Entre os vários estilos de hip hop que surgiram nos 50 anos que o gênero completou recentemente, um se destaca porque suas rimas são criadas em línguas de sinais.
Populares na comunidade surda, as músicas contam experiências culturais deste grupo.
Apesar disso, a origem do dip hop não é muito diferente do hip hop.
No fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, DJs surdos e empresários do entretenimento organizaram festas DIY (Do it Yourself, ou faça você mesmo), eventos noturnos e reuniões sociais.
Esses locais ofereceram oportunidades para rappers, DJs, dançarinos e outros artistas começarem a desenvolver e explorar seu próprio estilo de hip hop e se conectar com outros rappers e DJs.
Cidades com escolas para surdos serviram como centros culturais para networking musical.
A Universidade Gallaudet em Washington, DC e o Instituto Técnico Nacional para Surdos em Rochester, Nova York, têm atuado como importantes locais de produção nos Estados Unidos, conectando alunos surdos e com deficiência auditiva de todo o mundo.
Embora a incorporação da língua de sinais seja um elemento fundamental do dip hop — e permaneça na vanguarda da definição do estilo — o dip hop se estende muito além da criação de canções de rap originais em linguagem de sinais.
Trata-se de uma expressão musical moldada pela experiência cultural dos surdos — canções que reorientam as noções dominantes do que pode ser considerado música.
Ao mesmo tempo, cada artista tem seu próprio estilo de rap, com performances de dip hop assumindo uma variedade de formas e estruturas diferentes.
BBC Brasil


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