Na manhã desta segunda (20), representantes da comunidade cultural de Maceió reuniu-se com a Vereadora Teca Nelma e Tereza Nelma (esta remotamente por meio de transmissão via Internet, pois estava em Brasília para um procedimento cirúrgico) para tratar da baixa adesão aos editais lançados pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), e que encerram-se até o fim do mês. O encontro aconteceu pela manhã no auditório do Instituto Federal de Alagoas (IFAL). O ex-presidente da FMAC, Vinicius Palmeira, também foi convidado e participou da discussão.
São editais viabilizados com recursos de emendas parlamentares da Deputada Tereza Nelma, na ordem de dois milhões de reais para a realização de programas e projetos como: Natal dos Folguedos, Saurê Palmares, Ginga Capoeira, Arte Pajuçara, Xangô Rezado Alto, Vamos Subir a Serra, Festival do Bumba Meu Boi e Festa das Águas. O edital lançado na semana passada, durante a posse do Conselho Municipal de Políticas Culturais, posse esta, incompleta (já que os representantes do poder público não foram sequer indicados, muito menos empossados. Apenas os representantes da Comunidade Cultural tomaram posse) foi o do Natal dos Folguedos e todos eles foram uma conquista da gestão de Vinicius Palmeira, como bem ressaltou a Deputada: "São dois milhões de reais que conquistamos para a cultura, num trabalho em conjunto com Vinicius Palmeira e sua equipe e que não podemos perder, por isso inscrevam-se, respondam às chamadas da FMAC. Inclusive para o ano de 2022 não recebemos nenhuma demanda ainda por parte de vocês, da cultura. Façam os projetos e nos procurem, pois só temos este mês para isso!", destacou a deputada.
Os editais foram adiados uma vez no ano passado e uma vez neste ano, as duas por causa da pandemia, mas não podem ser adiados uma terceira vez.
Uma das maiores reclamações dos agentes e fazedores culturais presentes ao encontro, foi a dificuldade de diálogo com a atual gestão da FMAC, que sequer realizou encontros ou oficinas capacitadoras para que a própria comunidade respondesse aos editais da melhor forma possível. "Depois da ousadia que a antiga gestão da FMAC nos deu para crescermos, a gente, do artesanato, pelo menos, não engole mais qualquer coisa não. Exigimos respeito e atenção desta gestão!", pontuou Petrúcia Lopes, artesã. "Nós sabemos que responder a estes editais nem sempre é uma tarefa fácil, mas nossas equipes estão à disposição de quem precisar", explicou a Vereadora Teca Nelma.
Sobre a posse do conselho municipal de Cultura, a produtora cultural Isadora Padilha explicou: "Na verdade o Conselho de Cultura não tomou posse, pois até agora o poder público não indicou os seus representantes, pois o Conselho é paritário, entre o poder público e a comunidade. A comunidade cultural elegeu seus representantes, mas o poder público, não, o que torna o próprio Conselho inexistente", explicou e que ainda destacou: "Essa gestão da FMAC não tem competência para executar esses editais. Não realizaram oficinas preparatórias e não ouviram os segmentos culturais. A gestão não dialoga com a comunidade.", finalizou.
Fica agora a expectativa do pronunciamento da FMAC no sentido de motivar a comunidade cultural a se inscrever. Aguardemos.














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