terça-feira, 28 de junho de 2022

O Poder da Cultura

No último dia 17, Alagoas presenciou um momento histórico, que foi a reunião provocada por um pré-candidato à Presidência do país, com o meio cultural, para discutir e propor mudanças na política ou a falta dela, deste atual governo, que a elegeu como uma de suas inimigas. O pré-candidato Luís Inácio Lula da Silva, por meio de um articulação desenvolvida nacionalmente, convocou artistas, produtores, fazedores, brincantes e demais viventes da cultura, para um encontro, que aconteceu no Hotel Jatiúca, em Maceió.

A atenção dada à cultura não é à toa, pois foi uma das áreas mais atacadas e maltratadas pelo atual governo, assim como a educação, a ciência e a saúde. Logo a cultura que tanto trouxe e traz alegrias e desenvolvimento ao nosso país, que adora a música, os shows, as novelas, as peças teatrais, a poesia, as artes visuais... tudo que nos ajuda a questionar e demonstrar nosso descontentamento e indignação com os rumos que o país tomou desde a retirada prematura de uma Presidenta eleita democraticamente.

A cultura perdeu seu Ministério para virar uma mera Secretaria, liderada por pessoas que comungam com o descaso do atual Presidente. Mas Lula não está valorizando a Cultura, nesses encontros, Brasil afora, à toa não. É na Cultura que se encontram as pessoas que realmente mudaram este país para melhor, ultimamente desde o Golpe de 1964, questionando e provocando tomadas de posições, alertando para o perigo de um poder autoritário, com formadores de opinião e talentos inestimáveis e indomesticáveis. Basta lembrarmos que um dos maiores nomes, de uma das pastas mais bem sucedidas nos governos de Lula, no passado, foi o Ministério da Cultura e que teve por um bom tempo, como ministro o cantor e compositor baiano Gilberto Gil, que implementou uma política cultural inovadora e revolucionária no país, descentralizada e de empoderamento social.

O encontro em Maceió foi bastante interessante, mas um dos destaques foi a proposta de Lula, de fazer com que as grandes redes de comunicação, descentralizem suas produções, por exemplo, com mais tempo para as produções locais nas redes de tv, abertas ou não,  fazendo com que os mercados de trabalho locais se desenvolvam e que o povo se reconheça mais em si mesmo. Vamos torcer que outros pré-candidatos também dêem a mesma atenção à cultura, e que os próximos quatro anos sejam ricos e frutíferos.


*Texto publicado originalmente no Guia Ensaio nº 02 - ANO XXII

Keyler Simões

Jornalista e Produtor Cultural

Editor e criador do Guia Ensaio

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