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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Bolsa Família quebra ciclo da pobreza, diz estudo



Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), revela que 60,68% das pessoas que recebiam o Bolsa Família em 2014 deixaram o programa até 2025. Entre os adolescentes que integravam famílias beneficiárias, o percentual foi ainda maior: 68,8% entre aqueles que tinham de 11 a 14 anos e 71,25% entre os que tinham de 15 a 17 anos.  

​Os dados integram a pesquisa Filhos do Bolsa Família: uma análise da última década do programa, apresentada em dezembro de 2025, e apontam para uma trajetória de mobilidade social entre gerações de famílias que viviam em situação de pobreza – leia a apresentação do estudo na íntegra.  

sábado, 12 de setembro de 2026

Fujão - JHC foge do debate e deixa espaço para Renan Filho

A ausência do ex-prefeito JHC ao debate promovido pela BAND local, é uma falta de respeito e consideração com o povo alagoano, seu eleitor ou não, pois é um esforço da emissora em prol da democracia, sem falar que é uma falta de respeito e consideração com os profissionais dedicados à realização deste grande evento pela emissora.

Um debate deste tipo envolve profissionais de som, iluminação, cenotécnica, da imprensa...

A ausência do candidato fala mais dele mesmo do que qualquer entrevista.

Essa postura autoritária e descompromissada, e para não dizer, covarde, não é condizente com nenhum gestor público que respeita seu povo e o dinheiro público.


Se não tem coragem de enfrentar questionamentos públicos e não tem a menor condição de se expor num debate, não merece ser sequer candidato, quanto mais um gestor.

Perdemos Mestre Geraldo José, ícone da cultura popular alagoana



Na madrugada deste sábado (12) Alagoas perdeu mais um de seus grandes mestres da cultura: Geraldo José da Silva, nascido em Maceió, era servidor público aposentado e desde a adolescência mergulhou nas tradições da cultura popular.

Geraldo era um dos últimos fundadores da Associação dos Folguedos Populares de Alagoas (ASFOPAL), que completou 40 anos de existência no ano passado.

Sob a orientação do Mestre Biu, de Bebedouro, com quem aprendeu e aperfeiçoou seu talento, Geraldo fundou diversos grupos culturais, como Coco de Roda, Maracatu, Baianas, Toré de Índio, e Quilombos, todos no(12) bairro do Vergel do Lago.

Segundo Ivan Barsand, Presidente da Asfopal: "Estamos muito tristes com a perda de Geraldo, um mestre inquieto e extremamente produtivo, com uma ligação incomparável com a juventude. Deixará uma imensa lacuna na cultura de Alagoas e na vida de seus amigos.", explicou.

Em 2012 recebeu, da Câmara de Vereadores de Maceió, a Comenda Zumbi dos Palmares, por sua dedicação e luta no movimento negro.

Em 2024 foi reconhecido e declarado Patrimônio Vivo de Alagoas, por sua imensa contribuição à cultura de nosso Estado.



Criou e coordenou diversos grupos de folguedos e matrizes africanas e indígenas no bairro do Vergel do Lago, como Coco de Roda, Maracatu, Baianas, Toré de Índio, Quilombos e o Grupo Cultural Axé Zumbi. 

Em 2013, assumiu a Presidência da Asfopal, associação de que era defensor e fundador, há 40 anos.

Geraldo José tinha 72 anos de idade e deixa um legado na cultura popular, como poucos, com dois filhos envolvidos e brincantes do Folclore.

Até esta semana continuava a compartilhar seus vastos conhecimentos culturais com a comunidade, mantendo viva a herança cultural da região, mesmo após um período acamado devido a complicações da diabetes, que o obrigou a passar por uma cirurgia de amputação de parte de uma de suas pernas.

O velório terá início ao meio-dia deste sábado, em uma das Capelas do Pré-vida, no Prado, próximo à Praça da Faculdade.  O enterro acontecerá neste domingo (13) às 9h, no Cemitério São José.


Keyler Simões 

Jornalista, Produtor cultural, amigo e admirador de Geraldo há quase 30 anos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

TV Gazeta de Alagoas será Band


A TV Gazeta de Alagoas, emissora ligada ao grupo de comunicação do ex-presidente Fernando Collor, encerrou a longa parceria com a TV Globo e confirmou uma nova fase na televisão alagoana.

​A partir de 1º de novembro, a emissora passou a ter parceria com a Rede Bandeirantes (Band), encerrando uma relação que durou décadas. A mudança ocorreu após uma disputa judicial envolvendo a manutenção do vínculo entre a Gazeta e a Globo.

​Com a chegada da Band, os telejornais locais da TV Gazeta também passaram por mudanças de nome, formato e identidade, deixando de seguir o padrão adotado durante o período de afiliação à Globo.

​A decisão está diretamente relacionada ao processo envolvendo a situação societária da emissora. Em setembro, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu os efeitos de uma decisão que obrigava a Globo a manter a parceria com a TV Gazeta. Na decisão, Barroso citou a condenação de Fernando Collor e afirmou que a estrutura da emissora havia sido mencionada no processo criminal.

​A TV Asa Branca assumiu a retransmissão da programação da Globo em Alagoas, enquanto a TV Gazeta iniciou sua nova etapa com a Band.

​A mudança marca o fim de um dos capítulos mais longos da história da televisão alagoana e abre uma nova disputa pela audiência no estado.

Maceió do Manto

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Debate bizarro - JHC e Renan Filho protagonizam debate bizarro na TV Gazeta

O ex-prefeito de Maceió, candidato ao Governo de Alagoas, João Henrique Caldas, o JHC, demonstrou estar inseguro e despreparado em sua participação no debate na TV Gazeta, ao contrário do candidato Renan Filho, mais seguro e objetivo.

Caldas não pareceu estar a vontade em nenhum momento do debate, com respostas confusas... confundindo temas, assemelhando-se a um mero debatedor escolar, com sorriso amarelo e sem objetividade. 

Quando Caldas foi perguntado sobre propostas para a Segurança Pública, ele não respondeu, simplesmente, citou personagens de Alagoas como cidadãos em situações totalmente desconexas com a pergunta. 

Em um momento do debate, o ex-prefeito chamou Renan de careca, e Renan o chamou de Avatar, destacando a futilidade do candidato.

Assustador, mas ainda tem o debate da Band, pela frente para tirar essa má impressão.

Manifestação cultural representativa do Nordeste, Repente tem como marcas a rima e o improviso sobre situações do cotidiano

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

A rima e o improviso são as marcas do Repente, manifestação popular que faz parte da identidade da região Nordeste. No diálogo poético, dois artistas se revezam cantando estrofes improvisadas sobre situações do dia a dia. 

Devido a sua importância cultural e social, o bem imaterial foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em novembro de 2021.  

O reconhecimento valoriza o trabalho de cantadores, produtores e apreciadores dessa tradição, presente atualmente em diferentes regiões do país.

Com a conquista, o Repente passou a figurar no Livro de Registro das Formas de Expressão, no qual também estão a Roda de Capoeira e Choro. O título possibilita a adoção de ações e políticas públicas voltadas à salvaguarda da expressão cultural.

O pedido de registro foi apresentado ao Iphan em 2013 pela Associação dos Cantadores Repentistas e Escritores Populares do Distrito Federal (Acrespo). A partir daí, o Instituto iniciou o processo de pesquisa e documentação da manifestação.

O trabalho resultou em um dossiê técnico elaborado em parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O estudo reuniu informações sobre a história, as características e a importância cultural do Repente.

Cantorias

As apresentações de repentistas costumam ser feitas em espaços como casas, feiras, praças públicas e grandes festivais. Nelas, dois poetas, acompanhados de violas, improvisam estrofes alternadas, a partir de temas sugeridos pelo público ou instigados por eles próprios.  Cada cantador é desafiado a criar versos inéditos, que encantam pela rapidez do raciocínio e pela riqueza de conteúdo. 

O Repente é composto por três elementos fundamentais: a métrica precisa dos versos, a qualidade das rimas e o sentido das mensagens transmitidas pelos poetas. A habilidade para o improviso, que surpreende os ouvintes pela espontaneidade, é considerada como um dom.

A expressão cultural mantém vínculos históricos com as narrativas orais e encontra-se em estreita relação com outras poéticas vocais, como a literatura de cordel.

História

Há registros da prática do Repente desde meados do século 19 em Pernambuco e na Paraíba. As mais antigas têm origem na Serra do Teixeira (PB). No início do século 20, a manifestação cultural contribuiu para a difusão do rádio na região. Na época, a maior parte dos repentistas tinha origem rural, vivendo no interior e cantando para plateias camponesas.

A partir da década de 1950, os cantadores passaram a residir nas cidades em busca de meios de divulgação de seu trabalho, entre eles o rádio e o correio.

Nos anos 1980 e 1990 vieram as gravações de discos e a realização de festivais. Com a evolução tecnológica, a internet se tornou mais uma ferramenta para divulgação de cantorias e eventos voltados ao Repente.

Plataforma

Com um acervo de mais de 2 mil itens, entre vídeos, documentos e fotos, a plataforma digital Bem Brasileiro, do Iphan, reúne os bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil ao longo dos últimos 25 anos.   

O site reúne desde pedidos de registro e pareceres técnicos até ações de monitoramento e salvaguarda realizadas pelo Instituto. Também disponibiliza parte do acervo separando materiais por cada estado da federação.

Entre mãos e gerações, saberes das parteiras tradicionais atravessam o tempo no Brasil


Maria Fernanda da Silva tinha 12 anos quando uma mulher chegou à casa de sua mãe, no interior de Pernambuco, para dar à luz. Vinha de um sítio no alto de uma serra e já conhecia bem aquele caminho: outros filhos haviam nascido pelas mãos de Zefinha Parteira. Mas, naquele dia, Zefinha não estava. Tinha saído para atender outro parto.

A menina ficou com medo, mas foi a própria parturiente quem a encorajou, lembrando que Maria Fernanda já havia acompanhado a mãe em outros nascimentos. “Ela dizia que eu sabia fazer, porque já tinha acompanhado minha mãe em outros partos. E foi assim que fiz o meu primeiro parto, aos 12 anos”, recorda.

Décadas depois, a história daquela menina ajuda a compreender um saber que atravessa gerações e diferentes territórios brasileiros. Em 9 de maio de 2024, o Ofício, Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e inscrito no Livro de Registro dos Saberes.

De abrangência nacional, o reconhecimento contempla conhecimentos e práticas presentes nas cinco regiões do país e preservados em diferentes contextos sociais e culturais. São mulheres que acompanham outras mulheres durante a gestação, o nascimento e o pós-parto, articulando conhecimentos tradicionais, experiência prática, vínculos comunitários e formas próprias de cuidado.

Um saber que passa de mulher para mulher

Na família de Maria Fernanda, o conhecimento ganhou continuidade pelas mãos de três mulheres. A primeira foi sua mãe, Zefinha Parteira, que aprendeu o ofício a partir da própria experiência. Foi observando a mãe que Maria Fernanda e a irmã mais nova aprenderam a partejar. “Venho, sim, de uma família de parteiras tradicionais. Aprendi a fazer partos com minha mãe, e minha irmã caçula também é parteira. Nós duas aprendemos com ela”, conta.

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Foto: Arquivo Pessoal

A trajetória das três mulheres ajuda a revelar uma das características desse patrimônio cultural. De acordo com os estudos que subsidiaram o registro pelo Iphan, os conhecimentos das parteiras tradicionais são transmitidos principalmente pela experiência, pela observação e pela convivência, em ambientes familiares e comunitários. Também se transformam e se ampliam nas trocas entre as próprias parteiras.

Esse repertório assume diferentes formas pelo Brasil. Conforme a região e a comunidade, pode incluir massagens, banhos, uso de plantas, rezas, palavras de conforto e outros cuidados durante a gestação, o parto e o pós-parto. O ofício está presente tanto em áreas rurais quanto urbanas, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas.

Mas o cuidado não termina com o nascimento. A relação construída com a gestante muitas vezes se estende à criança e à família, fortalecendo vínculos de confiança e solidariedade dentro das comunidades. Para Maria Fernanda, essa dimensão é parte essencial do ofício.

“A parteira não chega apenas para fazer o parto e ir embora. Ela cuida daquela família. Ela orienta, escuta, aconselha. Às vezes, é psicóloga, chega a ser advogada. Atua em várias questões dentro daquela família, sempre por meio da arte do cuidar”, afirma.

Maria Fernanda também é enfermeira, mas é pela tradição familiar que prefere se apresentar. “Eu sou Maria Fernanda, filha de Zefinha Parteira. Sou parteira tradicional e sou enfermeira, mas sempre me apresento dessa forma: sou parteira, filha de parteira e irmã de parteira também.”

Para ela, essa identidade carrega também o sentido de continuidade de uma prática que ultrapassa sua própria família. “É mulher cuidando de mulher, dando a assistência de que ela precisa. Essa tradição faz parte da nossa cultura e da nossa herança”, destaca.

Patrimônio Cultural do Brasil

O processo de reconhecimento do Ofício, Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil teve início a partir de pedido de registro apresentado em 2011. A instrução técnica reuniu pesquisas, documentação e relatos sobre as diferentes formas de exercer e transmitir o ofício. O trabalho de campo que subsidiou o processo incluiu parteiras de Pernambuco, Bahia, Maranhão, Amazonas, Amapá e Goiás.

Em maio de 2024, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou por unanimidade o registro. Com a decisão, o ofício foi inscrito no Livro de Registro dos Saberes, destinado aos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades.

O reconhecimento de um bem de natureza imaterial também prevê ações voltadas à sua salvaguarda. No caso das parteiras tradicionais, entre as diretrizes apontadas estão o fortalecimento das associações e redes de parteiras, o mapeamento de grupos em diferentes regiões, a ampliação das pesquisas e da documentação e a transmissão e difusão desses conhecimentos.

Para Maria Fernanda, parte dessa dimensão pode ser compreendida no instante em que uma nova vida chega e encontra as mãos de uma parteira.

“Costumo dizer que as mãos das parteiras são abençoadas. É um privilégio poder tocar aquele bebê, ser uma das primeiras pessoas a segurá-lo e depois entregá-lo à mãe e à família”.

São também essas mãos que mantêm viva uma história transmitida entre mulheres e comunidades ao longo de gerações.

“Trazemos em nossas mãos a tradição do partejar e a nossa ancestralidade. Durante muito tempo, estivemos na obscuridade, mas hoje conseguimos dar visibilidade à nossa categoria com o reconhecimento. Somos mulheres que trabalham com o parto desde a antiguidade. A sociedade precisa nos reconhecer como mulheres que trazem a ancestralidade em suas mãos”, conclui.

MinC

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Novo dono - TV Gazeta terá novo dono após eleições


O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Victor (MDB), prepara a formalização da compra das Organizações Arnon de Mello (OAM), grupo responsável pela TV Gazeta, rádios, jornal e portal de notícias. A conclusão do negócio estaria prevista para depois das Eleições 2026, segundo fontes internas.

​A operação ainda não foi anunciada oficialmente e não há, até o momento, informação pública sobre valores, formato societário ou empresas que seriam utilizadas na aquisição. O que se sabe é que essa seria uma tentativa de criar um grande conglomerado sobre o controle do presidente da Assembleia.

​Por se tratar de uma negociação não oficializada, as informações devem ser consideradas preliminares. No entanto, uma suposta sociedade oculta também estaria sendo trabalhada para aumentar o poder do mesmo grupo político.

​A possível venda aumenta a apreensão entre profissionais que trabalham nas Organizações Arnon de Mello. Funcionários já convivem com um ambiente de instabilidade provocado pelas dificuldades financeiras e pelos processos judiciais envolvendo empresas do grupo.

​Entre as ações mencionadas pelas fontes está um pedido de falência relacionado à TV Gazeta de Alagoas. Credores também recorrem à Justiça para cobrar dívidas e questionar a permanência do ex-presidente Fernando Collor de Mello no controle societário do conglomerado.

​Em fevereiro de 2025, uma decisão judicial autorizou a penhora de cotas sociais de empresas ligadas a Collor para o pagamento de um credor trabalhista. O episódio integra uma disputa mais ampla sobre dívidas e participação acionária.


Agora Alagoas