quarta-feira, 26 de abril de 2023

Festas juninas são reconhecidas como manifestação da cultura nacional



A Lei nº 14.555, de 25 de abril de 2023, que reconhece as festas juninas como manifestação da cultura nacional, está publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (26). Ela foi sancionada nessa terça-feira (25) pelo vice-presidente da República, no exercício da Presidência, Geraldo Alckmin.

O deputado Fábio Mitidieri (PSDE) é o autor do projeto e a relatoria é do senador Prisco Bezerra (PDT-CE). No seu relatório, Bezerra destaca que, na Região Nordeste, as festas juninas “ganharam um vigor e uma dimensão impressionantes”, mas que elas mobilizam também pessoas do sul ao norte do país. 

O senador cita Campina Grande, na Paraíba; Caruaru, em Pernambuco; e Mossoró, no Rio Grande do Norte, como cidades onde as festas são importantes para a economia desses municípios e o turismo da região.

Segundo o Ministério do Turismo, somente no estado da Bahia, o governo espera cerca de 1,5 milhão de pessoas nas festas juninas, que movimentarão R$ 1 bilhão na economia. Em Campina Grande, estima-se R$ 400 milhões e, em Caruaru, a previsão da prefeitura é R$ 250 milhões. 

Origem

Trazidas ao Brasil pelos europeus no período colonial, as festas em homenagem aos santos Antônio, Pedro e João, realizadas no mês de junho, tornaram-se ícones da cultura nordestina, integrando a produção de comidas típicas, tradições religiosas e as danças embaladas pelo ritmo do forró. A riqueza cultural do evento é um dos fatores que levam os turistas a se renderem à festa que impulsionam a economia da região, informa o ministério.

Agência Brasil

quinta-feira, 20 de abril de 2023

SECULT(AL) divulga calendário de encontros para tratar da Lei Paulo Gustavo


O Governo de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas (Secult), divulga o cronograma de reuniões setoriais que reunirá representantes de diversos segmentos culturais do Estado para debater a Lei Paulo Gustavo (LPG) de Alagoas.

Os encontros serão presenciais e acontecerão entre os dias 24 a 27 de abril, com transmissão também pelo canal da Secretaria no Youtube (https://www.youtube.com/c/secultalagoas).

De acordo com o secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa, Mellina Freitas, as reuniões têm a finalidade de colher propostas, ideias e sugestões para os editais que serão lançados no âmbito da LPG. A expectativa é que estado e municípios recebam um total R$ 77.039.452,70, sendo R$ 45.260.238,55 para Unidade Federativa e R$ 31.779.214,14 a serem repassados aos municípios.

"O nosso trabalho é garantir a aplicação dos recursos e ações direcionadas a cada setor cultural, de acordo com as suas necessidades e de forma estratégica e descentralizada. Por isso é fundamental a participação de todos que vivenciam o dia a dia do fazer cultura. São essas pessoas que irão nos auxiliar a definir onde e como serão aplicados esses recursos", explicou.

Confira abaixo as datas e os locais:

24 de Abril

Reunião com o segmento de Audiovisual

Local: Centro Cultural Arte Pajuçara

Hora:  18h


25 de Abril

Reunião com os segmentos de Artesanato, LGBTQIAPN+, Povos Tradicionais, Cultura Popular e Cultura Afro

Local: Centro Cultural Arte Pajuçara

Hora:  18h


26 de Abril

Reunião com os segmentos de Produção Cultural, Artes Cênicas, Música e Cultura Nerd

Local: Museu da Imagem e do Som de Alagoas

Hora:  18h


27 de Abril

Reunião com os segmentos de Patrimônio, Literatura, Espaços Culturais, Artes Visuais, Gastronomia, Design e Moda

Local: Centro Cultural Arte Pajuçara

Hora: 17h


Daniel Borges/Ascom Secult

Cultura: Prefeitura oferece transporte gratuito ao Pontal da Barra nesta quinta-feira (20)


A Prefeitura de Maceió vai oferecer transporte gratuito ao Pontal da Barra durante o Quinta no Pontal desta quinta-feira (20). O projeto contará com programação do festival Abril Pra Cultura, nas praças São Sebastião e Caio Porto, a partir das 17h.

Uma van ficará à disposição perto da Cadeira Gigante, na orla de Ponta Verde. O veículo seguirá para o bairro às 17h, e retornará ao ponto turístico a cada uma hora. Além do serviço, os estabelecimentos comerciais, as lojas de artesanato e os restaurantes do bairro vão funcionar normalmente.

Na Praça São Sebastião se apresentam Tony Semente e DJ Nathan Lima, e os folguedos Taieiras de Ganga Zumba e Coco de Roda Reviver. Já na Praça Caio Porto, o entretenimento fica por conta de Pedro Salvador e Ney Andrade, além da Banda da exposição Pífano Fulô da Chica Boa e da amostra Maculelê Cultura no Bairro.

As atrações do Festival Pra Cultura seguem até o final do mês de abril. O projeto é uma iniciativa da gestão municipal e nesta edição homenageia o cantor e compositor alagoano Djavan, além de incentivar a economia criativa e valorizar o segmento cultural.



quarta-feira, 19 de abril de 2023

Produção Cultural - Economia Criativa movimenta 230 bilhões do PIB do Brasil


Quando se pensa no conjunto de riquezas que um país produz, geralmente as pessoas associam as informações sobre o Produto Interno Bruto a imagem de carros em linhas de montagens nas indústrias, nos maquinários agrícolas em grandes fazendas de grãos ou no intenso fluxo de consumidores do comércio de bens e serviços. O que costuma ficar de fora da construção desse sentido de riqueza é o que se produz na Economia da Cultura e das Indústrias Criativas. Com dados mais recentes de 2020, esse setor já contribui com 3,11% para economia brasileira, bem mais, por exemplo, que a indústria automobilística, que representou 2,1% da riqueza nacional – isso sem os inúmeros incentivos fiscais e tributários que os carros detêm. Na Paraíba, os números revelam ainda uma grande oportunidade de desenvolvimento social e econômico através da cultura.

Essas informações fazem parte da plataforma PIB da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas (Ecic), do Observatório Itaú Cultural, lançada no último dia 10, em São Paulo. Após um ano e meio de desenvolvimento e participação de pesquisadores brasileiros e internacionais, foram definidas metodologias inéditas que conseguiram calcular uma movimentação de R$ 230,14 bilhões na Cultura e Economia Criativa do Brasil. Sozinho, esse segmento agrega 130 mil empresas e emprega 7,4 milhões de trabalhadores, o que equivale a 7% do total dos trabalhadores da economia brasileira. Só no ano passado, a cultura e a economia criativa geraram 308,7 mil novos postos de trabalho no país, mesmo na crise que pegou em cheio o setor.


Enquanto a economia nacional avançou 55% entre os anos de 2012 e 2020, o PIB da economia da cultura e das indústrias criativas cresceu 78%. “Isso comprova um fato que é usado mundialmente quando se fala em políticas para a cultura e indústrias criativas: esses são setores anticíclicos de crise e pró-cíclicos de crescimento. São setores que crescem mais que o restante da economia. Isso implica em melhores salários e adesão de maior produtividade ao sistema”, destaca Leandro Valiati, professor e pesquisador da University of Manchester, no Reino Unido, e da UFRGS. Foi ele quem liderou o grupo de pesquisadores neste estudo.


Investir em cultura significa também gerar oportunidade de trabalho com melhores salários e maior formalidade. A remuneração média dos trabalhadores da economia criativa é de R$ 4.180 – 49% maior que a remuneração média da economia brasileira (R$ 2.808). Cerca de 63% dos trabalhadores da economia criativa do Brasil estão ocupados no mercado formal. Esses números revelam também uma realidade de desequilíbrio que caracteriza o país e que acompanha o PIB geral dos estados e regiões nacionais. Cerca de metade (48%) dessas empresas do setor cultural está localizada na região Sudeste, 27% na região Sul, 14% no Nordeste, 8% no Centro-oeste e 2% no Norte.


“Esses números têm uma distribuição que é coerente com a distribuição do PIB de outros setores e mostra um enorme potencial. Falo isso não apenas pelo olhar de economista, mas da pessoa que se interessa muito pela cultura. Olho para isso e percebo nos estados e regiões do Brasil uma capacidade de geração de patrimônio cultural e histórico, comércio baseado em turismo e outras atividades altamente geradoras de impacto econômica por meio da cultura, você percebe um enorme potencial pouco explorado”, pondera Valiati. 



Na Paraíba, o estudo aponta que a contribuição da Ecic para o PIB foi de 0,41% no ano de 2020. Apesar desse percentual, as 1.154 que compõem o setor geraram naquele mesmo ano mais de R$ 1,74 bilhões em receita e cerca de R$ 340 milhões em lucros. Isso foi suficiente para empregar cerca de 6% do total de trabalhadores do estado. Só no quarto trimestre de 2022, o número de pessoas ocupadas na Ecic era de 88.416. Elas possuem uma remuneração média de R$ 2.232, rendimento superior ao da média estadual de R$ 1.961. As categorias setoriais que compõem mais de 75% da quantidade de empresas criativas na Paraíba são Moda (31% do total), Publicidade e Serviços Empresariais (23%), Demais Serviços de Tecnologia da Informação (10%), Cinema, Rádio e TV (9%) e Desenvolvimento de Software e Jogos Digitais (10%).


Para Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, é preciso olhar para esses números como uma estratégia para um novo ciclo de desenvolvimento pós-pandemia. “O que queremos chamar a atenção é a oportunidade de crescimento que existe no estado e o quanto isso é gerador de emprego e renda. Quando oferecemos essa informação, a gente demonstra que podemos ter um número bem maior se a gente for além das commodities. É claro que as commodities são importantes – e é isso que faz com que nosso PIB esteja positivo, inclusive. Mas a gente precisa de melhores políticas e a consciência da sociedade a respeito do nosso setor”.

O estudo cria evidências científicas qualificadas úteis para a tomada de decisão de investimentos tanto no setor público quanto no privado. Além disso, possibilita desenvolver uma narrativa sobre a importância da Cultura para que a sociedade não fique refém de desmontes realizados por políticas anticulturais e anticientíficas, como foram feitas no governo passado. “Essas políticas públicas baseadas em evidência são o que garantem estabilidade e permanência para que ela não desapareça de uma hora para a outra por uma visão diferente sobre a importância do setor. Cultura e Indústrias Criativas são relevantes e essenciais para pensar em estratégias de desenvolvimento econômico no mundo contemporâneo”, finaliza Leandro Valiati.

Joel Cavalcanti - A União 

terça-feira, 18 de abril de 2023

Governo Bolsonaro deixa mais de 2 BILHÕES de reais em insumos, remédios, equipamentos... desperdiçados por falta de uso desde 2019, inclusive vacinas contra COVID-19

Se mesmo depois de ler esta informação, você apoiar este ser nojento que presidiu o Brasil nos últimos 4 anos, é porque você é tão nojento quanto ele.

O Ministério da Saúde localizou em seu almoxarifado milhões de itens essenciais à Saúde e no combate a doenças e demais problemas da área,  como insumos, remédio, máscaras de proteção, luvas, vacinas, inclusive contra a COVID-19, no auge da pandemia, com pessoas morrendo, por falta de uso. Ou seja, o Governo Federal do Brasil comprou, provavelmente,  a preços superfaturados, prática comum daquele Presidente, bilhões de reais deste remédios e equipamentos, e não usou ou distribuiu por pura maldade e incompetência.

Genocida é pouco para definir esta aberração que presidiu o Brasil nos últimos 4 anos.


Matéria da Rede Brasil Atual

Mais de R$ 2 bilhões em insumos comprados pelo Ministério da Saúde – como medicamentos e vacinas – foram parar no lixo e acabaram incinerados nos últimos quatro anos porque não foram usados dentro do prazo de validade. A denúncia foi feita na edição da noite de ontem (17) do Jornal da Globo. A reportagem teve acesso ao relatório de um levantamento da situação realizado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados.

Segundo o telejornal, o grupo de parlamentares vistoriou o almoxarifado central do Ministério da Saúde, que fica em Guarulhos, na Grande São Paulo. O local é responsável pela armazenagem e distribuição de grande parte dos recursos de saúde do SUS. Durante a visita, na última sexta-feira (14), os integrantes da comissão descobriram outros 75 milhões de itens que vão vencer nos próximos três meses.

O relatório conclui que é evidente a falta de organização e articulação entre os processos de compras e logística e as necessidades da população.

“Com esse recurso que foi perdido, que foi desperdiçado, seria possível reformar todas as unidades federais do Inca (Instituto Nacional do Câncer). Mas, infelizmente, por falta de gestão, ele foi queimado. Para que a gente não tenha cenas como essa se repetindo, é muito importante que o Ministério da Saúde reestruture o seu projeto de logística, reestruture como distribui medicamentos e vacinas no Brasil, para que os erros do passado não sejam repetidos no futuro”, disse o deputado Daniel Soranz (PSD-RJ), integrante da comissão.


Por sua vez, o Ministério da Saúde afirmou que “o desperdício é inadmissível e demonstra o descaso da gestão no governo Bolsonaro”. A pasta disse ainda que trabalha soluções em conjunto com estados e municípios para evitar novos desperdícios.

Acúmulo de erros na Saúde

Já em 2021, em meio à pandemia de covid-19, reportagem da Folha de S.Paulo mostrava que o Ministério da Saúde de Bolsonaro, tinhado deixado vencer a validade de um estoque de testes de diagnóstico, imunizantes, remédios e outros itens avaliados à época em mais de R$ 240 milhões. No total, eram 3,7 milhões de itens que estavam inutilizados para a saúde dos brasileiros, que estavam no mesmo almoxarifado central, em Guarulhos.

Entre os produtos vencidos também estavam itens destinados a pacientes do SUS com doenças como hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, transplantados e problemas renais. Também foi perdido um lote inteiro de frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B e outras doenças, avaliado em R$ 50 milhões.


Theatro Sete de Setembro sediará Conexão Cinema entre Penedo/AL e Santos/SP


No próximo dia 28 de abril, a cidade de Penedo sediará o Conexão Cinema, promovido pelo Circuito Penedo de Cinema e o Curta Santos.

O evento de acesso gratuito começará às 19h30 e tem o apoio das prefeituras de Penedo e de Santos, sendo realizado de forma simultânea em Penedo, no Theatro Sete de Setembro, e em Santos, no Teatro Rosinha Mastrangelo.

Curtas produzidos em Penedo serão exibidos na cidade de Santos e curtas produzidos em Santos serão exibidos em Penedo de forma simultânea.

Em Penedo, serão exibidos os curtas Lee, de Fabiana Conway; O Gato Fantasma do Cemitério de Paquetá, de Dino Menezes; (Quase) no Centro da Terra, de Igor Avelar e Jonathan Aguiar; Fim, de José Roberto Torero; Paranóias de um Carente Online, de Letícia Paulino e Raízes do Mercado, de Daniel Calado Souza, Francina Ferreira de Lisboa, Jaime Santos e Samara Faustino.

Já em Santos, serão exibidos A Última Carta, de Eduarda Marques e Sérgio Onofre; Jacaré, de Bruno Ravagnolli; O Poeta do Bairro Vermelho, de Matheus Nobre; Vaudeville, de Élcio Verçosa e NAZO Dia e Noite Maria, de Andrea Paiva.

“Será o primeiro de muitos eventos que estaremos fazendo com festivais de outras cidades. É uma forma de divulgar a nossa arte e mostrar o quanto somos cinematográficos”, disse a diretora de Turismo e também produtora do Circuito Penedo de Cinema, Karlinne Cordeiro.

“O Conexão Cinema é mais uma janela que se abre para o audiovisual alagoano na sua relação com a produção nacional, além de ser um intercâmbio muito interessante que vai possibilitar a divulgação e uma maior circulação das obras. A iniciativa vai fortalecer os laços entre Penedo e Santos e todo audiovisual alagoano tem a ganhar com a parceria”, disse Sérgio Onofre, professor da Ufal e coordenador do Circuito Penedo de Cinema.

Por Thaciana Lima 

Jornalista e social media da SETUR

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Estudo revela que PIB da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas corresponde a 3,11% do PIB do Brasil



O Observatório do Itaú Cultural lançou na última segunda (10) o PIB da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas do Brasil. O indicador revela que o PIB da Economia da Cultura e das Indústrias Criativas (Ecic) apresentou certa volatilidade ao longo do período entre 2012 e 2020, atingindo um pico em 2020, correspondendo a 3,11% (R$ 230,14 bilhões) do PIB da economia brasileira.

O estudo foi realizado em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O grupo foi liderado por Leandro Valiati, economista, professor e pesquisador especializado em Cultura.




Os pilares utilizados para o cálculo são os seguintes: massa de lucros; massa salarial; impostos; Lei Rouanet; e, digital. Considerando desde os tradicionais valores das contas nacionais como salários, lucros, impostos e aluguéis, até as remunerações oriundas da digitalização do setor e da lei de incentivo à cultura (Rouanet).

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.

MinC lança Prêmio Carolina Maria de Jesus, que selecionará 40 obras inéditas escritas por mulheres



O Mistério da Cultura lançou no último dia 05, o Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres 2023. A iniciativa irá selecionar 40 obras inéditas, escritas por mulheres, com um prêmio de R$ 50 mil para cada escritora.

O evento de lançamento contou com a presença da filha de Carolina Maria de Jesus, Vera Eunice de Jesus.

São 6 categorias: contos, crônicas, poesias, histórias em quadrinhos, romances e roteiros de teatro. Das 40 obras a serem premiadas, 20% (8) deverão ser de mulheres negras, 10% (4) para mulheres indígenas, 10% (4) para mulheres com deficiência, 5% (2) para mulheres ciganas e 5% (2) para mulheres quilombolas. A Comissão de Seleção também será composta apenas por mulheres, seis no total.

As inscrições vão de 12 de abril a 10 de junho, e devem ser feitas através do site Mapa da Cultura.

Lula, não pensa antes de falar, culpa a Ucrânia por resistir a uma invasão?

Essas declarações de Lula, onde ele acusa a Ucrânia de ser uma das responsáveis pela guerra,  é absurda!!! Ela é responsável por se defender de uma invasão??? Só espero que Lula não comente nada sobre violência sexual, pois se ele disser que a mulher é uma das responsáveis pela violência, porque ela não deixa o homem abusar dela, ele vai comprar um briga muito maior que uma eleição, pois se sofremos, no ano passado, com o 2⁰ turno, nessa forma de pensar dele, a culpa é de Lula, que se dispôs a disputar com Bolsonaro.

Pelo menos eu não apoiei e não votei em Lula, para isso não. 

Um Chefe de Estado tem que pensar mil vezes antes de emitir uma opinião, principalmente, quanto a política externa, e não falar pelos cotovelos o que bem quer, pois quem fazia isso, tiramos do cargo no ano passado.

Apesar disso, Lula está certo ao afirmar que EUA e Europa incentivam a guerra, por razões econômicas.

“É preciso que os EUA parem de incentivar a guerra e comecem a falar em paz”, disse Lula. “É preciso que a União Europeia comece a falar em paz, para a gente poder convencer o Putin e o Zelensky de que a paz interessa a todo mundo, e a guerra só está interessando aos dois.”

domingo, 16 de abril de 2023

Autofilmagem - Nova prática adotada pela GloboNews ameaça profissionais



Uma mudança na GloboNews pegou de surpresa profissionais da empresa. Repórteres passarão a usar o celular para se filmar durante participações ao vivo.

Durante reunião, a direção de Jornalismo informou que os repórteres de Brasília receberão treinamento para usar o chamado “Kit Mojo”. Profissionais de outras praças, como Rio e São Paulo, temem que a prática se estenda a eles num futuro próximo.

Entre editores, o receio é que a mudança interfira no padrão de qualidade técnica dos telejornais. Outras emissoras, como a CNN Brasil e a Jovem Pan, já utilizam o “Kit Mojo”.

Na GloboNews, a prática vinha sendo usada eventualmente, como na cobertura da morte de George Floyd, nos Estados Unidos. E até mesmo em situações específicas em Brasília. Agora, contudo, a “autofilmagem” passará a fazer parte da rotina dos profissionais.

Procurada, a GloboNews informou: “Toda a Globo usa o chamado Kit Mojo, uma tecnologia móvel que usa celulares. Recentemente, muitos repórteres chegaram a Brasília para trabalhar em pontos de vivo fixos. Houve reunião para apresentar a tecnologia a eles, que será acrescentada aos pontos de vivo fixos já existentes. Contratações de cinegrafistas, quando necessárias, não deixarão de ser feitas”.

Prática gera discussão na internet

No Twitter, o advogado Dayvson Moura provocou debate ao postar a foto que ilustra esta reportagem. Nela, uma repórter aparece segurando uma câmera enquanto participa de uma entrada ao vivo.

“Gente, isso não pode ser normalizado no jornalismo. A jornalista agora tem que ser operadora de câmera e repórter ao mesmo tempo?”, questionou Moura.

Com Metrópoles

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Nação Imperial inicia nova fase de oficinas do projeto Cultura Periférica neste dia 15 de abril

O Núcleo Cultural Nação Imperial, iniciou em fevereiro passado, o projeto Cultura Periférica, que consiste na realização de oficinas culturais nos bairros de Maceió.

O projeto Culturas Periféricas consiste em diversas oficinas nos bairros das 8 regiões da nossa cidade. 

O projeto encerrou sua primeira etapa no dia 28 de março de 2023, junto com a comemoração dos 28 anos de existência do Núcleo de Desenvolvimento Sócio-Cultural Nação Imperial, quando também aconteceu a entrega de certificados aos participantes das oficinas.

Em 15 de abril de 2023 terá início a 2ª etapa do projeto com capacitação nas áreas de:  Dança-afro, Empreendedorismo, Djs, Mulher e o Hip-hop, Contação de História, Canto e coral, Oficina de Percussão, Capoeira, Maculelê, Samba de Roda, Turbantes e Colares.

As oficinas serão ministradas nos bairros do Benedito Bentes, Ouro Preto  Feitosa, Jacintinho, Reginaldo, no Poço, Pontal da Barra e Rio Novo. 


Na primeira etapa, foram atendidos aproximadamente 400 pessoas dentre elas adultos, jovens e adolescentes.

Uma das oficinas mais prestigiadas é a de Turbantes, ministrada por Tereza Olégário, que comentou: "O Turbante é, antes de qualquer coisa, uma maneira de expressão e comunicação, símbolo de resistência, pois esbanjam identidade, empoderamento e muita autoestima", explica Olégário.

Ainda, segundo ela: “Para nós, mulheres brasileiras, herdeiras da cultura afro, o turbante significa o símbolo da nossa história, de resistência à escravidão; das nossas crenças e principalmente da valorização da nossa beleza e cultura, tão negada e muitas vezes invisibilizadas para não atribuir veracidade ao que a história e a atual conjuntura mostram sobre ela”.

"Esse é o objetivo de nossas oficinas: quebrar preconceitos e ofertar oportunidades de aperfeiçoamento e aprendizagem, pois a Cultura é transformadora", concluiu Eugênio Vilela,  Prwsidente do Núcleo Cultural Nação Imperial.

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Deputado alagoano propõe projeto de Lei que prejudica a reeducação alimentar de quem fez cirurgia bariátrica



Como um deputado pode ser tão alienado, para falar o mínimo, assim? Propor um Projeto de Lei que concede às pessoas que passaram por cirurgia bariátrica um desconto de 20% em restaurantes e rodízios. É um incentivo para que as pessoas retomem o hábito de continuar comendo... e comendo carne!!

É um incentivo ao deserviço à saúde humana.

O que vai propor agora? Quem frequenta as reuniões dos Alcoólicos Anônimos ter direito a desconto em bares e restaurantes, na compra de bebidas alcoólicas?

Num país sério isso jamais aconteceria. Estimular que as pessoas coloquem suas vidas em risco, engordando o que a cirurgia bariátrica ajudou a reduzir. Para mim, é praticamente estimular uma tentativa de assassinato. Absurdo!!!

Guia Ensaio completa 23 anos neste 12 de abril


A nova edição do Guia da Cultura e Empreendedores de Alagoas - Ensaio, a quinta deste ano, já está disponível on-line comemorando um momento especial: 23 anos de vida!!!

Esta edição de 23 anos do Guia Ensaio, marca também os mais de 30 anos de produção cultural de seu criador: o Jornalista e produtor cultural Keyler Simões, que, por exemplo, em 16 de outubro de 1993 estreava na produção do programa de rádio FM: Rádio Alternativa, na Rádio Maceió FM, um programa que originou-se de um informativo que ele publicava após se formar no 2º grau, hoje Ensino Médio. Tanto o jornal como o programa eram produzidos em parceria com seu primo Andrei Voss. Foi com o programa de rádio, que já era uma paixão desde os seus 14 anos de idade, que Keyler entrou em contato, inicialmente com artistas e bandas de rock e em seguida com os mais diversos segmentos culturais de Alagoas.

Quando lançou em abril de 2000, o Guia Ensaio, Keyler foi convidado a trabalhar na Secretaria de Estado da Cultura, no Governo de Ronaldo Lessa, por Fernanda Reznik, que logo transformou-se em sua grande amiga e parceira em diversas produções."O Guia Ensaio tem muito disso, de ser um 'aproximador' das pessoas e até hoje, mesmo com sua versão na internet, muita gente me liga para pegar contatos dos mais variados, entre artistas e prestadores de serviços, principalmente dos colegas da imprensa que enxergam e tem o Guia Ensaio como uma boa fonte de pautas para seus veículo de comunicação", explica Keyler, que prossegue: “Trabalhando na antiga SECULT, pude conhecer melhor Ranilson França, que havia conhecido anos antes, e muitos dos mestres que hoje são referência, amigos queridos e que muitos entraram para a história”, finalizou.

Além dos 23 anos, temos um depoimento do atual vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, que há 20 anos, quando governador, lançou um dos maiores projetos de divulgação de Alagoas: o ALAGOAS DE CORPO E ALMA.

Esperamos seguir por muito mais tempo divulgando, cadastrando e motivando a cultura de Alagoas, pois temos talentos... muitos talentos.

O cadastro e atualização de dados são espontâneos e podem ser feitos pelo WhatsApp (82) 99971-4281 ou no site www.guiaensaio.blogspot.com.


As categorias cadastradas são:​

1.Arquivos, Patrimônio Material, Imaterial e Museus

2.Artesanato, Moda e Design

3.Artes Cênicas

4.Artes Visuais, Arte digital e Fotografia

5.Audiovisual

6.Cultura Afro-Brasileira

7.Culturas Populares

8. Instituições

9.Literatura, Livro e Leitura

10.Música

11.Prestadores de Serviços e Comércio

12.Produtores Culturais

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Rede Social não é campo de batalha


Uma breve análise: as redes sociais não foram criadas para disseminar mentiras, violência, incitar crimes... se elas não cumprem seu real papel que é aproximar pessoas, entretendo, promovendo carreiras, serviço etc... e passa a promover e divulgar ideias e ações violentas sob qualquer olhar jurídico ou moral, devem ser mesmo retiradas do ar. Já basta a violência na vida real, pelo menos, na vida digital merecemos ser o que tanto procuramos ser: felizes e civilizados. E isso não é censura, é responsabilidade com o interesse público,  de todos.

Não vamos encher nossas escolas e creches com armas. Não se admite símbolos de violência em locais de educação e desenvolvimento social.

Como dizia Pitágoras: "Vamos ensinar as crianças  para que não tenhamos que punir os adultos".


Keyler Simões 

Jornalista e Produtor Cultural

terça-feira, 11 de abril de 2023

Carta de São Paulo - Cultura como Valor foi lançada nesta terça (11) no Itaú Cultural



Um documento que pactua o interesse da rede formada pelo Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Ministério da Cultura, Fundação Casa Rui Barbosa e Fundação Itaú, em aprimorar os estudos sobre o PIB (Produto Interno Bruto) da Economia da Cultura e Indústrias Criativas (ECIC) no Brasil.

Além do lançamento da carta, os secretários estaduais e dirigentes puderam contribuir com discussões sobre os resultados do estudo realizado pelo Observatório Itaú Cultural com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Desses dados publicados nesta segunda-feira (10), um índice inédito revela que o segmento corresponde a 3,11% das riquezas geradas no Brasil no ano de 2020, superando a setor automobilístico, que respondeu a 2,1% do PIB, com um ponto percentual a menos que a cultura e as indústrias criativas no mesmo intervalo.

A carta apresenta ações prioritárias e quais os dados específicos para a construção do estudo piloto do PIB da ECIC no âmbito dos Estados Unidos Municípios.

O presidente do Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Cultura, Fabrício Noronha, destacou a importância do lançamento da pesquisa e da imersão realizada com a equipe da pesquisa, do observatório de cultura e gestores municipais e estaduais. “A pesquisa traz um retrato atualizado e robusto do tamanho do setor cultural, o que provocou a construção de uma agenda de incorporação desses dados pelos gestores. Os resultados da pesquisa são importantes para buscar recursos e conversar com a sociedade, pois são números expressivos que traduzem a cultura do setor cultural tanto para dentro quanto para fora do governo. Isso nos dá respaldo fundamental para seguir em frente.”

sábado, 8 de abril de 2023

Linha Direta retorna dia 04 de maio




Dia 04 de maio, um dos programas de maior sucesso, do início deste século, na Globo, o Linha Direta está de volta.

Reformulado e com Pedro Bial no comando, a atração será exibida nas noites de quinta-feira, a partir do dia 4 de maio. O conteúdo investigativo, marca registrada do programa, se une a uma estrutura narrativa que combina apresentação, reportagem e simulações de casos que ganharam destaque na sociedade brasileira.

O novo Linha Direta apresentará, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, um crime já solucionado com o auxílio da dramatização de atores, e outro com desfecho ainda em aberto e com foragidos da justiça. Pedro Bial também entrevistará personagens ou testemunhas que tiveram ligações com as vítimas e que possam aprofundar as histórias através de seus depoimentos.


O Linha Direta tem apresentação de Pedro Bial, direção artística de Monica Almeida, direção geral de Gian Carlo Belotti, e direção de gênero de Mariano Boni. A redação final é de Pedro Bial e Marcel Souto Maior e a produção de Anelise Franco. O programa será exibido às quintas-feiras, após Cine Holliúdy.

Vereadora de Maceió sugere criação de Estatuto de Liberdade Religiosa sem ouvir demais religiões



A Vereadora por Maceió Gaby Ronalsa apresentou nesta semana, à Mesa Diretora da Câmara de Vereadores uma proposta de projeto de Lei instituindo a criação de um Estatuto de Liberdade Religiosa, mas sem ouvir demais religiões.

Com certeza a vereadora, explicitamente católica fervorosa, deve ter sido motivada pelos últimos fatos de agressões à imagens de santos, em praças e igrejas de Maceió, e tenta demonstrar alguma tomada de atitude, mas de uma forma antidemocrática e claramente motivada por questões religiosas e não,  cidadãs.

Ao propor a implementação de um Estatuto de Liberdade Religiosa, inclusive uma data de combate à intolerância religiosa, 25 de maio, há um desconhecimento de nossa história. A data contra a intolerância religiosa é 21 de janeiro, e em Maceió e em Alagoas, temos o 01 de Fevereiro,  quando se deu o maior caso de crime e intolerância religiosa de Alagoas e talvez, do Brasil: O Quebra de 1912, quando milícias armadas destruíram terreiros e casas religiosas de matriz africana, além de violentar e expulsar seus adeptos. Ou seja, há mais 110 anos essa parcela considerável de nossa sociedade vive e convive com tamanha violência.

Os atos contra imagens de santos católicos em Maceió ocorridos ultimamente, apesar de graves, não estão claros se se deram por intolerância ou por puro vandalismo, apesar de serem ofensivos da mesma forma, mas as motivações e os autores precisam ser identificados, processados e detidos.

Conheço a seriedade da Vereadora, e sei que não existe nenhum interesse de desprestigiar qualquer religião,  mas no campo de políticas públicas se exige um rito mínimo para se propor um Estatuto como esse, e vamos aguardar os representantes das demais religiões se pronunciarem, pois a minha liberdade religiosa não pode avançar a liberdade religiosa do meu próximo,  pois somos todos cidadãos.

terça-feira, 4 de abril de 2023

Alagoas de Corpo e Alma – Há 20 anos surgia o maior projeto de divulgação das potencialidades de Alagoas

Edição em Aracaju (SE) 


Em 2003, Alagoas e o Brasil passavam por um novo momento político. Lula havia sido eleito Presidente da República e em Alagoas, Ronaldo Lessa derrotara Fernando Collor na disputa ao Governo do Estado e iniciava seu segundo mandato como governador.

Ronaldo já havia dado claros sinais de valorização do Turismo e da Cultura alagoana em seu primeiro mandato, mas guardou para seu segundo mandato a ideia de um dos projetos mais interessantes de divulgação de Alagoas.

Após uma reforma administrativa com tantas mudanças, criou-se a Secretaria de Articulação Externa (SAE) e convidou Patrícia Mourão, que vinha do Turismo, e Fernanda Reznik, que vinha da cultura, para a pasta que surgia com a missão de divulgar nacionalmente e internacionalmente as potencialidades e negócios de Alagoas.


Nesta mesma época, Ronaldo estava lançando o livro “Ronaldo Lessa - Coragem para Sonhar e Fazer”, baseado numa entrevista realizada dia 13 de junho de 2002, na residência de Iara Bentes, então Chefe do Cerimonial do Estado, à beira da Lagoa Mundaú, em Maceió. Com a participação do entrevistado, o governador Ronaldo Lessa, e dos profissionais de comunicação e professores Ari Cipola, Audálio Dantas, Fátima Almeida, Liara Gomes Nogueira, Rogério Moura e Ruy Xavier que coordenou os trabalhos.


Eliezer Setton

Então foi pensado um projeto de divulgação de Alagoas onde tivéssemos representantes do setor produtivo, turismo, cultura e a parte política ficava com a própria presença do então Governador, lançando o livro. Surgia aí o Alagoas de Corpo e Alma, timidamente. A área cultural era representada pela apresentação do coreógrafo e dançarino, mineiro radicado em Alagoas, Edu Passos, numa performance de cerca de 5 minutos. Depois, o cantor Eliezer Setton se dispôs a participar com um número musical e de curiosidades entre os estados de Alagoas e o que nos receberia.


Patrícia Mourão

Como lembra Patrícia Mourão: “A ideia surgiu numa conversa com o Governador Ronaldo Lessa, na época, num avião, inclusive o próprio nome do projeto, com o objetivo de fazermos uma divulgação integrada de Alagoas, que levasse cultura, turismo, possibilidades de captação de investimentos... e foi assim que começamos a estruturar o projeto. Começou pequeninho e foi ganhando forma, com estas grandes linhas que por um lado o próprio Governo, modernizando-se no sentido de manter-se afinado com o passado, por exemplo com aquelas duas palestras de Wanda Menezes e Zezito Araújo... a Wanda, inclusive, era a primeira Secretária da Mulher, no país. Além da palestra do próprio Ronaldo sobre negócios e investimentos em Alagoas, nas casas de indústria e federações do comércio nos Estados”, relembrou.

Timidamente o projeto estreou, em sequência, em duas capitais: Natal, no Rio Grande do Norte, e em Fortaleza (CE). Cada uma num dia diferente, mas seguidos. Geralmente os locais de realização do evento eram cedidos pelos Estados anfitriões, como hotéis ou centros de convenções. A solenidade tratava-se de boas vindas dos anfitriões, um vídeo sobre a Alagoas daquele momento, aberta a investimentos, saudações de ambos os Estado por meio de seus respectivos governadores, palestras de Zezito Araújo e de Wanda Menezes, sobre a história negra em Alagoas e sobre a Delegacia e combate à violência à Mulher, respectivamente, e encerrava-se com a apresentação de Edu Passos, com uma performance de dança afro. Em seguida, Ronaldo Lessa fazia uma pequena sessão de autógrafos de seu livro.

Ronaldo Lessa


Segundo o próprio Ronaldo Lessa, atual vice-governador do Estado, e Governador à época:

“O Alagoas de Corpo e Alma surgiu da necessidade de divulgarmos nossas riquezas de forma mais efetiva dentro de um projeto cultural, pois já havíamos participado de workshops em Buenos Aires, em Santiago... mas precisávamos de mais divulgação aqui no Brasil mesmo, fazendo com que, por exemplo, o gaúcho viesse conhecer nossas praias, nossos artistas...

A ideia, claro, foi a de valorizar o nosso pessoal... os nossos artistas, fazendo com que acontecesse o que aconteceu após a pandemia: um turismo nacional forte aqui no nosso estado.

Ou seja, levarmos uma amostra do que tínhamos de melhor na música, na dança,  no teatro, nas artes visuais...”, disse Lessa.

Foram dezenas de artistas locais ou radicados em Alagoas que participaram do projeto e guardam boas recordações, como Edu Passos, dançarino e coreógrafo: “Ouvi falar desse fabuloso projeto, quando fui convidado pela produção artística do mesmo, para ser o bailarino que faria um tributo ao líder negro Zumbi dos Palmares, através de um solo de dança afro. Aceitei de imediato. Na mesma época, o meu amigo percussionista Guda, que reside em Belo Horizonte/MG, estava passando uma temporada de férias em Maceió, foi quando convidei para ser o músico que ia tocar para eu dançar. Ele aceitou de imediato e formamos a dupla que faria o tributo ao Zumbi dos Palmares dentro do projeto. Tive o privilégio de participar de todas as edições do projeto. A que mais me marcou foi na edição de Belo Horizonte/MG. Sendo eu um mineiro radicado em Maceió, e com todos os meus familiares e amigos morando em Belo Horizonte, a maioria estava na plateia do Teatro Palácio das Artes para prestigiar o espetáculo Alagoas de Corpo e Alma. Para mim foi muito emocionante e marcante vendo os meus me aplaudindo de pé”, relembra Edu, demonstrando orgulho e saudades.

As duas primeiras edições foram consideradas um sucesso, mas já com detecção de pequenas falhas ou de futuras melhorias e aperfeiçoamento.

Havia muita curiosidade e admiração por Ronaldo Lessa, pela forma como ele já tinha governado Alagoas no primeiro mandato, quando dentre tantas coisas, ele adotou o uso do colete da Defesa Civil, em 2002 após fortes chuvas que castigaram o Estado. Deixando milhares de desabrigados. Em seguida, o governador se comprometeu a não deixar de usar o colete, enquanto não colocasse as contas do estado em dia e melhorasse o nível de vida da população.

Mácleim

Para Mácleim, cantor e compositor: “Eu participei da edição do Rio de Janeiro e também da de Recife. No Rio,  fiz duas apresentações: uma no Pavilhão de São Cristóvão,  que abriga a feira do Nordeste, e outra no extinto Canecão,  que foi a apoteose do projeto, no Rio. O projeto foi um grande esforço do governo Ronaldo Lessa em divulgar, além fronteiras,  a música e a cultura alagoana produzida naquele momento. Só por esse aspecto já merece todo reconhecimento positivo”.


Junior Almeida

Outro cantor e compositor que relembra com carinho do projeto é Junior Almeida: “Eu não lembro ao certo quando comecei a ouvir do projeto, porque na época eu trabalhava na Secretaria de Cultura do Estado e já vivenciava a movimentação. Eu participei de duas edições: a de Recife e do Rio de Janeiro, que foram duas experiências maravilhosas levando nosso trabalho apresentando bem, com uma estrutura bem montada e preparada para nos receber e aos produtos que o estado mostrava, e sempre com a presença do Governador do Estado na época, Ronaldo Lessa. Foi um momento importante para a cena musical, bem diversa, e por isso tive uma das melhores impressões possíveis para divulgar nossa arte, como um todo, de forma arrojada, e se na época eu já via tudo isso como importante, hoje em dia é que seria fundamental, levar um conjunto de pessoas tão diverso, para divulgar nossa arte tão rica.

A edição do Rio de Janeiro foi inesquecível, ainda mais por tocarmos no Canecão, com tanta gente boa daqui e nacionalmente como Toni Garrido, Hermeto Paschoal, Leila Pinheiro.

Além disso teve a temporada no Teatro Deodoro, num conjunto de artistas aqui de Alagoas, de primeira, e tudo com uma produção voltada e preocupada conosco. Foi sensacional”.


Canecão

 
Com Dona Ivone Lara



Edu Passos


Paulo Poeta e Chico de Assis, no espetáculo 
"Graciliano- um brasileiro alagoano"




Toni Garrido e o nosso escultor de miniaturas
em palitos de fósforos, Arlindo Monteiro




Toni Garrido e o saudoso maestro José Cícero,
da banda de pífanos Esquenta Muié, de Marechal Deodoro

O Alagoas de Corpo e Alma, percorreu 10 capitais, todas do nordeste, com exceção de Salvador, e mais Belo Horizonte e Rio de Janeiro.


1. Natal

2. Fortaleza

3. Aracaju

4. Teresina

5. João Pessoa

6. Belo Horizonte

7. São Luís 

8. Brasília

9. Recife

10. Rio de Janeiro

Em todas as cidades o projeto foi sempre bem recebido, pelo público, autoridades, parceiros e pela imprensa, como lembra Patrícia Mourão:

“A cultura também sempre teve um papel importante e crescente no projeto, no começo apenas com a performance de dança afro de Edu Passos, e depois com Eliezer Setton e culminou com toda aquela carga cultural, no Rio de Janeiro, em que ocupamos teatros, Sesc Copacabana, restaurantes e chegando no Pavilhão de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão. O sucesso do espetáculo “Graciliano – um brasileiro alagoano", com Paulo Poeta e Chico de Assis, bem como  o show de nossa culinária no SENAC, as artes plásticas... o Museu da República com lançamento de vários livros.

Tudo isso com parceiros importantíssimos como o SEBRAE, a Federação das Indústria de Alagoas, as secretarias de estado como a da Indústria e Comércio, da Comunicação, da Secretaria de Turismo, de Cultura, o Maceió Convention Bureau, os hotéis.

Mobilizamos uma galera gigantesca, sendo um projeto inovador e até hoje continua sendo, pois conquistamos espaços nas mídias nestas cidades e estados, como nunca. Ronaldo sempre era entrevistado nos jornais locais, principalmente nos “Bom Dia...”. O ACA foi um projeto inovador e arrojado e até hoje, se o projeto existisse, ele teria o mesmo impacto ou até maior, graças as parcerias que fizemos, mas sempre com a cultura abrindo portas com todo nosso potencial e histórico”.

O então Governador do Estado, Ronaldo Lessa, já vinha sendo reconhecido por seu trabalho de sensibilização cultural e turística, além da inovação planejada para os outros setores:

“O que vemos hoje, com certo conforto, foi construído no passado como o nosso Aeroporto,  o Centro de Convenções... inclusive com melhorias que ocorreram daquele tempo para cá,  como a necessidade de ampliação do nosso aeroporto.

Então, o Alagoas de Corpo e Alma foi muito importante, pois poder mostrar e falar de nossas potencialidades Brasil afora foi importante para nosso desenvolvimento.

Sem dúvidas foi uma decisão acertada investir no projeto Alagoas de Corpo e Alma, pois as pessoas que fazem nossa história,  cultura, música,  artes cênicas, pinturas. Eu acho que valeu!! Valeu ter construído essa história e para o futuro próximo vamos precisar de algo assim, nos profissionalizar um pouco mais no turismo por exemplo, onde temos uma evolução muito grande em outras cidades, coisas estruturais que, quem depende do turismo, como Alagoas, precisa fazer quando nos dispomos a divulgar nosso estado,”, concluiu.

Profissionalmente, o Alagoas de Corpo e Alma marcou vários artistas. “No Rio de Janeiro, me apresentei no Canecão. Umas das casas de espetáculos mais famosas da cidade naquela época. Essa experiência foi muito importante para mim. Meu sonho era assistir um show no Canecão, e quando me deparei, estava eu lá dançando naquele palco que sempre quis conhecer como espectador.  Também a emoção de conhecer e encontrar nos bastidores um ídolo meu, o cantor e compositor Toni Garrido, vocalista da banda Cidade Negra, que participou desta edição do projeto Alagoas de Corpo e Alma, no Canecão, explica o emocionado o dançarino Edu Passos.

Alguns dos artistas que fizeram parte do elenco do Alagoas de Corpo e Alma:

  1. Allan Bastos
  2. Altair Pereira
  3. Arlindo Monteiro
  4. Banda de Pifanos Esquenta Muié
  5. Bateria da Escola de Samba Mangueira
  6. Betinho Batera
  7. Beto Leão
  8. Carlos Moura
  9. Chico de Assis
  10. Duofel
  11. Edu Passos
  12. Elaine Kundera
  13. Eliezer Setton
  14. Fagner
  15. Félix Baigon
  16. Graciliano, um brasileiro alagoano
  17. Hermeto Pascoal 
  18. Ivone Lara
  19. Jorge Vercilo
  20. Juliano Gomes
  21. Junior Almeida
  22. Leci Brandão
  23. Leila Pinheiro 
  24. Leureny 
  25. Mácleim 
  26. Máfia Nordestina
  27. Mirna Porto
  28. Nelson da Rabeca
  29. Paulo Poeta
  30. Ricardo Lopes
  31. Toni Garrido
  32. Tororó do Rojão 
  33. Van Silva
  34. Wado
  35. Wilma Miranda
  36. Wilson Miranda
  37. Xique Baratinho
  38. Xote.com
  39. Zezé Mota

Todos os artistas nacionais que participaram do projeto, foram convidados por terem alguma história com o nosso Estado de Alagoas.


Com a Diretora de Articulação Nacional, 

na época, Fernanda Reznik


Ter participado do Alagoas de Corpo e Alma também marcou minha vida, me dando mais experiência profissional e de vida. Trabalhei na Produção de todas as edições, já que trabalhava com Fernanda Reznik e Patrícia Mourão na Secretaria de Articulação Externa. Compartilhar de todos aqueles momentos com tanta gente boa de nosso Estado, principalmente dos artistas, em grande maioria meus amigos ou por quem eu já nutria uma admiração.

Algumas das lembranças do projeto são de dois grandes mestres que já se foram: Nelson da Rabeca e Tororó do Rojão.

No show, na edição do Rio de Janeiro, no Canecão, os músicos se apresentavam e eram seguidos um por um. Na vez de Nelson da Rabeca, pela sua idade e até inocência, foi combinado que ao acabar sua apresentação de cerca de 2 minutos, a Mestre de Cerimônias do evento, a atriz Zezé Motta, entraria no palco e o conduziria até os bastidores para o show seguir. O problema foi que Zezé se distraiu nos bastidores e Seu Nelson acabou a apresentação e ficou lá no palco, sozinho...Não deu outra: todo o Canecão o aplaudiu de pé e ele ergueu a pequena rabeca, com aquele sorriso e simpatia, como aqueles roqueiros erguem suas guitarras... o Caneção quase veio abaixo de emoção  e felicidade... Zezé entrou no palco e teve que aguardar os aplausos diminuírem para que os dois saíssem do palco. Foi inesquecível!


Nelson da Rabeca, na Feira de São Cristóvão


Os outros dois momentos dizem respeito ao “Chaplim alagoano”, Tororó do Rojão. No primeiro deles, fui até o aeroporto Santos Dumont recepcionar àquele grupo de cerca de 30 artistas alagoanos que chegara. Vi todos rindo muito ao chegarem ao saguão e não demorou muito para que me contassem, que Tororó, tirando onda da aeromoça, disse que não queria aqueles biscoitinhos que estavam servindo. Ele disse: “Moça, isso não é comida não... me veja aí um cuscuz com charque para eu encher o bucho”. Disseram que o avião todo caiu na risada. No segundo momento, os alagoanos estavam se apresentando no Pavilhão de São Cristóvão, centro gastronômico nordestino. Eram dois palcos, um em cada extremidade do pavilhão... de repente a plateia de um dos palcos esvaziou, e quando fomos ver estavam todos no segundo palco assistindo a Tororó do Rojão, cantando entre outras músicas “Seu Cuca é eu”, além de fazer todas aquelas suas dancinhas e peripécias no palco. O público enlouqueceu com Tororó, e não queria que ele deixasse o palco, e na verdade, nem ele. Foi emocionante demais.

O projeto Alagoas de Corpo e Alma marcou uma época, ao mesmo tempo que se tornou atemporal, podendo ser replicado, com pequenas atualizações, principalmente tecnológicas, pois é um formato inovador e ao mesmo tempo simples de ser aplicado. Alagoas ganhou muito com o projeto marcando a vida de todos os profissionais que dele participaram.

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