sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Renner lança coleção inspirada na Ilha do Ferro, em Alagoas

As Lojas Renner lançou uma coleção limitada inspirada na Ilha do Ferro, em Alagoas, reconhecida como um dos maiores polos de artesanato do Brasil.

Às margens do Rio São Francisco, a comunidade transforma técnicas manuais em expressão cultural e identidade artística valorizadas em todo o país.


A nova cápsula traduz essa tradição em peças com bordados, aplicações e transparências que destacam o feito à mão. Elementos marcantes da arte local, como peixes, lua, rosa dos ventos e o tradicional bordado “Boa Noite”, foram reinterpretados em estampas, construções e detalhes personalizados, conectando saberes ancestrais ao design contemporâneo.

O bordado “Boa Noite”, típico da comunidade e associado a desenhos que lembram labirintos, ganha releitura nas peças da coleção. Também estão presentes aplicações inspiradas nos símbolos da ilha, recortes com acabamento colorido, tricôs, franjas, telados de retilínea e botões de madeira personalizados.

Entre as modelagens, a coleção aposta em tendências como a calça aladim em viscolinho, conjuntos coordenados e propostas que transitam entre o casual e a moda praia, reforçando a sinergia entre informação de moda e brasilidade.


Desenvolvida em parceria com artesãs da região e com o Instituto Lojas Renner (ILR), a iniciativa também tem foco no impacto social. Segundo a empresa, a proposta vai além da inspiração estética e busca fortalecer o protagonismo feminino e investir de forma estruturada na comunidade, ampliando o alcance da produção artesanal alagoana.

Eufêmea

Tem cortejo do samba nesta sexta (27) no bairro do Poço



Nesta sexta (27), marcando o encerramento de seus ensaios, a Escola de samba Nação Imperial, sediada no bairro do Poço, realizará nesta sexta, a partir das 19h, um cortejo com ritmistas, músicos, casal de Mestre-sala e  Porta-bandeira e moradores do bairro, pelas ruas do bairro do Poço, com saída de seu barracão localizado à Rua Severina Fernandes dos Santos até a Praça 13 de maio, onde acontecerá um ensaio aberto.




Segundo o presidente da Nação Imperial, Eugênio Vilela: "Resolvemos realizar esse cortejo aberto em agradecimento aos moradores do bairro, que tanto nos apoiou nesta nossa volta ao Carnaval, que se dará neste sábado, na Orla de Ponta Verde, e estamos muito felizes e empolgados", finalizou Vilela.


Então está marcado.  Hoje a partir das 19h, no bairro do Poço, teremos muito samba pelas ruas do bairro com a Escola de samba Nação Imperial. Imperdível!!!

Informações: (82)  99611-1464.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Food trucks na Pajuçara e a luta para trabalhar

A TV Gazeta exibiu na noite desta quinta (26) uma matéria sobre a retirada de food trucks da orla de Pajuçara, devido a uma ação apresentada pelo Ministério Público Federal.

Segundo a ação judicial, o grupo de comerciantes (21) tem até o final do mês de março de 2026,  para desocupar a orla da Praia de Pajuçara, em Maceió, num prazo estabelecido em reunião realizada pelo Ministério Público Federal (MPF) com representantes da Prefeitura de Maceió, Instituto de Planejamento de Maceió (Iplan) e representantes da Associação dos Food Trucks da Pajuçara e permissionários de food trucks da Orla de Pajuçara.


A desocupação da região atende ao cumprimento da sentença já transitada em julgado, resultante da Ação Civil Pública nº 0002135-16.2010.4.05.8000, que estabelece diversas obrigações ao Município visando à proteção ambiental e ao uso ordenado da faixa costeira. O prazo final foi definido para dar tempo aos empresários se reorganizarem financeiramente e avançarem nas negociações com o Município sobre alternativas de realocação.

As unidades estão instaladas no local há quatro anos e envolve cerca de 200 pessoas, entre proprietários, trabalhadores e familiares. Os comerciantes defendem que, além de gerar empregos, o segmento contribui para a economia local, oferecendo opções gastronômicas a preços mais acessíveis em uma das áreas de maior fluxo turístico da capital.

A questão é que os comerciantes, apesar de oferecerem um serviço importante para nosso turismo, que é o de alimentação, não se organizaram para oferecer um local mais organizado, pois se ficariam num espaço fixo, que se instalassem de forma mais organizada, ao tempo que ocupam uma área nobre, e suas instalações são apropriadas para funcionarem de forma itinerante, não fixa. Mas ao mesmo tempo são empresários que prestam serviços, geram empregos e precisam ser melhor assistidos.

Não é possível que não se chegue a um acordo entre Ministério Público, Prefeitura e comerciantes.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Ministério do Trabalho premiará artigos sobre o salário mínimo


O Ministério do Trabalho, em parceria com o Dieese, publicou o edital de artigos com o tema: “Salário Mínimo como Motor da Justiça Social e do Desenvolvimento Econômico”.

A iniciativa vai receber trabalhos científicos originais e inéditos que analisem o papel do salário mínimo na promoção da justiça social e no desenvolvimento econômico do país.

O período de submissão será de 1º de março a 31 de maio de 2026, com divulgação dos resultados prevista para 30 de julho. Os três melhores trabalhos serão premiados, sendo R$ 10 mil para o primeiro lugar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Asfopal - 40 anos em defesa e pela promoção da cultura popular alagoana


A Asfopal – Associação dos Folguedos Populares de Alagoas completou, ao fim de 2025, 40 anos de atividades ininterruptas dedicadas à valorização, salvaguarda e fortalecimento da cultura popular alagoana. Quatro décadas podem ser medidas em números, atas e registros oficiais, mas a verdadeira dimensão dessa trajetória está nos palcos improvisados das praças, nos cortejos coloridos, nos figurinos bordados à mão e, sobretudo, na resistência de mestres e mestras que encontraram na entidade um ponto de apoio e articulação.

Fundada em meados dos anos 1980, período em que muitos grupos tradicionais enfrentavam invisibilidade institucional e escassez de recursos, a Asfopal surgiu como um espaço de organização coletiva dos folguedos populares. Ao reunir expressões como Guerreiro, Pastoril, Baianas, Coco de Roda, Fandango, Reisado e tantas outras manifestações, a associação consolidou-se como uma ponte entre tradição e políticas públicas.

Ao longo desses 40 anos, a entidade desempenhou papel decisivo na interlocução com o poder público, na luta por editais, cachês dignos, reconhecimento patrimonial e inserção dos grupos em programações culturais oficiais. Mais do que representar coletivamente os folguedos, a Asfopal ajudou a reafirmar a cultura popular como patrimônio vivo, fonte de identidade, geração de renda e formação cidadã.

Sua importância não se limita à promoção de apresentações. A associação também atua como guardiã de memórias, articuladora de redes e espaço de formação política e cultural. Em um cenário onde as tradições populares muitas vezes são tratadas como folclore estático, a Asfopal contribui para afirmar que esses saberes são dinâmicos, contemporâneos e fundamentais para compreender Alagoas.


Celebrar os 40 anos da Asfopal é reconhecer a força da organização coletiva na preservação das raízes culturais do estado. É homenagear cada brincante, cada costureira de figurino, cada músico, cada mestre e mestra que manteve acesa a chama da tradição mesmo diante das dificuldades.

Em tempos de novos desafios e transformações nas políticas culturais, a trajetória da Asfopal reafirma uma verdade essencial: sem organização, a cultura popular enfraquece; com união, ela floresce e se projeta para o futuro.

Quatro décadas depois, a associação segue não apenas como entidade representativa, mas como símbolo de resistência, identidade e orgulho do povo alagoano.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Inscrições abertas - XVI Festival de Música Marolo de Ouro 2026

Estão abertas as inscrições para o XVI Festival de Música Marolo de Ouro 2026 — uma grande vitrine para compositores e intérpretes que desejam mostrar seu talento e valorizar a música autoral brasileira.


O festival é dedicado à música inédita e original, promovendo a cultura e incentivando novos talentos.

O evento acontece nos dias 13 e 14 de março de 2026, no Teatro Municipal Donato Leite de Andrade, em Paraguaçu/MG.

Inscrições gratuitas até 25 de fevereiro de 2026, exclusivamente por e-mail.

Além do reconhecimento artístico, os participantes concorrem a premiações em dinheiro e troféus, com destaque para:

1º lugar — R$ 6.000,00

2º lugar — R$ 4.000,00

3º lugar — R$ 3.000,00

Prêmios especiais para Melhor Intérprete e Melhor Banda.

Serão selecionadas 20 músicas para a fase presencial, garantindo visibilidade e incentivo aos artistas participantes.

Se você tem uma canção inédita guardada, essa é a sua chance de colocá-la no palco!

Consulte o edital completo e participe:

https://paraguacu.mg.gov.br/site/xvi_festival_de_musica_marolo_de_ouro_inscricoes_abertas

Editais culturais nacionais abertos atualmente

Veja uma lista de editais culturais abertos atualmente, com abrangência nacional:


 1. Editais Federais com Inscrições Abertas – Governo Federal / Ministério da Cultura

Editais Abertos (lista geral com inscrições em andamento)

https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/editais/inscricoes-abertas

Serviços e Informações do Brasil

Editais em andamento (detalhamento de chamadas abertas ou em vigência)

https://www.gov.br/cultura/pt-br/assuntos/editais/inscricoes-em-andamento

Serviços e Informações do Brasil

Exemplos de editais e programas que você encontrará nestas páginas:

Edital da Programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura 

Serviços e Informações do Brasil

Edital Inova Cultura 

Serviços e Informações do Brasil

Edital Comissão Permanente para Aperfeiçoamento da Gestão Coletiva (CPAGC) 

Serviços e Informações do Brasil

Edital Internacional de Seleção de Projetos Audiovisuais – CPLP Audiovisual 2025 

Serviços e Informações do Brasil

Edital Prêmio Boas Práticas dos CEUs das Artes 

Serviços e Informações do Brasil

Edital Rouanet Festivais Audiovisuais 

Serviços e Informações do Brasil

Programa Rouanet Nordeste 

Serviços e Informações do Brasil

Edital Prêmio Vivaleitura 

Serviços e Informações do Brasil

Programa Rouanet da Juventude 

Serviços e Informações do Brasil

Nessas páginas, você poderá baixar os editais completos, ver prazos e critérios, e se inscrever conforme a modalidade de sua proposta.

2. Plataforma de Inscrição e Consulta

Plataforma Mapa da Cultura (onde a maior parte dos editais é inscrita ou encaminhada)

https://mapa.cultura.gov.br/

Mapa da Cultura

No Mapa da Cultura, você pode:

consultar os editais abertos;

fazer o cadastro de projetos;

enviar sua proposta para seleção;

acompanhar resultados e fases de análise.

3. Chamadas Internacionais com Prazo em 2026

OPEN CALL Cultural Connections 2026 – chamada internacional que aceita propostas até 20 de março de 2026

https://www.netherlandsandyou.nl/web/brazil/w/opencallculturalconnections2026

Essa chamada é promovida pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil e busca projetos culturais colaborativos ou que dialoguem com temas relevantes à cooperação cultural internacional.

4. Outras Fontes de Oportunidades

Lista de editais diversos e cadastros em plataformas como Prosas

 https://prosas.com.br/editais

(essa plataforma reúne editais de várias fontes, incluindo públicas e privadas)

5. Observações Importantes

A maioria dos editais federais requer envio pela plataforma Mapa da Cultura; portanto, verifique os requisitos de cada edital antes de se inscrever. 

Os prazos variam por edital, então confirme datas de fechamento diretamente nos links de cada chamada.

Além das chamadas federais, editais estaduais e municipais também podem estar com inscrições abertas, mas aqui listamos os de abrangência nacional ou de interesse amplo.

Memória das Artes como Política Pública: preservar o passado para garantir o futuro da cultura

 


Em um país de dimensões continentais e diversidade cultural intensa como o Brasil, pensar a memória das artes como política pública deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade estratégica. Mais do que guardar documentos ou organizar acervos, trata-se de reconhecer que a produção artística é parte essencial da identidade nacional e deve ser protegida, registrada e valorizada pelo Estado.

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 215, que o poder público deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional. Na prática, isso significa desenvolver programas de preservação, salvaguarda e difusão da produção artística — da música ao teatro, das artes visuais às manifestações populares.

Instituições como o IPHAN desempenham papel fundamental nesse processo, especialmente no reconhecimento e proteção do patrimônio cultural material e imaterial. Ao lado dele, fundações, arquivos públicos, museus e universidades também atuam na catalogação, conservação e difusão de acervos artísticos que ajudam a contar a história do país.

Combate ao apagamento cultural

A ausência de políticas estruturadas de memória resulta em perdas irreparáveis: acervos deteriorados, histórias não registradas, mestres e mestras que partem sem que seus saberes sejam documentados. Em muitos casos, a invisibilização atinge principalmente artistas populares, comunidades periféricas e tradições afro-brasileiras e indígenas.

Leis como a Lei nº 10.639/2003 reforçam a importância de valorizar a história e a cultura afro-brasileira no ambiente educacional, ampliando o debate sobre memória, identidade e justiça histórica.

Memória como desenvolvimento

Especialistas defendem que investir na memória das artes não é apenas uma ação simbólica, mas também econômica. A preservação de acervos, a criação de centros culturais, museus e espaços de documentação fortalecem a cadeia produtiva da cultura, estimulam o turismo cultural e geram emprego e renda.

No Estado de Alagoas, por exemplo, manifestações como o Guerreiro, o Pastoril, o Coco de Roda e o Fandango representam não apenas tradição, mas também potencial de desenvolvimento quando integradas a políticas permanentes de registro e salvaguarda.

Direito e cidadania

A memória artística também cumpre função social: fortalece o sentimento de pertencimento, consolida identidades territoriais e amplia a autoestima coletiva. Ao reconhecer oficialmente artistas, grupos e movimentos culturais, o poder público valida trajetórias que ajudam a construir a história de uma comunidade.

Tratar a memória das artes como política pública significa, portanto, assumir um compromisso com o passado, agir no presente e projetar o futuro. É garantir que as próximas gerações tenham acesso não apenas às obras, mas às narrativas, aos contextos e aos significados que moldaram a produção artística brasileira.

Sem memória, não há continuidade. Sem continuidade, não há política cultural sustentável.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Governo de Alagoas e Shopee lançam projeto de incentivo ao Artesanato


O Governo de Alagoas, em parceria com a plataforma de e-commerce Shopee, lança nos dias 2 e 3 de março o projeto “O Artesanato de Alagoas na Shopee”. A iniciativa é do Programa Alagoas Feita à Mão, gerido pela Secretaria de Estado de Relações Internacionais (Serfi), e vai beneficiar artesãos de todos os municípios alagoanos com capacitações gratuitas voltadas à inserção no comércio digital e à ampliação de mercados para o artesanato alagoano.

As atividades vão acontecer com orientação técnica do head de engajamento de vendedores da Shopee, Leonardo Silva, para garantir orientação prática sobre cadastro, vendas, logística e boas práticas de comercialização no ambiente digital.

A iniciativa integra a parceria entre o Governo de Alagoas e a Shopee, articulada pela Serfi. A plataforma já conta com três hubs logísticos em Alagoas, o que fortalece a infraestrutura local, ampliando a eficiência das entregas e impulsionando as oportunidades de comercialização para os empreendedores do estado.

Agência Alagoas

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Vânia Oliveira - em defesa do artesanato alagoano


Reconhecida oficialmente como Patrimônio Vivo de Alagoas, a mestra artesã alagoana Vânia Oliveira é uma das principais guardiãs da tradição da cultura popular, através dos chapéus de Guerreiro... do Bumba-Meu-Boi...expressões culturais que se tornaram símbolos da identidade do Estado. Sua trajetória une arte, memória e compromisso social, consolidando seu nome entre os mais importantes da cultura popular alagoana.

O título de Patrimônio Vivo integra a política estadual de salvaguarda dos saberes tradicionais, inspirada em legislações pioneiras no Brasil que garantem reconhecimento e incentivo financeiro a mestres e mestras da cultura popular. Em Alagoas, o registro assegura não apenas o reconhecimento público, mas também o compromisso de transmissão do conhecimento às novas gerações, fortalecendo a continuidade das tradições.

A atuação de Vânia, há 42 anos, está profundamente ligada ao artesanato. 

Vânia é uma das responsáveis por manter essa tradição viva, aliando rigor técnico, criatividade e respeito às raízes culturais.


Ao longo de décadas de atuação, a mestra não se limitou à produção de peças artesanais. Tornou-se formadora, incentivadora e articuladora cultural, transmitindo o saber do artesanato estimulando o empreendedorismo feminino. Para muitas mulheres da comunidade, o artesanato representa autonomia financeira e valorização pessoal.


“O artesanato é mais do que trabalho. É a nossa história sendo contada em cada ponto”, costuma afirmar a mestra, ao destacar a importância da transmissão do conhecimento. Em outra declaração, reforça: “Se a gente não ensinar, a tradição se perde. Ser Patrimônio Vivo é uma honra, mas também uma responsabilidade”.



Especialistas em cultura popular destacam que políticas como a de Patrimônio Vivo são fundamentais para proteger saberes ameaçados pela industrialização e pela produção em larga escala. 

Além do valor simbólico, o trabalho de Vânia impacta diretamente a economia criativa de Alagoas. O artesanato movimenta feiras, impulsiona o turismo e fortalece a imagem do Estado como território de rica produção cultural. Ao transformar linhas em arte, a mestra reafirma que tradição e desenvolvimento podem caminhar juntos.

O reconhecimento de Vania Oliveira como Patrimônio Vivo não celebra apenas sua trajetória individual, mas também o papel das mulheres artesãs na construção da identidade cultural alagoana. Seu legado segue sendo tecido ponto a ponto, preservando memória, gerando renda e projetando Alagoas para além de suas fronteiras.

5ª edição do É POP BH deve abrir inscrições em breve

 


Belo Horizonte – A 5ª edição do É POP BH (EPOPBH) reafirmou a força da cultura pop na capital mineira e consolidou o evento como um dos principais encontros do segmento em Belo Horizonte. Reunindo fãs de quadrinhos, cinema, séries, games, K-pop, cosplay e cultura geek em geral, o festival transformou o espaço em um verdadeiro ponto de convergência da criatividade e do empreendedorismo jovem.

Ao longo da programação, o público participou de concursos de cosplay, campeonatos de games, apresentações musicais e painéis temáticos com convidados do universo pop. Um dos destaques foi o espaço dedicado ao Artists’ Alley, que reuniu ilustradores, quadrinistas e criadores independentes, fortalecendo a produção autoral e incentivando o contato direto entre artistas e consumidores.

Impacto cultural e econômico

Mais do que entretenimento, o É POP BH evidencia o crescimento da cultura pop como vetor da economia criativa. A feira movimenta pequenos empreendedores, artesãos, designers, lojistas e produtores culturais, gerando renda e ampliando oportunidades para quem atua no segmento geek.

A presença de famílias, jovens e colecionadores demonstra que o público da cultura pop é diverso e crescente. O evento também se consolida como espaço de pertencimento, onde fãs encontram representatividade e liberdade de expressão, especialmente por meio do cosplay — prática que une figurino, performance e identidade cultural.

Consolidação no calendário cultural

Ao chegar à quinta edição, o EPOPBH demonstra maturidade organizacional e crescimento de público, consolidando-se no calendário cultural de Belo Horizonte. O sucesso do evento acompanha a expansão nacional do mercado geek, que vem ganhando cada vez mais relevância no cenário cultural brasileiro.

Com programação plural e ambiente inclusivo, a 5ª edição do É POP BH reafirma o protagonismo da capital mineira na produção e circulação da cultura pop, transformando paixão em oportunidade e criatividade em desenvolvimento econômico.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar


O Sesc RJ lançou a 6ª edição do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, por meio do qual a instituição vai selecionar projetos de todo o país para a sua programação de 2027 e início de 2028.

As inscrições gratuitas vão até 20 de março, pelo site www.sescrio.org.br/pulsar�, onde já está disponível o edital e seus anexos.

Serão investidos R$ 36 milhões em atrações de sete linguagens artísticas: Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Teatro, Literatura e Música. Os projetos vão integrar a programação regular das unidades do Sesc no estado e de outros projetos estratégicos da instituição.

Cada proponente poderá inscrever até três projetos, podendo ser selecionado apenas um por categoria. A seleção é aberta a projetos de todo o país, que podem ser submetidos por empresas legalmente constituídas como de atividade artística e Microempreendedores Individuais (MEI). Para cada linguagem há um caderno exclusivo que orienta os proponentes, de forma específica, na inscrição dos projetos.

Na edição passada, o edital recebeu quase 5 mil inscrições de projetos de todo o país. Foram selecionados 329 projetos, de todas as regiões, para mais de 2 mil apresentações em 24 unidades do Sesc RJ e em espaços parceiros que receberam projetos da instituição. Mais de 1 milhão de pessoas foram alcançadas pela extensa e diversa programação cultural.

Criado em 2021 para reativar o setor após o impacto da pandemia de Covid-19, o edital se consolidou como uma das mais importantes ferramentas de incentivo à cultura fluminense.

SERVIÇO:

6º Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar

Edital, anexos e inscrições: sescrio.org.br/pulsar

Cronograma

Inscrições: 30/01 até às 17h do dia 20/03/2026

Seleção da habilitação de projetos: 01/02 a 27/04/2026

Resultado da seleção da habilitação de projetos: 28/04/2026

Prazo de recurso da seleção da habilitação de projetos: 29 e 30/04/2026

Seleção classificatória: 02/05 a 17/08/2026

Divulgação do resultado final: 18/08/2026

A verdadeira face do Conservadorismo brasileiro

O conservadorismo brasileiro é uma corrente de pensamento político e cultural que diz defender.a preservação de valores tradicionais, a manutenção da ordem social e a valorização de instituições consideradas pilares da sociedade, como a família, a religião e a propriedade privada. Embora tenha ganhado novo fôlego nos últimos anos, suas raízes remontam ao período imperial.

Durante o reinado de Dom Pedro II, no século XIX, o Partido Conservador defendia a centralização do poder, a estabilidade institucional e a unidade territorial do país. A Constituição de 1824 refletia essa visão, ao estabelecer forte autoridade do imperador e mecanismos de controle político que priorizavam a ordem em detrimento de mudanças abruptas.

Ao longo do século XX, ideias conservadoras estiveram presentes em diferentes momentos da história nacional, associadas à defesa da autoridade estatal e ao combate a movimentos considerados radicais. No entanto, foi a partir da década de 2010 que o conservadorismo passou a ocupar papel central no debate público contemporâneo.

A crise política iniciada em 2013, os desdobramentos da Operação Lava Jato e o impeachment de Dilma Rousseff criaram ambiente favorável ao crescimento de grupos que se identificam com pautas conservadoras. Em 2018, a eleição de Jair Bolsonaro consolidou esse campo como força majoritária no cenário nacional.

No campo dos costumes, o conservadorismo brasileiro costuma defender a família tradicional, a influência do cristianismo na vida pública e posições críticas em relação a pautas progressistas. No âmbito econômico, o movimento apresenta variações: parte de seus representantes adota o liberalismo econômico, com defesa de menor intervenção do Estado, enquanto outros combinam conservadorismo moral com discurso nacionalista.

No Congresso Nacional, bancadas religiosas e grupos alinhados à direita ampliaram sua presença, influenciando debates sobre educação, segurança pública e políticas culturais. Ao mesmo tempo, o conservadorismo também se fortaleceu nas redes sociais, onde mobiliza apoiadores e estrutura narrativas de oposição ao que classificam como excessos do progressismo.

Especialistas apontam que o conservadorismo brasileiro não é homogêneo. Ele reúne diferentes vertentes — religiosas, liberais, nacionalistas e militares — que convergem na defesa da ordem e da tradição, mas divergem em temas econômicos e institucionais.

Esse movimento que se diz conservadorismo, é dominado por: corruptos, traidores da Pátria, com discursos em defesa do golpe de Estado, a manutenção de privilégios e a não possibilidade de ascensão social, ou seja, se você é ou nasceu pobre, para estes ditos conservadores, você não pode e não merece melhorar de vida para não ameaçá-los, pois a Educação é a primeira atingida, com a eliminação de acesso a melhores escolas, diplomas e às universidades, pois eles sabem que o pobre que rala para estudar e trabalhar, terá mais chances de crescer, ao contrário de seus filhos, mimados e criados apenas para manter o legado de seus pais, destruindo sonhos e possibilidades de ascensão na sociedade. Ou seja, quando um motorista de ônibus, por exemplo, defende vagabundos elitistas no Congresso, ele está se afundando junto e aos seus filhos e demais descendentes.

Em meio a um cenário de polarização, o conservadorismo segue como uma das principais forças políticas do país, moldando debates sobre democracia, cultura, economia e direitos sociais. Seu papel nos próximos anos dependerá da capacidade de diálogo com outros campos ideológicos e da resposta às demandas de uma sociedade marcada por profundas desigualdades e transformações sociais.

Os escândalos sexuais que devem derrubar Trump


O ventilador foi ligado e a divulgação de milhões de arquivos ligados ao caso do financista Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos atingiu políticos de diferentes países e continentes. Os nomes citados nos documentos vão desde ex-presidentes e membros de governos em exercício até diplomatas, parlamentares e integrantes de casas reais, em registros que incluem e-mails, fotografias, convites e conversas íntimas.

O que foi divulgado até agora revela a escrotidão de tantos empresários e políticos que, se tiverem esses crimes confirmados, deveriam até a perder a condição de seres humanos, haja visto o nível de maldades, que vão de estupros de mulheres e até de crianças de 11 e 12 anos, além da prática de retirada de partes de corpos humanos, de pessoas ainda vivas, para a prática de canibalismo. A maioria destes casos, não está sendo mencionado pela grande mídia, haja visto a gravidade destes atos.



O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou no dia 30 de janeiro, a maior leva de documentos já tornada pública sobre o caso Jeffrey Epstein. O acervo reúne mais de 3 milhões de páginas.

Nos Estados Unidos, os arquivos mencionam figuras conhecidas da política americana, como o atual presidente Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. Trump aparece em fotografias antigas, convites e trocas de mensagens da década de 1990 e início dos anos 2000, período anterior à condenação de Epstein. O presidente nega qualquer envolvimento em crimes, afirma que rompeu relações com o financista anos antes de sua prisão e rejeita a autenticidade de alguns documentos.



Bill Clinton, por sua vez, reconheceu ter viajado em aeronaves de Epstein em missões ligadas à Fundação Clinton, mas afirma que nunca esteve na ilha do financista e nega irregularidades. Hillary Clinton declarou não ter mantido relação relevante com Epstein. Ambos concordaram recentemente, após pressão pública devido ao novo lote de arquivos, prestar depoimento ao Congresso no âmbito das investigações legislativas sobre o caso.

Ainda nos EUA, os documentos também citam nomes como Howard Lutnick, atual secretário de Comércio, Elon Musk, Bill Gates, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers e Steve Bannon. Nenhum deles foi formalmente acusado de crimes relacionados ao caso, mas as menções alimentaram questionamentos nas redes sociais.

Donald Trump

Este senhor deveria ser o primeiro a perder a condição de ser humano. Existem vídeos deste ser, estuprando menores de idade, dentre outros crimes horrendos e nojentos. Repugnante que esta coisa ainda tenha espaço na mídia e tampouco que seja Presidente.  É desmoralizante.


Quem foi Jeffrey Epstein?

Jeffrey Epstein era um bilionário com trânsito livre entre banqueiros, políticos, cientistas, membros da realeza e celebridades de Hollywood. Por trás da imagem de investidor influente, porém, existia uma rede criminosa de exploração sexual de menores, operada durante anos com a ajuda de cúmplices e um sistema de proteção que até hoje levanta suspeitas.

Epstein foi preso em 2019 e morreu dentro de uma cela em Nova York antes de ser julgado — oficialmente, suicídio. Desde então, teorias, investigações paralelas e arquivos secretos transformaram o caso em um verdadeiro thriller real.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Tororó do Rojão - Saudades desse cabra bom!!


Figura irreverente, carismática e profundamente ligada às tradições nordestinas, Tororó do Rojão é muito mais que um forrozeiro: é personagem-marca da cultura popular de Alagoas. Com seu estilo autêntico, figurino marcante e presença de palco contagiante, ele se consolidou como símbolo da alegria, da irreverência e da resistência cultural do povo alagoano.


Tororó do Rojão representa o forró raiz — aquele embalado pela sanfona, pelo triângulo e pela zabumba — mas também incorpora o espírito festivo das ruas, dos arraiais juninos, dos festejos de padroeiro e dos eventos culturais espalhados pelos bairros e municípios do Estado. Sua performance mistura música, humor e teatralidade, dialogando diretamente com o público e criando uma identidade própria que ultrapassa o simples ato de cantar.

Como personagem, Tororó carrega elementos do matuto nordestino, do brincante popular e do contador de causos. Seu nome já revela força e ritmo: “rojão” remete ao estouro da festa, ao anúncio vibrante da celebração. E assim ele se apresenta — como explosão de alegria e tradição.

Mecânico aposentado da Petrobras, mais conhecido e carinhosamente chamado por Tororó do Rojão, sempre foi um homem de personalidade forte, mas com talento e despojamento artístico que lhe destacaram dentre a multidão, tanto que até o “Rei do Baião” rendeu-se a ele, primeiro ao talento do jovem motorista de sua “Rural”, e depois ao músico que tocava triângulo em alguns dos shows de Luiz Gonzaga.

Em um cenário onde muitos artistas lutam por reconhecimento e espaço, Tororó do Rojão mantém viva a chama do forró tradicional, valorizando a cultura regional e reforçando o orgulho de ser nordestino. Sua atuação vai além dos palcos: ele é presença constante em eventos comunitários, projetos culturais e manifestações populares, contribuindo para a manutenção da identidade cultural alagoana.



Manoel Apolinário da Silva, mais conhecido como Tororó do Rojão, foi um dos forrozeiros mais emblemáticos da cena cultural de Alagoas — um artista que, com sua energia vibrante e jeito irreverente, transformou-se em um verdadeiro ícone do forró de raiz. Nascido no povoado de Bateria, em Matriz do Camaragibe, Tororó saiu da vida simples do trabalho rural para ganhar palcos Brasil afora, incorporando no seu estilo musical a mistura de xote, xaxado, samba, coco de roda e outros ritmos regionais, numa manifestação cultural única. 

A presença de Tororó no palco era contagiante: ele não só cantava, mas vivia a música, interagia com o público e carregava a tradição nordestina de festa, dança e celebração nas suas performances. Muitas vezes chamado de “Chaplin do Forró” pela sua teatralidade e expressividade, sua vida e trabalho refletem o espírito do forró como expressão popular e resistência cultural. 

Tororó do Rojão começou sua carreira no programa de Odete Pacheco, na antiga Rádio Difusora, quando situada onde hoje é o prédio do Centro de Belas Artes de Alagoas, na Rua Pedro Monteiro, no centro de Maceió. "Foi nessa época que um camarada começou a me apresentar como Tororó do Rojão e o pessoal começou a me chamar de Tororó… eu não gostei, mas aí pegou e o Lautenay, empresário, me registrou assim. Há pouco (2000), descobri que Tororó é um bairro de Salvador que tem um rio forte que passa por lá”, esclareceu.

Natural do povoado de Bateria, em Matriz do Camaragibe (AL), veio pra Maceió com 10 anos de idade: Quando uma senhora (Dona Nadir Pantaleão) o viu jogando bola, lhe perguntou se não queria vir pra Maceió trabalhar na casa dela. Sua mãe falou com ela e o jovem Manoel veio pra Maceió morar na Rua Barão de Penedo, 298, centro, próximo a Praça Deodoro. Nessa época trabalhava numa casa de família com sua mãe, e ia todas as tardes levar as cadelas da dona da casa para passear na praia da avenida. Por isso recebeu dos coleguinhas de peladas na Praça Deodoro, o apelido de “Mané das Cachorras”, apelido que odiava e era motivo até de brigas.

Tororó cantou por mais de 40 anos. O primeiro compacto gravou no final dos anos 60. Gravou com Osvaldinho (Segura Menino) e Nelson do Acordeom. Depois gravou e lançou o disco Segura Menino, lançado há 30 anos, em 1981, que tem a música título ainda é tocada até hoje nas rádios.

Em 2000 lançou o seu primeiro CD "O Povo Não Quis Acreditar", onde se destacou mais uma de suas músicas de duplo sentido: “Seu Cuca é eu”. Em 2006, lançou seu último registro fonográfico: “Sem Retoques”, CD lançado no Teatro Deodoro. Em 2009, o amigo e produtor de Tororó, Marcos Sal, deu-lhe um presente, que foi relançar o disco “Segura Menino” em CD.

Tororó do Rojão era um artista completo: compunha, cantava, auto-coreografava, além de ser possuidor de um carisma popular, que conquistava a todos por onde passava. Em 1993, durante uma apresentação especial dedicada aos músicos da Orquestra de Câmara de Moscou, ganhou uma denominação dos russos: Chaplin do Forró, devido a sua desenvoltura no palco, pois era um dos maiores forrozeiros autênticos do Brasil. Fazia de seu momento no palco a maior de suas diversões e ao mesmo tempo a maior de suas responsabilidades.

Certa vez, durante um show dele na semana de programação festiva de aniversário do Teatro Deodoro, provavelmente em 2000 ou 2001, Tororó estava se apresentando no palco quando foi informado que o ator Paulo Autran (que iria se apresentar no dia seguinte) estava na plateia. Ele nem sabia quem era, até que disseram que ele era da Globo... Tororó não perdeu tempo e mandou essa: "Eu queria aproveitar e mandar um abraço para o ator da Globo que está aqui... o Paulo... olha seu Paulo diga a Globo que aqui também tem gente talentosa, viu!? Muito boa noite pro senhor!", e finalizou.

Outro momento marcante foi quando o Governo de Alagoas realizou o projeto Alagoas de Corpo e Alma, que promovia as potencialidades do Estado, e desta vez foi no Rio de Janeiro, no ano de 2003. Trabalhei na produção deste evento que levou quase artistas alagoanos para uma série de eventos no Rio, em vários locais, e um deles foi o chamada de Feira de São Cristóvão ou Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, situado na Feira de São Cristóvão, onde levamos diversos artistas para se apresentar nos dois palcos da Feira, que ficavam, cada um, nos extremos da feira. Neste dia, tínhamos alguns artistas se apresentando em um dos palcos, e de repente o público começou a esvaziar... fui ver o que estava acontecendo e logo presenciei uma das cenas mais fantásticas. O povo estava encantado assistindo à apresentação de Tororó do Rojão, que estava deitado no chão com o microfone na mão balançando, os pés enquanto cantava. Ele era o máximo!!

Discografia

Tororó do Rojão deixou um legado musical rico, com quatro discos gravados ao longo de sua carreira — dois LPs em vinil e dois CDs — que capturam a alma do forró mais autêntico e a alegria do povo nordestino: 

LPs (vinil):


Tororó do Rojão e Nelson do Acordeom – Aqui Tem Forró (1979)



Segura Menino (1981) 

CDs:

O Povo Não Quis Acreditar (2004)

Sem Retoque (2007) 

Esses registros trazem músicas que se tornaram parte da memória afetiva do público, repletas de forró, humor, linguagem popular e uma energia que atravessa gerações. 


Uma das fotos que me dá o maior orgulho e saudades. Tirada em 2004 quando gravamos o CD Música Popular Alagoana, com participação do meu compadre Jurandir Bozo, e com as estreladas participações de amigos e ídolos: Verdelinho, Nelson da Rabeca e Tororó do Rojão. Esta foto foi tirada no estúdio do nosso amigo Dácio.


Forró Alagoano

Tororó do Rojão não foi apenas um músico; foi e é símbolo de identidade cultural — um artista que representou Alagoas com autenticidade, resistência e alegria. Sua música segue viva nas festas, nas rodas de sanfona e no coração de quem ama o forró de verdade.

Tororó era uma amigo querido. Quando eu trabalhava na Secretaria de Cultura do Estado de Alagoas, na Diretoria de Eventos, Tororó costumava bater à porta de nossa sala, e eu dizia:"Pode entrar!". Ele abria a porta, olhava pra mim e dizia: "É nada não, Keyle ( sem o R mesmo)... passei aqui só para ver se você está bem". Tororó era assim, na verdade, um amor de pessoa, sempre gentil e atencioso, mas que não pisassem nos calos dele, porque aí o bicho pegava!!!

Tororó do Rojão faleceu na noite do dia 7 de julho de 2011, aos 75 anos. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia de Maceió, em Alagoas, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico. Foi enterrado no final da tarde.

O que um projeto precisa para ser aprovado nos editais de Maceió, da PNAB?


Pelo que está publicado no portal da SEMCE, a “cara” do projeto que mais pontua na PNAB Maceió tende a ser a que encaixa direitinho nos critérios de mérito usados nos editais anteriores do município (ex.: Edital Nos próximos dias devem ser lançados, finalmente, os editais de Maceió, da PNAB, Política Nacional Aldir Blanc, e baseado no edital anterior e as novas orientações do Ministério da Cultura, apresentamos aqui uma análise do que se precisa para aprovar projetos na PNAB da capital alagoana.

1) Projetos que “fecham” os 10 critérios obrigatórios (A–J)

Nos editais PNAB Maceió, a avaliação de mérito costuma dar até 100 pontos, com critérios obrigatórios que vão de inovação/relevância até orçamento, comunicação, viabilidade e equipe. Se tirar 0 em qualquer critério obrigatório, desclassifica; e a nota “apta” costuma ser ≥ 40 pontos. 

Perfil campeão (o que aparece bem no texto do projeto):

Ideia forte + originalidade real (A): não é “inventar moda”, é deixar claro o que você entrega de diferente (recorte, linguagem, método, público, território). 

Relevância artística/cultural (B): linguagem consistente, repertório/curadoria/roteiro bem defendido. 

Clareza e objetividade (C): projeto “redondo”, sem enrolação, com começo–meio–fim e entregas mensuráveis. 

Impacto em Maceió (D/E): demonstra contribuição para cidadania, diversidade, democratização, acessibilidade e algum tipo de desenvolvimento cultural/social/econômico/educacional no território. 

Orçamento coerente (F): valores compatíveis com mercado e com o tamanho do projeto; cada item “conversa” com uma entrega. 

Comunicação bem planejada (G): canais, cronograma de divulgação, linguagem por público, contrapartidas de visibilidade. 

Portfólio e trajetória que sustentam a entrega (H): a banca precisa acreditar que você dá conta (ou que a equipe dá). 

Cronograma possível (I): prazos realistas, etapas bem descritas. 

Equipe adequada (J): funções essenciais preenchidas (produção, técnico, artístico, acessibilidade, comunicação, etc.). 

Tradução: projeto que “ganha” geralmente é o que parece executável e relevante para a cidade, além de bem escrito.

2) Acessibilidade não é enfeite: é parte estrutural do projeto

Os editais trazem exigência de medidas de acessibilidade física/arquitetônica, comunicacional e atitudinal, compatíveis com as características do projeto (ex.: Libras, audiodescrição, legendas, rotas acessíveis, equipe preparada). 

Perfil com mais chance: já nasce com acessibilidade no desenho (não só “vou tentar colocar Libras”), com previsão de equipe/custos e descrição de como será implementada.

3) Projetos com recorte territorial e público prioritário costumam se destacar

Além das cotas, há pontuação bônus (ex.: gênero feminino, negros/indígenas, PCD, 60+, LGBTQIAPN+, povos tradicionais e residência em bairros de menor IDH — e ainda pontuação específica para quem foi afetado/relacionado a bairros listados no edital). 

Perfil forte: projetos que dialogam com periferias, bairros populares, comunidades tradicionais e públicos vulnerabilizados, com plano de acesso (gratuidade, circulação, oficinas, mediação, etc.), sem cair em “projeto genérico”.

4) O que mais derruba projeto (mesmo quando a ideia é boa)

Pelos próprios editais, o risco maior é cair em nota baixa por falta de consistência:

texto confuso (critério C),

impacto mal demonstrado em Maceió (D/E),

orçamento “chutado” (F),

comunicação fraca (G),

cronograma impossível (I),

equipe incompleta (J). 

E atenção: a inscrição exige envio do plano de trabalho + cronograma + planilha orçamentária no sistema da PNAB Maceió. 

5) “Tipos” de projeto que costumam encaixar muito bem nos critérios

Sem adivinhar as categorias do edital de 2026 (porque podem mudar), os formatos abaixo normalmente performam bem porque facilitam demonstrar impacto, acesso e execução:

Formação / capacitação (oficinas + mostra final + material público): pontua bem em impacto social/educacional e democratização.

Circulação em bairros / descentralização (apresentações itinerantes + ações de mediação): ajuda muito no critério de relevância para a cidade.

Patrimônio e cultura popular (registro, salvaguarda, transmissão de saberes, mestres/mestras, brincantes): combina com diversidade cultural e cidadania.

Economia criativa com entrega clara (feiras, catálogo, plataforma, roteiros culturais, incubação): costuma dialogar com desenvolvimento econômico e comunicação/marketing (se bem desenhado).

Projetos com legado (acervo online, publicação, documentário + licenças, continuidade): reforça relevância cultural e retorno público.

Checklist rápido do “projeto com cara de aprovado”

Entregas objetivas (produto/ação, quantidade, onde, para quem). 

Impacto em Maceió descrito com território e público (não só discurso). 

Acessibilidade detalhada (o quê, como, quem faz, quanto custa). 

Orçamento enxuto e justificável + referências de preço quando possível. 

Plano de comunicação com cronograma e canais. 

Portfólio e equipe “amarrados” com a proposta. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A recorrência dos desastres naturais nas cidades brasileiras

A cada início de verão se prolongando até o inverno, o roteiro se repete nas cidades brasileiras: ruas alagadas, casas invadidas pela água, famílias desalojadas, comércio fechado e prejuízos que se acumulam ano após ano. As imagens se tornam familiares — carros submersos, pontes interditadas, encostas deslizando — como se a tragédia fosse um fenômeno inevitável. Mas será mesmo?

As cheias provocadas pelas chuvas não são, em si, um problema novo. O que se repete é a vulnerabilidade das cidades diante delas. O volume de água pode ser natural; o desastre, quase sempre, é social e político.

Crescimento urbano desordenado

Grande parte das cidades brasileiras cresceu sem planejamento adequado. Áreas de várzea — naturalmente destinadas ao escoamento dos rios — foram ocupadas por moradias. Encostas frágeis receberam construções sem infraestrutura. Canais foram aterrados, lagoas drenadas, manguezais destruídos. O que antes absorvia água passou a repelir.

A impermeabilização excessiva do solo com asfalto e concreto impede a infiltração da água da chuva. Sem drenagem eficiente, a água corre rapidamente para os pontos mais baixos, sobrecarregando galerias e rios.


Falta de políticas públicas estruturantes

A responsabilidade não pode ser atribuída a um único agente. Prefeituras, governos estaduais e a União possuem papéis definidos na política urbana e ambiental. Quando não há:

Plano Diretor atualizado e aplicado;

Fiscalização da ocupação irregular;

Investimentos contínuos em drenagem urbana;

Manutenção periódica de galerias e canais;

Política habitacional para retirar famílias de áreas de risco;

o resultado aparece nas manchetes e nos abrigos improvisados.

O problema não está apenas na chuva intensa, mas na ausência de prevenção.

Mudanças climáticas agravam o cenário

Eventos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos. O aquecimento global contribui para chuvas concentradas em curto período de tempo, aumentando o volume de água que precisa ser escoado rapidamente. Cidades que já eram frágeis tornam-se ainda mais vulneráveis.

Isso exige planejamento climático, mapeamento de áreas de risco e obras estruturantes pensadas para as próximas décadas — não apenas para o próximo inverno.

E a população?

A sociedade também integra essa equação. O descarte irregular de lixo contribui para o entupimento de bueiros e galerias. A pressão por moradia, muitas vezes sem alternativas habitacionais oferecidas pelo poder público, leva à ocupação de áreas inadequadas.

Mas é importante destacar: a maior responsabilidade recai sobre o poder público, que detém os instrumentos legais e orçamentários para planejar e executar políticas preventivas.

Tragédia anunciada

Quando um bairro alaga todo ano, não se trata mais de “desastre natural”. Trata-se de omissão. Quando uma encosta já mapeada como área de risco desmorona, não é surpresa — é negligência histórica.

A recorrência das cheias expõe a desigualdade social: quem mais sofre são as populações periféricas, que vivem onde o mercado formal não chega e onde o Estado chega pouco.

A pergunta que permanece

Quem é responsável?

A resposta é coletiva, mas institucionalmente concentrada: gestores públicos que não priorizam planejamento urbano e ambiental, políticas que não saem do papel e uma cultura administrativa que age mais na emergência do que na prevenção.

Enquanto a gestão continuar sendo reativa, a cada nova temporada de chuvas repetiremos o mesmo lamento — e as mesmas imagens.

Talvez o maior desastre não seja a chuva.

Seja a previsibilidade da tragédia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Ivana Iza - as múltiplas faces da arte


A atriz alagoana Ivana Iza construiu, ao longo de quase três décadas, uma trajetória marcada pela diversidade de linguagens artísticas, pela consistência acadêmica e por uma atuação expressiva no teatro e no audiovisual brasileiro. Atriz, diretora, dramaturga, documentarista e produtora, ela é reconhecida como um dos nomes mais atuantes da cena cultural de Alagoas, com trabalhos que dialogam tanto com a produção local quanto com o circuito nacional.



Formada em Filosofia pela Universidade Federal de Alagoas, Ivana Iza também passou pelo Curso Técnico de Formação do Ator da mesma instituição e é Mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia. Sua formação acadêmica dialoga diretamente com sua prática artística, iniciada em 1995, ano que marca o começo de uma carreira contínua nos palcos.

No teatro, Ivana Iza participou de mais de 20 montagens, transitando por clássicos e textos da dramaturgia contemporânea. Entre os destaques estão “Senhorita Júlia”, de August Strindberg; “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, de Plínio Marcos; “Fulaninha e D. Coisa”, de Noemi Marinho; e o premiado espetáculo “A Farinhada”, de Luiz Sávio de Almeida, vencedor de mais de 22 prêmios nacionais. Outros trabalhos relevantes incluem “Baldroca”, inspirado em conto de Guimarães Rosa, contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz, e “Versos de um Lambe Sola”, também premiado em editais nacionais e regionais de circulação.

Sua atuação no audiovisual reforça a versatilidade artística. Ivana Iza integrou o elenco do filme “Deus é Brasileiro”, do cineasta Cacá Diegues, interpretando a personagem Estela, criada especialmente para a atriz. Atuou ainda no curta-metragem “O que lembro, tenho”, do cineasta Rafhael Barbosa, trabalho amplamente premiado em festivais nacionais, incluindo o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo. Sua filmografia inclui ainda produções como o curta “Cirandinha” de Pedro da Rocha, Longa-metragem “Serial Kelly” de René Guerra; o longa “Sem Coração” (2022) de Nara Normande e Tião, “Deus Ainda é Brasileiro” de Cacá Diegues (2022),  curta “Fazia Frio em Dezembro” (2023) de Felipe Guimarães, longa-metragem "Olhe para mim" (2024) de Rafael Barbosa, Longa-metragem  "Treme Terra" (2025) de Werner Bagetti, Longa-metragem "Edifício Ligia" (2026) de Nilton Resende.



Ivana Iza em "Devassas – O que as mulheres gostariam que fizessem com elas na cama ", um dos maiores sucessos do teatro alagoano

Além de atuar, Ivana Iza também assina direções e produções. Foi responsável pela direção de arte de shows de artistas alagoanos como o Grupo ChamaLuz, o músico Júnior Almeida, a cantora Llari Gleise e Fernanda Guimarães. Atuou como produtora e coordenadora do Espaço Cultural Sebrae em Alagoas, em 2003, ampliando sua experiência na gestão cultural.




Premiada em diferentes momentos da carreira, Ivana Iza foi contemplada duas vezes com o Prêmio Nacional Myriam Muniz de Teatro e recebeu o Prêmio Municipal Eris Maximiano para a montagem do espetáculo “A Velha”. No campo do audiovisual, foi selecionada em editais públicos para a realização do curta-documentário “Maria Lavadeira” e codirigiu o documentário “Memórias por um Fio”, contemplado pelo Prêmio Elinaldo Barros, com recursos da Lei Aldir Blanc.


Atualmente, Ivana Iza vive e trabalha em Maceió, onde segue desenvolvendo projetos artísticos e culturais. Entre eles, destaca-se a construção do Theatro Homerinho, iniciativa que reafirma seu compromisso com a valorização da produção cultural local e com a criação de novos espaços de formação, criação e difusão das artes em Alagoas.

Governo do Brasil investe R$ 28 milhões para fortalecer o artesanato

O governo federal anunciou, nessa terça-feira (31), um pacote de R$ 28 milhões em medidas para ampliar a formalização e fortalecer o artesan...