▼

terça-feira, 11 de agosto de 2026

20 anos sem Ranilson França: uma vida dedicada à cultura popular de Alagoas


No dia 14 de agosto de 2006, Alagoas perdeu um de seus grandes defensores da cultura popular. Naquela data, partia Ranilson França, deixando uma trajetória marcada pelo compromisso, pela paixão e pela dedicação aos mestres, mestras e grupos que mantêm vivas as tradições culturais do nosso Estado.

Em 2026, completam-se 20 anos de sua partida. Duas décadas sem sua presença, mas também duas décadas em que seu legado continua vivo e presente na cultura alagoana.


Ranilson França foi criador, fundador e primeiro presidente da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas – ASFOPAL, entidade criada com uma missão fundamental: proteger, valorizar e enaltecer os mestres, mestras e grupos de cultura popular de Alagoas. À frente dessa instituição, ajudou a construir um espaço de reconhecimento e defesa daqueles que dedicam suas vidas à preservação das tradições e da identidade cultural alagoana.

Sua atuação aconteceu em um momento em que muitos dos nossos mestres e grupos populares enfrentavam dificuldades para manter suas manifestações vivas e reconhecidas. Ranilson compreendeu que não bastava admirar a cultura popular: era preciso organizar, defender, dar visibilidade e lutar pelo reconhecimento daqueles que fazem a cultura acontecer.

A criação da ASFOPAL representa, portanto, uma parte fundamental de sua história. A entidade tornou-se um instrumento de valorização dos folguedos e de seus protagonistas, ajudando a colocar no centro das discussões culturais de Alagoas aqueles que muitas vezes permaneciam invisíveis: os mestres, as mestras, brincantes, músicos, artesãos e integrantes dos grupos populares.

Passados 20 anos de sua morte, sua contribuição ganha ainda mais significado. Cada mestre reconhecido, cada grupo valorizado e cada manifestação popular preservada carrega um pouco daquela luta iniciada por Ranilson. Seu trabalho ajudou a fortalecer a ideia de que a cultura popular não é apenas entretenimento: é patrimônio, identidade, memória e história de um povo.

Neste 14 de agosto de 2026, quando lembramos os 20 anos de sua partida, a saudade se transforma também em gratidão. Gratidão por sua vida, por sua luta e pela iniciativa de criar uma instituição que continua tendo como missão defender aquilo que Alagoas possui de mais precioso: a riqueza de sua cultura popular e as pessoas que dedicam suas vidas a mantê-la viva.

Ranilson França partiu há 20 anos, mas sua obra permanece. Permanece na ASFOPAL, permanece nos folguedos, permanece nos mestres e mestras, permanece nos grupos culturais e, principalmente, permanece na memória de todos aqueles que acreditam que preservar a cultura é preservar a própria identidade de Alagoas.

20 anos sem Ranilson França.

20 anos de saudade.

20 anos de memória.

E um legado que continua vivo na cultura popular de Alagoas.



Nenhum comentário:

Postar um comentário