A ministra da Cultura, Margareth Menezes, tornou-se alvo de um pedido de impeachment após shows feitos durante o Carnaval.
A iniciativa é do deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Jorge Goetten (Republicanos-SC). A análise do tema e as informações são do comentarista do Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, Cláudio Humberto.
Segundo os deputados, a ministra da Cultura teria recebido mais de R$ 600 mil de cachê para realização de shows no Carnaval de Salvador e de Fortaleza, pagos pelas prefeituras das cidades com recursos federais.
A ministra poderá ser convocada para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados e deve ser investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A investigação inclui os possíveis crimes de peculato, improbidade, emprego ilegal de dinheiro público e violação dos princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade e legalidade.
A Comissão de Ética Pública da Presidência de República, em 2023, havia decidido que a ministra deveria se abster de fazer shows pagos com dinheiro público, mas depois houve a mudança deste entendimento, ela poderia fazer shows, desde que não recebesse cachês de recursos federais.
"Cá pra nós, o que é uma mudança de entendimento na Comissão de Ética Pública, em um país em que o STF não considera anormal o fato de ministros julgarem processos que são patrocinados até por seus próprios cônjuges", disse Cláudio Humberto.
Em nota, a Comissão de Ética Pública da Presidência de República informou que não existe contradição entre as duas decisões, “pois a primeira não teve por objeto a possibilidade de shows remunerados por recursos municipais e, exatamente por isso, nada deliberou sobre ela”.
Band Jornalismo

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