domingo, 3 de setembro de 2023

Rimas em língua de sinais: como rappers surdos estão mudando a música

Entre os vários estilos de hip hop que surgiram nos 50 anos que o gênero completou recentemente, um se destaca porque suas rimas são criadas em línguas de sinais.⁠

Populares na comunidade surda, as músicas contam experiências culturais deste grupo. ⁠

Apesar disso, a origem do dip hop não é muito diferente do hip hop.⁠

No fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas DIY (Do it Yourself, ou faça você mesmo), eventos noturnos e reuniões sociais. ⁠

Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs.⁠

Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical. ⁠


A Universidade Gallaudet em Washington, DC e o Instituto Técnico Nacional para Surdos em Rochester, Nova York, têm atuado como importantes locais de produção nos Estados Unidos, conectando alunos surdos e com deficiência auditiva de todo o mundo.⁠

Embora a incorporação da língua de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição do estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais.⁠

Trata-se de uma expressão musical moldada pela experiência cultural dos surdos — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música. ⁠

Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes.⁠


BBC Brasil

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