Na manhã desta segunda (20), representantes da comunidade cultural de Maceió reuniu-se com a Vereadora Teca Nelma e Tereza Nelma (esta remotamente por meio de transmissão via Internet, pois estava em Brasília para um procedimento cirúrgico) para tratar da baixa adesão aos editais lançados pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), e que encerram-se até o fim do mês. O encontro aconteceu pela manhã no auditório do Instituto Federal de Alagoas (IFAL). O ex-presidente da FMAC, Vinicius Palmeira, também foi convidado e participou da discussão.
segunda-feira, 20 de setembro de 2021
Comunidade cultural de Maceió reúne-se com parlamentares para tratar de editais
Na manhã desta segunda (20), representantes da comunidade cultural de Maceió reuniu-se com a Vereadora Teca Nelma e Tereza Nelma (esta remotamente por meio de transmissão via Internet, pois estava em Brasília para um procedimento cirúrgico) para tratar da baixa adesão aos editais lançados pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), e que encerram-se até o fim do mês. O encontro aconteceu pela manhã no auditório do Instituto Federal de Alagoas (IFAL). O ex-presidente da FMAC, Vinicius Palmeira, também foi convidado e participou da discussão.
domingo, 19 de setembro de 2021
Lições de mestres populares
Mestre, a grosso modo, é aquele que ensina, que detém um conhecimento único e por isso é respeitado. Mas não precisa ser “letrado” para ser mestre. Alagoas é um celeiro de grandes mestres populares, mas infelizmente não são devidamente respeitados por isso, apesar de todo o seu conhecimento das coisas mais simples de nosso povo, que até para eles não passa de uma “brincadeira”, que é a forma a que se referem às mais diversas manifestações populares como reisado, guerreiro, pastoril, coco etc…, por esta razão também são chamados por “brincantes”.
O conhecimento formal é apenas (desculpe o trocadilho) uma formalidade, pois a grande maioria é analfabeta, mas nem por isso deixaram de conquistar o respeito Brasil afora. São inúmeros os casos de mestres que são convidados para apresentações e palestras em locais dos mais remotos aos mais conhecidos no Brasil e que muitas vezes são relegados ao esquecimento ou a pequenos eventos de alusão ao folclore.
A população em geral conhece muito pouco os nossos mestres e suas conquistas, muitas vezes pela falta de divulgação, apesar que hoje a informação está mais acessível graças à internet e pela mudança de consciência desta nova geração de jornalistas. Me formei em Jornalismo em 1998 e graças a uma bolsa de extensão da Pró-reitoria de extensão da UFAL em meu terceiro ano de curso, participei de um trabalho de resgate do Fandango do Pontal promovido por uma parceria entre a universidade e a Secretaria Estadual de Cultura que à época tinha o saudoso Ranilson França à frente. Foi quando conheci Mestre Isaldino, o grande responsável por essa retomada do Fandango. Foi um trabalho que durou uns seis meses e foi quando mantive o meu primeiro contato mais íntimo com a cultura popular… e foi determinante para o trabalho que desenvolvo hoje em dia.
O que me encantou e me encanta na cultura popular é a simplicidade com que tudo acontece, e foi um dos mais simples e ao mesmo tempo um dos mais fantásticos mestres da cultura popular que me fez respeitar e admirar essa arte mais ainda, há dez anos: Mestre Verdelinho, com quem tive o prazer de aprender, brincar, freqüentar sua casa e a trabalhar. Em 2006 produzi, com a direção musical de Jurandir Bozo, o seu único CD solo: Unirversando. Verdelinho era um exemplo de mestre, de pessoa, de profissional e de compositor, com um coração de ouro.
Como fiz com Verdelinho, pude conviver e trabalhar também com outros grandes mestres como: Mestre Venâncio, Mestra Hilda, Mestre Benon, Tororó do Rojão, Nelson da Rabeca, José Cícero, Franklin do pífano, Chau do Pife. Todos, pessoas muito simples, mas com uma paixão pela cultura como poucos. Aprendi com eles que apesar de mestres, todos tem os mesmos anseios e necessidades de qualquer outro. Sempre pude manter uma relação de muito respeito e de amizade, sem o distanciamento que muitos mantém, um dos aprendizados com mestre Ranílson França.
Infelizmente a maioria do que chamo de “meus mestres” já se foi: Isaldino, Verdelinho, Hilda, Venâncio, Franklin dos pífanos, além do próprio Ranilson, além de Dona Augusta, Maria do Carmo, Virgínia, Mestre Jaime, Fernando da Ilha do Ferro dentre outros. Todos deixaram grandes lições mas, a mais importante é a de que temos que valorizá-los enquanto vivos e aprender com eles para que não percamos contato com as mais simples manifestações populares fundamentais para a nossa própria identidade e para a nossa história.
*Texto publicado originalmente em 27 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2021
Cultura em risco - Vereadora corrige Presidente da FMAC

Na manhã desta quarta (15) a Fundação Municipal de Ação Cultural deu posse aos mais novos representantes dos segmentos culturais no Conselho Municipal de Políticas Culturais, de Maceió.
Mas o que chamou a atenção foi o discurso da Presidente da FMAC acerca do lançamento dos editais para o programa Natal dos Folguedos, e em sequência dentre outros eventos, como Festa das Águas, Saurê Palmares e Ginga Capoeira, realizados, alguns desde 2013, sendo que em 2019, o Natal dos Folguedos foi realizado com dois grandes cortejos com mais de 100 grupos e 5000 brincantes, em cada um deles. E é o edital lançado neste mês de setembro.
A Vereadora por Maceió, Teca Nelma, representou a Deputada Tereza Nelma na solenidade e imediatamente após o discurso da Presidente da Fmac, a corrigiu em público, pois a gestora da pasta da Cultura do município de Maceió, afirmou que aqueles editais eram fruto do esforço dela e do Prefeito JHC, em prol da Cultura, o que não corresponde à verdade, segundo a vereadora, já que os recursos, na ordem de dois milhões de reais, em sua grande maioria, são fruto de emendas federais da Deputada Tereza Nelma, mediante esforço da gestão do ex-presidente da FMAC Vinicius Palmeira, desde 2019 e em seguida em 2020.
A questão é que a atual gestão da Fundação Municipal de Ação Cultural, parece não conseguir executar tais recursos e projetos, não necessariamente por culpa da gestora atual, mas pelo descaso e ignorância da gestão municipal do real e importante papel da Cultura para nosso município, e loteou os cargos na FMAC por meio de indicações políticas e nada técnicas.

Preocupada com a situação, a referida deputada está convidando a comunidade cultural de Maceió para um encontro nesta segunda, 20, às 9h, no auditório do IFAL, antiga Escola Técnica Federal, para explicar a atual situação, pois os editais foram adiados por duas vezes, também por causa da pandemia, e não podem ser adiados uma terceira vez, já que há uma baixa ou nenhuma adesão da comunidade Cultural aos editais e o período de inscrições está acabando.
quarta-feira, 8 de setembro de 2021
Em prol da Cultura

A discussão acerca do que é melhor para o Brasil passa por diversos setores, como saúde, educação, economia, trabalho, renda etc... e a Cultura, como outras áreas, dependem de seus desempenhos. Se a Economia vai bem, a Saúde, a Educação, o Emprego também tendem a se desenvolver, preparando, como um colchão, o terreno para o desenvolvimento da área cultural. Ou seja, temos que ter um país equilibrado para que segmentos como a Cultura e o Turismo se desenvolvam, gerem oportunidades, programas estruturantes e empregos. Daí da minha total tristeza e incompreensão de ver pessoas que trabalham na área cultural, como artistas, técnicos, produtores, dentre outros, apoiarem o caos que o Governo Bolsonaro instituiu no país. Não há programas de governo, investimentos em nada, geração de emprego e nem tampouco investimentos na saúde mental da população. Me refiro ao bem-estar.
As pessoas vivem tensas, preocupadas, e se alienando, sem que se aja contra os desmandos e o desmonte do país. Na área da Cultura o desmonte é estúpido. Não temos mais Ministério, e instituições como FUNARTE, IPHAN, Fundação Palmares, Pontos de Cultura estão desestruturadas.
Dito isso, é inconcebível que agentes e profissionais do setor cultural assistam a tudo isso inertes, e pior, agindo como cúmplices do discurso de um governo facista e incompetente, inclusive com discursos de desdenho com tudo que foi feito, por exemplo, nos Governos Lula e Dilma. É como dar um tiro no próprio pé com arma de alto calibre. É estupidez!
Quando Lula assumiu, chamou Gilberto Gil para a pasta da Cultura. Muitos até pensaram que seria o caso de mais uma peça de enfeite, como ocorria anteriormente, mas Gil e Juca revolucionaram o trato com a Cultura no país, derrubando barreiras, ampliando fronteiras e democratizando o acesso aos recursos públicos federais. Gil adotou uma política de abrangência onde os próprios agentes culturais seriam os personagens principais, mas também os proponentes de uma política cultural de fato onde toda a sociedade brasileira seria beneficiada com independência, flexibilidade e democracia.
A institucionalização do ministério se consolidou com sua atuação cada vez mais nacional, por meio de inúmeros projetos, com destaque para os Pontos de Cultura, que já foram mais de 500 em todo o país. A descentralização das atividades do ministério ocorreu também da reforma administrativa realizada logo no início da gestão, que buscou superar as áreas carentes e dar maior operacionalidade ao ministério e seus órgãos. A realização do “primeiro concurso público da história do ministério” desde que ele foi criado, há mais de 20 anos (MINISTÉRIO DA CULTURA, 2006, 18), sem dúvida, trouxeram perspectivas positivas para o fortalecimento institucional do ministério, por meio da incorporação de novos servidores, além da sinalização indicando uma atenção com a cultura.
Com isso, fica claro que foi na primeira década do terceiro milênio que a Cultura brasileira mais se desenvolveu, com governos de esquerda com uma visão humanista, mas sem perder o mercado de vista. Se você que trabalha, vive ou sobrevive, da cultura pense realmente o que é melhor para nosso segmento. Para a Cultura estar bem, o país tem que estar ótimo, sem atropelos, sobressaltos e estável economicamente. Deixemos os escândalos e atitudes maléficas, apenas para as representações artísticas no palco. O Brasil merece mais.
segunda-feira, 6 de setembro de 2021
O canalha presidente
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
Jornalista e produtor cultural não se faz, se aperfeiçoa
Quando criança, por volta dos 6 anos, meu sonho era ser médico, mais foi algo que surgiu e cresceu, talvez, pelo carinho e admiração que eu já tinha por dois tios: Tio Celestino, saudoso, além de querido e respeitado profissional, irmão de minha mãe e de minha Tia Celeste, cunhada de minha mãe. Grandes médicos, "celestes", pessoas dedicadas à sua profissão. Claro que foram minha inspiração de criança.
Com o tempo, com a idade fui me voltando à comunicação, sempre interessado nos programas de rádio, produzindo fanzines desde a época de colégio. Claro que na hora de optar por um curso superior o Jornalismo foi a minha opção. Não passei no primeiro vestibular, mas passei, em segunda chamada, no segundo vestibular da UFAL, em 1994.
Mas antes do vestibular eu já me aventurava na Comunicação impressa, produzindo os fanzines e pequenos jornais para viabilizá-los eu também exercia a função comercial, buscando anunciantes, patrocinadores e apoiadores. Da experiência impressa, corri atrás e consegui com a participação e colaboração de amigos, e de meu primo Andrei Voss, que foi quem diagramou meus primeiros jornais, chegar ao rádio com a produção do programa Rádio Alternativa, na Rádio Maceió FM, em 1993, com 19 anos de idade, antes mesmo de entrar para a Universidade. Cuidar do conteúdo, fotografias, diagramação, entrevistas, redação, revisão e a viabilização comercial daqueles produtos, pois sempre acreditei no que produzíamos, sem nunca sequer ter tido uma aula a respeito. Não só eu como eles aprendemos fazendo, ficando horas no word, pagemaker e coreldraw 2, mas sempre tivemos determinação, talento e o apoio de nossos pais, tanto que já entrei na Universidade já meio azeitado na escrita e na produção de rádio. Sempre fui de tomar a iniciativa, pois os jornais que produzimos eram independentes e os programas de rádio, também, por meio de viabilizarmos anunciantes que pagavam nosso trabalho, e na rádio, também permitia que comprássemos os horários. Foram basicamente dois programas de maior destaque: Rádio Alternativa e Zona Privada, em 1993 e 1998, respectivamente, lembrando que o Zona Privada foi o primeiro, talvez, no país a ter interação pela internet, com transmissão de áudio e vídeo também.
Esse relato foi só para lembrar e alertar aos amigos leitores que o fundamental é você ter confiança no que você quer fazer, com determinação e clareza. As técnicas nós aprendemos. O que nos motiva e nos faz diferentes é o que carregamos em nossa vida, como nossas influências e nosso objetivos. Até mesmo o ato, por mais aleatório que pareça, tem sua razão de ser. Não precisamos ser melhores e maiores que ninguém, só precisamos ser. Só.
A Comunicação, o Jornalismo me mordeu com a mesma intensidade que a cultura e por isso meu trabalho, minha história, nestes 29 anos de carreira profissional, pelo menos na produção cultural, e 23 anos no Jornalismo venho me dedicando e me destacando nestes segmentos, pois fazer qualquer um faz, mas fazer com amor e compromisso, isso sim, é para poucos, e nestes poucos eu me incluo.

























