domingo, 18 de maio de 2025

Professor foi afastado por perseguição ideológica por falar de mito iorubá


Um professor de Ilhabela, inteiro de São Paulo, passou por uma situação absurda simplesmente por ensinar seus alunos.

O caso aconteceu com César Augusto Mendes Cruz, doutorando em História, que trouxe uma reflexão profunda aos alunos da Escola Municipal Major Olímpio, de modelo cívico-militar, diga-se de passagem.

Na aula, ele conectou o mito iorubá de Irokô, entidade espiritual do tempo, à figura de Cronos na mitologia grega, que devorava os filhos para manter o poder.

A atividade incluía obras de arte europeias, como uma pintura de Goya, retratando cronos, o tempo como um idoso, e encerrav com a música “Oração ao Tempo” de Caetano Veloso.

Tudo em conformidade com a BNCC e a Lei 10.639/2003, que determina a valorização da cultura afro-brasileira.

Mas a aula, que promovia um ensino plural, foi criticada publicamente pelo vereador Gabriel Rocha (PL) que fez um escarcéu chamando atenção para o caso.

Com a repercussão, o professor foi convocado para uma reunião sem aviso prévio, sem testemunhas e sem acesso aos registros.

Sentindo-se exposto e sem apoio, César pediu desligamento, enfrentou adoecimento e abandonou a sala de aula.

O professor afirma, em sua defesa e com toda razão, que foi vítima de perseguição ideológica.

Jornal Nota

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