quinta-feira, 31 de julho de 2025

Altos preços da rede hoteleira de Belém (PA) assusta países que pedem troca de sede

 

Alguns países manifestaram preocupação e sugeriram a troca da sede da COP30 de Belém devido aos altos preços de hospedagem. Delegados de países africanos e insulares, entre outros, relataram que as diárias estão muito acima do valor de referência da ONU, o que pode dificultar a participação de delegações mais pobres. O assunto foi discutido na última reunião do "bureau" da COP em Bonn e o Brasil se comprometeu a apresentar soluções. 

Detalhes

A crise hoteleira em Belém está causando tensão e preocupação entre os países participantes da COP30. Alguns relatos indicam que os preços de hotéis em Belém podem estar até dez vezes acima do normal, tornando a hospedagem inacessível para delegações de países em desenvolvimento. A situação levou a uma reunião de emergência da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) na semana passada. 


A presidência da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, confirmou que alguns países solicitaram a mudança da sede do evento, mas a diretora-geral da conferência, Ana Toni, afirmou que a COP e a reunião dos chefes de Estado ocorrerão em Belém, como previsto. O governo brasileiro se comprometeu a apresentar soluções até o próximo encontro, em 11 de agosto, para lidar com as preocupações sobre a hospedagem. 

A situação gerou debates sobre a possibilidade de redução das delegações ou até mesmo da transferência da COP30 para outra cidade, mas o governo brasileiro reafirmou que o evento será realizado em Belém. No entanto, a pressão sobre os preços continua, e o governo está buscando negociar com a rede hoteleira e o setor de turismo para encontrar soluções.

Zeza do Coco - uma mestra do coco e querida na vida


Há quase 30 anos convivo, vivo aprendo e registro em fotos, vídeos e textos muita coisa sobre pessoas especiais para mim e para meu Estado de Alagoas, por mais que ele não saiba. Estou falando de pessoas simples que tem o dom de cantar, compor, dançar e passar seus conhecimentos para os mais jovens, como os Mestres da cultura popular. Assim foi com Mestre Izaldino, do Fandango do Pontal, que conheci em 1997, graças a um projeto de extensão da Ufal, onde eu estudava e era Bolsista de Extensão, e Ranilson França,  na época era Secretário Estadual de Cultura,  e chamou a Ufal para uma missão: revitalizar e registrar o Fandango do Pontal. Me apaixonei pelo folguedo, amor que perdura até hoje.

Mestre Verdelinho foi o mestre que conheci em 2000, de quem me aproximei durante uma apresentação sua na ArtNor daquele ano. Foi com quem mais tive contato, mesmo depois de anos de seu falecimento,  ainda o considero como "meu mestre".

Mas tem uma menina que também conheci em 2000, que na época era conhecida como "Duarte", nora da saudosa Mestra Hilda do Coco, e também era seu braço-direito.

Duarte era seu nome artístico,  porque era assim que seu marido, na época,  a chamava, por considerá-la parecida com a atriz Regina Duarte. Sabia de nada o inocente, pois ela, Maria José, já era mais bonita e talentosa que a "global".

Nessa época ela era mais nova do eu, atualmente,  tinha 45 anos, mas era uma danada, mas talentosa na mesma medida. 

Estou falando da "minha mestra", hoje chamada por Zeza do Coco", um amor de pessoa, generosa, querida pela juventude, respeitada pelos mais antigos e uma referência da nossa cultura popular,  e não é à toa, já que Zeza, é mestra de coco, rezadeira, voltada também à religiosidade    afro-brasileira, compositora... uma estrela completa.

Essa imagem acima, uma amiga dela fez e a presenteou, deixando-a feliz pela homenagem.

Zeza do Coco, é reconhecida como Patrimônio Vivo de Alagoas, há 10 anos, desde 2015 e uma das mestras mais acessíveis e queridas pela juventude e os acadêmicos.

Uma paixão, não só minha, mas do povo alagoano.

BNDES lança edital para selecionar espetáculos musicais da nova temporada do seu Espaço Cultural

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, na última segunda feira, 23, edital para seleção de espetáculos musicais para a temporada 2026-2027 do Espaço Cultural BNDES, que fica na sede operacional do Banco, no Rio de Janeiro (RJ).

Abertos ao público de forma gratuita, os shows farão parte da programação das séries “Quintas no BNDES” e “Sextas Instrumentais”. Serão contratados pelo menos 160 espetáculos e será formado cadastro de reserva. As inscrições deverão ser feitas por meio de formulário online disponível no site.

Os interessados poderão inscrever seus projetos musicais nas categorias Renome, Destaque ou Novos Talentos, e nos gêneros Música Erudita, Música Popular/Instrumental ou Música Popular/Cantada. No momento da inscrição, cada projeto também deverá ser enquadrado por seu proponente em uma das faixas de cachê definidas pelo edital. Os cachês irão variar de R$ 18 mil a R$ 60 mil, conforme a categoria da qual o espetáculo faça parte e o número de músicos participantes.

“O BNDES acredita no apoio à cultura como fonte de desenvolvimento do país. Os espetáculos do Espaço Cultural BNDES são uma importante ação de valorização dos artistas brasileiros, que recebemos na nossa casa, e do próprio público, que pode participar gratuitamente de shows de alta qualidade”, comentou o presidente do Banco, Aloizio Mercadante.

O julgamento dos projetos inscritos levará em consideração o melhor conteúdo artístico, com base nos seguintes critérios: concepção do espetáculo; análise do repertório; qualidade artística da performance; currículo da persona artística (músico ou grupo musical que esteja à frente do projeto) e/ou dos músicos envolvidos no espetáculo; e potencial de comunicação.

Os 160 espetáculos melhor classificados serão contratados, sendo 48 na categoria Renome, 48 na categoria Destaque e 64 na categoria Novos Talentos. No período de vigência do concurso e a critério do BNDES, conforme a necessidade de composição da programação e observada a disponibilidade de recursos, projetos do cadastro de reserva também poderão ser contratados.

A série “Quintas no BNDES” faz parte da programação cultural da cidade do Rio de Janeiro, de forma regular, desde 1993, com apresentação de espetáculos musicais nas noites de quinta-feira no Teatro BNDES. Já “Sextas Instrumentais” é a série criada em 2014 para ampliar a programação, que passou a incluir música erudita.

Ufal se une à Orquestra Som do Nordeste para o Amazonas Festival


A Orquestra Som do Nordeste, que integra um projeto de extensão da Universidade Federal de Alagoas, vai participar de um dos maiores festivais da América Latina, o Amazonas Green Jazz Festival. Liderada pelo trombonista e maestro Rony Ferreira, a big band vai subir no palco Teatro Amazonas com 20 músicos e os convidados, o cantor Eliezer Setton e a cantora Rebeca Deleu, no dia 7 de agosto, às 20h, com entrada gratuita. 

A cultura e os ritmos alagoanos vão integrar o projeto Meu Brasil Nordestino, dentro do Amazonas Jazz Festival. “Essa conquista de levar nossa banda para o Amazonas Jazz Festival é coletiva. É fruto do talento, da dedicação e do compromisso de todos que constroem a nossa trajetória com música e propósito. É uma iniciativa que une música, inclusão, acessibilidade e formação cultural entre Alagoas e o Amazonas, com apoio da Bolsa Funarte de Música Pixinguinha 2023”, afirmou o diretor da orquestra,  Rony Ferreira.

De acordo com o professor Augusto Moralez, que integra a Orquestra Som do Nordeste, os 20 integrantes são alunos, ex-alunos e músicos de Maceió e Marechal Deodoro. “A big band está registrada oficialmente com o projeto de extensão da Ufal. Eu estou no grupo como docente e músico, além de alunos da graduação e da extensão, além do Beto do trompete, ex-aluno da licenciatura, e o diretor da orquestra, Rony Ferreira, que também é egresso do curso de Música e toca na banda desde o projeto iniciado pelo professor MIlson Fireman. Rony deu continuidade ao projeto da big band e a nomeou de Orquestra Som do Nordeste”, contou.

Moralez destaca que a big band se propõe a apresentar um repertório alagoano, voltado para esse tipo de formação musical, com bateria, trompetes, trombones, saxofones, entre outros instrumentos. “Vamos levar esse repertório para o Teatro Amazonas, num dos principais festivais do mundo. Com apoio da Funarte, vamos levar um repertório de clássicos do jazz, da MPB, e principalmente da música alagoana. Vamos fazer um repertório com muita música do Eliezer Setton, um grande mestre. Alagoas vai estar muito bem representada, tenho certeza”, revelou.

O projeto de extensão  faz ensaios semanais às terças-feiras, das 19h às 22h, no Espaço Cultural da Ufal, localizado na Praça Visconde de Sinimbu. “Os ensaios são abertos a quem quiser assistir. A ideia é que esses ensaios sejam um laboratório para os nossos alunos. Eles tanto podem assistir quanto, eventualmente, podem participar dos ensaios também”, disse Moralez.

Antes da viagem para Manaus-AM, a Orquestra Som do Nordeste vai fazer o último ensaio na próxima segunda-feira (4), a partir das 19h30, no Espaço Cultural. Também será aberto pra quem quiser ir assistir.

Fonte: Ufal

terça-feira, 29 de julho de 2025

Prêmio Inspirar 2025 celebra mulheres negras que transformam territórios por meio da arte e cultura

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Foto: Pedro Paquino (Agência ADN)

As Mulheres negras têm liderado processos de transformação social em seus territórios por meio da arte, da ancestralidade e da cultura. Para reconhecer, fortalecer e amplificar essas trajetórias, estão abertas, até 13 de agosto, as inscrições para a segunda edição do Prêmio Inspirar, iniciativa que valoriza o protagonismo de mulheres negras (cis ou trans) e de coletivos não formalizados liderados por elas.

As interessadas podem ler o regulamento completo, reunir a documentação necessária e preencher o formulário de inscrição on-line clicando aqui.

Ao todo, serão reconhecidas 16 iniciativas lideradas por mulheres negras, com premiação total de R$ 169 mil. Os valores serão distribuídos da seguinte forma, de acordo com as categorias: Mulheres (Votação Popular): 12 iniciativas, R$ 10 mil cada; Mulheres (Mérito Cultural): 1 iniciativa, R$ 10 mil; Coletivos (Votação Popular): 2 iniciativas, 13 mil cada e Coletivos (Mérito Cultural): 1 iniciativa, R$ 13 mil.

As iniciativas precisam ter atuação comprovada e impacto social realizadas nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e em municípios selecionados do interior de São Paulo. As finalistas também receberão certificados de reconhecimento e passarão a integrar uma rede de intercâmbio e fortalecimento coletivo.

O projeto é uma realização da Baluarte Agência de Projetos Culturais, com autorização do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet. O valor total aprovado é de R$ 700,9 mil, sendo que até o momento já foram captados R$ 317 mil, com patrocínio da Neoenergia.

Para o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, iniciativas como essa confirmam a importância da Lei Rouanet no apoio ao setor produtivo. "A cultura é, por essência, transformadora. E projetos como o prêmio Inspirar demonstram a relevância da Lei Rouanet no fomento de iniciativas que dão protagonismo para populações minorizadas. É a gestão federal apoiando ações que possuem um objetivo de transformar a realidade através da cultura", destacou.

Segundo Bárbara Arraes, gerente da Baluarte, ao reconhecer e apoiar financeiramente lideranças femininas negras que atuam nas áreas de arte e cultura, a iniciativa não apenas valoriza trajetórias transformadoras, mas também amplia o alcance de ações que geram impacto positivo direto em comunidades historicamente vulnerabilizadas e incentiva outras mulheres a darem visibilidade a suas ações.

“Realizar um projeto como esse por meio da Lei Rouanet é uma oportunidade de ampliarmos ainda mais essa visibilidade, além de nos permitir incorporar outras ações ao escopo do projeto, fortalecendo seu caráter pedagógico e de construção de redes”, avalia.

E completa: “iniciativas como essa nos lembram de que a transformação social começa pelo reconhecimento da potência existente nos territórios e nas pessoas que os constroem todos os dias. O Prêmio Inspirar não apenas valoriza trajetórias individuais, mas também fortalece redes, inspira novas lideranças e impulsiona comunidades”.

Mais detalhes

Com o tema Ciclo Infinito Inspirar, a 5ª edição celebra o poder transformador da arte como força propulsora de justiça social, ancestralidade e resistência. O conceito desta edição se desdobra em oito atos interligados: Inspirar, Criar, Resistir, Realizar, Empoderar, Multiplicar, Encantar, Sonhar- representando o fluxo contínuo de ação e renovação promovido pelas mulheres em seus territórios.

Mais do que uma premiação, o Prêmio Inspirar busca fomentar a equidade racial e de gênero no acesso aos recursos da cultura, estimulando políticas públicas e investimentos que reconheçam a centralidade das mulheres negras na construção cultural do país.

Em cinco anos de existência, o projeto já reconheceu e potencializou dezenas de mulheres em estados brasileiros, gerando impacto direto em muitas vidas.

A expectativa da organização é que a edição de 2025 fortaleça ainda mais essas trajetórias e impulsione a sustentabilidade de coletivos e agentes culturais negros.

Alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), a iniciativa fortalece diretamente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5 - Igualdade de gênero) e contribui com outros seis ODS, incluindo redução de desigualdades e promoção da diversidade cultural.

sábado, 26 de julho de 2025

Cidade alagoana terá serviço público de loteria


Numa tentativa de incrementar as contas públicas para investimentos.na cudade, o prefeito de Piaçabuçu, Rymes Lessa, sancionou nesta semana, a Lei Municipal 603/2025, que institui o Serviço Público de Loteria Municipal de Piaçabuçu (Lotepi), autorizando o município a explorar quaisquer modalidades lotéricas. A captação dos recursos, pela Lotepi, se dará por meio do entretenimento e da exploração de jogos lotéricos e apostas.

De acordo com o texto publicado no Diário Oficial dos Municípios dessa sexta-feira (25), a Loteria Municipal será operada diretamente pelo Poder Executivo ou mediante credenciamento, concessão, parceria público-privada ou contratação de serviços, por licitação.

A arrecadação poderá ocorrer tanto por canais físicos quanto virtuais.

Conforme a legislação, os recursos obtidos com a venda de bilhetes e apostas serão utilizados para pagamento de prêmios, recolhimento de impostos e manutenção do serviço. O excedente será destinado ao financiamento de ações nas áreas de assistência social, cultura, educação, turismo, saúde, segurança pública e direitos humanos.

O texto também prevê que prêmios não reclamados no prazo de 90 dias após a divulgação dos resultados serão revertidos ao Fundo Municipal de Assistência Social.

A lei determina ainda que a Secretaria de Tributação e Finanças será responsável pelos atos administrativos necessários para sua execução, e que o Executivo regulamentará as diretrizes da Lotepi por meio de decreto no prazo de até 120 dias. A Secretaria Municipal de Administração deverá complementar as normas operacionais.

O Município, diretamente ou por meio de parceria, concessão ou credenciamento, adotará os sistemas de garantia que julgar convenientes à segurança contra fraude e adulteração dos bilhetes. 


Com Cada Minuto 

sexta-feira, 25 de julho de 2025

Riqueza mineral em terras raras - O real motivo do chilique de Trump contra o Brasil

A alta concentração de Terras raras em território brasileiro atiçou o interesse do Presidente americano, que usou a tal "perseguição" contra Jair Bolsonaro para disfarçar o real interesse de persuadir o Presidente Lula a negociar esta riqueza mineral com os americanos.

As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países. A maior parte desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. Eles são imprescindíveis para a indústria. Agora, a reserva brasileira é alvo do imbróglio com Trump, pois o Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Isso representa 25% do território existente.

Segundo a reportagem do Portal de notícias G1, em meio ao impasse das tarifas impostas por Trump, o governo foi informado de que os Estados Unidos querem acesso aos minerais estratégicos.

O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, recebeu na quarta-feira (23) os representantes do Instituto Brasileiro de Mineração. Segundo o instituto, os Estados Unidos estão interessados em realizar acordos com o Brasil para a aquisição de minerais considerados estratégicos.

A posição de especialistas é de que isso pode mudar o rumo da negociação sobre as taxas. O governo Lula, no entanto fez críticas. Em um evento, Lula criticou o interesse declarado dos Estados Unidos nos minerais estratégicos brasileiros, como o lítio e o nióbio e disse que “aqui ninguém põe a mão”.

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para o funcionamento de diversos produtos modernos — de smartphones e televisores a câmeras digitais e LEDs. Apesar de usados em pequenas quantidades, são insubstituíveis.

O uso mais importante dessas substâncias está na fabricação de ímãs permanentes. Potentes e duráveis, esses ímãs mantêm suas propriedades magnéticas por décadas. Com eles, é possível produzir peças menores e mais leves, algo essencial por exemplo, para tecnologias, turbinas eólicas e veículos elétricos.

Esses elementos também são fundamentais para a indústria de defesa. Estão presentes em aviões de caça, submarinos e equipamentos com telêmetro a laser. Justamente por essa relevância estratégica, o valor comercial é elevado.

O quilo de neodímio e praseodímio — os mais usados na produção de ímãs — custa cerca de 55 euros (R$ 353). Já o de térbio pode ultrapassar 850 euros (R$ 5.460). Para comparação, o minério de ferro custa cerca de R$ 0,60 o quilo.

Praticamente todas as grandes inovações da atualidade dependem de minerais críticos. É justamente por isso que as maiores potências do mundo têm se movido para garantir acesso.

Apesar do nome, as terras raras não são exatamente raras. Estão espalhadas por todo o mundo, mas em concentrações muito pequenas. O desafio é encontrar depósitos onde a extração seja economicamente viável.

Hoje, 70% da produção global vem da China, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A principal mina é Bayan Obo, no norte do país. Ela reúne enormes quantidades de todos os elementos usados em ímãs permanentes e supera em larga escala depósitos como Monte Weld, na Austrália, e Kvanefjeld, na Groenlândia.

O poder da China

Como a maior concentração está na China, o que faz do país um monopólio e isso tem preocupado Trump.

Não só a reserva está no país, como o refino. Depois de extraídos, os elementos passam por processos complexos de separação e refino até se tornarem compostos utilizáveis. Essa etapa também é dominada pela China, que lidera a produção mundial de ímãs.

O controle é ainda maior em relação a certos elementos. Os mais leves — com exceção de neodímio e praseodímio — são mais abundantes e fáceis de extrair. Mesmo assim, a União Europeia importa de 80% a 100% desse grupo da China. Para os elementos mais pesados, a dependência chega a 100%.

O domínio chinês acendeu alertas no Ocidente. Nos últimos anos, EUA e UE começaram a formar reservas estratégicas de terras raras e outros materiais críticos.

A presença dos minerais estratégicos em solo brasileiro tem despertado cada vez mais atenção de governos e empresas ao redor do mundo.

O país possui vastas reservas de recursos considerados cruciais para o futuro da economia global — entre eles, o nióbio, o lítio, o grafite, o cobre, o cobalto, o urânio e os chamados elementos terras raras. Esses minerais estão no centro das transformações tecnológicas e energéticas do século 21.

O país ainda tem outro trunfo: além das grandes reservas naturais, o país tem vantagens comparativas importantes, como matriz energética limpa, território estável, tradição mineradora e conhecimento técnico.

Estudos apontaram indícios de reserva estratégica de minerais na Bacia do Parnaíba, que abrange áreas dos estados do Maranhão, Piauí e Ceará.

Além disso, o Brasil reivindica uma ilha submersa do tamanho da Espanha, localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul. Trata-se da Elevação do Rio Grande (ERG), uma formação geológica que o país quer reconhecer como parte do seu território junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Análises geológicas indicam que essa formação submersa é uma continuação natural do território continental brasileiro. Pesquisas da USP mostram que o solo da região é geologicamente semelhante ao do interior de São Paulo. Além disso, a área é rica em minerais estratégicos, como as chamadas “terras raras”, essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.

Há também Minaçu, em Goiás, que tem depósito de terras raras em argila iônica. A região é a única a produzir minerais estratégicos em escala comercial fora da Ásia.

Além de registros no Amazonas, Minas Gerais e Bahia.

Em resumo e finalizando,  o chilique de Trump contra o Brasil, nunca foi sobre e a favor de Bolsonaro,  mas sim para obrigar o governo brasileiro a negociar as "terras raras" com a América, e como o Presidente Lula não é besta e duro na queda, agora os americanos estão abandonando Bolsonaro para negociar mais abertamente com o governo brasileiro, expondo a famílicia Bolsonaro a este papel de traidores da Pátria e muito em breve, alvo a Interpol mundo afora, daí do desespero de Dudu (Eduardo Bolsonaro) que agora perde seu único trunfo, pois perderá o mandato, as regalias, e seu único parceiro: os Estados Unidos da América, provando que "diga-me com quem andas e te direi quem és".

Keyler Simões  com G1

Iphan lista possíveis ações de identificação, preservação e salvaguarda via Política Nacional Aldir Blanc

A roda de conversa virtual sobre o 2º Ciclo da Política de Fomento Aldir Blanc, realizada na última terça-feira (22/07), apresentou diversas possibilidades de ações no campo do patrimônio cultural por meio da Política Nacional Aldir Blanc. O vídeo do debate completo está disponível no canal do YouTube do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Representantes do Departamento de Articulação, Fomento e Educação (DAFE), do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (DEPAM), do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) e do Centro Nacional de Arqueologia (CNA) do Iphan foram os porta-vozes que explanaram as diversas iniciativas voltadas para o patrimônio cultural que podem ser fomentadas pela Política Nacional Aldir Blanc.

Esta iniciativa do Governo Federal foi pensada para apoiar o setor cultural de forma contínua e estruturar o sistema federativo de financiamento à Cultura, mediante repasses de recursos pela União aos estados, municípios e Distrito Federal. São previstos cerca de R$ 3 bilhões em fomento para esse 2º Ciclo. O Ciclo 1 refere-se aos recursos repassados aos entes federativos nos anos de 2023 e 2024.

Patrimônio imaterial

A diretora substituta do DPI, Marina Duque, enfatizou que a abrangência da Política Nacional Aldir Blanc cria uma oportunidade gigantesca para a política de patrimônio imaterial, bens culturais presentes no cotidiano do povo brasileiro. Formas de expressão, lugares, celebrações e modos de fazer e saberes, são alguns exemplos.

As ações prioritárias incluem a construção e execução de Planos de Salvaguarda, intercâmbios culturais, oficinas de transmissão de saberes (valorizando mestres), divulgação e registro de materiais, e a recuperação de espaços. A política também pode fomentar a realização de inventários e a promoção da diversidade linguística brasileira, principalmente de línguas indígenas. E sempre dando atenção à participação dos grupos sociais, que é fundamental, e deve ocorrer desde o início.

Educação patrimonial

Quando o assunto é educação patrimonial, as atividades podem ocorrer em ambientes formais, como escolas, ou informais (comunitários), visando a sensibilização, a apropriação social e a valorização do patrimônio cultural. Recomenda-se a criação de ações com uma perspectiva que valorize os saberes e as experiências dos povos originários e que, além disso, sejam antirracistas e vinculadas aos princípios de busca pela igualdade. Promoção de exposições, documentários, filmes, rodas de conversa e apresentações culturais são algumas ideias de ações deste âmbito.

Patrimônio arqueológico

Com foco no patrimônio arqueológico, a Política Nacional Aldir Blanc permite projetos de zoneamento de sítios arqueológicos com cartas de potencial, que são iniciativas que buscam identificar, mapear e categorizar áreas de um território conforme o risco, a importância e o potencial para ocorrência de vestígios arqueológicos — evidências do passado humano, como artefatos, estruturas ou vestígios de antigas ocupações. A carta é um instrumento fundamental para a gestão, a preservação e o planejamento do patrimônio arqueológico brasileiro.

Além desses projetos, a política também abrange ações de recadastramento de sítios, sinalização interpretativa — incluindo tecnologias e linguagens tradicionais — e a qualificação de instituições de guarda e pesquisa para acervos arqueológicos. É importante ressaltar a obrigatoriedade da cooperação com as comunidades locais e povos tradicionais em seus territórios.

Patrimônio material

Na área do patrimônio material, a Política Nacional Aldir Blanc possibilita o financiamento de projetos de recuperação, restauração e requalificação de bens tombados, bem como de realização de inventários de bens culturais materiais móveis e imóveis, a elaboração de dossiês para o reconhecimento de patrimônio por municípios e estados, e estudos para o patrimônio ferroviário.

No caso de ações em territórios de povos e comunidades tradicionais, destaca-se a obrigatoriedade de atuar de forma pactuada com a comunidade, com direito à consulta livre, prévia e informada, podendo haver o fomento à elaboração de protocolos de consulta.

Documentos e acervos

Ações pensadas para a preservação de documentos e acervos — conservação preventiva, restauração e construção de espaços adequados, por exemplo — e para a extroversão e socialização desses acervos — organização, disponibilização física e remota, ações de educação patrimonial e democratização de acesso — também estão dentro do escopo da Política Nacional Aldir Blanc.

Serviço

O Iphan e o Ministério da Cultura oferecem apoio técnico aos interessados para execução da Política Nacional Aldir Blanc por meio de materiais de apoio, tutoriais, guias, lives temáticas, plantões de dúvidas e um canal de e-mail (pnab@cultura.gov.br) e pelos e-mails institucionais do quem é quem do Iphan.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Lula é o enredo da Acadêmicos de Niterói para o Carnaval 2026!


A Acadêmicos de Niterói escolheu contar a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval 2026. Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola campeã da Série Ouro vai levar à Marquês de Sapucaí os momentos mais marcantes da vida do primeiro operário a se tornar presidente da República.

O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins e o enredista Igor Ricardo. Segundo Tiago, o título faz referência à árvore do agreste pernambucano que servia de “brinquedo” favorito a Lula na infância. A partir desse símbolo, o enredo narra a caminhada de um menino nordestino que migra para São Paulo, ganha consciência política, lidera greves históricas e alcança o mais alto cargo do país, mesmo sem diploma universitário.


A sinopse e a logo oficial do enredo serão divulgadas no início de agosto. A azul e branca da cidade sorriso fará sua estreia no Grupo Especial do Carnaval Carioca e será a escola responsável por abrir os desfiles de domingo, no dia 15 de fevereiro.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Querem, agora, derrubar Trump por causa de pedo...


Não há limites para os que ainda não se ajustaram à metodologia do irreverente Presidente americano Donaldo Trump, pois o estão ameaçando processá-lo por envolvimento em uma suposta rede de pedofilia.

Agora, são os grandes jornais nos EUA como o New York Times, tem feito muitas matérias diárias sobre esse escândalo porque Trump não cumpre o que prometeu de apresentar a lista macabra de gente graúda que fazia parte da agenda da figura principal dessa rede, o bilionário Jeffrey Epstein que se suicidou depois que foi preso. 

Não há limites para essa perseguição a um presidente que tanto está fazendo pelo seu país, pois nunca os americanos foram tão temidos e ridicularizados como agora, ainda mais numa gestão que não tem problemas locais, apenas internacionais, pois o desemprego, segurança pública, tecnologia, educação,  saúde etc... se mostraram como problemas causados pelas outras nações,  que tanto se aproveitam dos "sempre mocinhos inocentes" americanos.

Agora, só porque Trump mantinha amizade com alguns empresários e políticos de índole suspeitas, alguns tarados por menininhas de 13 ou 14 anos de idade, que eram tratadas como mercadorias em leilões íntimos em festas frequentadas por Trump.

Indícios dessa ligação têm estado no centro das polémicas, depois de Elon Musk, em ruptura com Trump, ter levantado a suspeita, há cerca de um mês, de que o Presidente americano estivesse implicado nos ficheiros do caso de pedofilia.

Esperemos que esses probleminhas sejam superados e que deixem o super Presidente Americano e do Mundo, Donald Trump, trabalhar e fazer tudo aquilo que se esperava dele neste segundo mandato.

domingo, 20 de julho de 2025

Extrema direita tenta passar a boiada na Lei Rouanet e desviar recursos da cultura

A extrema-direita ancorada no Congresso Nacional conseguiu aprovar na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados um projeto de lei que invade competências da Lei Rouanet e sequestra os recursos destinados ao Fundo Nacional de Cultura (FNC). Se aprovado pelo plenário, o texto é devastador e retirará recursos da ordem de 2,6 bilhões de reais de projetos importantíssimos hoje financiados pelo FNC – como são os casos da Fundação Bienal de São Paulo e Cinemateca Brasileira.

O relator do projeto é Alexandre Ramagem (PL-RJ), réu por tentativa de golpe de Estado e associação criminosa no Supremo Tribunal Federal (STF), e tem autoria de Kim Kataguiri (União-SP, condenado por fazer associação entre Caetano Veloso e pedofilia), e trata de algo totalmente alheio ao campo cultural, é uma lei de incremento de estabelecimentos prisionais de segurança máxima. A apreensão do mundo artístico com o avanço do projeto no Congresso levou à adoção de um abaixo-assinado contrário à intenção que já contava com mais de 3 mil assinaturas esta tarde.

Para tentar barrar o avanço do malfadado projeto, deputados progressistas, como Denise Pêssoa (PT-RS), Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ) e Luciene Cavalcanti (PSOL-SP) tentam incluir a Comissão de Cultura na tramitação do assunto, já que ele repercute diretamente no escopo da área cultural. A perversidade do projeto consiste em transferir os recursos previstos na rubrica da Lei Rouanet para o FNC ao novo texto, como se isso fosse possível.

“Com relação à fonte de custeio dessa importante política pública, percebe-se que a revogação dos benefícios fiscais concedidos pela Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) pode recuperar aproximadamente R$ 1,5 bilhão anuais. Essa quantia, atualmente não arrecadada devido à renúncia fiscal, representa uma fonte significativa de recursos que ´poderá ser redirecionada para o aprimoramento das unidades prisionais de segurança máxima”, disse o autor, Kataguiri, quando da apresentação do Projeto de Lei. Alguém deve tê-lo advertido do equívoco logo adiante, já que os recursos da Lei Rouanet, para existirem, precisam ser primeiro captados junto à iniciativa privada, para só depois então provocarem o desconto no pagamento do Imposto de Renda. Foi então que, em maio, a frente de extrema direita resolveu avançar em recursos já existentes do sistema da Lei Rouanet, e o único deles é o fundo direto de investimento, o FNC.

Finalmente, o texto aprovado pelo relator na Comissão de Segurança Pública incluiu a supressão dos incisos V, VI e VII da Lei Rouanet e de todo o Art. 4º para que haja dinheiro vivo na aplicação do seu projeto. Contudo, a proposição continua cometendo o equívoco de dizer que tem “a finalidade de redirecionar para o sistema prisional recursos que hoje são objeto de renúncia fiscal”. É escandaloso que deputados, sejam de que partido forem, não se informem previamente (ou desconheçam profundamente) os mecanismos de financiamento público que cobiçam com tanto desvelo.

“Ao retirar recursos de uma política pública consolidada e estratégica como a cultura, o projeto enfraquece justamente um dos instrumentos mais eficazes para a redução da violência e da exclusão social”, diz o abaixo-assinado, firmado, entre outros, por Adauto Novaes, Adriana Falcão, Chico Pinheiro, Cláudia Abreu, Eliane Brum, Fábio Assunção, Fernando Gabeira, Flávia Oliveira, Itamar Vieira Jr, José Eduardo Agualusa, Lili Schwarcz, Luiz Schwarcz, Malu Mader, Milton Hatoum, Paloma Jorge Amado e centenas de intelectuais e artistas.

Arte!Brasileiros

sábado, 19 de julho de 2025

BNDES lança edital para selecionar espetáculos musicais da nova temporada do seu Espaço Cultural


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou, no último dia, 23, o edital para seleção de espetáculos musicais para a temporada 2026-2027 do Espaço Cultural BNDES, que fica na sede operacional do Banco, no Rio de Janeiro (RJ).

Abertos ao público de forma gratuita, os shows farão parte da programação das séries “Quintas no BNDES” e “Sextas Instrumentais”. Serão contratados pelo menos 160 espetáculos e será formado cadastro de reserva. As inscrições deverão ser feitas por meio de formulário online disponível no site.

Os interessados poderão inscrever seus projetos musicais nas categorias Renome, Destaque ou Novos Talentos, e nos gêneros Música Erudita, Música Popular/Instrumental ou Música Popular/Cantada. No momento da inscrição, cada projeto também deverá ser enquadrado por seu proponente em uma das faixas de cachê definidas pelo edital. Os cachês irão variar de R$ 18 mil a R$ 60 mil, conforme a categoria da qual o espetáculo faça parte e o número de músicos participantes.

“O BNDES acredita no apoio à cultura como fonte de desenvolvimento do país. Os espetáculos do Espaço Cultural BNDES são uma importante ação de valorização dos artistas brasileiros, que recebemos na nossa casa, e do próprio público, que pode participar gratuitamente de shows de alta qualidade”, comentou o presidente do Banco, Aloizio Mercadante.

O julgamento dos projetos inscritos levará em consideração o melhor conteúdo artístico, com base nos seguintes critérios: concepção do espetáculo; análise do repertório; qualidade artística da performance; currículo da persona artística (músico ou grupo musical que esteja à frente do projeto) e/ou dos músicos envolvidos no espetáculo; e potencial de comunicação.

Os 160 espetáculos melhor classificados serão contratados, sendo 48 na categoria Renome, 48 na categoria Destaque e 64 na categoria Novos Talentos. No período de vigência do concurso e a critério do BNDES, conforme a necessidade de composição da programação e observada a disponibilidade de recursos, projetos do cadastro de reserva também poderão ser contratados.

A série “Quintas no BNDES” faz parte da programação cultural da cidade do Rio de Janeiro, de forma regular, desde 1993, com apresentação de espetáculos musicais nas noites de quinta-feira no Teatro BNDES. Já “Sextas Instrumentais” é a série criada em 2014 para ampliar a programação, que passou a incluir música erudita.

Estruturação do Sistema Nacional de Cultura foi discutida em reunião

Foto: Victor Vec/ MinC

O Ministério da Cultura (MinC) promoveu, na última terça-feira (14), uma reunião geral com representantes de todas as áreas finalísticas e vinculadas do ministério para discutir o processo de estruturação e regulamentação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), além de apresentar propostas para a reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).

Realizado ao longo de todo o dia, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília (DF), o encontro integra os esforços de retomada e fortalecimento do SNC, um modelo de gestão compartilhada das políticas públicas de cultura entre União, estados, municípios e sociedade civil.

Técnicos e dirigentes do MinC debateram mecanismos de participação social, articulação federativa e institucionalização das políticas culturais, com base na lógica sistêmica do SNC.

Segundo o diretor do Sistema Nacional de Cultura, Lindivaldo Júnior (Júnior Afro), a reunião foi essencial para alinhar os entendimentos internos sobre os componentes do sistema, o mecanismos de pactuação que a legislação apresenta e as estratégias de regulamentação da Lei.

“Essa atividade faz parte do que estamos trabalhando junto às áreas do Sistema MinC, dentro de um processo que chamamos de estruturação do sistema. É algo que estamos trabalhando desde 2023, mas agora entramos na etapa da regulamentação do Marco Regulatório do SNC. Esse processo se dá em partes, não é algo estanque, como uma única lei. Há vários aspectos da legislação do sistema que precisam ser regulamentados com normativas específicas. E estamos debatendo isso com as áreas do ministério”, explicou.

Júnior Afro também destacou que a escuta interna é estratégica para garantir que as políticas públicas estejam articuladas ao SNC, além disso, para o papel da participação social.

“O que estamos construindo neste momento é entender como a participação social fortalece a estruturação do sistema e como cada área, ao construir sua política, garante os componentes necessários para que ela esteja de fato vinculada ao Sistema Nacional de Cultura. Isso inclui mecanismos de participação, pactuação federativa e financiamento público”, afirmou.

Um dos destaques do encontro foi a apresentação de um diagnóstico institucional, elaborado a partir de formulários preenchidos pelas áreas do MinC.

De acordo com Daniel Samam, coordenador-geral do Conselho Nacional de Política Cultural, a iniciativa permitiu construir um panorama das políticas culturais desenvolvidas no âmbito do ministério.

“Apresentamos um material produzido a partir dos formulários enviados para todas as áreas finalísticas e vinculadas do Ministério da Cultura. Com isso, construímos um ecossistema das políticas culturais: um levantamento geral para entender o ministério, como um todo, na produção das políticas públicas. Observamos se as políticas possuem mecanismos de participação social, articulação federativa, financiamento e se têm respaldo normativo, como leis ou decretos”, explicou.

Essas informações, segundo ele, são fundamentais para orientar a regulamentação do SNC e embasar a proposta de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural.

O coordenador ainda ressaltou a importância de compartilhar o processo com todas as áreas do ministério.

“Foi fundamental socializar com os pontos focais como está o andamento da estruturação do sistema e da reestruturação do conselho. Isso permite que cada área compreenda o papel do conselho e contribua de forma qualificada com base nas especificidades dos seus segmentos”, analisou.

No período da tarde, foi apresentada uma proposta inicial de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural. O momento serviu para aprofundar o debate sobre as atribuições, o caráter, a nova estrutura e a composição do colegiado. A discussão está em andamento na câmara temática do próprio conselho e, posteriormente, será encaminhada ao plenário para deliberação e votação.

quarta-feira, 16 de julho de 2025

Padre de Bebedouro responde a dois processos. R$ 17 milhões sem prestação de contas


O padre Walfran Fonseca dos Santos, ex-responsável pela Igreja de Santo Antônio, em Maceió, responde a dois processos judiciais que somam R$ 17 milhões. As ações envolvem a falta de prestação de contas de recursos públicos recebidos por meio de emendas parlamentares e uma indenização paga pela Braskem à paróquia, que ficava localizada no bairro de Bebedouro — área afetada pelo afundamento do solo causado pela mineração da empresa.

Um dos processos foi movido pela Arquidiocese de Maceió, que cobra explicações sobre o uso de R$ 3,1 milhões destinados ao Projeto Recriar, administrado por Walfran. Segundo a Arquidiocese, a nova gestão, iniciada em abril de 2024, identificou inconsistências na aplicação dos recursos e não encontrou documentação da administração anterior. O ex-conselheiro fiscal Ronnie Rayner Teixeira Mota também é citado na ação.

O outro processo é de autoria da própria Paróquia de Santo Antônio e questiona a aplicação de R$ 13,8 milhões recebidos como indenização da Braskem. A verba era vinculada a ações assistenciais da igreja, mas, segundo a paróquia, não houve transparência sobre o destino do dinheiro. Walfran presidia, à época, uma associação beneficente ligada à paróquia e teria deixado de declarar onde aplicou os recursos.

A Arquidiocese informou que adotou providências para resguardar o patrimônio e a missão evangelizadora da Igreja, incluindo a solicitação de auditoria externa, ações judiciais de prestação de contas e reintegração de posse de um imóvel vinculado ao projeto. O padre foi afastado conforme as normas do Direito Canônico, e a instituição reafirmou seu compromisso com a ética, a transparência e o cuidado com os mais vulneráveis, citando novos projetos sociais como sinais dessa nova fase.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares entrará na pauta da próxima reunião do CNPC


A minuta do decreto que instituirá a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares será debatida na próxima reunião do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC), prevista para agosto de 2025.

A inclusão da pauta foi acordada nesta sexta-feira (11) em reunião interna entre as secretárias Márcia Rollemberg, de Cidadania e Diversidade Cultural, e Roberta Martins, de Articulação Federativa e Comitês de Cultura.

O CNPC está presente no Grupo de Trabalho de Culturas Tradicionais e Populares, responsável pela elaboração da minuta de decreto, mas a expectativa é que o debate no próximo encontro do Conselho contribua para o aperfeiçoamento final da nova política, que tem deverá fortalecer e valorizar as mestras e mestres das culturas tradicionais e populares.

A minuta foi elaborada a partir de seis reuniões realizadas mensalmente entre novembro de 2024 e abril de 2025, com representantes de 13 secretarias e entidades vinculadas integrantes do Sistema MinC, além de convidados de 18 ministérios, 13 associações, entidades e movimentos nacionais culturais, sete pesquisadores e 54 mestras e mestres das culturas tradicionais e populares de todas as Unidades da Federação.

Grandes empresas do streaming criam associação


Para defendr os interesses das maiores empresas do streaming, no Brasil, foi criada a Strima, associação que reúne gigantes como Globoplay, Netflix, Disney+, Prime Video e HBO Max para representar o setor de streaming no Brasil. A iniciativa surge em meio à tramitação do projeto de lei que regula o VOD, já aprovado no Senado e atualmente na Comissão de Cultura da Câmara, sob relatoria de Jandira Feghali.


O projeto prevê uma taxa de 6% sobre a receita bruta das plataformas e estabelece cotas obrigatórias de conteúdo nacional. A Strima surge justamente para defender os interesses das empresas frente a essas mudanças. Será que esse novo cenário vai impactar o que a gente assiste no streaming?

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Donald Trump planeja seu próprio assassinato para sair de cena


Não é à toa que o Presidente americano, Donald Trump, está cumprindo uma agenda atabalhoada de provocações à uma diversidade de países. Seu real objetivo é criar uma série de motivos para vários possíveis atentados à sua vida.

Trump incita os mais variados líderes mundiais, provocando-os, desde inimigos históricos e declarados como o Irã, Rússia e China, como parceiros como Canadá, União Européia e até mesmo o Brasil.

O intuito é criar um clima de beligerância extrema, para que todos tenham motivação para sua morte, para esconder seus reais motivos: mascarar sua fuga, com um falso assassinato,  que deverá acontecer até março do ano que vem, 2026.

Trump está financeiramente quebrado, e sem nenhum reconhecimento histórico, com uma atuação pífia na política e história americana, e daí,  aceitou essa estratégia de sobrevivência,  no resto de vida que lhe cabe, mesmo que, para isso, cause danos ao resto do mundo, atitude peculiar de seu histórico.

Essa conclusão não é fruto de criação fictícia, mas de fatos reais provocados por Trump, desde sua posse em seu segundo mandato presidencial, pois sem a menor capacidade intelectual e política, se dispôs a fazer dinheiro com conflitos armados mundo afora,  e a falsear a defesa do modo americano de vida, agredindo e provocando outras nações.

Trump nada mais é que o palhaço sem graça,  com poder suficiente para tantas desgraças.

Fiquemos atentos aos próximos passos do "pato" Donald.

Governo de Gâmbia pede o fim do turismo sexual por idosos


O governo de Gâmbia resolveu reagir a uma prática popular desde os anos 1990: turistas idosas, especialmente britânicas, vâo ao pequeno país da África Ocidental atrás de sexo com nativos. Pacotes baratos para a ex-colônia britânica caíram como uma luva no orçamento da terceira idade e uma enxurrada de turistas desembarcou na nação, espremida pelo território do Senegal.

A reputação de turismo sexual é tão forte que o país é conhecido como "Gran-bia" (gran é vovó em inglês).

Porém, o órgão que cuida do turismo em Gâmbia decidiu reagir e implorar por "turistas de qualidade".

"O que queremos são turistas de qualidade. Turistas que venham para aproveitar o país e a cultura, mas não turistas que venham apenas para sexo", pediu a entidade, de acordo com o "Daily Star".


Um documentário chamado "Sexo na Praia" chocou os espectadores quando a repórter Seyi Rhodes revelou bares lotados de mulheres brancas idosas em busca de homens gambianos bem mais jovens e com a promessa de "sexo mais viril". Algumas chegam a se apaixonar e passam a viver em Gâmbia ou levam o parceiro para morar no Reino Unido. Há idosos também envolvidos no turismo sexual no país africano, mas em número bem menor.

Milhares de mulheres ocidentais agora viajam para os resorts da região todos os anos, transformando-os num verdadeiro Tinder para turistas ávidas por sexo com homens bem mais jovens. Por outro lado, homens locais passaram a contar com as libras que conseguem com as britânicas que desembarcam no país como uma forma de renda informal.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Gâmbia em 2022 foi de 0,495, o que deixa o país na 174ª posição no ranking global. Já no ranking da prevalência da Aids em adultos no planeta, a nação ocupa a preocupante 25ª posição.

domingo, 6 de julho de 2025

Como evitar ser vítima de captação ilegal para biometria facial?


Para evitar ser vítima de captação ilegal de imagem para reconhecimento facial, é importante ter cuidado com quem você compartilha suas informações e fotos, especialmente em ambientes online e redes sociais. Além disso, proteja seu rosto da mesma forma que você protegeria a chave da sua casa. Configure a autenticação de dois fatores em suas contas e aplicativos importantes para adicionar uma camada extra de segurança. 

Dicas adicionais:

Evite compartilhar fotos e vídeos do seu rosto em redes sociais ou aplicativos não confiáveis.

Esteja atento aos termos de uso de aplicativos e serviços que solicitam acesso à sua câmera ou fotos.

Desconfie de solicitações de informações pessoais e fotos por e-mail, mensagens ou redes sociais, especialmente se parecerem suspeitas.

Se você suspeitar de uso indevido de sua imagem, entre em contato com as autoridades competentes e as plataformas envolvidas.

Mantenha seu dispositivo móvel seguro e atualizado, pois isso ajuda a proteger suas informações pessoais.

Considere usar aplicativos de autenticação em vez de SMS para autenticação de dois fatores, pois SMS pode ser mais vulnerável a ataques. 

Em ambientes onde o reconhecimento facial é utilizado, como estádios e eventos, esteja ciente dos procedimentos e certifique-se de que eles são seguros e transparentes.

Moradores de Carneiros e Delmiro Gouveia ganham pix por fiscalizar obras públicas

Os moradores de Carneiros e Delmiro Gouveia, em Alagoas, já podem participar de um projeto-piloto inédito que estimula a fiscalização cidadã de obras públicas. A ação integra o primeiro Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI) do Tribunal de Contas da União (TCU), em parceria com o Colab — govtech especializada em aproximar governos e população.

Com 4 mil habitantes, Carneiros enfrenta desafios como estradas rurais e saneamento básico. Já Delmiro Gouveia, com mais de 50 mil moradores, lida com infraestrutura urbana e conservação de espaços públicos.

Basta baixar o aplicativo do Colab. Os moradores recebem notificações sobre obras públicas próximas, seguem as orientações, registram fotos no local e enviam pelo celular. Cada verificação validada gera um pagamento a partir de R$ 50, via Pix, em até 48 horas.

As imagens são analisadas e comparadas com dados oficiais para checar se as obras seguem o contrato e o cronograma.

“A diversidade dos municípios participantes mostra que é possível aplicar tecnologia de fiscalização cidadã em diferentes realidades, impactando diretamente na qualidade do gasto público”, afirma Gustavo Maia, CEO do Colab.

O projeto testa um modelo inovador de auditoria colaborativa, com base no Marco Legal das Startups e na nova Lei de Licitações. A expectativa é expandir o modelo para todo o país.

Política Alagoana


sábado, 5 de julho de 2025

El Salvador terá ensino superior gratuito para todos


El Salvador acaba de anunciar uma mudança histórica que promete transformar completamente o futuro da educação no país. O presidente Nayib Bukele apresentou o programa "Becas Roque Dalton", que garante ensino superior totalmente gratuito para todos os estudantes que concluírem o ensino médio, acabando com as mensalidades e democratizando o acesso às universidades e institutos técnicos salvadorenhos.

Mais do que oferecer bolsas integrais, o programa tem como meta incentivar o compromisso social, o mérito acadêmico e o engajamento cívico. Para participar, os estudantes precisam manter um bom desempenho nas notas, participar de atividades formativas extras e realizar pelo menos 60 horas de serviço comunitário. Segundo Bukele, o objetivo é formar profissionais mais qualificados e cidadãos conscientes, preparados para contribuir com a sociedade.

A iniciativa representa uma das medidas mais ambiciosas já vistas na educação do país. Com ela, o governo espera ampliar significativamente a mobilidade social, qualificar ainda mais a força de trabalho e abrir novas portas para jovens que antes poderiam não ter condições de bancar os estudos superiores. É um passo importante para reduzir desigualdades e construir um futuro mais promissor para toda uma geração de salvadorenhos.

Para quem gosta de acompanhar mudanças históricas, essa decisão coloca El Salvador no centro das discussões sobre educação gratuita e políticas públicas transformadoras.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Idosos tem desconto de até 30% na compra de carros novos


Uma nova legislação brasileira promete ampliar o acesso da população idosa à mobilidade com mais economia. Aprovada recentemente, a medida assegura a pessoas com 60 anos ou mais o direito a até 30% de desconto na compra de veículos 0 km, desde que atendam a critérios estabelecidos por montadoras e revendedoras autorizadas.

O benefício, válido para carros com valor de até R$ 120 mil, busca garantir condições mais acessíveis à população idosa, levando em conta aspectos de mobilidade, autonomia e inclusão social. A iniciativa também segue o espírito do Estatuto da Pessoa Idosa, que reconhece os direitos à dignidade e à qualidade de vida dessa faixa etária.



Além do desconto, a isenção de impostos como IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) pode ser aplicada em determinadas situações, caso o comprador se enquadre também em condições de saúde específicas que o classifiquem como pessoa com deficiência.

Para ter acesso ao benefício, é necessário:

• Comprovar idade igual ou superior a 60 anos;

• Apresentar documentação exigida pela concessionária;

• Respeitar o limite de valor estipulado por lei;

• Adquirir o veículo em nome do idoso beneficiado.

Vale destacar que o desconto pode variar de acordo com a marca, modelo do carro e políticas comerciais das montadoras.

A medida já entrou em vigor, e interessados devem consultar concessionárias para verificar a disponibilidade de modelos elegíveis, prazos e condições específicas de cada fabricante.

A nova legislação é vista como um avanço no reconhecimento das necessidades da população idosa brasileira, que cresce a cada ano e busca alternativas para manter a autonomia com dignidade e segurança no dia a dia.

Governo do Brasil investe R$ 28 milhões para fortalecer o artesanato

O governo federal anunciou, nessa terça-feira (31), um pacote de R$ 28 milhões em medidas para ampliar a formalização e fortalecer o artesan...