domingo, 22 de agosto de 2021

Dia do folclore - A paixão pelas tradições populares




Quando eu era criança o Dia do Folclore era sinônimo de vestir-se de matuto para dançar coco, na escola, ou fantasiar-se de Saci Pererê ou outros personagens.
No segundo grau, a maior referência do Dia do Folclore era o chapéu do Guerreiro.
Quando fui para a Universidade isso só mudou em meu terceiro ano do curso de Jornalismo, quando através de uma bolsa de estudo da Pró-reitoria de Extensão com a participação do então Secretário de Cultura do Estado (1997), Ranilson França, participei de um trabalho de recuperação do grupo Fandango do Pontal.
Íamos duas a três vezes por semana ao Pontal da Barra, em Maceió, para registrar e incentivar os ensaios do grupo, que já estava inativo há alguns anos.
Nessa época conheci o meu primeiro mestre de folguedo: Mestre Isaldino, último detentor das letras das músicas do Fandango, tão importante para aquela comunidade. Seu Isaldino era fantástico, sempre extremamente educado, atencioso e um líder nato, respeitado por todos.
Meu contato com ele e com todos do Fandango, foi fundamental para a minha aproximação e interesse pela cultura popular.
Indo aos ensaios do grupo, filmando, fotografando e gravando seus áudios despertaram naquele estudante de Jornalismo o interesse em valorizar, registrar e difundir o folclore... a cultura popular e  13 anos depois fui trabalhar na Secretaria de Estado da Cultura, e além disso, foram diversos projetos, eventos e produtos gerados e dedicados à cultura popular, até a admiração e curiosidade viraram um eterno caso de amor que faço questão de alimentar há 24 anos...
Viva o Dia do Folclore!!! Viva o Mês das Tradições Populares!!! Viva Alagoas!!!










quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Consumidor tem que reclamar seus direitos


Hoje aconteceu um fato interessante. Ao termimar minhas compras no supermercado Unicompra, do Parque Shopping, em Cruz das Almas (Maceió), me dirigi ao caixa. Chegando lá, já me chamou a atenção que só haviam dois caixas abertos, fora aqueles caixas para compras pequenas e pagas exclusivamente em cartão. Dos dois abertos, um era para o público idoso. Tudo bem, pensei... não durou um minuto e já começei a me agoniar e me indignar, pois haviam três pessoas na minha frente e já chegaram mais duas depois de mim.
Olhei para o balcão de atendimento e vi que tinham pelo menos quatro funcionárias de camisa amarelinha do supermercado. Saí da fila com meu carrinho de compras e fui até o balcão. "Boa noite, o Unicompra ainda tem gerente de atendimento?" Perguntei sarcasticamente. A moça respondeu: " Tem sim senhor. É que agora às 18h..." Nem ouvi o resto. " Moça já são mais de 18h e só tem dois caixas abertos e com filas grandes... é uma falta de respeito, pois até o caixa preferencial está com uma fila enorme.." Logo, uma das funcionárias, sempre gentis, disse, já fazendo menção que iria conduzir meu carrinho: " Venha moço,  ela vai abrir o caixa 4 agora". Eu respondi: "Tudo bem, mas não sou só eu não.  Tem pessoas na minha frente". Peguei o meu carrinho, voltei para a fila dos caixas e falei para os clientes que estavam na minha frente que iriam abrir o caixa 4, e realmente já havia uma funcionária no caixa iniciando o trabalho. Dois clientes foram para a fila do caixa que ia abrir, na minha frente, agradeceram e pagaram suas compras. 
Passamos as nossas compras, sem problemas. E quando chegou a minha vez de passar, percebi que um outro caixa já tinha sido aberto. Ou seja, foi só uma questão de chamar a atenção. Educadamente. Sem alardes e na paz. Agradeço às funcionárias do Unicompra que agiram com agilidade e gentileza.
O consumidor é um cliente e merece o melhor sempre. Reclamar é preciso, pois às vezes basta uma chamada de atenção, com respeito todos se entendem e resolvem seus problemas.



 

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Banda de pífanos Esquenta Muié- Clip ESQUENTA MUIÉ




Clip retirado do videodocumentário Esquenta Muié - 30 anos de pífanos de Alagoas,  dirigido e produzido pelo jornalista e produtor cultural Keyler Simões.

Lançado em 2008 e premiado pelo Ministério da Cultura no Prêmio Culturas Populares 2009 - Edição Mestra Dona Isabel, o filme relata os trinta anos de existência da banda de pífanos Esquenta Muié, de Marechal Deodoro, Alagoas.

 

De pênis na mão!!!

A coisa tá russa!! Mulher expulsa assaltante com pênis na mão. O fato ocorreu na Rússia e o bandido saiu sem roubar nada.

Uma questão de educação

Não se assuste com os termos atribuídos ao atual Presidente do Brasil, muitos de baixo nível e até mesmo desrespeitosos, principalmente com uma autoridade. Pelo menos, podíamos pensar assim antigamente, mas vale lembrar que essas pseudoautoridades nada mais são que meros servidores públicos, são nossos servidores, mas não é por isso que podemos lhe conferir termos de baixo calão, mas pelo fato, por exemplo, do atual Presidente não se dá ao respeito e nem respeitar ninguém,  muito menos o povo brasileiro, a quem ele serve. Se não respeita, não tem moral alguma para pedir ou exigir respeito. Vale a máxima que diz: " Aqui se faz, aqui se paga", tão corriqueiramente utilizada por gente de tão baixo nível, não só intelectual, mas, principalmente, de caráter. Por isso não se assuste quando alguém ofender a este bandido na Presidência e oferecer-lhe uma banana bem dada.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Ping-pong com Bolsonaro

Por falta do que exibir e por uma necessidade imensa  por verba publicitária da SECOM, um apresentador de tv lambe-botas resolveu fazer uma entrevista ping-pong com o Presidente.

O pulha: Excelência suprassumo de todos nós, vamos ao nosso ping-pong?

Bozo: Claro... só não tenho a bola... ah, ah... essa foi boa... não foi!?

O pulha: Então vamos lá. Eu falo uma palavra e o senhor responde. OK?

Um filme: Quanto mais idiota melhor

Melhor ator: Chuck Norris

Um programa de Tv: Os trapalhões 

Prato: Enroladinho

Viagem: a novela?

Um ídolo: palhaço Bozo

Um time: o que estiver ganhando

Uma cor: amarelo

Um desejo: virar gente

Uma roupa: pijama listrado 

Uma jóia ou adereço: algemas

Um palavrão: Constituição

Um livro: de contos 

Um desejo: de nunca ter nascido

É isso aí.  Nosso mito é... é... é isso aí...


A jeguitude do Presidente

O acidente de percurso eleito Presidente do Brasil, em 2018, BostaNauro, mostra-se a cada dia mais estúpido e imbecil e faz questão de reiterar essa imagem. Fala besteira o tempo todo. Age como um idiota dos mais nojentos. Mal educado, grosso, ignorante. Um idiota completo, eleito por idiotas e mau-caráteres que vivem expondo o Brasil ao ridículo e nada de concreto sobre isso foi feito, e ainda tem o seu lado corrupto e de seus filhos e asseclas.

Jamais um país sério elegeria uma besta como ele, mas o ódio manipulador da nossa classe média e os afortunados (muitos suspeitos de enriquecimento ilícito) o puseram na Presidência. Não há terminologia mais degradante que o defina e nem ao momento que o Brasil passa devido ao seu governo.

A ineficaz demonstração de poder da manhã desta terça (10), foi mais um capítulo desta deprimente fase do Brasil, assim como tivemos fase da ditadura militar e do "fiscais do Sarney", passaremos, venceremos e será relegada à lixeira histórica tupiniquim. É só uma questão de tempo. A hora dele vai chegar!

O desfile da vergonha nacional

O desfile de tanques promovido pelo alienado Presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, na data de hoje, 10 de agosto, mostra o total despreparo dele e de sua assessoria. Expor as forças armadas a este papel ridículo, com velharias, se comparado, aos desfiles de forças bélicas, que com certeza inspiram o alienado, como os desfiles na China ou Coréia do Norte, de governos totalitários, antidemocráticos.

As loucuras deste líder, que já nasceu decadente, de ignóbeis custam caro à nação e expõe o país inteiro a um papel de berço da imbecilidade. Seu despreparo e sua infantilidade enchem os olhos de todo o país. Uns por admiração, por um igual, na temeridade e a grande maioria, como nós,  por vergonha e raiva por sermos obrigados a ver coisas assim.

domingo, 8 de agosto de 2021

O que faz de alguém um bom gestor público?

A aplicação correta dos recursos públicos é um bom passo para ser um bom gestor. Mas não é tudo. Quando pensamos em gerir um pasta pública, logo pensamos na capacidade de investir a verba pública disponível, mas saber onde aplicar e onde buscar esses recursos também é fundamental. 

O gestor público tem que ter responsabilidade e acima de tudo, tesão pelo que faz. Vibrar com o trabalho e com os resultados alcançados.

Trabalhar com o dinheiro público desperta a desconfiança e as expectativas da população. Desconfiança pois no Brasil, em geral, todos os gestores públicos são culpados até que se prove o contrário. Aquela visão de que quem está no poder público está para benefício próprio. E não é bem assim. Temos pessoas sérias e dedicadas ao interesse público. Os incompetentes e ladrões ainda são uma minoria. Há quem entenda o conceito real de bem público, mas quase sempre há aqueles que dificultem o trabalho sério. Mas a competência de um bom gestor é sempre reconhecida.

Saber lidar com os recursos públicos é só uma parte da fórmula, lidar com a equipe, com o público e com a imprensa também faz parte dos atributos do bom gestor. Educação é fundamental.

E, ao meu ver, por último, é imprescindível a um bom gestor público saber que tudo é passageiro, que você está ali por um tempo determinado, pois a renovação é salutar para o bem coletivo. Então faça o que tem que fazer enquanto o tempo lhe permite.

Informalidade x Poder Público - a cultura de quem espera


Política cultural e produção cultural andam lado a lado sofrendo pela falta de iniciativa do poder público e da própria iniciativa privada, e só piorou nos últimos tempos, quando o Governo Federal por ignorância e por medo sucateou a estrutura cultural, montada nas últimas duas décadas no Brasil. Ignorância por não saber e entender o quanto se gera na cultura, e por medo para minar qualquer atitude pensante de quem se opõe aos desmandos de uma estrutura governamental alienada ou até mesmo má intencionada.

A política cultural se implementa pelo poder público, seja municipal, estadual ou nacional, com a participação de todos os segmentos afins. Leva-se tempo para sua adoção. A produção cultural é muitas vezes a execução da tal política cultural ou simplesmente a realização de vários eventos ou promoção de produtos, projetos e articulação entre vários segmentos culturais, visando, muitas vezes sua própria subsistência.


Como em qualquer área a formalização visa o desenvolvimento profissional, fortalecendo a cadeia produtiva e, consequentemente, seu entorno como os municípios, estados e o país, gerando emprego, recolhendo impostos e investindo nos talentos locais. Só que na cultura isso acontece de forma lenta, e normalmente sem muita sustentabilidade. Quando Gilberto Gil foi Ministro da Cultura, no início dos anos 2000, implementou-se uma política cultural que organizava e desenvolvia os segmentos culturais e seus entes. Essa política foi sendo adotada também nos Estados e municípios, com alocação de recursos e adoção de editais, gerando renda e desenvolvimento. Infelizmente,  essa política não resistiu ao Governo de Michel Temer e do Governo atual.

Contudo, é fundamental que a classe artística, produtores, consultores, captadores, técnicos se capacitem, se atualizem e estejam regulamentados, com suas pessoas jurídicas, pois todo governo é passageiro, mas as exigências legais permanecem e ter uma empresa ainda é primordial, por mais trabalho que isso gere, mas é essencial se profissionalizar, porque o talento apenas não gera receita contínua.

Seja um (a) grande artista, mas procure se cercar de bons profissionais, e lembre-se que ganhar dinheiro com o seu talento não é motivo de vergonha, e sim um orgulho e demonstração de sua capacidade de inovar e vencer na vida com o que te faz feliz e realizado.

sábado, 7 de agosto de 2021

A cultura e o preço de sua informalidade

Com a famigerada pandemia do COVID-19 diversos segmentos econômicos foram afetados de tal forma, que muitos negócios e postos de trabalho foram extintos, como é o caso de pousadas, fábricas, lojas de comércio popular, lojas de shopping, agências de turismo etc... mas muitos deles tem uma política de salvamento e até de assistencialismo, através de linhas de crédito e financiamento.

Existem políticas de ajuda a empresas aéreas, produtores de bens alimentícios, a parcelas do turismo, empresas de ônibus, dentre outras. Quando a coisa aperta mesmo para alguns destes setores, já existem leis e procedimentos de ajuda a estes empresários,  ou a pelo menos a alguns deles.

E a Cultura, como fica nisso?? Talvez devido a sua grande informalidade, os reais fazedores e produtores culturais, artistas e técnicos ficam a mercê, muitas vezes, às benesses políticas e de amigos empresários do entretenimento, como aconteceu, em muitos casos, na aplicação da Lei Aldir Blanc que precisou ser criada para legitimar o repasses do Governo Federal, através do projeto, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Foram cerca de três bilhões de reais destinados, não só para quem produz cultura como também dos que apenas a reproduzem ou a exploram, como certos ambientes não muito culturais, mas tudo isso levou meses de discussão e manipulação do governo federal, tudo porquê não havia um programa pré-existente de apoio ou socorro a quem vive, de fato, da cultura. 

A informalidade na cultura ainda é muito alta e deverá permanecer assim ainda por algum tempo, pois os próprios artistas, em sua maioria, ainda não conseguem viver de fato de sua arte, e a vêm ainda como hobby, e hobby você faz por prazer e não por necessidade, com uma relação madura de trabalho.

Torcemos que estes meses de inatividade tenham despertado realmente o lado empreendedor e empresarial de quem trabalha de fato com a cultura, para que possa, no futuro, trabalhar por direito com ela.