Quando criança, por volta dos 6 anos, meu sonho era ser médico, mais foi algo que surgiu e cresceu, talvez, pelo carinho e admiração que eu já tinha por dois tios: Tio Celestino, saudoso, além de querido e respeitado profissional, irmão de minha mãe e de minha Tia Celeste, cunhada de minha mãe. Grandes médicos, "celestes", pessoas dedicadas à sua profissão. Claro que foram minha inspiração de criança.
Com o tempo, com a idade fui me voltando à comunicação, sempre interessado nos programas de rádio, produzindo fanzines desde a época de colégio. Claro que na hora de optar por um curso superior o Jornalismo foi a minha opção. Não passei no primeiro vestibular, mas passei, em segunda chamada, no segundo vestibular da UFAL, em 1994.
Mas antes do vestibular eu já me aventurava na Comunicação impressa, produzindo os fanzines e pequenos jornais para viabilizá-los eu também exercia a função comercial, buscando anunciantes, patrocinadores e apoiadores. Da experiência impressa, corri atrás e consegui com a participação e colaboração de amigos, e de meu primo Andrei Voss, que foi quem diagramou meus primeiros jornais, chegar ao rádio com a produção do programa Rádio Alternativa, na Rádio Maceió FM, em 1993, com 19 anos de idade, antes mesmo de entrar para a Universidade. Cuidar do conteúdo, fotografias, diagramação, entrevistas, redação, revisão e a viabilização comercial daqueles produtos, pois sempre acreditei no que produzíamos, sem nunca sequer ter tido uma aula a respeito. Não só eu como eles aprendemos fazendo, ficando horas no word, pagemaker e coreldraw 2, mas sempre tivemos determinação, talento e o apoio de nossos pais, tanto que já entrei na Universidade já meio azeitado na escrita e na produção de rádio. Sempre fui de tomar a iniciativa, pois os jornais que produzimos eram independentes e os programas de rádio, também, por meio de viabilizarmos anunciantes que pagavam nosso trabalho, e na rádio, também permitia que comprássemos os horários. Foram basicamente dois programas de maior destaque: Rádio Alternativa e Zona Privada, em 1993 e 1998, respectivamente, lembrando que o Zona Privada foi o primeiro, talvez, no país a ter interação pela internet, com transmissão de áudio e vídeo também.
Esse relato foi só para lembrar e alertar aos amigos leitores que o fundamental é você ter confiança no que você quer fazer, com determinação e clareza. As técnicas nós aprendemos. O que nos motiva e nos faz diferentes é o que carregamos em nossa vida, como nossas influências e nosso objetivos. Até mesmo o ato, por mais aleatório que pareça, tem sua razão de ser. Não precisamos ser melhores e maiores que ninguém, só precisamos ser. Só.
A Comunicação, o Jornalismo me mordeu com a mesma intensidade que a cultura e por isso meu trabalho, minha história, nestes 29 anos de carreira profissional, pelo menos na produção cultural, e 23 anos no Jornalismo venho me dedicando e me destacando nestes segmentos, pois fazer qualquer um faz, mas fazer com amor e compromisso, isso sim, é para poucos, e nestes poucos eu me incluo.







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