Com dois meses em atraso, mestres da cultura popular pedem ajuda para sensibilizar o Governo do Estado de Alagoas para que se normalize o pagamento da Bolsa do Registro de Patrimônio Vivo de Alagoas existente desde 2005, para ajudar aos mestres e mestras a repassarem seu conhecimentos aos mais novos, e que, segundo vários mestres, como Mestra de Guerreiro Iraci Bomfim, estão há dois meses sem receber: "Um absurdo... a gente nessa pandemia, sem se apresentar, e sem receber a bolsa (do RPV)", explicou a mestra, que falou com representantes da SECULT, e estes disseram que após o dia 15 de outubro, pagariam ao menos um mês. Atualmente, o valor pago a cada mestre declarado Patrimônio Vivo, é de R$ 1.650,00, mensalmente, e que muito usam para se sustentar e ao próprio grupo, com o compromisso de repassar seus conhecimentos às novas gerações, garantindo, assim a sua perpetuação.
É considerado Patrimônio Vivo (Lei Estadual n.6513/04, alterada pela LEI Nº 7.172, DE 30 DE JUNHO DE 2010) a pessoa que detenha os conhecimentos e técnicas necessárias para a preservação dos aspectos da cultura tradicional ou popular de uma comunidade, estabelecida em Alagoas há mais de 20 anos, repassando às novas gerações os saberes relacionados a danças e folguedos, literatura oral e/ou escrita, gastronomia, música, teatro, artesanato, dentre outras práticas da cultura popular que vivenciam.
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