêncio Joaquim, Manoel Venâncio de Amorim, Verdelinho, Maria do Carmo Barbosa, Augusta Maria da Conceição, Maria Vitória, Maria Flor, Jaime Oliveira, Virgínia Morais, Juvenal Domingos, Juvenal Leonardo.... 

Infelizmente, se um projeto emergencial de preservação  não for considerado, a Identidade Cultural dia Estado de Alagoas está seriamente ameaçada, nossos Folguedos e danças estão desaparecendo ou perdendo a sua essência, suas singulares raízes. Digo, com propriedade, que isso está acontecendo com muita rapidez , com a anuência e ausência dos órgãos competentes . Vamos agir enquanto è tempo , se ainda tivermos tempo.’


Publicada originalmente no Guia Ensaio, em setembro de 2022

Governo do Brasil investe R$ 28 milhões para fortalecer o artesanato

O governo federal anunciou, nessa terça-feira (31), um pacote de R$ 28 milhões em medidas para ampliar a formalização e fortalecer o artesan...