Um professor de Ilhabela, inteiro de São Paulo, passou por uma situação absurda simplesmente por ensinar seus alunos.
O caso aconteceu com César Augusto Mendes Cruz, doutorando em História, que trouxe uma reflexão profunda aos alunos da Escola Municipal Major Olímpio, de modelo cívico-militar, diga-se de passagem.
Na aula, ele conectou o mito iorubá de Irokô, entidade espiritual do tempo, à figura de Cronos na mitologia grega, que devorava os filhos para manter o poder.
A atividade incluía obras de arte europeias, como uma pintura de Goya, retratando cronos, o tempo como um idoso, e encerrav com a música “Oração ao Tempo” de Caetano Veloso.
Tudo em conformidade com a BNCC e a Lei 10.639/2003, que determina a valorização da cultura afro-brasileira.
Mas a aula, que promovia um ensino plural, foi criticada publicamente pelo vereador Gabriel Rocha (PL) que fez um escarcéu chamando atenção para o caso.
Com a repercussão, o professor foi convocado para uma reunião sem aviso prévio, sem testemunhas e sem acesso aos registros.
Sentindo-se exposto e sem apoio, César pediu desligamento, enfrentou adoecimento e abandonou a sala de aula.
O professor afirma, em sua defesa e com toda razão, que foi vítima de perseguição ideológica.
Jornal Nota
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