sexta-feira, 25 de julho de 2025

Riqueza mineral em terras raras - O real motivo do chilique de Trump contra o Brasil

A alta concentração de Terras raras em território brasileiro atiçou o interesse do Presidente americano, que usou a tal "perseguição" contra Jair Bolsonaro para disfarçar o real interesse de persuadir o Presidente Lula a negociar esta riqueza mineral com os americanos.

As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países. A maior parte desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. Eles são imprescindíveis para a indústria. Agora, a reserva brasileira é alvo do imbróglio com Trump, pois o Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Isso representa 25% do território existente.

Segundo a reportagem do Portal de notícias G1, em meio ao impasse das tarifas impostas por Trump, o governo foi informado de que os Estados Unidos querem acesso aos minerais estratégicos.

O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, recebeu na quarta-feira (23) os representantes do Instituto Brasileiro de Mineração. Segundo o instituto, os Estados Unidos estão interessados em realizar acordos com o Brasil para a aquisição de minerais considerados estratégicos.

A posição de especialistas é de que isso pode mudar o rumo da negociação sobre as taxas. O governo Lula, no entanto fez críticas. Em um evento, Lula criticou o interesse declarado dos Estados Unidos nos minerais estratégicos brasileiros, como o lítio e o nióbio e disse que “aqui ninguém põe a mão”.

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, são insubstituíveis.

O uso mais importante dessas substâncias está na fabricação de ímãs permanentes. Potentes e duráveis, esses ímãs mantêm suas propriedades magnéticas por décadas. Com eles, é possível produzir peças menores e mais leves, algo essencial por exemplo, para tecnologias, turbinas eólicas e veículos elétricos.

Esses elementos também são fundamentais para a indústria de defesa. Estão presentes em aviões de caça, submarinos e equipamentos com telêmetro a laser. Justamente por essa relevância estratégica, o valor comercial é elevado.

O quilo de neodímio e praseodímio — os mais usados na produção de ímãs — custa cerca de 55 euros (R$ 353). Já o de térbio pode ultrapassar 850 euros (R$ 5.460). Para comparação, o minério de ferro custa cerca de R$ 0,60 o quilo.

Praticamente todas as grandes inovações da atualidade dependem de minerais críticos. É justamente por isso que as maiores potências do mundo têm se movido para garantir acesso.

Apesar do nome, as terras raras não são exatamente raras. Estão espalhadas por todo o mundo, mas em concentrações muito pequenas. O desafio é encontrar depósitos onde a extração seja economicamente viável.

Hoje, 70% da produção global vem da China, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A principal mina é Bayan Obo, no norte do país. Ela reúne enormes quantidades de todos os elementos usados em ímãs permanentes e supera em larga escala depósitos como Monte Weld, na Austrália, e Kvanefjeld, na Groenlândia.

O poder da China

Como a maior concentração está na China, o que faz do país um monopólio e isso tem preocupado Trump.

Não só a reserva está no país, como o refino. Depois de extraídos, os elementos passam por processos complexos de separação e refino até se tornarem compostos utilizáveis. Essa etapa também é dominada pela China, que lidera a produção mundial de ímãs.

O controle é ainda maior em relação a certos elementos. Os mais leves — com exceção de neodímio e praseodímio — são mais abundantes e fáceis de extrair. Mesmo assim, a União Europeia importa de 80% a 100% desse grupo da China. Para os elementos mais pesados, a dependência chega a 100%.

O domínio chinês acendeu alertas no Ocidente. Nos últimos anos, EUA e UE começaram a formar reservas estratégicas de terras raras e outros materiais críticos.

A presença dos minerais estratégicos em solo brasileiro tem despertado cada vez mais atenção de governos e empresas ao redor do mundo.

O país possui vastas reservas de recursos considerados cruciais para o futuro da economia global — entre eles, o nióbio, o lítio, o grafite, o cobre, o cobalto, o urânio e os chamados elementos terras raras. Esses minerais estão no centro das transformações tecnológicas e energéticas do século 21.

O país ainda tem outro trunfo: além das grandes reservas naturais, o país tem vantagens comparativas importantes, como matriz energética limpa, território estável, tradição mineradora e conhecimento técnico.

Estudos apontaram indícios de reserva estratégica de minerais na Bacia do Parnaíba, que abrange áreas dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.

Além disso, o Brasil reivindica uma ilha submersa do tamanho da Espanha, localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul. Trata-se da Elevação do Rio Grande (ERG), uma formação geológica que o país quer reconhecer como parte do seu território junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Análises geológicas indicam que essa formação submersa é uma continuação natural do território continental brasileiro. Pesquisas da USP mostram que o solo da região é geologicamente semelhante ao do interior de São Paulo. Além disso, a área é rica em minerais estratégicos, como as chamadas “terras raras”, essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.

Há também Minaçu, em Goiás, que tem depósito de terras raras em argila iônica. A região é a única a produzir minerais estratégicos em escala comercial fora da Ásia.

Além de registros no Amazonas, Minas Gerais e Bahia.

Em resumo e finalizando,  o chilique de Trump contra o Brasil, nunca foi sobre e a favor de Bolsonaro,  mas sim para obrigar o governo brasileiro a negociar as "terras raras" com a América, e como o Presidente Lula não é besta e duro na queda, agora os americanos estão abandonando Bolsonaro para negociar mais abertamente com o governo brasileiro, expondo a famílicia Bolsonaro a este papel de traidores da Pátria e muito em breve, alvo a Interpol mundo afora, daí do desespero de Dudu (Eduardo Bolsonaro) que agora perde seu único trunfo, pois perderá o mandato, as regalias, e seu único parceiro: os Estados Unidos da América, provando que "diga-me com quem andas e te direi quem és".

Keyler Simões  com G1

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