Para saber mais desta novidade, conversamos com Eugênio Vilela, produtor cultural e Presidente da Escola de Samba Nação Imperial.
Segundo Eugênio Vilela: "A escola foi fundada em 1995 e um ano depois desfilados e fomos campeões do Carnaval de Maceió. Permanecemos na ativa por mais 5 ou 6 anos, mas depois nos retiramos porque as escolas começaram a abrir mão da disputa e desfilavam apenas.
Somos do bairro do Poço, onde começamos na Praça da Maravilha.
Quando comemoramos os 30 anos de fundação da escola, no ano passado, o bichinho da escola nos picou de novo, e junto a outras pessoas que vivenciaram a criação da escola, resolvemos investir na volta ainda em 2026.
Somos filiados à LESAL, Liga das Escolas de Samba de Alagoas desde 1995.
Este ano vamos desfilar fora do Carnaval, no dia 28 de fevereiro, na Avenida Silvio Viana, a partir das 20h.
Apoio financeiro não temos, apenas contribuições da comunidade. Estamos no aguardo do apoio repassado pelo Governo de Alagoas e da Prefeitura de Maceió".
Vamos a esta rápida entrevista.
Eugênio, depois de anos afastada dos desfiles, o que representa o retorno da Nação Imperial ao Carnaval?
Eugênio Vilela: O retorno da Nação Imperial é, acima de tudo, um reencontro com a nossa história e com a comunidade que sempre manteve viva a memória da escola. A Nação Imperial não é apenas uma agremiação carnavalesca; ela carrega afetos, lembranças e a identidade de muitas pessoas. Voltar a desfilar é reafirmar que a escola continua viva, resistente e comprometida com a cultura popular de Maceió.
Por que escolher Nise da Silveira como tema desse retorno tão simbólico?
Eugênio Vilela: Nise da Silveira é uma das maiores personalidades que Alagoas já apresentou ao Brasil e ao mundo. Ela revolucionou a forma de pensar a saúde mental, defendendo o afeto, a liberdade e a dignidade humana. Homenageá-la nesse retorno é um gesto político, cultural e humano. É dizer que o Carnaval também é espaço de reflexão, de cuidado e de valorização das mentes livres e criativas.
Como essa homenagem será traduzida no desfile?
Eugênio Vilela: Nosso desfile vai contar a trajetória de Nise, destacando sua luta contra os métodos desumanos da psiquiatria tradicional e sua defesa da arte como forma de cura e expressão. Através do samba-enredo, das fantasias e das alegorias, vamos mostrar a sensibilidade, a coragem e o legado dessa mulher extraordinária. É um desfile que promete emocionar e provocar reflexão.
Qual o papel da comunidade nesse processo de reconstrução da escola?
Eugênio Vilela: A comunidade é o coração da Nação Imperial. Esse retorno só está sendo possível graças ao envolvimento de antigos componentes, novos sambistas, artistas, costureiras, ritmistas e apoiadores que acreditam no projeto. É um trabalho coletivo, feito com muito amor, superação e vontade de ver a escola novamente brilhando na avenida.
Que mensagem a Nação Imperial deseja deixar para o público com esse desfile?
Eugênio Vilela: Queremos mostrar que o Carnaval é resistência, memória e transformação. Ao homenagear Nise da Silveira, reafirmamos que a arte tem poder de cura, de libertação e de construção de um mundo mais humano. A Nação Imperial volta para dizer que o samba também educa, acolhe e transforma.
O que o público pode esperar da Nação Imperial neste retorno?
Eugênio Vilela: Pode esperar um desfile feito com o coração, com muita verdade e respeito à nossa história. A Nação Imperial volta com a missão de emocionar, conscientizar e celebrar a cultura alagoana. É um novo capítulo, mas com as raízes bem fincadas no passado e o olhar cheio de esperança para o futuro.



Tmj meu amigo Eugênio nesse retorno da Nação Imperial,comunidade do bairro do poço agradece
ResponderExcluirMorei pertinho do poço e ao ler a entrevista senti vontade de estar presente para assistir esse retorno e essa homenagem a uma alagoana tão sábia que foi Nise da Silveira. Parabéns pelo retorno aos desfiles (o de vcs!) e que seja o primeiro de muitos anos.
ResponderExcluir*a esta alagoana
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