Uma das maiores queixas de artistas, grupos, bandas e demais coletivos culturais é a definição de valorização do seu trabalho através do pagamento de seus cachês, por exemplo. Muitas vezes, o artista local se sente desprestigiado por um contratante quando o assunto é a contratação de uma banda ou artista "de fora" ou nacional.
Diversos são os fatores que determinam ou balizam a cobrança de cachês, como: tamanho (quantidade) da banda ou grupo, qualidade dos músicos ou artistas, tipos de instrumentos ou equipamentos necessários para a apresentação, distância ou custos para deslocamento ao local da apresentação e tipo de transporte, a estrutura que o artista ou grupo dispõe como produtores, empresários, equipe técnica, impostos da nota fiscal e trabalhistas, e claro, a capacidade de mobilização de público pagante ou não, ou seja, o momento em que o grupo se encontra de visibilidade pública.
Não é fácil definir o valor de um cachê. A profissionalização é um caminho não muito fácil, mas fundamental se você quer ser tratado profissionalmente, de fato.
Ter seu próprio CNPJ, já é um caminho. Pagando e recolhendo os devidos impostos já coloca o artista no trilho da profissionalização, até mesmo para se garantir no futuro.
Outro fator importante é a existência de uma instituição fundamental para uma relação deste tipo que é o sindicato, que é quem ajudará na regulamentação da profissão, bem como nas relações de quem contrata e quem é contratado, além de oferecer ajuda e acompanhamento jurídico aos sindicalizados, mas para isso é necessário recursos recolhidos dentre seus representados.
Parece aquela história do que vem antes: o ovo ou a galinha, mas é importante iniciar a organização da classe artística segmentada ou não, mas o primeiro passo só pode ser dado pela categoria.
Links:
https://www.icomp.com.br/camarim/contratos-artisticos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-assunto/

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